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Foram encontradas 10.141 questões.

3747720 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Estivemos, na verdade, ao longo das últimas décadas, participando de um processo fundamental de ruptura de um dos principais – talvez o mais importante – pilares de sustentação do racismo no Brasil: o silêncio. Silêncio tão conhecido de negros, mulatos, morenos, afrodescendentes ou qualquer outra denominação atribuída à tonalidade da pele – que sofrem ao longo das suas vidas com as consequências do racismo. Muito da história da luta contra o racismo no Brasil, desde o início do século passado, tem a ver com esse esforço de romper o silêncio envergonhado, visto por alguns como um aspecto positivo – a vergonha de ser racista – em uma sociedade que produziu fenômeno dos mais peculiares na história da humanidade, o do “racismo sem racistas”.

(Roque, A. Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira. In: Paula, M. de e Heringer, R. Caminhos convergentes: estado e sociedade na superação das desigualdades raciais no Brasil, 2009)


Segundo o autor, o racismo brasileiro caracteriza-se
 

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3747719 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
A imagem e a identidade das mulheres negras no Brasil têm sido marcadas, em muito, pelo trabalho. De fato, a inserção das mulheres negras no mundo do trabalho tem sido uma constante desde a escravidão até os dias atuais. Têm sido constantes também as precárias condições com que as diferentes formas de trabalho são desenvolvidas pelas mulheres negras, em consequência de padrões de hiperexploração ainda hoje ativos, que se refletem nas maiores taxas de desemprego e em altíssimos índices de precarização do emprego. Entre as diferentes ocupações exercidas pelas mulheres negras no Brasil, a atuação no setor de serviços tem maior destaque, exercida com alto grau de informalidade e em condições de exploração de mão de obra e baixos rendimentos.
(Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009. Adaptado)

Conforme as autoras, o mercado de trabalho de mulheres negras caracteriza-se por
 

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3747718 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
As campanhas abolicionista e republicana mobilizaram forças empenhadas em mudanças políticas e sociais. Além dos objetivos humanitários, quanto ao término do regime de trabalho escravo, abolicionistas e republicanos associaram-se na luta por conquistas democráticas. Havia setores sociais urbanos empenhados em democratizar o poder estatal e as relações sociais. Já era evidente, para muitos, a barreira representada pela antiga e poderosa associação de interesses escravocratas e monárquicos. Mas o que venceu foi o interesse da cafeicultura do Oeste Paulista em aliança com os dos canavieiros, pecuária, seringais e outros, em diversas regiões do país. Prevaleceram os interesses de setores burgueses emergentes, combinados com os preexistentes, remanescentes.
(Octavio Ianni, 1994)

Octavio Ianni analisa com profundidade a situação sociopolítica do Brasil na última década do século XIX. De sua análise, depreende-se que, no período referido,
 

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3747717 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
A nação é levada a pensar-se por seus intelectuais, artistas, líderes, grupos, classes, movimentos sociais, partidos políticos, correntes de opinião pública. As forças sociais predominantes em cada época são levadas a pensar os desafios com os quais se defrontam, os objetivos que pretendem alcançar, os aliados e opositores com os quais negociar, os interesses próprios e alheios que precisam interpretar. Ao pensar o presente, são obrigadas a pensar o passado, buscar e rebuscar continuidades e inovações. Mesmo quando pretendem o futuro, são postas a pensar outra vez o passado, acomodá-lo ao presente; ou até mesmo transformá-lo em matriz do devir.
(Octavio Ianni, 1994. Adaptado)

Nesse excerto, ao refletir sobre o Brasil moderno, Octavio Ianni aponta que é preciso
 

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3747716 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
René Descartes foi profundamente influenciado pela “nova ciência” do século XVII. Ele foi atingido pela dúvida que se seguiu ao deslocamento de Deus do centro do universo. E o fato de que o sujeito moderno “nasceu” no meio da dúvida e do ceticismo metafísico nos faz lembrar de que ele nunca foi estabelecido e unificado como essa forma de descrevê-lo parece sugerir. Descartes postulou que o ser humano seria constituído por duas substâncias distintas – a substância extensa (matéria/corpo) e a substância pensante (mente). No centro da ‘’mente” ele colocou o sujeito individual, constituído por sua capacidade para raciocinar e pensar.

(Stuart Hall, 2006. Adaptado)
Segundo Stuart Hall, Descartes teria
 

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3747715 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Para aqueles/as teóricos/as que acreditam que as identidades modernas estão entrando em colapso, o argumento se desenvolve da seguinte forma. Um tipo diferente de mudança estrutural está transformando as sociedades modernas desde o final do século XX. Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos sociais. Essas transformações estão também mudando nossas identidades pessoais, abalando a ideia que temos de nós próprios como sujeitos integrados. Essa perda de um “sentido de si” estável é chamada, algumas vezes, de deslocamento ou descentração do sujeito.
(Stuart Hall, 2006. Adaptado)

Conforme Hall, exemplo do deslocamento do sujeito consistiria
 

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3747714 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Na divisão do trabalho, operada pelo capital dentro do espaço fabril, geralmente as atividades de concepção ou aquelas baseadas em capital intensivo são preenchidas pelo trabalho masculino, enquanto aquelas dotadas de menor qualificação, mais elementares e muitas vezes fundadas em trabalho intensivo, são destinadas às mulheres trabalhadoras (e, muito frequentemente, também aos trabalhadores/as imigrantes e negros/as).
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)

No texto, o autor aponta que a divisão do trabalho fabril
 

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3747713 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
A denominada crise do fordismo e do keynesianismo nos anos de 1980 era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. Ela exprimia, em seu significado mais profundo, uma crise estrutural do capital. Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico e político de dominação, cujo contorno mais evidente foi o advento do neoliberalismo, do qual a era Thatcher-Reagan foi a expressão mais forte.
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)

A crise do fordismo e do keynesianismo a que se refere o excerto consiste
 

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3747712 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Mais do que nunca, no início do século XXI, bilhões de homens e mulheres dependem exclusivamente de seu trabalho para sobreviver e encontram cada vez mais situações instáveis, precárias, quando não inexistentes de trabalho. Ou seja, enquanto se amplia o contingente de trabalhadores e trabalhadoras no mundo, há uma constrição monumental dos empregos, corroídos em seus direitos. Maquinaria perversa e satânica que vem gerando um gigantesco contingente de desempregados pela própria lógica destrutiva do capital – a qual, ao mesmo tempo que expulsa centenas de milhões de homens e mulheres do mundo produtivo em seus trabalhos estáveis e formalizados, recria, em distantes espaços, novas modalidades informalizadas e precarizadas de geração do mais-valor. Mas contra a simplória tese da finitude do trabalho, este se mostra, em sua forma de ser, um espaço de sociabilidade, mesmo quando é marcado por traços dominantes de estranhamento e alienação.
(Ricardo Antunes, 2009)

Conforme o excerto, o autor argumenta que, no século XXI, o trabalho
 

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3747711 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Na obra Para que serve a sociologia?, Zygmunt Bauman apresenta a caracterização de que a Sociologia consiste em “um diálogo com a experiência humana”.
Depois de propor tal caracterização geral, Bauman (2015) acrescenta que é
 

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