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Foram encontradas 80 questões.

3397522 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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O projeto de Lei do Orçamento do Município foi enviado para apreciação da Câmara Municipal dos Vereadores. Alguns itens foram questionados pela Comissão responsável, são eles:

- Receita decorrente de operação de crédito R$ 400.000,00, sendo que o projeto para autorização desta operação anda está em tramitação na Câmara Municipal.

- Receita decorrente de alienação de bens R$ 600.000,00, sendo que o projeto para autorização desta operação anda está em tramitação na Câmara Municipal.

- Valor autorizado para abertura de crédito adicional especial R$ 290.000,00.

- Valor autorizado para abertura de crédito adicional suplementar R$ 110.000,00.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o valor da Receita e da Despesa que não podem ser autorizados na Lei do Orçamento:

 

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3397521 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Ao longo do ano de 2021 a Câmara Municipal de Cantagalo recebeu um valor decorrente de um valor que havia sido inscrito em Dívida Ativa no ano de 2019. O valor era referente cobrança de uma multa não paga por um prestador de serviço que foi penalizado após o devido processo administrativo em que lhe foi concedida ampla defesa. O valor recebido foi acrescido de multa e juros sobre o valor originalmente inscrito. Com base nos dados apresentados abaixo, assinale a alternativa que apresenta a correta contabilização do recebimento dos recursos:

- Valor principal inscrito em Dívida Ativa R$ 20.000,00.

- Valor da multa e juros recebidos R$ 2.750,00.

- Total Recebido R$ 22.750,00.

- Data do recebimento 01/10/2021.

 

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3397520 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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A proposta orçamentária deve ser encaminhada pelo Poder Executivo para apreciação do Poder Legislativo no prazo previsto, sob pena de inviabilizar os recursos financeiros do Município. Na proposta orçamentária devem estar previstas as 7 receitas e despesas de todos os órgãos. Assinale a única alternativa que NÃO apresenta uma Receita Pública que deve constar na Lei do Orçamento:

 

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3397519 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Público. Através dele é possível evidenciar quais as prioridades do governo, bem como a forma de gestão da estrutura pública. O orçamento público deve seguir como base uma legislação aprovada previamente pelo Poder Legislativo. Assinale a alternativa que apresenta a Lei que serve como base para elaboração da Lei Orçamentária Anual:

 

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3397518 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

Marque a alternativa que justifica INTEGRALMENTE o emprego da crase (destacada) no período a seguir “Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária”:

 

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3397517 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

O verbo sublinhado na oração “Fala-se, aqui, do preconceito racial”, classifica-se quanto à regência verbal como:

 

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3397516 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

Marque a alternativa em que todas as palavras são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo:

 

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3397515 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

Assinale a alternativa em que as palavras sublinhadas, na oração “Fala-se, aqui, do preconceito racial”, classificam-se, respectivamente, quanto à sintaxe das orações como:

 

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3397514 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

No período “Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar”, a oração sublinhada classifica-se como:

 

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3397513 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

No fragmento “Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua [...]” a locução sublinhada liga orações, estabelecendo a coesão. Com isso, direciona os sentidos e estabelece relação entre as orações. Assinale qual a relação entre as orações que se estabelece:

 

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