Foram encontradas 365.294 questões.
- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
TEXTO I
A juristocracia venceu
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos
A juristocracia não é um acidente de percurso. É o destino
anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga
“iluminada” e o debate pela canetada “milagrosa”. O brasileiro,
esse animal teatral e preguiçoso, prefere o espetáculo do
Supremo ao tédio da democracia. Os juízes sobem a rampa
como atores de um teatro: solenes, maquiados de
imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a
mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.
Ministros supremos substituem os jogadores, e as brigas de
torcida são transferidas para a Corte.
O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele “salva”.
Salva o oprimido de ocasião, faz “justiça social”, entra onde o
Congresso foi inoperante. Enquanto o Legislativo hesita, o
ministro decreta. A Constituição vira puro pretexto. E a
tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é
empurrada para o fundo do palco. Não há mais independência
entre os Poderes; apenas “harmonia”, ou seja, o domínio do
Poder “supremo”.
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que
acreditam nela. O juiz se apresenta como técnico, mas age
como político. Fala em direitos fundamentais e entrega
engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de
gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita. A parcela
desperta ainda luta, mas impotente, desarmada, aguarda ainda
um milagre de fora.
O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com
viés. Quem leva gol no jogo reverte o resultado no tapetão. O
cidadão perde a voz. Decisões sobre família, vida, liberdade e
costumes saem de despachos, não das urnas. É a ditadura
suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de
democracia, de “progresso” e de moral superior. O que a base
governista não conquista no voto, tenta conquistar na
jurisprudência. E quase sempre consegue.
Chegou setembro de 2026 e o teatro virou faroeste de vez.
Alexandre de Moraes, relator eterno do inquérito que nunca
acaba, acumula os papéis de vítima, investigador e juiz com a
naturalidade de quem já não distingue o palco da vida. Bloqueia
redes, multa quem usa VPN, suspende lei votada pelo
Congresso e agora aparece nas mensagens de um banqueiro
preso pedindo intercessão junto à PRF e à PGN. Tem milhões
de motivos para bancar o consultor do bandido. O mesmo
homem que prega o Estado de Direito trata a Constituição como
figurino: veste quando convém, rasga quando interessa. Nelson
Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre
pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.
Flávio Dino entra em cena como segundo ator da turma. Um
dia o colega André Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia
Federal; no dia seguinte o comunista o recoloca no cargo,
repreende o outro ministro em público, fala em “causa própria” e manda o caso para o plenário – desde que o plenário seja
seu, tingido de vermelho. É a guerra de liminares no lugar do
Direito. É bangue-bangue. É pelada de várzea. Um ministro da
Primeira Turma atropela julgamento em curso na Segunda. O
presidente da Corte, Fachin, cancela sessão e assiste a tudo
como a rainha da Inglaterra.
O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não
é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que
se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma
solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada
vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.
A conjuntura é esta: eleição à vista, Supremo rachado,
ministros investigando ministros, arapongagem, relatórios da
PF virando arma de retaliação, e o país inteiro convertido em
réu eventual de um gabinete. Moraes e Dino não são acidentes.
São o retrato acabado da juristocracia brasileira: o poder sem
voto, a sentença sem debate e a passividade de uma imprensa
corrompida. Nelson Rodrigues diria que o Brasil só acredita no
escândalo quando o escândalo já virou rotina. Eu completaria:
enquanto a toga legislar, prender, censurar e rasgar a
Constituição, a democracia será apenas o intervalo entre um
despacho e o próximo.
Ou o país recupera o primado da política sobre a Justiça,
colocando cada macaco em seu devido galho, ou a juristocracia
consumará, em silêncio e com pompa, o que as urnas
recusaram. O palco está montado. A plateia, adormecida. O
próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o
escreverá, se ele não reagir o quanto antes. O pano já está
caindo. Não há mais máscaras para ocultar tanta
monstruosidade. Até aqui, a juristocracia vence de goleada.
Ainda é viável reverter o placar?
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Revista Oeste, ed.339. A juristocracia venceu.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-339/a-juristocracia-venceu/ (adaptado).
I. “O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele ‘salva’.” (2º par.)
II. “A Constituição vira puro pretexto. E a tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é empurrada para o fundo do palco.” (2º par.)
III. “O mesmo tribunal que deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos poucos.” (3º par.)
IV. “O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com viés.” (4º par.)
V. “Nelson Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.” (5º par.)
Pode-se dizer corretamente que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
A juristocracia venceu
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos
A juristocracia não é um acidente de percurso. É o destino
anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga
“iluminada” e o debate pela canetada “milagrosa”. O brasileiro,
esse animal teatral e preguiçoso, prefere o espetáculo do
Supremo ao tédio da democracia. Os juízes sobem a rampa
como atores de um teatro: solenes, maquiados de
imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a
mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.
Ministros supremos substituem os jogadores, e as brigas de
torcida são transferidas para a Corte.
O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele “salva”.
