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Foram encontradas 47 questões.

2133161 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

Quando refletimos sobre a RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL, uma das primeiras perspectivas que se abre é a de crianças e adolescentes em trabalho infantil em virtude da necessidade de subsistência de suas famílias. No entanto, o precário acesso à Educação não se reduz a essa ótica, tendo também outras vertentes passíveis de análise crítica. Desse modo, a escolha desse tema se dá pelo desejo de mostrar aos nossos futuros cadetes de Thomaz Coelho como devemos valorizar o ensino ao qual temos acesso nos dias de hoje.


TEXTO I


Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola

Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio


Publicado em 02.02.2020 — Por Heloísa Cristaldo — Agência Brasil


Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação “Proteção do Direito à Educação dos Refugiados”, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65 milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.

Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, “o que é mais do que toda uma infância e representa “uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa”, avalia o documento. (...)


Acesso à educação


A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. “No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)

“Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos riscos da exploração sexual”, indica a publicação. (...)

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)

Texto Il


Combate a exploração ao trabalho infantil


Por alunos do 5º ano/EF da Escola Municipal JOÃO PAULO Il


*O texto a seguir foi construído por alunos do Ensino Fundamental e, por isso, encontra-se na linguagem informal.

FORTALEZA(CE), JUNHO DE 2012.


O direito da criança

Na constituição está

No ECA também há

Artigos pra mostrar

Que o direito da criança

É para se respeitar

(..)

E não se pode deixar

A criança trabalhar

Tirando o tempo de estudar

A liberdade de brincar

O direito de sonhar

Com o futuro que terá

Se algum coleguinha

Começar a aula faltar

Para serviço prestar

deixando de frequentar

a aula pra trabalhar

você deve alertar

(..)

E quem isso negar

Um crime cometerá

E na lei vai pagar

Mas só acontecerá

Se alguém denunciar

A quem a criança explorar


Nos afazeres da casa

A criança pode ajudar

Isso é colaborar

E responsabilidade ganhar

Só não pode exagerar

Quando em casa ajudar

(...)

No Brasil é fácil encontrar

Criança que vai trabalhar

Para a família sustentar

Na zona rural há

Na cidade não vai faltar

Você pode acreditar

Meninas vão trabalhar

De doméstica ou babá

Para em casa ajudar

O alimento comprar

Sem ter dia para folgar

Ou tempo de estudar

(..)

Fácil não será

Mas não custa tentar

O trabalho infantil acabar

Se a população se juntar

Para se fazer praticar

O que na lei está.

(Fonte: www.fundacaotelefonicavivo.org.br/ Acessado em: 16.08.2021)


Texto III

Como é a vida escolar dos filhos de artistas circenses

Em apenas um ano, crianças chegam a estudar em mais de dez escolas diferentes

Por Natany Borges


1______É no ano em que aprende a formar sílabas, compreender palavras e dar sentido às frases que

Antônio Bartolo Neto, de apenas sete anos, experimenta a vida “nômade” em contraponto à

“permanência” na escola. Representante da oitava geração de uma família de artistas de circo, ele já

sabe que a cada novo mês conhecerá uma nova cidade, será matriculado em uma nova instituição de

5 ensino e precisará interagir com uma turma já entrosada nas atividades de alfabetização. Somente em

2017, o pequeno aluno acumula registros de sete escolas em seu caderno. A última foi em Venâncio

Aires. Penúltima, Rio de Janeiro. Antepenúltima, Nova Iguaçu (RJ). A próxima? Rio Pardo.

______Enquanto isso, é em Santa Cruz do Sul que estabelece uma rotina que já completa quatro

semanas. Amparado pela professora da Escola Ernesto Alves, Elisangela Mees, o aluno trabalhou nos

10 últimos dias as vogais. “No primeiro dia de aula olhei o caderninho dele e depois fiz um ditado para

entender em que nível ele estava”, explicou. Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as

palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade. Nada, entretanto, que comprometa o seu

desempenho em sala de aula. “O que dificulta é essa “quebra” de sequência. Por isso, eles têm o ritmo

um pouco mais lento”. Em sala de aula, a professora dos anos iniciais já está acostumada a lecionar

15 para crianças nômades. Todo mês de outubro, por exemplo, dá aula para os filhos dos trabalhadores

do parque de diversões que vêm à Oktoberfest.

