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A canção a seguir foi gravada em 1976, ou seja, quase no mesmo ano em que foi publicada a crônica de Carlos Drummond de Andrade que você leu aqui. Assim como o poeta, o compositor se inspirou na natureza e na nossa relação com os animais para falar de um estilo de vida. Será que ele ficou ultrapassado?
Texto IV
Casa no campo
Zé Rodrix / Tavito
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais
Glossário:
CD Elis. PolyGram/Philips, 1972/1998. Faixa 11.
Na letra da canção, o eu lírico faz uma lista das coisas que deseja como projeto de vida. Quando afirma “Eu quero carneiros e cabras / pastando solenes no meu jardim”, ele cria uma imagem em que
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Que tal testar seus talentos como “chef”? Para a hora do lanche, um hambúrguer diferente. (Observação: a ajuda de um adulto é sempre bem-vinda!)
Texto III
Hambúrguer vegetariano integral de forno

Ingredientes:
Massa:
250 ml de água morna 1 copo (250 ml) de farinha de trigo integral 2 copos (250 ml) de farinha de trigo branca 1 sachê de fermento biológico seco (10g) 3 colheres de sopa de óleo vegetal 1 colher de sopa de linhaça triturada 1/2 colher de sopa de sal 1/2 colher de sopa de açúcar
Recheio:
1 copo (250 ml) de proteína texturizada de soja 1 copo (250 ml) de água quente 4 colheres de sopa de farinha de trigo branca 1 colher de sopa de azeite extravirgem sal; curry; salsinha; cebolinha 1 tomate sem sementes
Instruções de preparo:
Primeiro vamos fazer a massa. Despeje a água morna em uma vasilha, o óleo, o sal, o açúcar e a linhaça. Misture tudo. Despeje agora um copo de farinha e logo por cima o fermento. Misture tudo com a água. Acrescente a farinha branca até que a massa fique elástica e desgrude da mão. Quanto mais grudenta a massa ficar, mais os pãezinhos crescem, porém, se ficar grudenta demais, vai ser muito difícil embrulhar os hamburguinhos. Deixe a massa descansando coberta com um pano e vamos fazer o hambúrguer de soja. Hidrate a soja na água quente. Espere uns 15 minutinhos, retire o excesso de água e acrescente o resto dos ingredientes (farinha de trigo branca, azeite, sal, curry, salsinha e cebolinha). Quanto à farinha, a medida pode variar um pouco. O importante é que seja farinha suficiente apenas para conseguir moldar os hambúrgueres. Molde os hambúrgueres com as mãos e disponha em um tabuleiro. Corte pequenas “tiras” do tomate sem sementes e coloque sobre os hambúrgueres. Agora pegue pequenas bolinhas da massa que estava descansando (ela já deve estar bem maior) e abra na palma da mão. Coloque um hambúrguer sobre a massa com o tomate voltado para a palma da mão. Embrulhe o hambúrguer puxando as laterais da massa. Disponha os pãezinhos em um tabuleiro untado e deixe descansar por alguns minutos em local quente (pré-aqueça o forno, se for preciso). Asse em forno médio pré-aquecido (+ ou - 30 minutos). Embrulhando os hambúrgueres, veja que não fiquem muito grandes para não ser difícil de embrulhar. Se preferir, coloque um pouquinho de gergelim com azeite por cima.
Preparo: 40 minutos
Cozimento: 30 minutos
Dificuldade: Fácil
Rendimento: 6
Disponível em <www.svb.org.br> (Adaptado. Acesso em 06/09/2017.)
Nas frases “vai ser muito difícil embrulhar os hamburguinhos” e “espere uns 15 minutinhos”, o diminutivo deu às palavras um sentido de
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Que tal testar seus talentos como “chef”? Para a hora do lanche, um hambúrguer diferente. (Observação: a ajuda de um adulto é sempre bem-vinda!)