Salva o oprimido de ocasião, faz “justiça social”, entra onde o
Congresso foi inoperante. Enquanto o Legislativo hesita, o
ministro decreta. A Constituição vira puro pretexto. E a
tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é
empurrada para o fundo do palco. Não há mais independência
entre os Poderes; apenas “harmonia”, ou seja, o domínio do
Poder “supremo”.
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que
acreditam nela. O juiz se apresenta como técnico, mas age
como político. Fala em direitos fundamentais e entrega
engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de
gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita. A parcela
desperta ainda luta, mas impotente, desarmada, aguarda ainda
um milagre de fora.
O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com
viés. Quem leva gol no jogo reverte o resultado no tapetão. O
cidadão perde a voz. Decisões sobre família, vida, liberdade e
costumes saem de despachos, não das urnas. É a ditadura
suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de
democracia, de “progresso” e de moral superior. O que a base
governista não conquista no voto, tenta conquistar na
jurisprudência. E quase sempre consegue.
Chegou setembro de 2026 e o teatro virou faroeste de vez.
Alexandre de Moraes, relator eterno do inquérito que nunca
acaba, acumula os papéis de vítima, investigador e juiz com a
naturalidade de quem já não distingue o palco da vida. Bloqueia
redes, multa quem usa VPN, suspende lei votada pelo
Congresso e agora aparece nas mensagens de um banqueiro
preso pedindo intercessão junto à PRF e à PGN. Tem milhões
de motivos para bancar o consultor do bandido. O mesmo
homem que prega o Estado de Direito trata a Constituição como
figurino: veste quando convém, rasga quando interessa. Nelson
Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre
pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.
Flávio Dino entra em cena como segundo ator da turma. Um
dia o colega André Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia
Federal; no dia seguinte o comunista o recoloca no cargo,
repreende o outro ministro em público, fala em “causa própria” e manda o caso para o plenário – desde que o plenário seja
seu, tingido de vermelho. É a guerra de liminares no lugar do
Direito. É bangue-bangue. É pelada de várzea. Um ministro da
Primeira Turma atropela julgamento em curso na Segunda. O
presidente da Corte, Fachin, cancela sessão e assiste a tudo
como a rainha da Inglaterra.
O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não
é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que
se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma
solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada
vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.
A conjuntura é esta: eleição à vista, Supremo rachado,
ministros investigando ministros, arapongagem, relatórios da
PF virando arma de retaliação, e o país inteiro convertido em
réu eventual de um gabinete. Moraes e Dino não são acidentes.
São o retrato acabado da juristocracia brasileira: o poder sem
voto, a sentença sem debate e a passividade de uma imprensa
corrompida. Nelson Rodrigues diria que o Brasil só acredita no
escândalo quando o escândalo já virou rotina. Eu completaria:
enquanto a toga legislar, prender, censurar e rasgar a
Constituição, a democracia será apenas o intervalo entre um
despacho e o próximo.
Ou o país recupera o primado da política sobre a Justiça,
colocando cada macaco em seu devido galho, ou a juristocracia
consumará, em silêncio e com pompa, o que as urnas
recusaram. O palco está montado. A plateia, adormecida. O
próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o
escreverá, se ele não reagir o quanto antes. O pano já está
caindo. Não há mais máscaras para ocultar tanta
monstruosidade. Até aqui, a juristocracia vence de goleada.
Ainda é viável reverter o placar?
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Revista Oeste, ed.339. A juristocracia venceu.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-339/a-juristocracia-venceu/ (adaptado).
I. “É a ditadura suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de democracia, de “progresso” e de moral superior.” (4º par.)
II. “Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.” (7º par.)
III. “A plateia, adormecida. O próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o escreverá, se ele não reagir o quanto antes.” (9º par.)
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, a indicação da natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- OrtografiaAcentuação GráficaAcento Diferencial
- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- FonologiaAgrupamento FonológicoSílabas
TEXTO I
A juristocracia venceu
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos
A juristocracia não é um acidente de percurso. É o destino
anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga
“iluminada” e o debate pela canetada “milagrosa”. O brasileiro,
esse animal teatral e preguiçoso, prefere o espetáculo do
Supremo ao tédio da democracia. Os juízes sobem a rampa
como atores de um teatro: solenes, maquiados de
imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a
mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.
Ministros supremos substituem os jogadores, e as brigas de
torcida são transferidas para a Corte.
O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele “salva”.
Salva o oprimido de ocasião, faz “justiça social”, entra onde o
Congresso foi inoperante. Enquanto o Legislativo hesita, o
ministro decreta. A Constituição vira puro pretexto. E a
tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é
empurrada para o fundo do palco. Não há mais independência
entre os Poderes; apenas “harmonia”, ou seja, o domínio do
Poder “supremo”.
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que
acreditam nela. O juiz se apresenta como técnico, mas age
como político. Fala em direitos fundamentais e entrega
engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de
gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita. A parcela
desperta ainda luta, mas impotente, desarmada, aguarda ainda
um milagre de fora.