______A matrícula desses alunos — filhos de profissionais itinerantes — é assegurada por meio da Lei

Federal 6.533/78, a qual assegura a mudança de escola em escola, mediante apresentação de

certificado da instituição de origem. É por isso que o pai de Neto, o artista do Circo Italiano, Bartolo

20 Júnior, guarda a sete chaves o tal documento, junto com o histórico escolar do pequeno. “Assim que

definimos uma nova cidade e o espaço para a estada do circo, a primeira questão a providenciar é

uma escola para os pequenos”, explica Júnior. Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na

hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que no mesmo dia ou no seguinte, os

pequenos já estejam matriculados. “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam

25 estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” Nesse contexto, o pai acrescenta

que a cobrança “em casa” — o interior do motorhome — é a mesma dos pais que têm trabalho fixo na

cidade. “Depois da aula, a Paula (mãe) verifica o caderno e ajuda ele na lição. Só depois é que ele vai

brincar ou acompanhar as atividades do circo”, finaliza. Além de Neto, Junior também é pai de Alice, “

12,e Daniel, 14. Ambos estão no sétimo ano e também estudam no Ernesto.

30______Apesar de já ter lecionado para alunos itinerantes, esta

foi a primeira vez que Elisangela Mees foi desafiada a ensinar filhos de circenses. Sensibilizada com reportagem publicada pela Gazeta do Sul

19 e 20 de agosto, "Uma vida na estrada dedicada aos espetáculos”, ela resolveu trabalhar, ao longo

de toda a semana, a temática com a turma de pouco mais de 20 alunos. Entre as atividades propostas,

estiveram ditados, imagens para colorir e leituras como “O nosso colega Antônio é artista do Circo

35 Italiano e o sonho dele quando crescer é ser homem pássaro e equilibrista”. Durante uma das aulas, a

turminha, em coro, repetiu a frase e fez questão de verbalizar os aprendizados da semana. “Foi uma

experiência muito bacana, ainda mais porque o Antônio estava ali para compartilhar suas experiências

com a turma. Um mundo novo foi apresentado”, disse Elisangela.

(Adaptado de: www.gaz.com.br/ Acessado em: 17.08.2021)

Analise os versos a seguir — extraídos do texto II — e assinale a alternativa correta acerca da colocação do pronome oblíquo átono “se” de acordo com a norma culta:

E não se pode deixar

A criança trabalhar

Tirando o tempo de estudar

 

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2133160 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

Quando refletimos sobre a RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL, uma das primeiras perspectivas que se abre é a de crianças e adolescentes em trabalho infantil em virtude da necessidade de subsistência de suas famílias. No entanto, o precário acesso à Educação não se reduz a essa ótica, tendo também outras vertentes passíveis de análise crítica. Desse modo, a escolha desse tema se dá pelo desejo de mostrar aos nossos futuros cadetes de Thomaz Coelho como devemos valorizar o ensino ao qual temos acesso nos dias de hoje.


TEXTO I


Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola

Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio


Publicado em 02.02.2020 — Por Heloísa Cristaldo — Agência Brasil


Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação “Proteção do Direito à Educação dos Refugiados”, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65 milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.

Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, “o que é mais do que toda uma infância e representa “uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa”, avalia o documento. (...)


Acesso à educação


A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. “No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)

“Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos riscos da exploração sexual”, indica a publicação. (...)

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)

Texto Il


Combate a exploração ao trabalho infantil


Por alunos do 5º ano/EF da Escola Municipal JOÃO PAULO Il


*O texto a seguir foi construído por alunos do Ensino Fundamental e, por isso, encontra-se na linguagem informal.

FORTALEZA(CE), JUNHO DE 2012.


O direito da criança

Na constituição está

No ECA também há

Artigos pra mostrar

Que o direito da criança

É para se respeitar

(..)

