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- MorfologiaConjunçõesClassificação das Conjunções
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Quando refletimos sobre a RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL, uma das primeiras perspectivas que se abre é a de crianças e adolescentes em trabalho infantil em virtude da necessidade de subsistência de suas famílias. No entanto, o precário acesso à Educação não se reduz a essa ótica, tendo também outras vertentes passíveis de análise crítica. Desse modo, a escolha desse tema se dá pelo desejo de mostrar aos nossos futuros cadetes de Thomaz Coelho como devemos valorizar o ensino ao qual temos acesso nos dias de hoje.
TEXTO I
Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola
Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio
Publicado em 02.02.2020 — Por Heloísa Cristaldo — Agência Brasil
Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação “Proteção do Direito à Educação dos Refugiados”, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65 milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.
Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, “o que é mais do que toda uma infância e representa “uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa”, avalia o documento. (...)
Acesso à educação
A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. “No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)
“Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos riscos da exploração sexual”, indica a publicação. (...)
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)
Texto Il
Combate a exploração ao trabalho infantil
Por alunos do 5º ano/EF da Escola Municipal JOÃO PAULO Il
*O texto a seguir foi construído por alunos do Ensino Fundamental e, por isso, encontra-se na linguagem informal.
FORTALEZA(CE), JUNHO DE 2012.
O direito da criança
Na constituição está
No ECA também há
Artigos pra mostrar
Que o direito da criança
É para se respeitar
(..)
E não se pode deixar
A criança trabalhar
Tirando o tempo de estudar
A liberdade de brincar
O direito de sonhar
Com o futuro que terá
Se algum coleguinha
Começar a aula faltar
Para serviço prestar
deixando de frequentar
a aula pra trabalhar
você deve alertar
(..)
E quem isso negar
Um crime cometerá
E na lei vai pagar
Mas só acontecerá
Se alguém denunciar
A quem a criança explorar
Nos afazeres da casa
A criança pode ajudar
Isso é colaborar
E responsabilidade ganhar
Só não pode exagerar
Quando em casa ajudar
(...)
No Brasil é fácil encontrar
Criança que vai trabalhar
Para a família sustentar
Na zona rural há
Na cidade não vai faltar
Você pode acreditar
Meninas vão trabalhar
De doméstica ou babá
Para em casa ajudar
O alimento comprar
Sem ter dia para folgar
Ou tempo de estudar
(..)
Fácil não será
Mas não custa tentar
O trabalho infantil acabar
Se a população se juntar
Para se fazer praticar
O que na lei está.
(Fonte: www.fundacaotelefonicavivo.org.br/ Acessado em: 16.08.2021)
Texto III
Como é a vida escolar dos filhos de artistas circenses
Em apenas um ano, crianças chegam a estudar em mais de dez escolas diferentes
Por Natany Borges
1______É no ano em que aprende a formar sílabas, compreender palavras e dar sentido às frases que
Antônio Bartolo Neto, de apenas sete anos, experimenta a vida “nômade” em contraponto à
“permanência” na escola. Representante da oitava geração de uma família de artistas de circo, ele já
sabe que a cada novo mês conhecerá uma nova cidade, será matriculado em uma nova instituição de
5 ensino e precisará interagir com uma turma já entrosada nas atividades de alfabetização. Somente em
2017, o pequeno aluno acumula registros de sete escolas em seu caderno. A última foi em Venâncio
Aires. Penúltima, Rio de Janeiro. Antepenúltima, Nova Iguaçu (RJ). A próxima? Rio Pardo.
______Enquanto isso, é em Santa Cruz do Sul que estabelece uma rotina que já completa quatro
semanas. Amparado pela professora da Escola Ernesto Alves, Elisangela Mees, o aluno trabalhou nos
10 últimos dias as vogais. “No primeiro dia de aula olhei o caderninho dele e depois fiz um ditado para
entender em que nível ele estava”, explicou. Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as
palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade. Nada, entretanto, que comprometa o seu
desempenho em sala de aula. “O que dificulta é essa “quebra” de sequência. Por isso, eles têm o ritmo
um pouco mais lento”. Em sala de aula, a professora dos anos iniciais já está acostumada a lecionar
15 para crianças nômades. Todo mês de outubro, por exemplo, dá aula para os filhos dos trabalhadores
do parque de diversões que vêm à Oktoberfest.
______A matrícula desses alunos — filhos de profissionais itinerantes — é assegurada por meio da Lei
Federal 6.533/78, a qual assegura a mudança de escola em escola, mediante apresentação de
certificado da instituição de origem. É por isso que o pai de Neto, o artista do Circo Italiano, Bartolo
20 Júnior, guarda a sete chaves o tal documento, junto com o histórico escolar do pequeno. “Assim que
definimos uma nova cidade e o espaço para a estada do circo, a primeira questão a providenciar é
uma escola para os pequenos”, explica Júnior. Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na
hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que no mesmo dia ou no seguinte, os
pequenos já estejam matriculados. “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam
25 estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” Nesse contexto, o pai acrescenta
que a cobrança “em casa” — o interior do motorhome — é a mesma dos pais que têm trabalho fixo na
cidade. “Depois da aula, a Paula (mãe) verifica o caderno e ajuda ele na lição. Só depois é que ele vai
brincar ou acompanhar as atividades do circo”, finaliza. Além de Neto, Junior também é pai de Alice, “
12,e Daniel, 14. Ambos estão no sétimo ano e também estudam no Ernesto.