O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com
viés. Quem leva gol no jogo reverte o resultado no tapetão. O
cidadão perde a voz. Decisões sobre família, vida, liberdade e
costumes saem de despachos, não das urnas. É a ditadura
suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de
democracia, de “progresso” e de moral superior. O que a base
governista não conquista no voto, tenta conquistar na
jurisprudência. E quase sempre consegue.
Chegou setembro de 2026 e o teatro virou faroeste de vez.
Alexandre de Moraes, relator eterno do inquérito que nunca
acaba, acumula os papéis de vítima, investigador e juiz com a
naturalidade de quem já não distingue o palco da vida. Bloqueia
redes, multa quem usa VPN, suspende lei votada pelo
Congresso e agora aparece nas mensagens de um banqueiro
preso pedindo intercessão junto à PRF e à PGN. Tem milhões
de motivos para bancar o consultor do bandido. O mesmo
homem que prega o Estado de Direito trata a Constituição como
figurino: veste quando convém, rasga quando interessa. Nelson
Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre
pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.
Flávio Dino entra em cena como segundo ator da turma. Um
dia o colega André Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia
Federal; no dia seguinte o comunista o recoloca no cargo,
repreende o outro ministro em público, fala em “causa própria” e manda o caso para o plenário – desde que o plenário seja
seu, tingido de vermelho. É a guerra de liminares no lugar do
Direito. É bangue-bangue. É pelada de várzea. Um ministro da
Primeira Turma atropela julgamento em curso na Segunda. O
presidente da Corte, Fachin, cancela sessão e assiste a tudo
como a rainha da Inglaterra.
O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não
é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que
se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma
solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada
vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.
A conjuntura é esta: eleição à vista, Supremo rachado,
ministros investigando ministros, arapongagem, relatórios da
PF virando arma de retaliação, e o país inteiro convertido em
réu eventual de um gabinete. Moraes e Dino não são acidentes.
São o retrato acabado da juristocracia brasileira: o poder sem
voto, a sentença sem debate e a passividade de uma imprensa
corrompida. Nelson Rodrigues diria que o Brasil só acredita no
escândalo quando o escândalo já virou rotina. Eu completaria:
enquanto a toga legislar, prender, censurar e rasgar a
Constituição, a democracia será apenas o intervalo entre um
despacho e o próximo.
Ou o país recupera o primado da política sobre a Justiça,
colocando cada macaco em seu devido galho, ou a juristocracia
consumará, em silêncio e com pompa, o que as urnas
recusaram. O palco está montado. A plateia, adormecida. O
próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o
escreverá, se ele não reagir o quanto antes. O pano já está
caindo. Não há mais máscaras para ocultar tanta
monstruosidade. Até aqui, a juristocracia vence de goleada.
Ainda é viável reverter o placar?
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Revista Oeste, ed.339. A juristocracia venceu.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-339/a-juristocracia-venceu/ (adaptado).
( ) Em “É o destino anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga ‘iluminada’ e o debate pela canetada ‘milagrosa’.” (1º par.), a expressão em destaque foi acentuada pela regra da terminação das palavras oxítonas.
( ) Em “Os juízes sobem a rampa como atores de um teatro: solenes, maquiados de imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.” (1º par.), as palavras em destaque possuem a mesma justificativa do emprego de acentuação por possuírem idêntica tonicidade silábica, ou seja, por serem paroxítonas.
( ) Em “Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que acreditam nela.” (3º par.), os vocábulos em destaque foram acentuados pela mesma regra a qual se refere à terminação dos monossílabos átonos.
( ) Em “O juiz se apresenta como técnico, mas age como político. Fala em direitos fundamentais e entrega engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita.” (3º par.), segundo o Novo Acordo Ortográfico, sempre as palavras que tiverem a mesma tonicidade das que se encontram em destaque serão acentuadas.
( ) Em “O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.” (7º par.), encontram-se em destaque palavras acentuadas por diferentes justificativas gramaticais.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
A juristocracia venceu
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos
A juristocracia não é um acidente de percurso. É o destino
anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga
“iluminada” e o debate pela canetada “milagrosa”. O brasileiro,
esse animal teatral e preguiçoso, prefere o espetáculo do
Supremo ao tédio da democracia. Os juízes sobem a rampa
como atores de um teatro: solenes, maquiados de
imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a
mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.
Ministros supremos substituem os jogadores, e as brigas de
torcida são transferidas para a Corte.
O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele “salva”.
Salva o oprimido de ocasião, faz “justiça social”, entra onde o
Congresso foi inoperante. Enquanto o Legislativo hesita, o
ministro decreta. A Constituição vira puro pretexto. E a
tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é
empurrada para o fundo do palco. Não há mais independência
entre os Poderes; apenas “harmonia”, ou seja, o domínio do
Poder “supremo”.
