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4053787 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Fundação Osório
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Texto III
Luísa Mahin
No século 19
Luísa Mahin nasceu
Com origem africana
Sua história aconteceu
E com incessante gana
Seu nome prevaleceu
Vinda da Costa da Mina
Afirmava ser princesa
Mas vendida como escrava
Teve na luta a certeza
Depois de alforriada
Demonstrou sua proeza.
Viveu como quituteira
E morou em Salvador
Usou com inteligência
Seus talentos de sabor
Pois usava o tabuleiro
De mensagens portador.
Nos quitutes que vendia
Ela neles enrolava
As mensagens escondidas
Que em árabe espalhava
Ajudando nos motins
Que também organizava.
[...]
Gostaria que Luísa
Fosse muito mais lembrada
Nas escolas brasileiras
Fosse sempre ali citada
É por isso que lutamos
Pra que seja memorada.
ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis.
São Paulo: Pólen, 2017. p. 87-92. 
No livro Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis, do qual se extraiu o Texto III, Jarid Arraes empreende um projeto literário de resgate da história de diferentes mulheres negras brasileiras apagadas pelo discurso oficial. O trabalho com o cordel sobre Luísa Mahin mostra-se produtivo com turmas de
 

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4053785 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Fundação Osório
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Texto II

Kehinde


A borboleta que esbarra em espinhos rasga as próprias asas.

Provérbio africano


Eu nasci em Savalu, reino de Daomé, África, no ano de um mil oitocentos e dez. Portanto, tinha seis anos, quase sete, quando esta história começou. O que aconteceu antes disso não tem importância, pois a vida corria paralela ao destino. O meu nome é Kehinde porque sou uma ibêji e nasci por último. Minha irmã nasceu primeiro e por isso se chamava Taiwo. Antes tinha nascido o meu irmão Kokumo, e o nome dele significava “não morrerás mais, os deuses te segurarão”. O Kokumo era um abiku, como minha mãe. O nome dela, Dúróoríìke, era o mesmo que “fica, tu serás mimada”. A minha avó Dúrójaiyé tinha esse nome porque também era uma abiku, e o nome dela pedia “fica para gozar a vida, nós imploramos”. Assim são os abikus, espíritos amigos há mais tempo do que qualquer um de nós pode contar, e que, antes de nascer, combinam entre si que logo voltarão a morrer para se encontrarem novamente no mundo dos espíritos. Alguns abikus tentam nascer na mesma família para permanecerem juntos, embora não se lembrem disto quando estão aqui, no ayê, na terra, a não ser quando sabem que são abikus. Eles têm nomes especiais que tentam segurá-los vivos por mais tempo, o que às vezes funciona. Mas ninguém foge ao destino, a não ser que Ele queira, porque, quando Ele quer, até água fria é remédio.

GONÇALVES, Ana Maria. Um defeito de cor. Rio de Janeiro: Record, 2020. p. 19.



Vocabulário

Ibêji: os gêmeos entre os povos iorubá.

Abiku: “criança nascida para morrer”.

O Texto II é o parágrafo de abertura do romance histórico Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves.

Considerando-se a leitura literária como um processo dialógico e a sala de aula como uma comunidade de leitores, o professor poderia, nessa passagem, salientar, na mediação da obra em uma turma de 1a série do ensino médio, o seguinte aspecto:

 

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4053784 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Fundação Osório
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Texto I

Ensinando a transgredir

Durante algumas semanas, antes de o Departamento de Inglês do Oberlin College decidir me efetivar como professora, fui assombrada pelo sonho de fugir — de desaparecer —, até mesmo de morrer. O sonho não era uma reação ao medo de eu não conseguir a estabilidade no cargo. Era uma reação à realidade de que eu ia conseguir a estabilidade. Eu tinha medo de ficar presa na academia para sempre.