30______Apesar de já ter lecionado para alunos itinerantes, esta
foi a primeira vez que Elisangela Mees foi desafiada a ensinar filhos de circenses. Sensibilizada com reportagem publicada pela Gazeta do Sul
19 e 20 de agosto, "Uma vida na estrada dedicada aos espetáculos”, ela resolveu trabalhar, ao longo
de toda a semana, a temática com a turma de pouco mais de 20 alunos. Entre as atividades propostas,
estiveram ditados, imagens para colorir e leituras como “O nosso colega Antônio é artista do Circo
35 Italiano e o sonho dele quando crescer é ser homem pássaro e equilibrista”. Durante uma das aulas, a
turminha, em coro, repetiu a frase e fez questão de verbalizar os aprendizados da semana. “Foi uma
experiência muito bacana, ainda mais porque o Antônio estava ali para compartilhar suas experiências
com a turma. Um mundo novo foi apresentado”, disse Elisangela.
(Adaptado de: www.gaz.com.br/ Acessado em: 17.08.2021)
No trecho extraído do texto III, a autora traz o relato da professora mostrando as diferenças entre o aprendizado do pequeno Antonio e dos demais amigos de classe, conforme se segue:
“Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade.”
A oração subordinada adverbial acima inicia-se com a conjunção “enquanto”, que pode ser substituída sem prejuízo sintático-semântico por
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Quando refletimos sobre a RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL, uma das primeiras perspectivas que se abre é a de crianças e adolescentes em trabalho infantil em virtude da necessidade de subsistência de suas famílias. No entanto, o precário acesso à Educação não se reduz a essa ótica, tendo também outras vertentes passíveis de análise crítica. Desse modo, a escolha desse tema se dá pelo desejo de mostrar aos nossos futuros cadetes de Thomaz Coelho como devemos valorizar o ensino ao qual temos acesso nos dias de hoje.
TEXTO I
Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola
Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio
Publicado em 02.02.2020 — Por Heloísa Cristaldo — Agência Brasil
Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação “Proteção do Direito à Educação dos Refugiados”, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65 milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.
Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, “o que é mais do que toda uma infância e representa “uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa”, avalia o documento. (...)
Acesso à educação
A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. “No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)
“Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos riscos da exploração sexual”, indica a publicação. (...)
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)
Texto Il
Combate a exploração ao trabalho infantil
Por alunos do 5º ano/EF da Escola Municipal JOÃO PAULO Il
*O texto a seguir foi construído por alunos do Ensino Fundamental e, por isso, encontra-se na linguagem informal.
FORTALEZA(CE), JUNHO DE 2012.
O direito da criança
Na constituição está
No ECA também há
Artigos pra mostrar
Que o direito da criança
É para se respeitar
(..)
E não se pode deixar
A criança trabalhar
Tirando o tempo de estudar
A liberdade de brincar
O direito de sonhar
Com o futuro que terá
Se algum coleguinha
Começar a aula faltar
Para serviço prestar
deixando de frequentar
a aula pra trabalhar
você deve alertar
(..)
E quem isso negar
Um crime cometerá
E na lei vai pagar
Mas só acontecerá
Se alguém denunciar
A quem a criança explorar
Nos afazeres da casa
A criança pode ajudar
Isso é colaborar
E responsabilidade ganhar
Só não pode exagerar
Quando em casa ajudar
(...)
No Brasil é fácil encontrar
Criança que vai trabalhar
Para a família sustentar
Na zona rural há
Na cidade não vai faltar
Você pode acreditar
Meninas vão trabalhar
De doméstica ou babá
Para em casa ajudar
O alimento comprar
Sem ter dia para folgar
Ou tempo de estudar
(..)
Fácil não será
Mas não custa tentar
O trabalho infantil acabar
Se a população se juntar
Para se fazer praticar
O que na lei está.
(Fonte: www.fundacaotelefonicavivo.org.br/ Acessado em: 16.08.2021)
Texto III
Como é a vida escolar dos filhos de artistas circenses
Em apenas um ano, crianças chegam a estudar em mais de dez escolas diferentes
Por Natany Borges
1______É no ano em que aprende a formar sílabas, compreender palavras e dar sentido às frases que
Antônio Bartolo Neto, de apenas sete anos, experimenta a vida “nômade” em contraponto à
“permanência” na escola. Representante da oitava geração de uma família de artistas de circo, ele já
sabe que a cada novo mês conhecerá uma nova cidade, será matriculado em uma nova instituição de
5 ensino e precisará interagir com uma turma já entrosada nas atividades de alfabetização. Somente em
2017, o pequeno aluno acumula registros de sete escolas em seu caderno. A última foi em Venâncio
Aires. Penúltima, Rio de Janeiro. Antepenúltima, Nova Iguaçu (RJ). A próxima? Rio Pardo.
