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Foram encontradas 10.141 questões.

3740436 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Como observa o crítico cultural Kobena Mercer, a identidade somente se torna uma questão quando está em crise, quando algo que se supõe como fixo, coerente e estável é deslocado pela experiência da dúvida e da incerteza. Esses processos de mudança, tomados em conjunto, representam um processo de transformação tão fundamental e abrangente que somos compelidos a perguntar se não é a própria modernidade que está sendo transformada. (Hall, 2006. Adaptado)

Como indica Stuart Hall no que se refere às teorias da identidade, os processos contemporâneos de mudanças implicam
 

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3740435 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Falharam os esforços das correntes republicanas que tentaram expandir a legitimidade do novo regime para além das fronteiras limitadas em que a encurralara a corrente vitoriosa. Não foram capazes de criar um imaginário simbólico popular republicano. Nos aspectos em que tiveram algum êxito, este se deveu a compromissos com a tradição imperial ou com valores religiosos. (Carvalho, 2017. Adaptado)

Como aponta José Murilo de Carvalho, a falha mencionada no excerto resultou da
 

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3740434 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
A instabilidade dos desejos e a insaciabilidade das necessidades, assim como a resultante tendência ao consumo instantâneo e à remoção, também instantânea, de seus objetos, harmonizam-se bem com a nova liquidez do ambiente em que as atividades existenciais foram inscritas e tendem a ser conduzidas no futuro previsível (Bauman, 2022).

Desse modo, Zigmunt Bauman aponta que essa nova liquidez trará como principal consequência
 

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3740433 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
De maneira distinta do consumo, que é basicamente uma característica e uma ocupação dos seres humanos como indivíduos, o consumismo é um atributo da sociedade. Para que uma sociedade adquira esse atributo, a capacidade profundamente individual de querer, desejar e almejar deve ser, tal como a capacidade de trabalho na sociedade de produtores, destacada (“alienada”) dos indivíduos e reciclada/reificada numa força externa que coloca a “sociedade de consumidores” em movimento e a mantém em curso como uma forma específica de convívio humano.

Com base no excerto, ao afirmar que “o consumismo é um atributo da sociedade”, Bauman ressalta que
 

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3740432 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Entre as maneiras com as quais o consumidor enfrenta a insatisfação, a principal é descartar os objetos que a causam. A sociedade de consumidores desvaloriza a durabilidade, igualando “velho” a “defasado”, impróprio para continuar sendo utilizado e destinado ao descarte. É pela alta taxa de desperdício, e pela decrescente distância temporal entre o brotar e o murchar do desejo, que o fetichismo da subjetividade se mantém vivo e digno de crédito, apesar da interminável série de desapontamentos que ele causa. Não se espera dos consumidores que jurem lealdade aos objetos que obtêm com a intenção de consumir. (Bauman, 2022. Adaptado)

Em seu texto, Zigmunt Bauman argumenta que a dinâmica da sociedade de consumidores exige, como parte de seu funcionamento contínuo,
 

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3740431 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
O grau de soberania em geral atribuído ao sujeito para narrar a atividade de consumo é questionado e posto em dúvida de modo incessante. Como Don Slater assinalou com precisão, o retrato dos consumidores pintado nas descrições eruditas da vida de consumo varia entre os extremos de “patetas e idiotas culturais” e “heróis da modernidade”. No primeiro polo, os consumidores são representados como o oposto de agentes soberanos: ludibriados por promessas fraudulentas, atraídos, seduzidos, impelidos e manobrados de outras maneiras por pressões flagrantes ou sub-reptícias, embora invariavelmente poderosas. No outro extremo, o suposto retrato do consumidor encapsula todas as virtudes pelas quais a modernidade deseja ser louvada – como a racionalidade, a forte autonomia, a capacidade de autodefinição e de autoafirmação violenta. (Bauman, 2022. Adaptado)

Para Zigmunt Bauman, na sociedade de consumidores, tornar-se “sujeito” exige, como condição necessária, tornar-se
 

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3740430 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
O exercício do trabalho autônomo, eliminado o dispêndio de tempo excedente para a produção de mercadorias, eliminado também o tempo de produção destrutivo e supérfluo (esferas estas controladas pelo capital), possibilitará o resgate verdadeiro do sentido estruturante do trabalho vivo, contra o sentido (des)estruturante do trabalho abstrato para o capital. (Antunes, 2009)

Para Ricardo Antunes, o trabalho vivo consiste em
 

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3740429 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
A redução do proletariado estável, herdeiro do taylorismo/fordismo, a ampliação do trabalho intelectual abstrato no interior das fábricas modernas e a ampliação generalizada das formas de trabalho precarizado (trabalho manual abstrato) sob a forma do trabalho terceirizado, part time, desenvolvidas intensamente na “era da empresa flexível” e da desverticalização produtiva, são fortes exemplos da permanência de vigência da lei do valor. (Antunes, 2009. Adaptado)

A lei do valor a que se refere Ricardo Antunes determina que
 

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3740428 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Embora a esfera da linguagem ou da comunicação seja um elemento constitutivo central do ser social em sua gênese e em seu salto ontológico em relação às formas anteriores, como aponta Habermas, não posso concordar com ele quando confere à esfera intercomunicacional o papel de elemento fundante e estruturante do processo de sociabilização do ser humano. (Antunes, 2009. Adaptado)

Ricardo Antunes entende, contrariamente a teses defendidas por Habermas, que o elemento fundante e estruturante da socialização humana é
 

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3740427 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
O sistema do capital, desprovido de uma orientação humano-societal significativa, configurou-se como um “metabolismo social”, ou sistema de organização e controle, em que o valor de uso foi totalmente subordinado ao seu valor de troca, às necessidades reprodutivas do próprio capital. As funções produtivas básicas, bem como o controle do seu processo, foram radicalmente separadas entre aqueles que produzem e aqueles que controlam. Como disse Marx, o capital operou a separação entre trabalhadores e meios de produção, entre o caracol e a sua concha, aprofundando-se a separação entre a produção voltada para o atendimento das necessidades humano-sociais e as necessidades de autorreprodução do capital. (Antunes, 2009. Adaptado)

Como argumenta Ricardo Antunes, a implementação de um novo metabolismo social permitiria a
 

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