Em vez de ficar eufórica quando fui efetivada, caí numa depressão profunda que me pôs a vida em risco. Visto que todos ao meu redor achavam que eu devia me sentir aliviada, contente, orgulhosa, senti- -me “culpada” por meus “verdadeiros” sentimentos e não consegui partilhá-los com ninguém. O ciclo de aulas me levou à ensolarada Califórnia e ao mundo new age da casa da minha irmã, em Laguna Beach, onde pude esfriar a cabeça por um mês. Quando partilhei meus sentimentos com minha irmã (ela é terapeuta), ela me garantiu que eles não eram nem um pouco impróprios. Disse: “Você nunca quis ser professora. Desde quando éramos pequenas, tudo o que você sempre quis foi escrever.” Ela tinha razão. Todos sempre partiram do pressuposto de que eu seria professora.

[...]

Mas o sonho de me tornar escritora sempre esteve presente dentro de mim. Desde a infância, eu acreditava que iria lecionar e escrever. O escrever seria o trabalho sério e o lecionar, o “emprego” não tão sério de que eu precisava para ganhar a vida. O escrever, conforme pensava então, era uma questão de anseio particular e glória pessoal, enquanto o lecionar era um serviço, uma forma de retribuir à comunidade. Para os negros, o lecionar — o educar — era fundamentalmente político, pois tinha raízes na luta antirracista. Com efeito, foi nas escolas de ensino fundamental, frequentadas somente por negros, que eu tive a experiência do aprendizado como revolução.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. p. 9-10. Adaptado.

Os gêneros textuais devem ser avaliados mais por suas funções sociodiscursivas do que por seus traços linguísticos estruturantes.

O Texto I, introdução do livro da escritora bell hooks (pseudônimo estilizado com iniciais minúsculas), define- -se também como um relato pessoal, apresentando uma hibridização entre gêneros textuais, uma vez que

 

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4053783 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Fundação Osório
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Texto I

Ensinando a transgredir

Durante algumas semanas, antes de o Departamento de Inglês do Oberlin College decidir me efetivar como professora, fui assombrada pelo sonho de fugir — de desaparecer —, até mesmo de morrer. O sonho não era uma reação ao medo de eu não conseguir a estabilidade no cargo. Era uma reação à realidade de que eu ia conseguir a estabilidade. Eu tinha medo de ficar presa na academia para sempre.

Em vez de ficar eufórica quando fui efetivada, caí numa depressão profunda que me pôs a vida em risco. Visto que todos ao meu redor achavam que eu devia me sentir aliviada, contente, orgulhosa, senti- -me “culpada” por meus “verdadeiros” sentimentos e não consegui partilhá-los com ninguém. O ciclo de aulas me levou à ensolarada Califórnia e ao mundo new age da casa da minha irmã, em Laguna Beach, onde pude esfriar a cabeça por um mês. Quando partilhei meus sentimentos com minha irmã (ela é terapeuta), ela me garantiu que eles não eram nem um pouco impróprios. Disse: “Você nunca quis ser professora. Desde quando éramos pequenas, tudo o que você sempre quis foi escrever.” Ela tinha razão. Todos sempre partiram do pressuposto de que eu seria professora.

[...]

Mas o sonho de me tornar escritora sempre esteve presente dentro de mim. Desde a infância, eu acreditava que iria lecionar e escrever. O escrever seria o trabalho sério e o lecionar, o “emprego” não tão sério de que eu precisava para ganhar a vida. O escrever, conforme pensava então, era uma questão de anseio particular e glória pessoal, enquanto o lecionar era um serviço, uma forma de retribuir à comunidade. Para os negros, o lecionar — o educar — era fundamentalmente político, pois tinha raízes na luta antirracista. Com efeito, foi nas escolas de ensino fundamental, frequentadas somente por negros, que eu tive a experiência do aprendizado como revolução.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. p. 9-10. Adaptado.

Os sinais de pontuação são expedientes gráficos que auxiliam não só na composição do tecido coesivo do texto, mas também na construção da intencionalidade do sujeito discursivo.

No Texto I, em “Quando partilhei meus sentimentos com minha irmã (ela é terapeuta), ela me garantiu que eles não eram nem um pouco impróprios.” (parágrafo 2), a opção pelos parênteses isolando a oração aponta para um(a)

 

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4053782 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: Fundação Osório
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Texto I

Ensinando a transgredir

Durante algumas semanas, antes de o Departamento de Inglês do Oberlin College decidir me efetivar como professora, fui assombrada pelo sonho de fugir — de desaparecer —, até mesmo de morrer. O sonho não era uma reação ao medo de eu não conseguir a estabilidade no cargo. Era uma reação à realidade de que eu ia conseguir a estabilidade. Eu tinha medo de ficar presa na academia para sempre.