______Enquanto isso, é em Santa Cruz do Sul que estabelece uma rotina que já completa quatro
semanas. Amparado pela professora da Escola Ernesto Alves, Elisangela Mees, o aluno trabalhou nos
10 últimos dias as vogais. “No primeiro dia de aula olhei o caderninho dele e depois fiz um ditado para
entender em que nível ele estava”, explicou. Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as
palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade. Nada, entretanto, que comprometa o seu
desempenho em sala de aula. “O que dificulta é essa “quebra” de sequência. Por isso, eles têm o ritmo
um pouco mais lento”. Em sala de aula, a professora dos anos iniciais já está acostumada a lecionar
15 para crianças nômades. Todo mês de outubro, por exemplo, dá aula para os filhos dos trabalhadores
do parque de diversões que vêm à Oktoberfest.
______A matrícula desses alunos — filhos de profissionais itinerantes — é assegurada por meio da Lei
Federal 6.533/78, a qual assegura a mudança de escola em escola, mediante apresentação de
certificado da instituição de origem. É por isso que o pai de Neto, o artista do Circo Italiano, Bartolo
20 Júnior, guarda a sete chaves o tal documento, junto com o histórico escolar do pequeno. “Assim que
definimos uma nova cidade e o espaço para a estada do circo, a primeira questão a providenciar é
uma escola para os pequenos”, explica Júnior. Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na
hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que no mesmo dia ou no seguinte, os
pequenos já estejam matriculados. “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam
25 estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” Nesse contexto, o pai acrescenta
que a cobrança “em casa” — o interior do motorhome — é a mesma dos pais que têm trabalho fixo na
cidade. “Depois da aula, a Paula (mãe) verifica o caderno e ajuda ele na lição. Só depois é que ele vai
brincar ou acompanhar as atividades do circo”, finaliza. Além de Neto, Junior também é pai de Alice, “
12,e Daniel, 14. Ambos estão no sétimo ano e também estudam no Ernesto.
30______Apesar de já ter lecionado para alunos itinerantes, esta
foi a primeira vez que Elisangela Mees foi desafiada a ensinar filhos de circenses. Sensibilizada com reportagem publicada pela Gazeta do Sul
19 e 20 de agosto, "Uma vida na estrada dedicada aos espetáculos”, ela resolveu trabalhar, ao longo
de toda a semana, a temática com a turma de pouco mais de 20 alunos. Entre as atividades propostas,
estiveram ditados, imagens para colorir e leituras como “O nosso colega Antônio é artista do Circo
35 Italiano e o sonho dele quando crescer é ser homem pássaro e equilibrista”. Durante uma das aulas, a
turminha, em coro, repetiu a frase e fez questão de verbalizar os aprendizados da semana. “Foi uma
experiência muito bacana, ainda mais porque o Antônio estava ali para compartilhar suas experiências
com a turma. Um mundo novo foi apresentado”, disse Elisangela.
(Adaptado de: www.gaz.com.br/ Acessado em: 17.08.2021)
No trecho a seguir - “O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas (...)' — texto | — a palavra ou expressão que melhor substitui a estrutura “instrumentos normativos” sem prejuízo semântico é:
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- FundamentosPorcentagem
- ConjuntosConceitos Gerais sobre ConjuntosFormas de Representação dos ConjuntosRepresentação por diagramação (diagrama de Euler-Venn)
- ConjuntosDiagramas de Venn
Foram dados 3 desafios para os 40 alunos que compõem a equipe de Xadrez do Colégio. Temos o conhecimento de que 18 deles concluíram o desafio A, 15 concluíram o desafio B e 12 concluíram o desafio C. Sabendo que 20 concluíram exatamente um desafio e 5 concluíram exatamente dois desafios, determine corretamente a porcentagem de alunos que concluíram os três desafios em relação aos que não concluíram nenhum.
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Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
TEXTO IH
A fuga da classe A para o interior
Famílias mais abastadas deixam as metrópoles brasileiras em busca de uma vida mais tranquila — e aquecem a economia das cidades menores
Henrique Gomes Batista e Sérgio Matsuura
01__Nos primeiros dez dias de 2021, Eduardo Xambre Herrique Filho, de 10 anos, não tocou em
seu videogame ou tablet. Preferiu andar de bicicleta e curtir o bosque da nova residência da família,
que trocou um confortável apartamento no Brooklin, bairro nobre da Zona Sul paulistana, por uma
casa em um condomínio fechado na região de Valinhos, a 90 quilômetros da capital paulista. A
05__mudança de comportamento do filho foi um dos elementos que fizeram seu pai, o diretor comercial
Eduardo Xambre Henrique, de 41 anos, aproveitar as vantagens do home office para buscar qualidade
de vida longe da metrópole, movimento que tem se intensificado — sobretudo quando se trata da
população com maior poder aquisitivo. Após um 2020 de “test drive” no campo ou na praia, durante
a quarentena, a mudança definitiva de CEP já provoca transformações no mercado imobiliário e na
10__dinâmica das cidades menores.
