Foram encontradas 353.694 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.
Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás
desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial
para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de
bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi)
Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos,
explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno
do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já
haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou
se seria possível produzir também tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a
sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando
começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de
roupas tem crescido de forma tão exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia
uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão
longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e
com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode
mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com
dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do
planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização,
a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se
fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um
pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três
horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de
80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é
feita a clarificação do material com água oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o
bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa.
"Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de
fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais.
Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou
Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que
representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país
processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra
2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço.
Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por
safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é
descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica)
nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos,
como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.
Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás
desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial
para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de
bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi)
Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos,
explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno
do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já
haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou
se seria possível produzir também tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a
sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando
começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de
roupas tem crescido de forma tão exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia
uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão
longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e
com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode
mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com
dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do
planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização,
a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se
fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um
pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três
horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de
80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é
feita a clarificação do material com água oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o
bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa.
"Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de
fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais.
Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou
Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que
representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país
processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra
2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço.
Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por
safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é
descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica)
nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos,
como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".
Levando em conta os aspectos fonológicos da língua, abrangendo a prosódia e a ortoepia, tanto dos vocábulos presentes no texto quanto de outros alheios a esse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. Nos vocábulos 'entrevista' e 'projeto', nota-se que os segmentos iniciais concorrem para uma articulação mais fluente: no primeiro, em razão da ocorrência de um dígrafo vocálico; no segundo, pela justaposição imediata de duas consoantes inseparáveis.
II. A letra 'u', quando ocorre após 'g' ou 'q', pode assumir diferentes comportamentos fonéticos: em certos casos, realiza-se como vogal ou semivogal, sendo efetivamente pronunciada, como em 'quando'; em outros, integra um dígrafo, não se manifestando na cadeia sonora, como em 'equino'.
III. Determinadas formas admitidas pelo sistema ortográfico comportam variações na grafia em razão de diferentes realizações fonéticas, como ocorre com 'abrupto', que pode ser registrado tanto com hífen (ab-rupto) quanto sem hífen (abrupto), sendo ambas as formas consideradas corretas.
IV. A silabada configura um desvio de prosódia que consiste no deslocamento indevido do acento tônico de uma palavra. Em muitos casos, por desconhecer a sílaba tônica correta, o falante acaba por não a pronunciar de forma adequada. Desse modo, vocábulos como 'ureter' e 'sutil' são corretamente pronunciados com acento tônico na última sílaba, ao passo que 'rubrica' e 'avaro' são, por vezes, indevidamente articulados como proparoxítonos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.
Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás
desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial
para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de
bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi)
Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos,
explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno
do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já
haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou
se seria possível produzir também tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a
sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando
começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de
roupas tem crescido de forma tão exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia
uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão
longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e
com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode
mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com
dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do
planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização,
a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se
fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um
pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três
horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de
80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é
feita a clarificação do material com água oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o
bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa.
"Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de
fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais.
Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou
Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que
representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país
processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra
2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço.
Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por
safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é
descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica)
nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos,
como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".
Com base na análise sintática, julgue as afirmativas a seguir:
I. A forma verbal 'foram' encontra-se no plural em razão de concordar com um termo essencial da oração, representado por dois núcleos, diferentemente da construção 'É bom resolver o problema', em que o sujeito não está determinado na frase.
II. O verbo 'haver' apresenta comportamento intransitivo, uma vez que integra uma locução verbal e, de forma isolada, não estabelece relação de transitividade, atuando apenas como verbo auxiliar do verbo 'desenvolver'.
III. O pronome relativo 'que' em 'que levaram...' exerce a mesma função sintática do pronome 'a', considerando o verbo 'falar', na construção 'Mandei-a falar com o responsável pela venda'.
IV. A expressão 'tecido' exerce a mesma função sintática do pronome 'que' na frase 'O livro que eu li é genial!'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
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Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás
desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial
para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de
bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi)
Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos,
explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno
do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já
haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou
se seria possível produzir também tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a
sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando
começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de
roupas tem crescido de forma tão exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia
uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão
longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e
com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode
mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com
dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do
planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização,
a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se
fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um
pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três
horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de
80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é
feita a clarificação do material com água oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o
bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa.
"Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de
fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais.
Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou
Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que
representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país
processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra
2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço.
Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por
safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é
descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica)
nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos,
como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".
Analise a classificação da oração iniciada pelo 'que' em "que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola..." e identifique a alternativa CORRETA.
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Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.
Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás
desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial
para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de
bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi)
Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos,
explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno
do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já
haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou
se seria possível produzir também tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a
sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando
começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de
roupas tem crescido de forma tão exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia
uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão
longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e
com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode
mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com
dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do
planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização,
a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se
fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um
pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três
horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de
80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é
feita a clarificação do material com água oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o
bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa.
"Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de
fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais.
Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou
Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que
representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país
processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra
2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço.
Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por
safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é
descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica)
nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos,
como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".
Regência é o processo sintático pelo qual uma palavra determinante subordina uma palavra determinada. Com base nisso, analise as afirmativas sobre a regência dos verbos presentes no trecho, bem como daqueles observados fora desse contexto.
I. O verbo 'levar', no trecho, atua como bitransitivo, apresentando um complemento direto e outro indireto.
II. O verbo 'poluir' é geralmente intransitivo, como apresentado no trecho, mas pode aparecer como bitransitivo, como na construção: 'O indivíduo tentou poluir a imagem do seu oponente'.
III. O verbo 'assistir', no sentido de 'ajudar', 'prestar socorro' ou 'assistência', 'servir' ou 'acompanhar', pode reger tanto objeto direto quanto objeto indireto. Assim, são aceitas, segundo a norma-padrão, as construções: 'O médico assistiu o doente' ou 'O médico assistiu ao doente'.
IV. O verbo 'adorar' exige objeto indireto, como nas construções 'Ela lhe adora muito' e 'Eu adoro a Deus'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
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Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás
desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial
para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de
bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi)
Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos,
explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno
do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já
haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou
se seria possível produzir também tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a
sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando
começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de
roupas tem crescido de forma tão exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia
uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão
longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e
com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode
mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com
dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do
planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização,
a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se
fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um
pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três
horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de
80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é
feita a clarificação do material com água oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o
bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa.
"Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de
fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais.
Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou
Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que
representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país
processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra
2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço.
Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por
safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é
descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica)
nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos,
como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".
Considerando as classes de palavras, julgue as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'poucos' determina o substantivo 'recursos', exprimindo ideia de quantidade indefinida e reduzida, o que denota escassez. Em outros contextos, o vocábulo pode ocorrer de forma invariável, assumindo função adverbial, como em 'Por favor, me dê um pouco de pudim', indicando pouca quantidade de algo.
II. Em razão da evolução histórica da língua, os substantivos terminados em '-ão', não seguem uma única regra de formação do plural, podendo apresentar três desinências distintas. No caso de 'seleção', admite-se apenas o plural 'seleções', ao passo que o vocábulo 'vilão' admite as formas 'vilãos', 'vilões' e 'vilães'.
III. A forma verbal 'acreditava' ao ser transportada para o pretérito perfeito do indicativo resultará em 'acreditou'. Do mesmo modo, o verbo 'intervir' assume, nesse mesmo tempo e modo verbal, a forma 'interviu', como em 'A professora interviu no caso'.
IV. A palavra 'jovem' exemplifica que qualquer vocábulo, quando empregado de forma material, pode ser substantivado, passando a submeter-se às regras de flexão e de derivação próprias dos substantivos; o mesmo observa-se em 'Os nãos já temos'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
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Com base nisso, analise as afirmativas a seguir sobre as figuras de linguagem e identifique a alternativa INCORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.
Episódios recentes envolvendo rotas marítimas próximas ao Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — retomou o debate sobre a segurança da oferta global de energia, desde o abastecimento aos preços dos fretes, da inflação energética e estabilidade logística.
O Brasil aparece como um caso particular entre as grandes economias: ao mesmo tempo em que o mercado global acompanha a volatilidade do petróleo, o país amplia a produção agrícola e, com ela, a oferta potencial de matérias-primas para energia renovável. A avaliação é da Fex Agro da rede de revendas de insumos em Mato Grosso.
Segundo o CEO da empresa, Daniel Barbosa, o avanço da colheita de grãos amplia a oferta de ativos energéticos ligados ao agronegócio brasileiro é uma oportunidade para que o país avance na geração de alternativas, como os biocombustíveis.