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que
acreditam nela. O juiz se apresenta como técnico, mas age
como político. Fala em direitos fundamentais e entrega
engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de
gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita. A parcela
desperta ainda luta, mas impotente, desarmada, aguarda ainda
um milagre de fora.
O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com
viés. Quem leva gol no jogo reverte o resultado no tapetão. O
cidadão perde a voz. Decisões sobre família, vida, liberdade e
costumes saem de despachos, não das urnas. É a ditadura
suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de
democracia, de “progresso” e de moral superior. O que a base
governista não conquista no voto, tenta conquistar na
jurisprudência. E quase sempre consegue.
Chegou setembro de 2026 e o teatro virou faroeste de vez.
Alexandre de Moraes, relator eterno do inquérito que nunca
acaba, acumula os papéis de vítima, investigador e juiz com a
naturalidade de quem já não distingue o palco da vida. Bloqueia
redes, multa quem usa VPN, suspende lei votada pelo
Congresso e agora aparece nas mensagens de um banqueiro
preso pedindo intercessão junto à PRF e à PGN. Tem milhões
de motivos para bancar o consultor do bandido. O mesmo
homem que prega o Estado de Direito trata a Constituição como
figurino: veste quando convém, rasga quando interessa. Nelson
Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre
pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.
Flávio Dino entra em cena como segundo ator da turma. Um
dia o colega André Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia
Federal; no dia seguinte o comunista o recoloca no cargo,
repreende o outro ministro em público, fala em “causa própria” e manda o caso para o plenário – desde que o plenário seja
seu, tingido de vermelho. É a guerra de liminares no lugar do
Direito. É bangue-bangue. É pelada de várzea. Um ministro da
Primeira Turma atropela julgamento em curso na Segunda. O
presidente da Corte, Fachin, cancela sessão e assiste a tudo
como a rainha da Inglaterra.
O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não
é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que
se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma
solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada
vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.
A conjuntura é esta: eleição à vista, Supremo rachado,
ministros investigando ministros, arapongagem, relatórios da
PF virando arma de retaliação, e o país inteiro convertido em
réu eventual de um gabinete. Moraes e Dino não são acidentes.
São o retrato acabado da juristocracia brasileira: o poder sem
voto, a sentença sem debate e a passividade de uma imprensa
corrompida. Nelson Rodrigues diria que o Brasil só acredita no
escândalo quando o escândalo já virou rotina. Eu completaria:
enquanto a toga legislar, prender, censurar e rasgar a
Constituição, a democracia será apenas o intervalo entre um
despacho e o próximo.
Ou o país recupera o primado da política sobre a Justiça,
colocando cada macaco em seu devido galho, ou a juristocracia
consumará, em silêncio e com pompa, o que as urnas
recusaram. O palco está montado. A plateia, adormecida. O
próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o
escreverá, se ele não reagir o quanto antes. O pano já está
caindo. Não há mais máscaras para ocultar tanta
monstruosidade. Até aqui, a juristocracia vence de goleada.
Ainda é viável reverter o placar?
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Revista Oeste, ed.339. A juristocracia venceu.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-339/a-juristocracia-venceu/ (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
A juristocracia venceu
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos
A juristocracia não é um acidente de percurso. É o destino
anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga
“iluminada” e o debate pela canetada “milagrosa”. O brasileiro,
esse animal teatral e preguiçoso, prefere o espetáculo do
Supremo ao tédio da democracia. Os juízes sobem a rampa
como atores de um teatro: solenes, maquiados de
imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a
mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.
Ministros supremos substituem os jogadores, e as brigas de
torcida são transferidas para a Corte.
O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele “salva”.
Salva o oprimido de ocasião, faz “justiça social”, entra onde o
Congresso foi inoperante. Enquanto o Legislativo hesita, o
ministro decreta. A Constituição vira puro pretexto. E a
tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é
empurrada para o fundo do palco. Não há mais independência
entre os Poderes; apenas “harmonia”, ou seja, o domínio do
Poder “supremo”.
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que
acreditam nela. O juiz se apresenta como técnico, mas age
como político. Fala em direitos fundamentais e entrega
engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de
gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita. A parcela
desperta ainda luta, mas impotente, desarmada, aguarda ainda
um milagre de fora.
O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com
viés. Quem leva gol no jogo reverte o resultado no tapetão. O
cidadão perde a voz. Decisões sobre família, vida, liberdade e
costumes saem de despachos, não das urnas. É a ditadura
suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de
democracia, de “progresso” e de moral superior. O que a base
governista não conquista no voto, tenta conquistar na
jurisprudência. E quase sempre consegue.
Chegou setembro de 2026 e o teatro virou faroeste de vez.