E não se pode deixar

A criança trabalhar

Tirando o tempo de estudar

A liberdade de brincar

O direito de sonhar

Com o futuro que terá

Se algum coleguinha

Começar a aula faltar

Para serviço prestar

deixando de frequentar

a aula pra trabalhar

você deve alertar

(..)

E quem isso negar

Um crime cometerá

E na lei vai pagar

Mas só acontecerá

Se alguém denunciar

A quem a criança explorar


Nos afazeres da casa

A criança pode ajudar

Isso é colaborar

E responsabilidade ganhar

Só não pode exagerar

Quando em casa ajudar

(...)

No Brasil é fácil encontrar

Criança que vai trabalhar

Para a família sustentar

Na zona rural há

Na cidade não vai faltar

Você pode acreditar

Meninas vão trabalhar

De doméstica ou babá

Para em casa ajudar

O alimento comprar

Sem ter dia para folgar

Ou tempo de estudar

(..)

Fácil não será

Mas não custa tentar

O trabalho infantil acabar

Se a população se juntar

Para se fazer praticar

O que na lei está.

(Fonte: www.fundacaotelefonicavivo.org.br/ Acessado em: 16.08.2021)


Texto III

Como é a vida escolar dos filhos de artistas circenses

Em apenas um ano, crianças chegam a estudar em mais de dez escolas diferentes

Por Natany Borges


1______É no ano em que aprende a formar sílabas, compreender palavras e dar sentido às frases que

Antônio Bartolo Neto, de apenas sete anos, experimenta a vida “nômade” em contraponto à

“permanência” na escola. Representante da oitava geração de uma família de artistas de circo, ele já

sabe que a cada novo mês conhecerá uma nova cidade, será matriculado em uma nova instituição de

5 ensino e precisará interagir com uma turma já entrosada nas atividades de alfabetização. Somente em

2017, o pequeno aluno acumula registros de sete escolas em seu caderno. A última foi em Venâncio

Aires. Penúltima, Rio de Janeiro. Antepenúltima, Nova Iguaçu (RJ). A próxima? Rio Pardo.

______Enquanto isso, é em Santa Cruz do Sul que estabelece uma rotina que já completa quatro

semanas. Amparado pela professora da Escola Ernesto Alves, Elisangela Mees, o aluno trabalhou nos

10 últimos dias as vogais. “No primeiro dia de aula olhei o caderninho dele e depois fiz um ditado para

entender em que nível ele estava”, explicou. Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as

palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade. Nada, entretanto, que comprometa o seu

desempenho em sala de aula. “O que dificulta é essa “quebra” de sequência. Por isso, eles têm o ritmo

um pouco mais lento”. Em sala de aula, a professora dos anos iniciais já está acostumada a lecionar

15 para crianças nômades. Todo mês de outubro, por exemplo, dá aula para os filhos dos trabalhadores

do parque de diversões que vêm à Oktoberfest.

______A matrícula desses alunos — filhos de profissionais itinerantes — é assegurada por meio da Lei

Federal 6.533/78, a qual assegura a mudança de escola em escola, mediante apresentação de

certificado da instituição de origem. É por isso que o pai de Neto, o artista do Circo Italiano, Bartolo

20 Júnior, guarda a sete chaves o tal documento, junto com o histórico escolar do pequeno. “Assim que

definimos uma nova cidade e o espaço para a estada do circo, a primeira questão a providenciar é

uma escola para os pequenos”, explica Júnior. Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na

hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que no mesmo dia ou no seguinte, os

pequenos já estejam matriculados. “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam

25 estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” Nesse contexto, o pai acrescenta

que a cobrança “em casa” — o interior do motorhome — é a mesma dos pais que têm trabalho fixo na

cidade. “Depois da aula, a Paula (mãe) verifica o caderno e ajuda ele na lição. Só depois é que ele vai

brincar ou acompanhar as atividades do circo”, finaliza. Além de Neto, Junior também é pai de Alice, “

12,e Daniel, 14. Ambos estão no sétimo ano e também estudam no Ernesto.

