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4140208 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFC
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O alívio de não ser tão importante

Por Pedro Guerra Kuman

01 No início dos anos 2000, um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta

02 considerada constrangedora. Não era provocação nem descuido: era parte de um experimento

03 de psicologia social. Depois de alguns minutos entre olhares dispersos e conversas paralelas,

04 perguntaram a ele quantas pessoas haviam reparado na vestimenta. “Metade da sala”,

05 respondeu confiante. Todavia, na prática, pouco mais de um quinto percebeu.

06 Lembrei-me dessa história dias atrás, quando um amigo me disse: nós não somos tão

07 importantes assim.

08 Nós, pessoas de pensamento acelerado, tendemos a acreditar que a catástrofe é uma

09 certeza que eventualmente vai nos encontrar. Antecipamos cenários inexistentes, ensaiamos

10 diálogos que nunca existirão, prevemos um enredo que, de tanto ninguém querer ver, ele nem

11 mesmo acontece. Gostamos de acreditar que somos protagonistas da nossa própria história —

12 e, em alguma medida, somos mesmo. A questão é que, na vida dos outros, na maioria das

13 vezes, a gente é só figurante.

14 A Psicologia chama isso de “efeito holofote”: a tendência de acreditar que há sempre um

15 foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos

16 assistindo. E de fato: a vida é uma eterna performance. Porém, muitas vezes esquecemos que

17 nem sempre seremos o centro da plateia alheia. Não porque sejamos irrelevantes ou porque

18 ninguém se importe em absoluto, mas porque cada um está ocupado demais tentando

19 administrar as próprias dores.

20 Na sociedade da vitrine, nos acostumamos a sermos observados o tempo inteiro. Há

21 reação, há métrica — há sempre algum número medindo nossa existência. As redes sociais

22 reforçaram essa sensação de palco permanente. Sem perceber, passamos a buscar confirmação:

23 eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora. Curioso como, em pleno século 21,

24 ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna.

25 Para mim, a frase do meu amigo foi como um lembrete: nem todo mundo está interessado

26 no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos. É quase mágico esse

27 momento em que percebemos o alívio de não ser tão importante. Funciona quase como uma

28 redenção, um desprender-se. É o local onde se pode errar em paz. Afinal, se o mundo não para

29 por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos

30 nossos fracassos. E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso. É a

31 constatação de que o mundo é grande demais para girar em torno dos nossos tropeços. E que,

32 ainda assim, seguimos pertencendo a ele.

33 Talvez o erro seja acreditar que precisamos ser protagonistas o tempo todo. Há uma

34 liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que

35 outra. Para todos os efeitos, basta estar. Basta aprender a ser espectador. No fim, quem sabe a

36 vida não esteja nem aí para cada malabarismo das nossas performances. Ela só quer que a gente

37 esteja presente e que saibamos existir sem tanto esforço.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/o-alivio-de-nao-ser-tao-importante-cmmdhxr1b01bg016a3bk8hyoi.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a manutenção do sentido original dos excertos, analise as seguintes propostas de reescrita de trechos retirados do texto, assinalando C, se corretas, ou I, se incorretas.

( ) De “um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta considerada constrangedora” para “um estudante entrou numa sala cheia enquanto usava uma camiseta considerada constrangedora”.

( ) De “eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora” para “eu quero ser aceito já que não corro o risco de ficar de fora”.

( ) De “Basta aprender a ser espectador” para “Basta que aprendamos a ser espectadores”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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4140153 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
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Os níveis de organização da linguagem exercem influência direta sobre os processos de leitura e escrita, atuando de forma integrada no desenvolvimento da fluência leitora e da produção textual. Cada nível contribui de maneira específica para a consolidação das habilidades linguísticas ao longo da escolarização. Considerando essas inter-relaçôes, analise as assertivas:

I. O nível fonológico apresenta maior destaque no início da alfabetização, quando a criança está aprendendo a relacionar fonemas e grafemas. Contudo, sua relevância diminui nas etapas posteriores, deixando de exercer influência significativa sobre a ortografia e a compreensão leitora.
II. O nível morfológico favorece a leitura fluente, pois o reconhecimento de afixos e radicais auxilia na identificação mais rápida de palavras complexas. Entretanto, sua contribuição para a escrita limita-se predominantemente à elaboração de enunciados simples.
III. O nível semântico, relacionado à amplitude vocabular e à eficiência no acesso lexical, contribui para a fluidez e para a compreensão textual, porém sua importância restringe-se, sobretudo, às fases iniciais do processo de alfabetização.
Está(ão) INCORRETA(S):
 

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4140019 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).
A respeito de aspectos gramaticais presentes em trechos do texto, analise as assertivas a seguir.

I. Em A quietude do instante me abraça, o pronome oblíquo átono me exerce função de objeto direto da forma verbal.
II. Em Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia, a expressão Ao visitar a biblioteca indica circunstância temporal e apresenta verbo em forma nominal.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
 

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4140018 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).
A análise de elementos linguísticos em contexto exige atenção às funções sintáticas e aos valores assumidos pelas palavras no interior do enunciado. Com base em trechos do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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4140017 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).
No período Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano, o emprego dos dois-pontos justifica-se por introduzir:
 

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4140016 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).
No trecho Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão, a posição do pronome oblíquo átono em relação à forma verbal exemplifica um caso de:
 

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4140015 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).

No período Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, a oração iniciada por se completa o sentido de uma forma verbal anterior, desempenhando função sintática propria de ____________.

Por isso, classifica-se como oração subordinada substantiva _______________.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?

 

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4140014 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).
A respeito de aspectos gramaticais presentes em trechos do texto, analise as assertivas a seguir.

I. Em Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira, o sujeito da forma verbal e simples.
II. Em lembro das minhas amadas tias, a forma verbal lembro e transitiva indireta no contexto apresentado.
III. Em é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas, a expressão com cuidado exerce função de adjunto adverbial de modo.

Está(ão) CORRETA(S)
 

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4140013 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).
No trecho A quietude do instante me abraça, a construção verbal projeta um efeito expressivo que ultrapassa a literalidade, atribuindo ação a um elemento abstrato. Nesse contexto, a figura de linguagem predominante e a recurso por meio do qual se confere traço de ser animado a realidade não humana ou não concreta.
Qual alternativa preenche, CORRETATVENTE, a lacuna acima?
 

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4140012 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Dom Feliciano-RS
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Serena filosofia
    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais é silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, ern busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.
    Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nós. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia até me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.
    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memória salva da ferrugem me faz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão proximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não é algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.
    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.
    Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.
Autor: Gilmar Marcílio GZH (adaptado).
A afirmação final - Desconheço a orfandade. Sou uma multidão - condensa sentidos disseminados ao longo do texto. No contexto da crônica, essa passagem sugere, sobretudo, que o eu enunciador:
 

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