Texto III
Hambúrguer vegetariano integral de forno

Ingredientes:
Massa:
250 ml de água morna 1 copo (250 ml) de farinha de trigo integral 2 copos (250 ml) de farinha de trigo branca 1 sachê de fermento biológico seco (10g) 3 colheres de sopa de óleo vegetal 1 colher de sopa de linhaça triturada 1/2 colher de sopa de sal 1/2 colher de sopa de açúcar
Recheio:
1 copo (250 ml) de proteína texturizada de soja 1 copo (250 ml) de água quente 4 colheres de sopa de farinha de trigo branca 1 colher de sopa de azeite extravirgem sal; curry; salsinha; cebolinha 1 tomate sem sementes
Instruções de preparo:
Primeiro vamos fazer a massa. Despeje a água morna em uma vasilha, o óleo, o sal, o açúcar e a linhaça. Misture tudo. Despeje agora um copo de farinha e logo por cima o fermento. Misture tudo com a água. Acrescente a farinha branca até que a massa fique elástica e desgrude da mão. Quanto mais grudenta a massa ficar, mais os pãezinhos crescem, porém, se ficar grudenta demais, vai ser muito difícil embrulhar os hamburguinhos. Deixe a massa descansando coberta com um pano e vamos fazer o hambúrguer de soja. Hidrate a soja na água quente. Espere uns 15 minutinhos, retire o excesso de água e acrescente o resto dos ingredientes (farinha de trigo branca, azeite, sal, curry, salsinha e cebolinha). Quanto à farinha, a medida pode variar um pouco. O importante é que seja farinha suficiente apenas para conseguir moldar os hambúrgueres. Molde os hambúrgueres com as mãos e disponha em um tabuleiro. Corte pequenas “tiras” do tomate sem sementes e coloque sobre os hambúrgueres. Agora pegue pequenas bolinhas da massa que estava descansando (ela já deve estar bem maior) e abra na palma da mão. Coloque um hambúrguer sobre a massa com o tomate voltado para a palma da mão. Embrulhe o hambúrguer puxando as laterais da massa. Disponha os pãezinhos em um tabuleiro untado e deixe descansar por alguns minutos em local quente (pré-aqueça o forno, se for preciso). Asse em forno médio pré-aquecido (+ ou - 30 minutos). Embrulhando os hambúrgueres, veja que não fiquem muito grandes para não ser difícil de embrulhar. Se preferir, coloque um pouquinho de gergelim com azeite por cima.
Preparo: 40 minutos
Cozimento: 30 minutos
Dificuldade: Fácil
Rendimento: 6
Disponível em <www.svb.org.br> (Adaptado. Acesso em 06/09/2017.)
Palavras que expressam ordem ou determinação, tais como “despeje”, “misture”, “deixe”, “embrulhe”, empregadas no texto, também são frequentes na
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Que tal testar seus talentos como “chef”? Para a hora do lanche, um hambúrguer diferente. (Observação: a ajuda de um adulto é sempre bem-vinda!)
Texto III
Hambúrguer vegetariano integral de forno

Ingredientes:
Massa:
250 ml de água morna 1 copo (250 ml) de farinha de trigo integral 2 copos (250 ml) de farinha de trigo branca 1 sachê de fermento biológico seco (10g) 3 colheres de sopa de óleo vegetal 1 colher de sopa de linhaça triturada 1/2 colher de sopa de sal 1/2 colher de sopa de açúcar
Recheio:
1 copo (250 ml) de proteína texturizada de soja 1 copo (250 ml) de água quente 4 colheres de sopa de farinha de trigo branca 1 colher de sopa de azeite extravirgem sal; curry; salsinha; cebolinha 1 tomate sem sementes
Instruções de preparo:
Primeiro vamos fazer a massa. Despeje a água morna em uma vasilha, o óleo, o sal, o açúcar e a linhaça. Misture tudo. Despeje agora um copo de farinha e logo por cima o fermento. Misture tudo com a água. Acrescente a farinha branca até que a massa fique elástica e desgrude da mão. Quanto mais grudenta a massa ficar, mais os pãezinhos crescem, porém, se ficar grudenta demais, vai ser muito difícil embrulhar os hamburguinhos. Deixe a massa descansando coberta com um pano e vamos fazer o hambúrguer de soja. Hidrate a soja na água quente. Espere uns 15 minutinhos, retire o excesso de água e acrescente o resto dos ingredientes (farinha de trigo branca, azeite, sal, curry, salsinha e cebolinha). Quanto à farinha, a medida pode variar um pouco. O importante é que seja farinha suficiente apenas para conseguir moldar os hambúrgueres. Molde os hambúrgueres com as mãos e disponha em um tabuleiro. Corte pequenas “tiras” do tomate sem sementes e coloque sobre os hambúrgueres. Agora pegue pequenas bolinhas da massa que estava descansando (ela já deve estar bem maior) e abra na palma da mão. Coloque um hambúrguer sobre a massa com o tomate voltado para a palma da mão. Embrulhe o hambúrguer puxando as laterais da massa. Disponha os pãezinhos em um tabuleiro untado e deixe descansar por alguns minutos em local quente (pré-aqueça o forno, se for preciso). Asse em forno médio pré-aquecido (+ ou - 30 minutos). Embrulhando os hambúrgueres, veja que não fiquem muito grandes para não ser difícil de embrulhar. Se preferir, coloque um pouquinho de gergelim com azeite por cima.