Alexandre de Moraes, relator eterno do inquérito que nunca
acaba, acumula os papéis de vítima, investigador e juiz com a
naturalidade de quem já não distingue o palco da vida. Bloqueia
redes, multa quem usa VPN, suspende lei votada pelo
Congresso e agora aparece nas mensagens de um banqueiro
preso pedindo intercessão junto à PRF e à PGN. Tem milhões
de motivos para bancar o consultor do bandido. O mesmo
homem que prega o Estado de Direito trata a Constituição como
figurino: veste quando convém, rasga quando interessa. Nelson
Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre
pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.
Flávio Dino entra em cena como segundo ator da turma. Um
dia o colega André Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia
Federal; no dia seguinte o comunista o recoloca no cargo,
repreende o outro ministro em público, fala em “causa própria” e manda o caso para o plenário – desde que o plenário seja
seu, tingido de vermelho. É a guerra de liminares no lugar do
Direito. É bangue-bangue. É pelada de várzea. Um ministro da
Primeira Turma atropela julgamento em curso na Segunda. O
presidente da Corte, Fachin, cancela sessão e assiste a tudo
como a rainha da Inglaterra.
O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não
é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que
se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma
solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada
vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.
A conjuntura é esta: eleição à vista, Supremo rachado,
ministros investigando ministros, arapongagem, relatórios da
PF virando arma de retaliação, e o país inteiro convertido em
réu eventual de um gabinete. Moraes e Dino não são acidentes.
São o retrato acabado da juristocracia brasileira: o poder sem
voto, a sentença sem debate e a passividade de uma imprensa
corrompida. Nelson Rodrigues diria que o Brasil só acredita no
escândalo quando o escândalo já virou rotina. Eu completaria:
enquanto a toga legislar, prender, censurar e rasgar a
Constituição, a democracia será apenas o intervalo entre um
despacho e o próximo.
Ou o país recupera o primado da política sobre a Justiça,
colocando cada macaco em seu devido galho, ou a juristocracia
consumará, em silêncio e com pompa, o que as urnas
recusaram. O palco está montado. A plateia, adormecida. O
próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o
escreverá, se ele não reagir o quanto antes. O pano já está
caindo. Não há mais máscaras para ocultar tanta
monstruosidade. Até aqui, a juristocracia vence de goleada.
Ainda é viável reverter o placar?
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Revista Oeste, ed.339. A juristocracia venceu.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-339/a-juristocracia-venceu/ (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros Textuais
TEXTO I
A juristocracia venceu
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos
A juristocracia não é um acidente de percurso. É o destino
anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga
“iluminada” e o debate pela canetada “milagrosa”. O brasileiro,
esse animal teatral e preguiçoso, prefere o espetáculo do
Supremo ao tédio da democracia. Os juízes sobem a rampa
como atores de um teatro: solenes, maquiados de
imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a
mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.
Ministros supremos substituem os jogadores, e as brigas de
torcida são transferidas para a Corte.
O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele “salva”.
Salva o oprimido de ocasião, faz “justiça social”, entra onde o
Congresso foi inoperante. Enquanto o Legislativo hesita, o
ministro decreta. A Constituição vira puro pretexto. E a
tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é
empurrada para o fundo do palco. Não há mais independência
entre os Poderes; apenas “harmonia”, ou seja, o domínio do
Poder “supremo”.
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que
acreditam nela. O juiz se apresenta como técnico, mas age
como político. Fala em direitos fundamentais e entrega
engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de
gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita. A parcela
desperta ainda luta, mas impotente, desarmada, aguarda ainda
um milagre de fora.
O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com
viés. Quem leva gol no jogo reverte o resultado no tapetão. O
cidadão perde a voz. Decisões sobre família, vida, liberdade e
costumes saem de despachos, não das urnas. É a ditadura
suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de
democracia, de “progresso” e de moral superior. O que a base
governista não conquista no voto, tenta conquistar na
jurisprudência. E quase sempre consegue.
Chegou setembro de 2026 e o teatro virou faroeste de vez.
Alexandre de Moraes, relator eterno do inquérito que nunca
acaba, acumula os papéis de vítima, investigador e juiz com a
naturalidade de quem já não distingue o palco da vida. Bloqueia
redes, multa quem usa VPN, suspende lei votada pelo
Congresso e agora aparece nas mensagens de um banqueiro
preso pedindo intercessão junto à PRF e à PGN. Tem milhões
de motivos para bancar o consultor do bandido. O mesmo
homem que prega o Estado de Direito trata a Constituição como
figurino: veste quando convém, rasga quando interessa. Nelson
Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre
pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.
Flávio Dino entra em cena como segundo ator da turma. Um
dia o colega André Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia
Federal; no dia seguinte o comunista o recoloca no cargo,
repreende o outro ministro em público, fala em “causa própria” e manda o caso para o plenário – desde que o plenário seja
seu, tingido de vermelho. É a guerra de liminares no lugar do
Direito. É bangue-bangue. É pelada de várzea. Um ministro da
Primeira Turma atropela julgamento em curso na Segunda. O
presidente da Corte, Fachin, cancela sessão e assiste a tudo
como a rainha da Inglaterra.
