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Estivemos, na verdade, ao longo das últimas décadas,
participando de um processo fundamental de ruptura de
um dos principais – talvez o mais importante – pilares
de sustentação do racismo no Brasil: o silêncio. Silêncio
tão conhecido de negros, mulatos, morenos, afrodescendentes ou qualquer outra denominação atribuída à
tonalidade da pele – que sofrem ao longo das suas vidas
com as consequências do racismo. Muito da história da
luta contra o racismo no Brasil, desde o início do século
passado, tem a ver com esse esforço de romper o silêncio envergonhado, visto por alguns como um aspecto
positivo – a vergonha de ser racista – em uma sociedade
que produziu fenômeno dos mais peculiares na história
da humanidade, o do “racismo sem racistas”.
(Roque, A. Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira. In: Paula, M. de e Heringer, R. Caminhos convergentes: estado e sociedade na superação das desigualdades raciais no Brasil, 2009)
Segundo o autor, o racismo brasileiro caracteriza-se
(Roque, A. Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira. In: Paula, M. de e Heringer, R. Caminhos convergentes: estado e sociedade na superação das desigualdades raciais no Brasil, 2009)
Segundo o autor, o racismo brasileiro caracteriza-se
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A imagem e a identidade das mulheres negras no Brasil
têm sido marcadas, em muito, pelo trabalho. De fato, a
inserção das mulheres negras no mundo do trabalho tem
sido uma constante desde a escravidão até os dias atuais.
Têm sido constantes também as precárias condições com
que as diferentes formas de trabalho são desenvolvidas
pelas mulheres negras, em consequência de padrões de
hiperexploração ainda hoje ativos, que se refletem nas
maiores taxas de desemprego e em altíssimos índices de
precarização do emprego. Entre as diferentes ocupações
exercidas pelas mulheres negras no Brasil, a atuação no
setor de serviços tem maior destaque, exercida com alto
grau de informalidade e em condições de exploração de
mão de obra e baixos rendimentos.
(Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009. Adaptado)
Conforme as autoras, o mercado de trabalho de mulheres negras caracteriza-se por
(Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009. Adaptado)
Conforme as autoras, o mercado de trabalho de mulheres negras caracteriza-se por
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As campanhas abolicionista e republicana mobilizaram
forças empenhadas em mudanças políticas e sociais.
Além dos objetivos humanitários, quanto ao término do
regime de trabalho escravo, abolicionistas e republicanos associaram-se na luta por conquistas democráticas. Havia setores sociais urbanos empenhados em
democratizar o poder estatal e as relações sociais. Já
era evidente, para muitos, a barreira representada pela
antiga e poderosa associação de interesses escravocratas e monárquicos. Mas o que venceu foi o interesse da
cafeicultura do Oeste Paulista em aliança com os dos
canavieiros, pecuária, seringais e outros, em diversas
regiões do país. Prevaleceram os interesses de setores
burgueses emergentes, combinados com os preexistentes, remanescentes.
(Octavio Ianni, 1994)
Octavio Ianni analisa com profundidade a situação sociopolítica do Brasil na última década do século XIX. De sua análise, depreende-se que, no período referido,
(Octavio Ianni, 1994)
Octavio Ianni analisa com profundidade a situação sociopolítica do Brasil na última década do século XIX. De sua análise, depreende-se que, no período referido,
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A nação é levada a pensar-se por seus intelectuais,
artistas, líderes, grupos, classes, movimentos sociais,
partidos políticos, correntes de opinião pública. As forças sociais predominantes em cada época são levadas
a pensar os desafios com os quais se defrontam, os
objetivos que pretendem alcançar, os aliados e opositores com os quais negociar, os interesses próprios e
alheios que precisam interpretar. Ao pensar o presente,
são obrigadas a pensar o passado, buscar e rebuscar
continuidades e inovações. Mesmo quando pretendem
o futuro, são postas a pensar outra vez o passado, acomodá-lo ao presente; ou até mesmo transformá-lo em
matriz do devir.