"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva", afirma.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam avanço consistente da safra, com mais de 50% da área de soja, principal cultura agrícola do país, colhida.
O executivo se demonstra otimista ao defender que a expansão da produção agrícola reforça a disponibilidade de insumos para diferentes rotas energéticas. "O país colhe grãos, mas também amplia a oferta de matéria-prima para etanol, biodiesel, biometano e novas alternativas energéticas. Poucos países possuem um programa de biocombustíveis tão avançado quanto o brasileiro, o que aumenta a resiliência diante de choques externos", ressalta.
A discussão ganha relevância no momento em que o setor de biocombustíveis apresenta propostas para acelerar a transição energética no país, após a COP30, evento que culminou no documento "Fósseis", com etapas de transição até 2040.
O documento sugere ampliar o uso de etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biometano, produzido a partir de resíduos agropecuários, especialmente em regiões produtoras, e hidrogênio de baixa emissão de carbono.
Para a Fex Agro, a atual conjuntura internacional tende a reforçar a relevância desse modelo energético. "Quando petróleo, frete e segurança logística voltam ao centro do debate global, países capazes de produzir energia a partir do próprio campo passam a ter outro peso econômico. O Brasil já tem essa estrutura e ainda possui espaço para expandi-la", afirma o executivo.
Barbosa também defende maior visibilidade internacional para a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Segundo ele, a legislação ambiental e o modelo de preservação adotado pelos produtores ainda são pouco reconhecidos fora do país.
O etanol brasileiro permanece como um dos pilares da transição. Além da produção tradicional a partir da cana-de-açúcar, cresce o modelo baseado no milho, no qual a fabricação do biocombustível ocorre junto à geração de DDG, insumo proteico utilizado na nutrição animal.
"O milho sintetiza bem esse novo entendimento sobre as energias renováveis: da mesma matéria-prima saem energia, proteína e valor industrial. É uma cadeia que responde simultaneamente a três demandas globais — energia, alimento e eficiência produtiva", afirma Barbosa.
https://www.cnnbrasil.com.br/agro/producao-agricola-maior-deve-fortale cer-geracao-de-bioenergia/
Com base nas informações apresentadas, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.
( ) A produção de milho para biocombustíveis possibilita, ao mesmo tempo, atender à demanda energética e alimentar, promovendo maior eficiência na cadeia produtiva.
( ) A consolidação da base energética renovável no Brasil e a capacidade industrial de agregar valor proporcionam ao país uma vantagem estratégica diante de cenários de instabilidade no mercado global de petróleo.
( ) A expansão agrícola brasileira reduz automaticamente a volatilidade dos preços internacionais do petróleo, tornando o país independente de combustíveis fósseis.
( ) O modelo brasileiro de biocombustíveis reforça a sustentabilidade reconhecida internacionalmente, pois a legislação ambiental e as práticas de preservação locais são amplamente valorizadas no exterior.
Após análise, identifique a alternativa com sequência CORRETA.
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Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.
I. O sintagma 'Poucos países' exerce a função de sujeito simples, assim como "duas horas" na oração 'No relógio deram duas horas', construção gramaticalmente correta. II. O substantivo 'programa' exerce a função de núcleo do objeto direto do verbo 'possuir' e de núcleo do sujeito do verbo 'avançar'. III. A expressão 'a resiliência diante de choques externos' exerce a função sintática de sujeito posposto do verbo 'aumentar'. IV. O vocábulo 'países' exerce a mesma função sintática do pronome oblíquo 'a', considerando o verbo 'entrar', na frase 'Eu a vi entrar no quarto'.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
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Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.
( ) O verbo 'colher' atua como transitivo direto, podendo variar sua transitividade conforme o contexto, como na frase "Quando começou a chover, minha mãe colheu a roupa do varal para não molhar", em que assume função bitransitiva. ( ) O verbo 'colher', no contexto, atua com a mesma transitividade observada na frase "Quando era criança, o menino colhia passarinhos escondido dos pais". ( ) O verbo ampliar atua como transitivo direto, assim como na frase "A indústria faz campanha para ampliar o uso de seus produtos". ( ) O verbo 'ampliar', no contexto, apresenta transitividade distinta da apresentada na frase " Ampliara a fazenda com as terras que adquirira dos vizinhos".
Após análise das afirmativas, identifique a sequência CORRETA.
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