30______Apesar de já ter lecionado para alunos itinerantes, esta

foi a primeira vez que Elisangela Mees foi desafiada a ensinar filhos de circenses. Sensibilizada com reportagem publicada pela Gazeta do Sul

19 e 20 de agosto, "Uma vida na estrada dedicada aos espetáculos”, ela resolveu trabalhar, ao longo

de toda a semana, a temática com a turma de pouco mais de 20 alunos. Entre as atividades propostas,

estiveram ditados, imagens para colorir e leituras como “O nosso colega Antônio é artista do Circo

35 Italiano e o sonho dele quando crescer é ser homem pássaro e equilibrista”. Durante uma das aulas, a

turminha, em coro, repetiu a frase e fez questão de verbalizar os aprendizados da semana. “Foi uma

experiência muito bacana, ainda mais porque o Antônio estava ali para compartilhar suas experiências

com a turma. Um mundo novo foi apresentado”, disse Elisangela.

(Adaptado de: www.gaz.com.br/ Acessado em: 17.08.2021)

Assinale o fragmento extraído do texto Ill que mostre o argumento dado pelo pai do pequeno Antonio Bartolo Neto sobre o seu filho ser tratado — pelos seus genitores — como as demais crianças de sua faixa etária no que se refere ao processo escolar:

 

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2128226 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

Quando refletimos sobre a RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL, uma das primeiras perspectivas que se abre é a de crianças e adolescentes em trabalho infantil em virtude da necessidade de subsistência de suas famílias. No entanto, o precário acesso à Educação não se reduz a essa ótica, tendo também outras vertentes passíveis de análise crítica. Desse modo, a escolha desse tema se dá pelo desejo de mostrar aos nossos futuros cadetes de Thomaz Coelho como devemos valorizar o ensino ao qual temos acesso nos dias de hoje.


TEXTO I


Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola

Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio


Publicado em 02.02.2020 — Por Heloísa Cristaldo — Agência Brasil


Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação “Proteção do Direito à Educação dos Refugiados”, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65 milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.

Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, “o que é mais do que toda uma infância e representa “uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa”, avalia o documento. (...)


Acesso à educação


A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. “No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)

“Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos riscos da exploração sexual”, indica a publicação. (...)

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)

Texto Il


Combate a exploração ao trabalho infantil


Por alunos do 5º ano/EF da Escola Municipal JOÃO PAULO Il


*O texto a seguir foi construído por alunos do Ensino Fundamental e, por isso, encontra-se na linguagem informal.

FORTALEZA(CE), JUNHO DE 2012.


O direito da criança

Na constituição está

No ECA também há

Artigos pra mostrar

Que o direito da criança

É para se respeitar

(..)

E não se pode deixar

A criança trabalhar

Tirando o tempo de estudar

A liberdade de brincar

O direito de sonhar

Com o futuro que terá

Se algum coleguinha

Começar a aula faltar

Para serviço prestar

deixando de frequentar

a aula pra trabalhar

você deve alertar

(..)

E quem isso negar

Um crime cometerá

E na lei vai pagar

Mas só acontecerá

Se alguém denunciar

A quem a criança explorar


Nos afazeres da casa

A criança pode ajudar

Isso é colaborar

E responsabilidade ganhar

Só não pode exagerar

Quando em casa ajudar

(...)

No Brasil é fácil encontrar

Criança que vai trabalhar

Para a família sustentar

Na zona rural há

Na cidade não vai faltar

Você pode acreditar

Meninas vão trabalhar

De doméstica ou babá

Para em casa ajudar

O alimento comprar

Sem ter dia para folgar

Ou tempo de estudar

(..)

Fácil não será

Mas não custa tentar

O trabalho infantil acabar

Se a população se juntar

Para se fazer praticar

O que na lei está.