Preparo: 40 minutos
Cozimento: 30 minutos
Dificuldade: Fácil
Rendimento: 6
Disponível em <www.svb.org.br> (Adaptado. Acesso em 06/09/2017.)
A receita é tão comum no dia a dia que costuma ser transmitida oralmente. Por suas características e objetivos, a receita culinária corresponde a um tipo de texto que
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Corte para 2013. Dialogando com outra realidade, a escola agora precisa refletir com o estudante sobre novos conceitos: responsabilidade ambiental, valorização da saúde e do bem-estar coletivo, a partir de práticas alimentares. A professora da história de Drummond talvez entendesse de outra forma o amor aos animais...
Texto II

Disponível em < www.segundasemcarne.com.br > (Adaptado. Acesso em 05/09/2017.)
Na linguagem não verbal do cartaz, a representação dos quatro animais que formam as principais fontes de proteína da alimentação tem a intenção de
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Corte para 2013. Dialogando com outra realidade, a escola agora precisa refletir com o estudante sobre novos conceitos: responsabilidade ambiental, valorização da saúde e do bem-estar coletivo, a partir de práticas alimentares. A professora da história de Drummond talvez entendesse de outra forma o amor aos animais...
Texto II

Disponível em < www.segundasemcarne.com.br > (Adaptado. Acesso em 05/09/2017.)
O cartaz anuncia os números alcançados por um projeto de merenda escolar da cidade de São Paulo. De acordo com suas informações, a quantidade de água utilizada demonstra que
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TEXTO I
Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A 5galinha, o peixe, a vaca… Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacanas. E a carne, dizem que é gostosa. – Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
10– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
15Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:
– Bolsas, malas, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando da carne. Canguru é utilíssimo.
20– Vivo, fessora?
– A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz… produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pelo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
– Depois a gente come a vicunha, né, fessora?
– Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a
25crescer…
– A gente torna a cortar? Ela não tem sossego, tadinha.
– Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
– A carne também é listrada? – pergunta que desencadeia riso geral.
30– Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pinguim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento – não sabem o que é? O cocô do pinguim é um 35adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito da gordura do pinguim…
– A senhora disse que a gente deve respeitar.
– Claro. Mas o óleo é bom.
– Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
– Pois lucra. O pelo dá escovas de ótima qualidade.
40– E o castor?
– Pois quando voltar a moda do chapéu para os homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta, com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar de um bom exemplo.
– Eu, hem?
– Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living da sua casa. Do couro da girafa, Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pelos da
45cauda para Tereza fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
– Engraçado, como?
– Apanha peixe pra gente.
50– Apanha e entrega, professora?
– Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
– Bobo que ele é.
– Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras.
55Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
– Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pelo, o couro e os ossos.
ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias e não-notícias faz-se a crônica. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 1816-7.
Na frase “Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia.” (l.47), a separação silábica representa a intenção da personagem de
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TEXTO I
Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A 5galinha, o peixe, a vaca… Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacanas. E a carne, dizem que é gostosa. – Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
10– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
15Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:
– Bolsas, malas, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando da carne. Canguru é utilíssimo.
20– Vivo, fessora?