O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não
é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que
se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma
solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada
vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.
A conjuntura é esta: eleição à vista, Supremo rachado,
ministros investigando ministros, arapongagem, relatórios da
PF virando arma de retaliação, e o país inteiro convertido em
réu eventual de um gabinete. Moraes e Dino não são acidentes.
São o retrato acabado da juristocracia brasileira: o poder sem
voto, a sentença sem debate e a passividade de uma imprensa
corrompida. Nelson Rodrigues diria que o Brasil só acredita no
escândalo quando o escândalo já virou rotina. Eu completaria:
enquanto a toga legislar, prender, censurar e rasgar a
Constituição, a democracia será apenas o intervalo entre um
despacho e o próximo.
Ou o país recupera o primado da política sobre a Justiça,
colocando cada macaco em seu devido galho, ou a juristocracia
consumará, em silêncio e com pompa, o que as urnas
recusaram. O palco está montado. A plateia, adormecida. O
próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o
escreverá, se ele não reagir o quanto antes. O pano já está
caindo. Não há mais máscaras para ocultar tanta
monstruosidade. Até aqui, a juristocracia vence de goleada.
Ainda é viável reverter o placar?
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Revista Oeste, ed.339. A juristocracia venceu.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-339/a-juristocracia-venceu/ (adaptado).
I. O texto prescinde de natureza dissertativa a fim de se apresentar, enquanto gênero, como um Artigo de opinião, no qual o articulista expõe uma visão subjetiva de sociedade.
II. Nota-se que a linguagem empregada pelo autor é, em sua totalidade, denotativa e condizente com a modalidade formal da Língua Portuguesa, relegando coloquialismos.
III. A Ironia se mostra como aspecto recorrente da expressividade crítica em torno da análise feita pelo articulista em relação ao quadro sociopolítico do Brasil.
IV. A “juristocracia” é um neologismo para se referir ao órgão responsável pela criação de um regime que fala em nome da democracia, mas que, na prática, exerce um poder despótico.
Pode-se afirmar que se encontra correto o que foi dito acima somente em
Provas
Questão presente nas seguintes provas
TEXTO I
A juristocracia venceu
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos
A juristocracia não é um acidente de percurso. É o destino
anunciado de um país que trocou o voto consciente pela toga
“iluminada” e o debate pela canetada “milagrosa”. O brasileiro,
esse animal teatral e preguiçoso, prefere o espetáculo do
Supremo ao tédio da democracia. Os juízes sobem a rampa
como atores de um teatro: solenes, maquiados de
imparcialidade, e o povo aplaude o próprio sepultamento com a
mesma emoção com que outrora aplaudia o gol de placa.
Ministros supremos substituem os jogadores, e as brigas de
torcida são transferidas para a Corte.
O ministro supremo, que sequer é juiz, não julga. Ele “salva”.
Salva o oprimido de ocasião, faz “justiça social”, entra onde o
Congresso foi inoperante. Enquanto o Legislativo hesita, o
ministro decreta. A Constituição vira puro pretexto. E a
tripartição dos Poderes, essa velha senhora burguesa, é
empurrada para o fundo do palco. Não há mais independência
entre os Poderes; apenas “harmonia”, ou seja, o domínio do
Poder “supremo”.
Há uma hipocrisia deliciosa nisso tudo. O mesmo tribunal que
deveria ser o guardião da Carta a invoca para rasgá-la aos
poucos. A justiça brasileira é uma farsa, mas muitos fingem que
acreditam nela. O juiz se apresenta como técnico, mas age
como político. Fala em direitos fundamentais e entrega
engenharia social. Fala em Constituição e produz legislação de
gabinete. O povo, cúmplice e sonolento, aceita. A parcela
desperta ainda luta, mas impotente, desarmada, aguarda ainda
um milagre de fora.
O resultado é previsível. A política se judicializa, sempre com
viés. Quem leva gol no jogo reverte o resultado no tapetão. O
cidadão perde a voz. Decisões sobre família, vida, liberdade e
costumes saem de despachos, não das urnas. É a ditadura
suave – a mais perigosa, porque vem disfarçada de
democracia, de “progresso” e de moral superior. O que a base
governista não conquista no voto, tenta conquistar na
jurisprudência. E quase sempre consegue.
Chegou setembro de 2026 e o teatro virou faroeste de vez.
Alexandre de Moraes, relator eterno do inquérito que nunca
acaba, acumula os papéis de vítima, investigador e juiz com a
naturalidade de quem já não distingue o palco da vida. Bloqueia
redes, multa quem usa VPN, suspende lei votada pelo
Congresso e agora aparece nas mensagens de um banqueiro
preso pedindo intercessão junto à PRF e à PGN. Tem milhões
de motivos para bancar o consultor do bandido. O mesmo
homem que prega o Estado de Direito trata a Constituição como
figurino: veste quando convém, rasga quando interessa. Nelson
Rodrigues reconheceria o tipo: o moralista que se descobre
pecador e, em vez de se calar, aumenta o volume do sermão.