(Fonte: www.fundacaotelefonicavivo.org.br/ Acessado em: 16.08.2021)


Texto III

Como é a vida escolar dos filhos de artistas circenses

Em apenas um ano, crianças chegam a estudar em mais de dez escolas diferentes

Por Natany Borges


1______É no ano em que aprende a formar sílabas, compreender palavras e dar sentido às frases que

Antônio Bartolo Neto, de apenas sete anos, experimenta a vida “nômade” em contraponto à

“permanência” na escola. Representante da oitava geração de uma família de artistas de circo, ele já

sabe que a cada novo mês conhecerá uma nova cidade, será matriculado em uma nova instituição de

5 ensino e precisará interagir com uma turma já entrosada nas atividades de alfabetização. Somente em

2017, o pequeno aluno acumula registros de sete escolas em seu caderno. A última foi em Venâncio

Aires. Penúltima, Rio de Janeiro. Antepenúltima, Nova Iguaçu (RJ). A próxima? Rio Pardo.

______Enquanto isso, é em Santa Cruz do Sul que estabelece uma rotina que já completa quatro

semanas. Amparado pela professora da Escola Ernesto Alves, Elisangela Mees, o aluno trabalhou nos

10 últimos dias as vogais. “No primeiro dia de aula olhei o caderninho dele e depois fiz um ditado para

entender em que nível ele estava”, explicou. Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as

palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade. Nada, entretanto, que comprometa o seu

desempenho em sala de aula. “O que dificulta é essa “quebra” de sequência. Por isso, eles têm o ritmo

um pouco mais lento”. Em sala de aula, a professora dos anos iniciais já está acostumada a lecionar

15 para crianças nômades. Todo mês de outubro, por exemplo, dá aula para os filhos dos trabalhadores

do parque de diversões que vêm à Oktoberfest.

______A matrícula desses alunos — filhos de profissionais itinerantes — é assegurada por meio da Lei

Federal 6.533/78, a qual assegura a mudança de escola em escola, mediante apresentação de

certificado da instituição de origem. É por isso que o pai de Neto, o artista do Circo Italiano, Bartolo

20 Júnior, guarda a sete chaves o tal documento, junto com o histórico escolar do pequeno. “Assim que

definimos uma nova cidade e o espaço para a estada do circo, a primeira questão a providenciar é

uma escola para os pequenos”, explica Júnior. Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na

hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que no mesmo dia ou no seguinte, os

pequenos já estejam matriculados. “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam

25 estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” Nesse contexto, o pai acrescenta

que a cobrança “em casa” — o interior do motorhome — é a mesma dos pais que têm trabalho fixo na

cidade. “Depois da aula, a Paula (mãe) verifica o caderno e ajuda ele na lição. Só depois é que ele vai

brincar ou acompanhar as atividades do circo”, finaliza. Além de Neto, Junior também é pai de Alice, “

12,e Daniel, 14. Ambos estão no sétimo ano e também estudam no Ernesto.

30______Apesar de já ter lecionado para alunos itinerantes, esta

foi a primeira vez que Elisangela Mees foi desafiada a ensinar filhos de circenses. Sensibilizada com reportagem publicada pela Gazeta do Sul

19 e 20 de agosto, "Uma vida na estrada dedicada aos espetáculos”, ela resolveu trabalhar, ao longo

de toda a semana, a temática com a turma de pouco mais de 20 alunos. Entre as atividades propostas,

estiveram ditados, imagens para colorir e leituras como “O nosso colega Antônio é artista do Circo

35 Italiano e o sonho dele quando crescer é ser homem pássaro e equilibrista”. Durante uma das aulas, a

turminha, em coro, repetiu a frase e fez questão de verbalizar os aprendizados da semana. “Foi uma

experiência muito bacana, ainda mais porque o Antônio estava ali para compartilhar suas experiências

com a turma. Um mundo novo foi apresentado”, disse Elisangela.

(Adaptado de: www.gaz.com.br/ Acessado em: 17.08.2021)

Analise o trecho a seguir e assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas apresentadas.

“No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças.”

No trecho acima, encontramos um período _______ por ________, Cujo fragmento “para aumentar a frequência escolar das crianças tem valor sintático-semântico de _______.