As razões para a mudança são variadas. Além da qualidade de vida, há a busca por mais
segurança, mais espaço e conforto diante da possibilidade de novos períodos de confinamento e até
mesmo a economia de gastos em razão do menor custo de vida no interior. O movimento, mais
“pronunciado em São Paulo e no Rio de Janeiro, também ocorre em capitais menores, como Porto
15__Alegre, Natal e Fortaleza. Todos os motivos da retirada, no entanto, só puderam ser viabilizados
devido a uma mudança maior: a do mercado de trabalho, que agora deve adotar, na maioria dos
setores, o padrão híbrido, aliando os modelos presencial e remoto. “Eu tinha essa vontade de morar
no interior há alguns anos, mas a questão de home office ajudou a impulsionar a decisão”, afirmou
Henrique, que trabalha em uma multinacional europeia e adquiriu uma casa que tem mais que o
20__dobro da área útil de seu apartamento, além de uma vasta área verde. "São Paulo agora é para fazer
turismo, visitar amigos e familiares.”
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
(CNC), Fabio Bentes, avalia que, embora o movimento esteja concentrado nas faixas de renda mais
altas, já é possível notar uma desconcentração e uma pulverização populacional dos grandes centros.
25__“E um dos primeiros sinais está no mercado imobiliário”, ponderou. Em Petrópolis, cidade da Região
Serrana do Rio de Janeiro, os reflexos da chegada de novos moradores já são percebidos no
aumento das vendas de imóveis. Dados da prefeitura mostram que até outubro do ano passado, o
último balanço disponível, num período de crise econômica, o recolhimento do Imposto sobre
Transmissão de Bens Imóveis — pago após a compra de um imóvel — havia chegado a R$ 17,3
30__milhões no ano, acima da meta do município para 2020, de R$ 16 milhões. Imobiliárias e corretores
de imóveis da cidade confirmam o bom momento e relatam uma mudança no perfil dos
compradores após a pandemia. Se antes a busca era por uma casa de veraneio, agora eles procuram
um novo endereço para morar.
Marcos Labanca, empresário do ramo imobiliário petropolitano, contou que os resultados de
35__2020 estão entre os melhores de sua empresa, com mais de 70 vendas, o dobro de um ano normal. E
a expectativa é que o mercado continue aquecido em 2021, com mais famílias se mudando para a
cidade em busca de qualidade de vida. “Acho que as pessoas concluíram que ficar em isolamento
dentro de um apartamento é complicado, é monótono. Então, passaram a procurar lugares para
morar com um gramado, onde dá para ver o céu, com menos gente”, disse Labanca. “E, claro, os
40__juros baixos ajudaram muito. Já está difícil encontrar uma casa boa para comprar aqui.” Segundo
Fabrício Junqueira, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro para
a região, entre maio e agosto a procura em sites de imobiliárias por imóveis no município aumentou,
em média, 300% em relação ao mesmo período de 2019. “Quando começou a pandemia, nós
ficamos muito preocupados, mas em abril houve uma explosão na locação por temporada, e logo
45 __depois a conversão em vendas de imóveis”, lembrou o corretor.
O movimento migratório, apesar de não ser ainda de “massa”, já provoca efeitos nos dados
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os últimos levantamentos mostram
uma recuperação mais rápida do mercado de trabalho em cidades do interior, em comparação com
as capitais. No caso específico do Rio de Janeiro, dos 92 municípios do estado, o Rio está na 61º
posição no ranking de geração de empregos formais ente agosto e novembro de 2020, com variação
positiva de 1,2%. Petrópolis está em 16º, com taxa de 3,5%.
Marden Campos, professor [...] da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ressaltou
50__que as cidades que começaram a receber o novo fluxo de moradores geralmente já têm
infraestrutura em decorrência do turismo, como é o caso [...] de Petrópolis. Por isso, conseguem
atender às necessidades de serviços de pessoas de fora. “Mas elas acabam ganhando um dinamismo
econômico. E isso está acontecendo, principalmente na área de construção.” Especialista em fluxos
migratórios, Campos afirmou, porém, que, apesar de ainda não ser possível mensurar a dimensão do
55__fenômeno, será improvável que ele adquira escala nacional, em razão da limitação de renda [...). Além
disso, nem todas as áreas podem oferecer sistemas híbridos a seus funcionários, sobretudo as
categorias de base do setor de serviços, em que impera, muitas vezes, o trabalho presencial. Mas, nas
cidades onde o movimento já ocorre, a tendência é aumentar.