Flávio Dino entra em cena como segundo ator da turma. Um
dia o colega André Mendonça afasta o diretor-geral da Polícia
Federal; no dia seguinte o comunista o recoloca no cargo,
repreende o outro ministro em público, fala em “causa própria” e manda o caso para o plenário – desde que o plenário seja
seu, tingido de vermelho. É a guerra de liminares no lugar do
Direito. É bangue-bangue. É pelada de várzea. Um ministro da
Primeira Turma atropela julgamento em curso na Segunda. O
presidente da Corte, Fachin, cancela sessão e assiste a tudo
como a rainha da Inglaterra.
O conservador lúcido vê o óbvio: não é Justiça, é facção. Não
é constitucionalismo, é ocupação do Estado por uma casta que
se julga acima do voto e da lei. Será que ainda há alguma
solução? Dentro das quatro linhas, convenhamos, parece cada
vez mais difícil. Mas a esperança é sempre a última a morrer.
A conjuntura é esta: eleição à vista, Supremo rachado,
ministros investigando ministros, arapongagem, relatórios da
PF virando arma de retaliação, e o país inteiro convertido em
réu eventual de um gabinete. Moraes e Dino não são acidentes.
São o retrato acabado da juristocracia brasileira: o poder sem
voto, a sentença sem debate e a passividade de uma imprensa
corrompida. Nelson Rodrigues diria que o Brasil só acredita no
escândalo quando o escândalo já virou rotina. Eu completaria:
enquanto a toga legislar, prender, censurar e rasgar a
Constituição, a democracia será apenas o intervalo entre um
despacho e o próximo.
Ou o país recupera o primado da política sobre a Justiça,
colocando cada macaco em seu devido galho, ou a juristocracia
consumará, em silêncio e com pompa, o que as urnas
recusaram. O palco está montado. A plateia, adormecida. O
próximo ato já está escrito – e não será o povo quem o
escreverá, se ele não reagir o quanto antes. O pano já está
caindo. Não há mais máscaras para ocultar tanta
monstruosidade. Até aqui, a juristocracia vence de goleada.
Ainda é viável reverter o placar?
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Revista Oeste, ed.339. A juristocracia venceu.
https://revistaoeste.com/revista/edicao-339/a-juristocracia-venceu/ (adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Texto para a questão.
A história da enfermagem está sendo pesquisada
continuamente e tem se concentrado, sobretudo,
em eventos e processos importantes relacionados à
profissionalização e pouco à práxis de enfermagem. No
entanto, a teorização que sustenta a práxis e teve início com
a divulgação do Livro de Florence Nightingale, “Notes on
Nursing”, como marco histórico, foi desenvolvida em torno
de conceitos complexos, transversais e tangenciais como o
cuidado e o cuidar, que foram expressos, experienciados e
comunicados de diferentes maneiras ao longo do tempo.
Por muitas décadas, o cuidado de enfermagem
foi associado às práticas religiosas de caridade, amor ao
próximo e doação. Porém, com a evolução da Enfermagem
enquanto ciência, novas concepções sobre o cuidar
em enfermagem foram desvendadas e trabalhadas sob
múltiplos olhares e interfaces com as dimensões física,
social, cultural, técnica, espiritual, econômica e emocional.
Esses avanços têm resultado no aperfeiçoamento dos
saberes e práxis em enfermagem. Desde Nightingale, o
cuidar em enfermagem pediátrica vem sendo flexibilizado
e individualizado em função das necessidades de
cada criança e família. Assim, o ato de cuidar deve ser
compreendido como um processo relacional que gera
grande envolvimento emocional.
Muitas vezes, na prática de enfermagem, é preciso
garantir suporte emocional, tranquilidade, delicadeza,
amabilidade, simpatia, bom humor e paciência. Nesse
contexto, cabe ao enfermeiro atuar na perspectiva das
emoções, pois a emocionalidade intensa e o sofrimento
são inerentes ao processo saúde-doença, assim como tal
perspectiva é requerida na experiência de cuidar. Desse
modo, o cuidado emocional em pediatria ocorre quando
há intencionalidade terapêutica na dádiva de afeto no
cuidar e na gestão das emoções dos clientes, promovendo
um ambiente seguro e afetuoso, bem como estabilidade
na relação terapêutica. Esta só é possível quando se está
emocionalmente disponível para cuidar.
Diante dessas ponderações, uma reflexão sobre
a evolução do cuidar em enfermagem pediátrica sob a
perspectiva das emoções, desde as concepções pioneiras
de Florence Nightingale até a atualidade, se faz necessária
para melhor compreensão da ligação entre o cuidar e a
dimensão emocional em enfermagem, visando às melhores
práticas na atenção à saúde das crianças e de suas famílias.
Internet: <scielo.br> (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto para a questão.