 

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2116308 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

Quando refletimos sobre a RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL, uma das primeiras perspectivas que se abre é a de crianças e adolescentes em trabalho infantil em virtude da necessidade de subsistência de suas famílias. No entanto, o precário acesso à Educação não se reduz a essa ótica, tendo também outras vertentes passíveis de análise crítica. Desse modo, a escolha desse tema se dá pelo desejo de mostrar aos nossos futuros cadetes de Thomaz Coelho como devemos valorizar o ensino ao qual temos acesso nos dias de hoje.


TEXTO I


Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola

Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio


Publicado em 02.02.2020 — Por Heloísa Cristaldo — Agência Brasil


Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação “Proteção do Direito à Educação dos Refugiados”, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65 milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.

Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, “o que é mais do que toda uma infância e representa “uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa”, avalia o documento. (...)


Acesso à educação


A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. “No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)

“Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos riscos da exploração sexual”, indica a publicação. (...)

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)

Texto Il


Combate a exploração ao trabalho infantil


Por alunos do 5º ano/EF da Escola Municipal JOÃO PAULO Il


*O texto a seguir foi construído por alunos do Ensino Fundamental e, por isso, encontra-se na linguagem informal.

FORTALEZA(CE), JUNHO DE 2012.


O direito da criança

Na constituição está

No ECA também há

Artigos pra mostrar

Que o direito da criança

É para se respeitar

(..)

E não se pode deixar

A criança trabalhar

Tirando o tempo de estudar

A liberdade de brincar

O direito de sonhar

Com o futuro que terá

Se algum coleguinha

Começar a aula faltar

Para serviço prestar

deixando de frequentar

a aula pra trabalhar

você deve alertar

(..)

E quem isso negar

Um crime cometerá

E na lei vai pagar

Mas só acontecerá

Se alguém denunciar

A quem a criança explorar


Nos afazeres da casa

A criança pode ajudar

Isso é colaborar

E responsabilidade ganhar

Só não pode exagerar

Quando em casa ajudar

(...)

No Brasil é fácil encontrar

Criança que vai trabalhar

Para a família sustentar

Na zona rural há

Na cidade não vai faltar

Você pode acreditar

Meninas vão trabalhar

De doméstica ou babá

Para em casa ajudar

O alimento comprar

Sem ter dia para folgar

Ou tempo de estudar

(..)

Fácil não será

Mas não custa tentar

O trabalho infantil acabar

Se a população se juntar

Para se fazer praticar

O que na lei está.

(Fonte: www.fundacaotelefonicavivo.org.br/ Acessado em: 16.08.2021)


Texto III

Como é a vida escolar dos filhos de artistas circenses

Em apenas um ano, crianças chegam a estudar em mais de dez escolas diferentes

Por Natany Borges


1______É no ano em que aprende a formar sílabas, compreender palavras e dar sentido às frases que

Antônio Bartolo Neto, de apenas sete anos, experimenta a vida “nômade” em contraponto à

“permanência” na escola. Representante da oitava geração de uma família de artistas de circo, ele já

sabe que a cada novo mês conhecerá uma nova cidade, será matriculado em uma nova instituição de

5 ensino e precisará interagir com uma turma já entrosada nas atividades de alfabetização. Somente em

2017, o pequeno aluno acumula registros de sete escolas em seu caderno. A última foi em Venâncio

Aires. Penúltima, Rio de Janeiro. Antepenúltima, Nova Iguaçu (RJ). A próxima? Rio Pardo.

______Enquanto isso, é em Santa Cruz do Sul que estabelece uma rotina que já completa quatro

semanas. Amparado pela professora da Escola Ernesto Alves, Elisangela Mees, o aluno trabalhou nos

10 últimos dias as vogais. “No primeiro dia de aula olhei o caderninho dele e depois fiz um ditado para

entender em que nível ele estava”, explicou. Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as

palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade. Nada, entretanto, que comprometa o seu

desempenho em sala de aula. “O que dificulta é essa “quebra” de sequência. Por isso, eles têm o ritmo

um pouco mais lento”. Em sala de aula, a professora dos anos iniciais já está acostumada a lecionar

15 para crianças nômades. Todo mês de outubro, por exemplo, dá aula para os filhos dos trabalhadores

do parque de diversões que vêm à Oktoberfest.