(Adaptado de https://oglobo.globo.com/epoca/sociedade/a-fuga-da-classe-a-para-o-interior-1-
24889132?versao=amp)
O TEXTO III vincula a mudança de cidade às possibilidades de certo estrato da sociedade. Essa vinculação
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Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
TEXTO IH
A fuga da classe A para o interior
Famílias mais abastadas deixam as metrópoles brasileiras em busca de uma vida mais tranquila — e aquecem a economia das cidades menores
Henrique Gomes Batista e Sérgio Matsuura
01__Nos primeiros dez dias de 2021, Eduardo Xambre Herrique Filho, de 10 anos, não tocou em
seu videogame ou tablet. Preferiu andar de bicicleta e curtir o bosque da nova residência da família,
que trocou um confortável apartamento no Brooklin, bairro nobre da Zona Sul paulistana, por uma
casa em um condomínio fechado na região de Valinhos, a 90 quilômetros da capital paulista. A
05__mudança de comportamento do filho foi um dos elementos que fizeram seu pai, o diretor comercial
Eduardo Xambre Henrique, de 41 anos, aproveitar as vantagens do home office para buscar qualidade
de vida longe da metrópole, movimento que tem se intensificado — sobretudo quando se trata da
população com maior poder aquisitivo. Após um 2020 de “test drive” no campo ou na praia, durante
a quarentena, a mudança definitiva de CEP já provoca transformações no mercado imobiliário e na
10__dinâmica das cidades menores.
As razões para a mudança são variadas. Além da qualidade de vida, há a busca por mais
segurança, mais espaço e conforto diante da possibilidade de novos períodos de confinamento e até
mesmo a economia de gastos em razão do menor custo de vida no interior. O movimento, mais
“pronunciado em São Paulo e no Rio de Janeiro, também ocorre em capitais menores, como Porto
15__Alegre, Natal e Fortaleza. Todos os motivos da retirada, no entanto, só puderam ser viabilizados
devido a uma mudança maior: a do mercado de trabalho, que agora deve adotar, na maioria dos
setores, o padrão híbrido, aliando os modelos presencial e remoto. “Eu tinha essa vontade de morar
no interior há alguns anos, mas a questão de home office ajudou a impulsionar a decisão”, afirmou
Henrique, que trabalha em uma multinacional europeia e adquiriu uma casa que tem mais que o
20__dobro da área útil de seu apartamento, além de uma vasta área verde. "São Paulo agora é para fazer
turismo, visitar amigos e familiares.”
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
(CNC), Fabio Bentes, avalia que, embora o movimento esteja concentrado nas faixas de renda mais
altas, já é possível notar uma desconcentração e uma pulverização populacional dos grandes centros.
25__“E um dos primeiros sinais está no mercado imobiliário”, ponderou. Em Petrópolis, cidade da Região
Serrana do Rio de Janeiro, os reflexos da chegada de novos moradores já são percebidos no
aumento das vendas de imóveis. Dados da prefeitura mostram que até outubro do ano passado, o
último balanço disponível, num período de crise econômica, o recolhimento do Imposto sobre
Transmissão de Bens Imóveis — pago após a compra de um imóvel — havia chegado a R$ 17,3
30__milhões no ano, acima da meta do município para 2020, de R$ 16 milhões. Imobiliárias e corretores
de imóveis da cidade confirmam o bom momento e relatam uma mudança no perfil dos
compradores após a pandemia. Se antes a busca era por uma casa de veraneio, agora eles procuram
um novo endereço para morar.
Marcos Labanca, empresário do ramo imobiliário petropolitano, contou que os resultados de
35__2020 estão entre os melhores de sua empresa, com mais de 70 vendas, o dobro de um ano normal. E
a expectativa é que o mercado continue aquecido em 2021, com mais famílias se mudando para a
cidade em busca de qualidade de vida. “Acho que as pessoas concluíram que ficar em isolamento
dentro de um apartamento é complicado, é monótono. Então, passaram a procurar lugares para
morar com um gramado, onde dá para ver o céu, com menos gente”, disse Labanca. “E, claro, os
40__juros baixos ajudaram muito. Já está difícil encontrar uma casa boa para comprar aqui.” Segundo
Fabrício Junqueira, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro para
a região, entre maio e agosto a procura em sites de imobiliárias por imóveis no município aumentou,
em média, 300% em relação ao mesmo período de 2019. “Quando começou a pandemia, nós
ficamos muito preocupados, mas em abril houve uma explosão na locação por temporada, e logo
45 __depois a conversão em vendas de imóveis”, lembrou o corretor.
O movimento migratório, apesar de não ser ainda de “massa”, já provoca efeitos nos dados
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os últimos levantamentos mostram
uma recuperação mais rápida do mercado de trabalho em cidades do interior, em comparação com
as capitais. No caso específico do Rio de Janeiro, dos 92 municípios do estado, o Rio está na 61º
posição no ranking de geração de empregos formais ente agosto e novembro de 2020, com variação
positiva de 1,2%. Petrópolis está em 16º, com taxa de 3,5%.
Marden Campos, professor [...] da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ressaltou
50__que as cidades que começaram a receber o novo fluxo de moradores geralmente já têm
infraestrutura em decorrência do turismo, como é o caso [...] de Petrópolis. Por isso, conseguem
atender às necessidades de serviços de pessoas de fora. “Mas elas acabam ganhando um dinamismo
econômico. E isso está acontecendo, principalmente na área de construção.” Especialista em fluxos
migratórios, Campos afirmou, porém, que, apesar de ainda não ser possível mensurar a dimensão do
55__fenômeno, será improvável que ele adquira escala nacional, em razão da limitação de renda [...). Além
disso, nem todas as áreas podem oferecer sistemas híbridos a seus funcionários, sobretudo as
categorias de base do setor de serviços, em que impera, muitas vezes, o trabalho presencial. Mas, nas
cidades onde o movimento já ocorre, a tendência é aumentar.