(Octavio Ianni, 1994. Adaptado)
Nesse excerto, ao refletir sobre o Brasil moderno, Octavio Ianni aponta que é preciso
(Octavio Ianni, 1994. Adaptado)
Nesse excerto, ao refletir sobre o Brasil moderno, Octavio Ianni aponta que é preciso
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René Descartes foi profundamente influenciado pela
“nova ciência” do século XVII. Ele foi atingido pela dúvida
que se seguiu ao deslocamento de Deus do centro do
universo. E o fato de que o sujeito moderno “nasceu” no
meio da dúvida e do ceticismo metafísico nos faz lembrar
de que ele nunca foi estabelecido e unificado como essa
forma de descrevê-lo parece sugerir. Descartes postulou
que o ser humano seria constituído por duas substâncias
distintas – a substância extensa (matéria/corpo) e a substância pensante (mente). No centro da ‘’mente” ele colocou o sujeito individual, constituído por sua capacidade
para raciocinar e pensar.
(Stuart Hall, 2006. Adaptado)
Segundo Stuart Hall, Descartes teria
(Stuart Hall, 2006. Adaptado)
Segundo Stuart Hall, Descartes teria
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Para aqueles/as teóricos/as que acreditam que as identidades modernas estão entrando em colapso, o argumento se desenvolve da seguinte forma. Um tipo diferente
de mudança estrutural está transformando as sociedades
modernas desde o final do século XX. Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos
tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos
sociais. Essas transformações estão também mudando
nossas identidades pessoais, abalando a ideia que temos
de nós próprios como sujeitos integrados. Essa perda de
um “sentido de si” estável é chamada, algumas vezes, de
deslocamento ou descentração do sujeito.
(Stuart Hall, 2006. Adaptado)
Conforme Hall, exemplo do deslocamento do sujeito consistiria
(Stuart Hall, 2006. Adaptado)
Conforme Hall, exemplo do deslocamento do sujeito consistiria
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Na divisão do trabalho, operada pelo capital dentro do
espaço fabril, geralmente as atividades de concepção
ou aquelas baseadas em capital intensivo são preenchidas pelo trabalho masculino, enquanto aquelas dotadas de menor qualificação, mais elementares e muitas
vezes fundadas em trabalho intensivo, são destinadas
às mulheres trabalhadoras (e, muito frequentemente,
também aos trabalhadores/as imigrantes e negros/as).
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
No texto, o autor aponta que a divisão do trabalho fabril
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
No texto, o autor aponta que a divisão do trabalho fabril
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A denominada crise do fordismo e do keynesianismo
nos anos de 1980 era a expressão fenomênica de um
quadro crítico mais complexo. Ela exprimia, em seu
significado mais profundo, uma crise estrutural do capital. Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um
processo de reorganização do capital e de seu sistema
ideológico e político de dominação, cujo contorno mais
evidente foi o advento do neoliberalismo, do qual a era
Thatcher-Reagan foi a expressão mais forte.
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
A crise do fordismo e do keynesianismo a que se refere o excerto consiste
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
A crise do fordismo e do keynesianismo a que se refere o excerto consiste
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Mais do que nunca, no início do século XXI, bilhões de
homens e mulheres dependem exclusivamente de seu
trabalho para sobreviver e encontram cada vez mais situações instáveis, precárias, quando não inexistentes de
trabalho. Ou seja, enquanto se amplia o contingente de
trabalhadores e trabalhadoras no mundo, há uma constrição monumental dos empregos, corroídos em seus direitos. Maquinaria perversa e satânica que vem gerando um
gigantesco contingente de desempregados pela própria
lógica destrutiva do capital – a qual, ao mesmo tempo
que expulsa centenas de milhões de homens e mulheres
do mundo produtivo em seus trabalhos estáveis e formalizados, recria, em distantes espaços, novas modalidades
informalizadas e precarizadas de geração do mais-valor.
Mas contra a simplória tese da finitude do trabalho, este
se mostra, em sua forma de ser, um espaço de sociabilidade, mesmo quando é marcado por traços dominantes
de estranhamento e alienação.
(Ricardo Antunes, 2009)
Conforme o excerto, o autor argumenta que, no século XXI, o trabalho
(Ricardo Antunes, 2009)
Conforme o excerto, o autor argumenta que, no século XXI, o trabalho
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Na obra Para que serve a sociologia?, Zygmunt Bauman
apresenta a caracterização de que a Sociologia consiste
em “um diálogo com a experiência humana”.
Depois de propor tal caracterização geral, Bauman (2015) acrescenta que é
Depois de propor tal caracterização geral, Bauman (2015) acrescenta que é
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