– A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz… produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pelo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
– Depois a gente come a vicunha, né, fessora?
– Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a
25crescer…
– A gente torna a cortar? Ela não tem sossego, tadinha.
– Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
– A carne também é listrada? – pergunta que desencadeia riso geral.
30– Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pinguim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento – não sabem o que é? O cocô do pinguim é um 35adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito da gordura do pinguim…
– A senhora disse que a gente deve respeitar.
– Claro. Mas o óleo é bom.
– Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
– Pois lucra. O pelo dá escovas de ótima qualidade.
40– E o castor?
– Pois quando voltar a moda do chapéu para os homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta, com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar de um bom exemplo.
– Eu, hem?
– Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living da sua casa. Do couro da girafa, Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pelos da
45cauda para Tereza fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
– Engraçado, como?
– Apanha peixe pra gente.
50– Apanha e entrega, professora?
– Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
– Bobo que ele é.
– Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras.
55Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
– Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pelo, o couro e os ossos.
ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias e não-notícias faz-se a crônica. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 1816-7.
No comentário sobre a zebra, respondendo a Betty, a professora diz: “Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto.” (l.32) O termo sublinhado é um pronome que está substituindo a seguinte informação:
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TEXTO I
Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A 5galinha, o peixe, a vaca… Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacanas. E a carne, dizem que é gostosa. – Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
10– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
15Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:
– Bolsas, malas, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando da carne. Canguru é utilíssimo.
20– Vivo, fessora?
– A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz… produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pelo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
– Depois a gente come a vicunha, né, fessora?
– Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a
25crescer…
– A gente torna a cortar? Ela não tem sossego, tadinha.
– Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
– A carne também é listrada? – pergunta que desencadeia riso geral.
30– Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pinguim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento – não sabem o que é? O cocô do pinguim é um 35adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito da gordura do pinguim…
– A senhora disse que a gente deve respeitar.
– Claro. Mas o óleo é bom.
– Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
– Pois lucra. O pelo dá escovas de ótima qualidade.
40– E o castor?
– Pois quando voltar a moda do chapéu para os homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta, com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar de um bom exemplo.
– Eu, hem?
– Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living da sua casa. Do couro da girafa, Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pelos da
45cauda para Tereza fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
– Engraçado, como?
– Apanha peixe pra gente.
50– Apanha e entrega, professora?
– Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
– Bobo que ele é.
– Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras.
55Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
– Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pelo, o couro e os ossos.
ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias e não-notícias faz-se a crônica. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 1816-7.
Quando ouve que, no futuro, vai fazer a barba com um pincel de pelo de texugo, Arturzinho avisa que “pretende usar barbeador elétrico” (l.15). A resposta do menino demonstra que ele
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TEXTO I
Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A 5galinha, o peixe, a vaca… Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacanas. E a carne, dizem que é gostosa. – Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
10– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
15Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:
– Bolsas, malas, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando da carne. Canguru é utilíssimo.
20– Vivo, fessora?
– A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz… produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pelo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
– Depois a gente come a vicunha, né, fessora?
– Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a
25crescer…
– A gente torna a cortar? Ela não tem sossego, tadinha.
– Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
– A carne também é listrada? – pergunta que desencadeia riso geral.
30– Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pinguim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento – não sabem o que é? O cocô do pinguim é um 35adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito da gordura do pinguim…
– A senhora disse que a gente deve respeitar.
– Claro. Mas o óleo é bom.
– Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
– Pois lucra. O pelo dá escovas de ótima qualidade.
40– E o castor?
– Pois quando voltar a moda do chapéu para os homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta, com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar de um bom exemplo.
– Eu, hem?
– Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living da sua casa. Do couro da girafa, Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pelos da
45cauda para Tereza fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
– Engraçado, como?
– Apanha peixe pra gente.
50– Apanha e entrega, professora?
– Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
– Bobo que ele é.
– Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras.
55Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
– Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pelo, o couro e os ossos.
ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias e não-notícias faz-se a crônica. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 1816-7.
Explicando o que considera a “utilidade dos animais”, a professora responde à pergunta de um aluno sobre o iaque, “um boi da Ásia Central”. Quando afirma “Vamos adiante” (l.10), ela pretende
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