(Adaptado de https://oglobo.globo.com/epoca/sociedade/a-fuga-da-classe-a-para-o-interior-1-
24889132?versao=amp)
A migração para cidades do interior é exemplificada, em certo momento do TEXTO III, com a cidade de Petrópolis. Assinale a alternativa em que a expressão destacada retoma uma cidade que não seja necessariamente Petrópolis:
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Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
TEXTO IH
A fuga da classe A para o interior
Famílias mais abastadas deixam as metrópoles brasileiras em busca de uma vida mais tranquila — e aquecem a economia das cidades menores
Henrique Gomes Batista e Sérgio Matsuura
01__Nos primeiros dez dias de 2021, Eduardo Xambre Herrique Filho, de 10 anos, não tocou em
seu videogame ou tablet. Preferiu andar de bicicleta e curtir o bosque da nova residência da família,
que trocou um confortável apartamento no Brooklin, bairro nobre da Zona Sul paulistana, por uma
casa em um condomínio fechado na região de Valinhos, a 90 quilômetros da capital paulista. A
05__mudança de comportamento do filho foi um dos elementos que fizeram seu pai, o diretor comercial
Eduardo Xambre Henrique, de 41 anos, aproveitar as vantagens do home office para buscar qualidade
de vida longe da metrópole, movimento que tem se intensificado — sobretudo quando se trata da
população com maior poder aquisitivo. Após um 2020 de “test drive” no campo ou na praia, durante
a quarentena, a mudança definitiva de CEP já provoca transformações no mercado imobiliário e na
10__dinâmica das cidades menores.
As razões para a mudança são variadas. Além da qualidade de vida, há a busca por mais
segurança, mais espaço e conforto diante da possibilidade de novos períodos de confinamento e até
mesmo a economia de gastos em razão do menor custo de vida no interior. O movimento, mais
“pronunciado em São Paulo e no Rio de Janeiro, também ocorre em capitais menores, como Porto
15__Alegre, Natal e Fortaleza. Todos os motivos da retirada, no entanto, só puderam ser viabilizados
devido a uma mudança maior: a do mercado de trabalho, que agora deve adotar, na maioria dos
setores, o padrão híbrido, aliando os modelos presencial e remoto. “Eu tinha essa vontade de morar
no interior há alguns anos, mas a questão de home office ajudou a impulsionar a decisão”, afirmou
Henrique, que trabalha em uma multinacional europeia e adquiriu uma casa que tem mais que o
20__dobro da área útil de seu apartamento, além de uma vasta área verde. "São Paulo agora é para fazer
turismo, visitar amigos e familiares.”
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
(CNC), Fabio Bentes, avalia que, embora o movimento esteja concentrado nas faixas de renda mais
altas, já é possível notar uma desconcentração e uma pulverização populacional dos grandes centros.
25__“E um dos primeiros sinais está no mercado imobiliário”, ponderou. Em Petrópolis, cidade da Região
Serrana do Rio de Janeiro, os reflexos da chegada de novos moradores já são percebidos no
aumento das vendas de imóveis. Dados da prefeitura mostram que até outubro do ano passado, o
último balanço disponível, num período de crise econômica, o recolhimento do Imposto sobre
Transmissão de Bens Imóveis — pago após a compra de um imóvel — havia chegado a R$ 17,3
30__milhões no ano, acima da meta do município para 2020, de R$ 16 milhões. Imobiliárias e corretores
de imóveis da cidade confirmam o bom momento e relatam uma mudança no perfil dos
compradores após a pandemia. Se antes a busca era por uma casa de veraneio, agora eles procuram
um novo endereço para morar.
Marcos Labanca, empresário do ramo imobiliário petropolitano, contou que os resultados de
35__2020 estão entre os melhores de sua empresa, com mais de 70 vendas, o dobro de um ano normal. E
a expectativa é que o mercado continue aquecido em 2021, com mais famílias se mudando para a
cidade em busca de qualidade de vida. “Acho que as pessoas concluíram que ficar em isolamento
dentro de um apartamento é complicado, é monótono. Então, passaram a procurar lugares para
morar com um gramado, onde dá para ver o céu, com menos gente”, disse Labanca. “E, claro, os
40__juros baixos ajudaram muito. Já está difícil encontrar uma casa boa para comprar aqui.” Segundo
Fabrício Junqueira, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro para
a região, entre maio e agosto a procura em sites de imobiliárias por imóveis no município aumentou,
em média, 300% em relação ao mesmo período de 2019. “Quando começou a pandemia, nós
ficamos muito preocupados, mas em abril houve uma explosão na locação por temporada, e logo
45 __depois a conversão em vendas de imóveis”, lembrou o corretor.