Em vez de ficar eufórica quando fui efetivada, caí numa depressão profunda que me pôs a vida em risco. Visto que todos ao meu redor achavam que eu devia me sentir aliviada, contente, orgulhosa, senti- -me “culpada” por meus “verdadeiros” sentimentos e não consegui partilhá-los com ninguém. O ciclo de aulas me levou à ensolarada Califórnia e ao mundo new age da casa da minha irmã, em Laguna Beach, onde pude esfriar a cabeça por um mês. Quando partilhei meus sentimentos com minha irmã (ela é terapeuta), ela me garantiu que eles não eram nem um pouco impróprios. Disse: “Você nunca quis ser professora. Desde quando éramos pequenas, tudo o que você sempre quis foi escrever.” Ela tinha razão. Todos sempre partiram do pressuposto de que eu seria professora.

[...]

Mas o sonho de me tornar escritora sempre esteve presente dentro de mim. Desde a infância, eu acreditava que iria lecionar e escrever. O escrever seria o trabalho sério e o lecionar, o “emprego” não tão sério de que eu precisava para ganhar a vida. O escrever, conforme pensava então, era uma questão de anseio particular e glória pessoal, enquanto o lecionar era um serviço, uma forma de retribuir à comunidade. Para os negros, o lecionar — o educar — era fundamentalmente político, pois tinha raízes na luta antirracista. Com efeito, foi nas escolas de ensino fundamental, frequentadas somente por negros, que eu tive a experiência do aprendizado como revolução.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. p. 9-10. Adaptado.

No Texto I, o uso das palavras culpada e verdadeiros, em oposição às palavras aliviada, contente, orgulhosa (parágrafo 2), materializa a ideia de que a autora
 

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Considere o trecho a seguir.

[...] a educação continua como um dos mais graves dilemas brasileiros. O Estado, corriqueiramente não age a contento para corrigir as distorções no acesso à educação, bem como permite a existência de uma estrutura de ensino muito desigual. Com isso, as dificuldades de acesso e permanência dos estudantes na rede de ensino se perpetuam historicamente.

MOURA, Alessandro de. Educação, Estado e classes sociais no Brasil: a sociologia da educação de Florestan Fernandes. In: Revista Fim do Mundo, nº 12, jul/dez, 2024.

Na perspectiva do autor, para a educação pública brasileira ser verdadeiramente um sistema inclusivo e democrático, é urgente garantir condições de

 

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Inteligências artificiais entram em campo contra e a favor da desinformação 

Enunciado 4986579-1
Enunciado 4986579-2
Enunciado 4986579-3
Enunciado 4986579-4

A palavra destacada está empregada de acordo com as regras de concordância nominal da norma-padrão da Língua Portuguesa em:
 

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Inteligências artificiais entram em campo contra e a favor da desinformação 

Enunciado 4986578-1
Enunciado 4986578-2
Enunciado 4986578-3
Enunciado 4986578-4

O sentido da palavra papagaio, na expressão papagaio estocástico (parágrafo 10), tem um caráter
 

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Inteligências artificiais entram em campo contra e a favor da desinformação 

Enunciado 4986577-1
Enunciado 4986577-2
Enunciado 4986577-3
Enunciado 4986577-4

No trecho “Quando eu finalmente pedi para ele fazer uma minibiografia minha, ele me matou. Por quê? Porque o tema da vez, o contexto, era a morte. Por isso, quando ele gerou a minha biografia, ele já gerou com um assassinato, esclarece.” (parágrafo 4), as palavras destacadas estabelecem, respectivamente, as seguintes conexões textuais para desenvolver a argumentação:
 

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Inteligências artificiais entram em campo contra e a favor da desinformação 

Enunciado 4986576-1
Enunciado 4986576-2
Enunciado 4986576-3
Enunciado 4986576-4

A frase em que a concordância verbal está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa é:
 

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