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A regência verbal constitui um aspecto relevante da organização sintática da oração, pois determinados verbos modificam a relação que estabelecem com seus complementos conforme o sentido em que são empregados. Na norma-padrão, essa variação pode determinar a presença ou a ausência de preposição, bem como alterar a classificação do complemento verbal.
Considerando as prescrições da norma culta da língua portuguesa e os diferentes sentidos assumidos pelos verbos destacados, analise as afirmativas a seguir e identifique em quais delas há desvio de regência verbal.
I.Os pesquisadores aspiravam o reconhecimento da comunidade acadêmica após a divulgação dos resultados do estudo.
II.Durante a cerimônia, os homenageados agradeceram aos organizadores pelo apoio recebido na realização do evento.
III.Ao final da reunião, a comissão decidiu informar aos participantes sobre as alterações introduzidas no regulamento.
IV.Embora tenha ocorrido um atraso, os convidados chegaram na universidade antes do início da solenidade.
V.Entre as propostas apresentadas, a diretoria preferiu a manutenção do projeto do que a sua substituição por outra iniciativa.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente as afirmativas em que há desvio de regência verbal:
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Analise as afirmativas a seguir e identifique em quais delas há o emprego de uma oração coordenada assindética.
I.O pesquisador concluiu a análise, revisou os dados e encaminhou o relatório à comissão responsável.
II.A reunião foi encerrada, os participantes deixaram o auditório antes do horário inicialmente previsto.
III.Embora houvesse divergências entre os membros, o conselho aprovou a proposta apresentada pela diretoria.
IV.O prazo se aproximava; os responsáveis ainda não haviam concluído todas as etapas do procedimento.
V.Os técnicos revisaram o equipamento porque identificaram falhas durante a inspeção realizada anteriormente.
Assinale a alternativa que
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Notícia de jornal - Fernando Sabino
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa − não é homem. E os outros homens cumprem deu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é de alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, um homem morreu de fome.
Morreu de fome.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15836/noticia-de-jornal
No desenvolvimento do texto, a repetição da informação sobre a causa da morte contribui para a construção de uma crítica social. Considerando o conjunto da narrativa, essa repetição enfatiza principalmente:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Notícia de jornal - Fernando Sabino
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.
O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa − não é homem. E os outros homens cumprem deu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é de alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, um homem morreu de fome.
Morreu de fome.
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15836/noticia-de-jornal
Ao descrever as diferentes formas pelas quais os passantes poderiam enxergar o homem caído na rua, o narrador constrói uma reflexão sobre a percepção social das pessoas marginalizadas. Nesse contexto, a enumeração de qualificações atribuídas ao homem revela:
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"As paredes verde-clara foram reformadas, e as cortinas verde-olivas substituídas; as próprias funcionárias ficaram meias preocupadas, pois seguem anexo as fotografias, sendo necessária revisão da decoração."
Identifique quais termos destacados expressam erro de concordância nominal.
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A idéia de construír um estratagéma brilhante revelou o talento do jovém cientista durante a conferência.
Identifique qual dos termos destacados está devidamente acentuado.
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A ortografia da língua portuguesa exige atenção à grafia convencional das palavras. Em contextos formais de comunicação, o domínio dessas convenções contribui para a clareza e para a adequação da escrita.
Considerando a norma ortográfica vigente e as formas corretas de grafia das palavras apresentadas, assinale a alternativa em que há erro de ortografia.
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- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Pessoa
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