O movimento migratório, apesar de não ser ainda de “massa”, já provoca efeitos nos dados
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os últimos levantamentos mostram
uma recuperação mais rápida do mercado de trabalho em cidades do interior, em comparação com
as capitais. No caso específico do Rio de Janeiro, dos 92 municípios do estado, o Rio está na 61º
posição no ranking de geração de empregos formais ente agosto e novembro de 2020, com variação
positiva de 1,2%. Petrópolis está em 16º, com taxa de 3,5%.
Marden Campos, professor [...] da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ressaltou
50__que as cidades que começaram a receber o novo fluxo de moradores geralmente já têm
infraestrutura em decorrência do turismo, como é o caso [...] de Petrópolis. Por isso, conseguem
atender às necessidades de serviços de pessoas de fora. “Mas elas acabam ganhando um dinamismo
econômico. E isso está acontecendo, principalmente na área de construção.” Especialista em fluxos
migratórios, Campos afirmou, porém, que, apesar de ainda não ser possível mensurar a dimensão do
55__fenômeno, será improvável que ele adquira escala nacional, em razão da limitação de renda [...). Além
disso, nem todas as áreas podem oferecer sistemas híbridos a seus funcionários, sobretudo as
categorias de base do setor de serviços, em que impera, muitas vezes, o trabalho presencial. Mas, nas
cidades onde o movimento já ocorre, a tendência é aumentar.
(Adaptado de https://oglobo.globo.com/epoca/sociedade/a-fuga-da-classe-a-para-o-interior-1-
24889132?versao=amp)
Segundo o TEXTO III, a migração para cidades do interior foi consequência direta
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TEXTO II
Era uma vez — Sandy
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada
Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Quem dava mais felicidade
Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já criança um dia
[...]
(Adaptado de https://www.vagalume.com.br/sandy-junior/era-uma-vez.html)
A partir da leitura do TEXTO II, pode-se afirmar que o eu lírico.
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TEXTO II
Era uma vez — Sandy
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada
Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Quem dava mais felicidade
Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já criança um dia
[...]
(Adaptado de https://www.vagalume.com.br/sandy-junior/era-uma-vez.html)
No trecho “um lugarzinho no meio do nada” (TEXTO Il), a palavra em destaque sugere, principalmente, um lugar
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TEXTO II
Era uma vez — Sandy
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada
Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Quem dava mais felicidade
Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já criança um dia
[...]
(Adaptado de https://www.vagalume.com.br/sandy-junior/era-uma-vez.html)
Nos versos do TEXTO II, “A riqueza contra a simplicidade/ Uma mostrando pra outra/ Quem dava mais felicidade”, percebe-se um par de palavras que estabelecem uma relação de contraste. Esse tipo de relação x é também encontrado na alternativa:
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TEXTO I
NO RETIRO DA FIGUEIRA
(Moacyr Scliar)
01___Sempre achei que era bom demais. O lugar, principalmente. O lugar era... era maravilhoso.
Bem como dizia o prospecto: maravilhoso. Arborizado, tranquilo, um dos últimos locais — dizia o
anúncio — onde você pode ouvir um bem-te-vi cantar. Verdade: na primeira vez que fomos lá,
ouvimos o bem-te-vi. E também constatamos que as casas eram sólidas e bonitas, exatamente como
05___o prospecto as descrevia: estilo moderno, sólidas e bonitas. Vimos os gramados, os parques, os
pôneis, o pequeno lago. Vimos o campo de aviação. Vimos a majestosa figueira que dava nome ao
condomínio: Retiro da Figueira.
Mas o que mais agradou à minha mulher foi a segurança. Durante todo o trajeto de volta à
cidade — e eram uns bons cinquenta minutos — ela falou, entusiasmada, da cerca eletrificada, das
10___torres de vigia, dos holofotes, do sistema de alarmes — e sobretudo dos guardas. Oito guardas,
homens fortes, decididos - mas amáveis, educados. Aliás, quem nos recebeu naquela visita, e na
seguinte, foi o chefe deles, um senhor tão inteligente e culto que logo pensei: “ah, mas ele deve ser
formado em alguma universidade”. De fato: no decorrer da conversa ele mencionou — mas de
maneira casual — que era formado em Direito. O que só fez aumentar o entusiasmo de minha mulher.
15___Ela andava muito assustada ultimamente. Os assaltos violentos se sucediam na vizinhança;
trancas e porteiros eletrônicos já não detinham os criminosos. Todos os dias sabíamos de alguém
roubado e espancado; (...) minha mulher decidiu — tinhamos de mudar de bairro. Tínhamos de
procurar um lugar seguro.
Foi então que enfiaram o prospecto colorido sob nossa porta. s vezes penso que se
20___morássemos num edifício mais seguro, o portador daquela mensagem publicitária nunca teria
chegado a nós, e, talvez... Mas isto agora são apenas suposições. De qualquer modo, minha mulher
ficou encantada com o Retiro da Figueira. Meus filhos estavam vidrados nos pôneis. E eu acabava de
ser promovido na firma. As coisas todas se encadearam, e o que começou com um prospecto sendo
enfiado sob a porta transformou-se — como dizia o texto — num novo estilo de vida.
