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O livro Pedagogia da Indignação contém os últimos escritos registrados por Paulo Freire. O educador compartilha suas reflexões a respeito da educação para a liberdade, chave para a produção de sujeitos capazes de transformar o mundo com base em uma ética da solidariedade. Sobre as ideias de Paulo Freire, observe as afirmativas a seguir.
I A educação de que precisamos, capaz de formar pessoas críticas, de raciocínio rápido, com sentido do risco, curiosas, indagadoras, é a que coloca ao educador ou educadora a tarefa de treinar a memorização mecânica das/dos educandas/os, mas também de ensinar a pensar criticamente os conteúdos.
II Não se pode de maneira alguma, nas relações político-pedagógicas com os grupos populares, desconsiderar seu saber de experiência feito, sua explicação do mundo de que faz parte a compreensão de sua própria presença no mundo.
III Se, de um lado, a educação não é a alavanca das transformações sociais, de outro, estas não se fazem sem ela. Mas a ação educativa só deve acontecer após lograrmos êxito na ação política. A transformação social é o caminho para então trabalharmos ações educativas.
IV As crianças precisam crescer no exercício dessa capacidade de pensar, de se indagar e de indagar, de duvidar, de experimentar hipóteses de ação, de programar e de não apenas seguir os programas a elas, mais do que propostos, impostos. As crianças precisam ter assegurado o direito de aprender a decidir, o que se faz decidindo.
Estão corretas, apenas as afirmativas:
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O livro de Maria Helena Patto intitulado A Produção do Fracasso Escolar: histórias de submissão e rebeldia, segundo um de seus prefaciadores da quarta edição, é muito mais que a denúncia do caráter ideológico das explicações hegemônicas do fracasso escolar. Seu trabalho caracteriza-se também como uma brilhante aula sobre a história da educação do país. A autora, fundamentada no materialismo histórico, examina o percurso tomado pela produção intelectual brasileira a partir da Primeira República. Tendo em vista o capítulo Da experiência à Reflexão sobre a Política Educacional: algumas anotações, pode-se afirmar que a autora destacou quatro conclusões ou confirmações, capazes de contribuir para uma revisão de medidas comumente tomadas, tendo em vista a superação das dificuldades com que a escola pública elementar brasileira se defronta na consecução de sua tarefa de socializar conhecimentos.
I. As explicações do fracasso escolar baseadas nas teorias do déficit e da diferença cultural precisam ser revistas a partir do conhecimento dos mecanismos escolares produtores de dificuldades de aprendizagem.
II. O fracasso da escola pública elementar é o resultado inevitável de um sistema educacional congenitamente gerador de obstáculos à realização de seus objetivos.
III. O fracasso da escola elementar é administrado por um discurso científico que, escudado em sua competência, naturaliza esse fracasso aos olhos de todos os envolvidos no processo.
IV. A convivência de mecanismos de neutralização dos conflitos com manifestações de insatisfação e rebeldia faz da escola um lugar propício à passagem ao compromisso humano-genérico.
São corretas as conclusões:
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“A partir do fato de que escola pública elementar tem fracassado em sua função de escolarizar a maioria das crianças brasileiras e levando em conta que as crianças mais atingidas pertencem aos segmentos mais pobres das classes trabalhadoras, o artigo analisa os determinantes da má qualidade da escola oferecida a estas crianças. Entre estes determinantes, o preconceito contra pobres e negros, de profundas raízes na sociedade brasileira, atua como poderoso estruturante das práticas e processos que se dão na escola. A superação deste estado de coisas é discutida no âmbito dos direitos da cidadania e das relações de poder numa sociedade de classes.” (PATTO, 1992, p. 107).
Esse é o resumo do artigo intitulado Família Pobre e Escola Pública: anotações de um desencontro. A despeito de o texto ter sido publicado há cerca de três décadas, há nele algo que persiste como bastante atual. Em relação a esse tema, assinale a opção correta.
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Há mais ou menos uma década, foram publicados dois artigos que abordam questões ainda vivas no campo da educação. Seus autores, Maria Helena Souza Patto coloca em pauta o ensino a distância e a falência da educação, enquanto Fabio Scorsolini-Comin discute as repercussões do uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) no campo da Psicologia da Educação. A partir de seus trabalhos, é correto afirmar que
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Na Coletânea Psicologia Brasileira na Luta Antirracista: prêmio profissional Virgínia Bicudo − dedicado à mulher negra, pioneira na psicanálise, mas invisível no Brasil −, enfatiza-se o lugar das práticas para a construção de uma psicologia antirracista. Marque a opção correta.