A história da enfermagem está sendo pesquisada
continuamente e tem se concentrado, sobretudo,
em eventos e processos importantes relacionados à
profissionalização e pouco à práxis de enfermagem. No
entanto, a teorização que sustenta a práxis e teve início com
a divulgação do Livro de Florence Nightingale, “Notes on
Nursing”, como marco histórico, foi desenvolvida em torno
de conceitos complexos, transversais e tangenciais como o
cuidado e o cuidar, que foram expressos, experienciados e
comunicados de diferentes maneiras ao longo do tempo.
Por muitas décadas, o cuidado de enfermagem
foi associado às práticas religiosas de caridade, amor ao
próximo e doação. Porém, com a evolução da Enfermagem
enquanto ciência, novas concepções sobre o cuidar
em enfermagem foram desvendadas e trabalhadas sob
múltiplos olhares e interfaces com as dimensões física,
social, cultural, técnica, espiritual, econômica e emocional.
Esses avanços têm resultado no aperfeiçoamento dos
saberes e práxis em enfermagem. Desde Nightingale, o
cuidar em enfermagem pediátrica vem sendo flexibilizado
e individualizado em função das necessidades de
cada criança e família. Assim, o ato de cuidar deve ser
compreendido como um processo relacional que gera
grande envolvimento emocional.
Muitas vezes, na prática de enfermagem, é preciso
garantir suporte emocional, tranquilidade, delicadeza,
amabilidade, simpatia, bom humor e paciência. Nesse
contexto, cabe ao enfermeiro atuar na perspectiva das
emoções, pois a emocionalidade intensa e o sofrimento
são inerentes ao processo saúde-doença, assim como tal
perspectiva é requerida na experiência de cuidar. Desse
modo, o cuidado emocional em pediatria ocorre quando
há intencionalidade terapêutica na dádiva de afeto no
cuidar e na gestão das emoções dos clientes, promovendo
um ambiente seguro e afetuoso, bem como estabilidade
na relação terapêutica. Esta só é possível quando se está
emocionalmente disponível para cuidar.
Diante dessas ponderações, uma reflexão sobre
a evolução do cuidar em enfermagem pediátrica sob a
perspectiva das emoções, desde as concepções pioneiras
de Florence Nightingale até a atualidade, se faz necessária
para melhor compreensão da ligação entre o cuidar e a
dimensão emocional em enfermagem, visando às melhores
práticas na atenção à saúde das crianças e de suas famílias.
Internet: <scielo.br> (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto para a questão.
A história da enfermagem está sendo pesquisada
continuamente e tem se concentrado, sobretudo,
em eventos e processos importantes relacionados à
profissionalização e pouco à práxis de enfermagem. No
entanto, a teorização que sustenta a práxis e teve início com
a divulgação do Livro de Florence Nightingale, “Notes on
Nursing”, como marco histórico, foi desenvolvida em torno
de conceitos complexos, transversais e tangenciais como o
cuidado e o cuidar, que foram expressos, experienciados e
comunicados de diferentes maneiras ao longo do tempo.
Por muitas décadas, o cuidado de enfermagem
foi associado às práticas religiosas de caridade, amor ao
próximo e doação. Porém, com a evolução da Enfermagem
enquanto ciência, novas concepções sobre o cuidar
em enfermagem foram desvendadas e trabalhadas sob
múltiplos olhares e interfaces com as dimensões física,
social, cultural, técnica, espiritual, econômica e emocional.
Esses avanços têm resultado no aperfeiçoamento dos
saberes e práxis em enfermagem. Desde Nightingale, o
cuidar em enfermagem pediátrica vem sendo flexibilizado
e individualizado em função das necessidades de
cada criança e família. Assim, o ato de cuidar deve ser
compreendido como um processo relacional que gera
grande envolvimento emocional.
Muitas vezes, na prática de enfermagem, é preciso
garantir suporte emocional, tranquilidade, delicadeza,
amabilidade, simpatia, bom humor e paciência. Nesse
contexto, cabe ao enfermeiro atuar na perspectiva das
emoções, pois a emocionalidade intensa e o sofrimento
são inerentes ao processo saúde-doença, assim como tal
perspectiva é requerida na experiência de cuidar. Desse
modo, o cuidado emocional em pediatria ocorre quando
há intencionalidade terapêutica na dádiva de afeto no
cuidar e na gestão das emoções dos clientes, promovendo
um ambiente seguro e afetuoso, bem como estabilidade
na relação terapêutica. Esta só é possível quando se está
emocionalmente disponível para cuidar.
Diante dessas ponderações, uma reflexão sobre
a evolução do cuidar em enfermagem pediátrica sob a
perspectiva das emoções, desde as concepções pioneiras
de Florence Nightingale até a atualidade, se faz necessária
para melhor compreensão da ligação entre o cuidar e a
dimensão emocional em enfermagem, visando às melhores
práticas na atenção à saúde das crianças e de suas famílias.
Internet: <scielo.br> (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container