25___Não fomos o primeiro a comprar casa no Retiro da Figueira. Pelo contrário, entre nossa
primeira visita e a segunda — uma semana após — a maior parte das trinta residências já tinha sido
vendida. O chefe dos guardas me apresentou a alguns dos compradores. Gostei deles: gente como
eu, diretores de empresa, profissionais liberais, dois fazendeiros. Todos tinham vindo pelo prospecto.
E quase todos tinham se decidido pelo lugar por causa da segurança. Naquela semana descobri que
30___o prospecto tinha sido enviado a uma quantidade limitada de pessoas. Na minha firma, por exemplo,
só eu o tinha recebido. Minha mulher atribuiu o fato a uma seleção cuidadosa de futuros moradores
— e viu mais um motivo de satisfação. Quanto a mim, estava achando tudo muito bom. Bom demais.
Mudamo-nos. A vida lá era realmente um encanto. Os bem-te-vis eram pontuais: às sete da
manhã, começavam seu concerto. Os pôneis eram mansos, as aleias ensaibradas estavam sempre
35___limpas. A brisa agitava as árvores do parque - cento e doze, bem como dizia o prospecto. Por outro
lado, o sistema de alarmes era impecável. Os guardas compareciam periodicamente à nossa casa
para ver se estava tudo bem — sempre gentis, sempre sorridentes. O chefe deles era uma pessoa
particularmente interessada: organizava festas e torneios, preocupava-se com nosso bem-estar. Fez
uma lista dos parentes e amigos dos moradores — para qualquer emergência, explicou, com um
40___sorriso tranquilizador. O primeiro mês decorreu — tal como prometido no prospecto — num clima de
sonho. De sonho, mesmo.
Uma manhã de domingo, muito cedo — lembro-me que os bem-te-vis ainda não tinham
começado a cantar — soou a sirene de alarmes. Nunca tinha tocado antes, de modo que ficamos um
pouco assustados - um pouco, não muito. Mas sabíamos o que fazer: nos dirigimos, em ordem, ao
45___salão e festas, perto do lago. Quase todos ainda de roupão ou pijama.
O chefe dos guardas estava lá, ladeado por seus homens, todos armados de fuzis. Fez-nos
sentar, ofereceu café. Depois, sempre pedindo desculpas pelo transtorno, explicou o motivo da
reunião: é que havia marginais nos matos ao redor do Retiro e ele, avisado pela polícia, decidira pedir
que não saíssemos naquele domingo.
50___- Afinal — disse, em tom de gracejo — está um belo domingo, os pôneis estão aí mesmo, as
quadras de tênis...
Era mesmo um homem muito simpático. Ninguém chegou a ficar verdadeiramente
contrariado.
Contrariados ficaram alguns no dia seguinte, quando a sirene tornou a soar de madrugada.
55___Reunimo-nos de novo no salão de festas, uns resmungando que era segunda-feira, dia de trabalho.
Sempre sorrindo, o chefe dos guardas pediu desculpas novamente e disse que infelizmente não
poderíamos sair - os marginais continuavam nos matos, soltos. Gente perigosa; entre eles, dois
assassinos foragidos. pergunta de um irado cirurgião, o chefe dos guardas respondeu que, mesmo
de carro, não poderíamos sair; os bandidos poderiam bloquear a estreita estrada do Retiro.
60___— E vocês, por que não nos acompanham? — perguntou o cirurgião.
— E quem vai cuidar da família de vocês? — disse o chefe dos guardas, sempre sorrindo.
Ficamos retidos naquele dia e no seguinte. Foi aí que a polícia cercou o local: dezenas de
viaturas com homens armados, alguns com máscaras contra gases. De nossas janelas, nós os víamos
e reconhecíamos: o chefe dos guardas estava com a razão.
65___Passávamos o tempo jogando cartas, passeando ou simplesmente não fazendo nada. Alguns
estavam até gostando. Eu não. Pode parecer presunção dizer isto agora, mas eu não estava gostando
nada daquilo.
Foi no quarto dia que o avião desceu no campo de pouso. Um jatinho. Corremos para lá.
Um homem desceu e entregou uma maleta ao chefe dos guardas. Depois olhou para nós —
70___amedrontado, pareceu-me — e saiu pelo portão da entrada, quase correndo.
O chefe dos guardas fez sinal para que não nos aproximássemos. Entrou no avião. Deixou a
porta aberta, e assim pudemos ver que examinava o conteúdo da maleta. Fechou-a, chegou à porta e
fez um sinal. Os guardas vieram correndo, entraram todos no jatinho. A porta se fechou, o avião
decolou e sumiu.
75___Nunca mais vimos o chefe e seus homens. Mas estou certo de que estão aproveitando o
dinheiro pago por nosso resgate. Uma quantia suficiente para construir dez condomínios iguais ao
nosso — que eu, diga-se de passagem, sempre achei que era bom demais.
(Adaptado de SCLIAR, Moacyr. No Retiro da Figueira. - Contos contemporâneos. São Paulo: Moderna, 2005. p. 76.)
Com base na leitura do TEXTO I, marque a opção que melhor explica a razão determinante para a escolha do prospecto como meio de divulgação do Retiro da Figueira.
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