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No livro Psicologia Brasileira na Luta Antirracista, publicado pelo CFP, são apresentados e debatidos conceitos fundamentais para o entendimento e para a busca da superação do racismo no Brasil. “O leitor é convidado a transitar por amplo espectro de questões e lutas sociais, na perspectiva da interseccionalidade, a fim de compreender a complexidade da tessitura social brasileira e o enredar de suas hierarquias e opressões”, como bem nos conta Ana Sandra Nóbrega, Conselheira-Presidente do XVIII Plenário do Conselho Federal de Psicologia. Marque a opção INCORRETA.
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“Antes do colonialismo não existia o negro, o indígena, o branco. Como implicitamente propaga a declaração francesa dos direitos dos homens, todos eram humanos, cidadãos, desde que fossem homens, europeus e, por extensão, brancos. A ideia de direitos dos homens e, depois, a de direitos humanos (ONU, 1948), afloram justamente da negação da cidadania e de direitos para o africano, o indígena, o pobre, a mulher… [...] Sem racismo e a superexploração do(a) indígena, do homem negro e da mulher negra, não teria havido colonialismo. Sem colonialismo, sem racismo e sem capitalismo não teria havido o delineamento daquela noção de cidadania, que atrela direito à propriedade individual, à liberdade individual, à fraternidade e à igualdade só para alguns.” (CFP, 2022, p. 13). Sobre a branquitude, é correto afirmar que
I é a ideologia de superioridade branca que posiciona as pessoas brancas em um lugar de poder simbólico e material que lhes conferem algumas desvantagens.
II é uma ideologia, são valores, ideias que colocam o branco como o ideal de beleza, de civilização, de racionalidade, de intelectualidade. Ela não pode ser pensada como uma identidade racial.
III não é resultado. É aquilo que está lá na origem, não tendo qualquer relação com a colonização nem com o capitalismo imperialista.
IV ela produz subjetividade. Essa falsa ideia de superioridade vai definir e direcionar os afetos, a subjetividade, o modo de estar no mundo.
A partir das afirmações acima, assinale, somente, a opção correta.
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A Comissão de Psicologia e Educação, do XIV Plenário do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro, entende que a Psicologia está presente no campo educacional de várias maneiras: “Ela circula, permeia diversos espaços legitimando determinadas práticas – modos de pensar e agir na profissão” (CRP, 2016, p. 7). A partir da publicação Conversações em Psicologia, marque a opção INCORRETA.
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Dermeval Saviani, em Escola e Democracia, editado em setembro de 1983, em seu último texto, a saber, Onze teses sobre Educação e Política, intentou encaminhar, de modo explícito, as discussões entre educação e política, questão central de seu livro. Considerando as proposições do autor, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas afirmações abaixo.
( ) Toda prática educativa contém inevitavelmente uma dimensão política.
( ) Toda prática política contém, por sua vez, inevitavelmente uma dimensão educativa.
( ) Existe identidade entre educação e política.
( ) A explicitação da dimensão política da prática educativa está condicionada a não explicitação da prática educativa.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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“O número de instituições de ensino com oferta de cursos de Psicologia igualmente se ampliou. Mas a formação voltada para a área da Psicologia Escolar e Educacional não ocupa, infelizmente, lugar de destaque entre os diversos conteúdos que são previstos nas grades curriculares. Muitos destes cursos assumem a opção de ênfase nos processos educativos sem, contudo, conduzir a formação e a prática voltadas para esta área, e o argumento que surge na maioria das vezes se relaciona à escassez do campo de trabalho na educação.” (FRANCISCHINI; VIANA, 2016, p. 3).
No texto Interfaces entre a Psicologia e a Educação: reflexões sobre a atuação em Psicologia Escolar, Meire Nunes Viana discute a Psicologia e a educação no labirinto do capital. Para a autora, “a promulgação da Constituição de 1988 significou para o Brasil a reconquista da cidadania, colocando a educação em lugar de destaque, apresentando-a como um direito de todos, universal, gratuita, democrática, comunitária e de elevado padrão de qualidade.” (FRANCISCHINI; VIANA, 2016, p. 68).Compreendendo que se trata de uma educação transformadora da realidade, consonante com a Carta Constitucional de 1988, ela deve pautar-se pelos seguintes princípios fundamentais:
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