______A matrícula desses alunos — filhos de profissionais itinerantes — é assegurada por meio da Lei

Federal 6.533/78, a qual assegura a mudança de escola em escola, mediante apresentação de

certificado da instituição de origem. É por isso que o pai de Neto, o artista do Circo Italiano, Bartolo

20 Júnior, guarda a sete chaves o tal documento, junto com o histórico escolar do pequeno. “Assim que

definimos uma nova cidade e o espaço para a estada do circo, a primeira questão a providenciar é

uma escola para os pequenos”, explica Júnior. Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na

hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que no mesmo dia ou no seguinte, os

pequenos já estejam matriculados. “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam

25 estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” Nesse contexto, o pai acrescenta

que a cobrança “em casa” — o interior do motorhome — é a mesma dos pais que têm trabalho fixo na

cidade. “Depois da aula, a Paula (mãe) verifica o caderno e ajuda ele na lição. Só depois é que ele vai

brincar ou acompanhar as atividades do circo”, finaliza. Além de Neto, Junior também é pai de Alice, “

12,e Daniel, 14. Ambos estão no sétimo ano e também estudam no Ernesto.

30______Apesar de já ter lecionado para alunos itinerantes, esta

foi a primeira vez que Elisangela Mees foi desafiada a ensinar filhos de circenses. Sensibilizada com reportagem publicada pela Gazeta do Sul

19 e 20 de agosto, "Uma vida na estrada dedicada aos espetáculos”, ela resolveu trabalhar, ao longo

de toda a semana, a temática com a turma de pouco mais de 20 alunos. Entre as atividades propostas,

estiveram ditados, imagens para colorir e leituras como “O nosso colega Antônio é artista do Circo

35 Italiano e o sonho dele quando crescer é ser homem pássaro e equilibrista”. Durante uma das aulas, a

turminha, em coro, repetiu a frase e fez questão de verbalizar os aprendizados da semana. “Foi uma

experiência muito bacana, ainda mais porque o Antônio estava ali para compartilhar suas experiências

com a turma. Um mundo novo foi apresentado”, disse Elisangela.

(Adaptado de: www.gaz.com.br/ Acessado em: 17.08.2021)

A conjunção destacada em “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” (texto III) revela a preocupação do pai de Antonio Bartolo Neto com a educação de seu filho. Esse conectivo expressa valor

 

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Questão presente nas seguintes provas
2116307 Ano: 2021
Disciplina: Estatística
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

O Aluno Sá Bido, aprovado no concurso do CMRJ para ingresso no 1º ano do Ensino Médio, foi à Secretaria preencher sua ficha de matrícula, que, dentre outras variáveis, perguntava: idade, religião, disciplina favorita, se possui alguma alergia e o número do CPF.

Dentre as variáveis da ficha de matrícula citadas acima, quantas são qualitativas?

 

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Questão presente nas seguintes provas
2090147 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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TEXTO IH

A fuga da classe A para o interior

Famílias mais abastadas deixam as metrópoles brasileiras em busca de uma vida mais tranquila — e aquecem a economia das cidades menores

Henrique Gomes Batista e Sérgio Matsuura

01__Nos primeiros dez dias de 2021, Eduardo Xambre Herrique Filho, de 10 anos, não tocou em

seu videogame ou tablet. Preferiu andar de bicicleta e curtir o bosque da nova residência da família,

que trocou um confortável apartamento no Brooklin, bairro nobre da Zona Sul paulistana, por uma

casa em um condomínio fechado na região de Valinhos, a 90 quilômetros da capital paulista. A

05__mudança de comportamento do filho foi um dos elementos que fizeram seu pai, o diretor comercial

Eduardo Xambre Henrique, de 41 anos, aproveitar as vantagens do home office para buscar qualidade

de vida longe da metrópole, movimento que tem se intensificado — sobretudo quando se trata da

população com maior poder aquisitivo. Após um 2020 de “test drive” no campo ou na praia, durante

a quarentena, a mudança definitiva de CEP já provoca transformações no mercado imobiliário e na

10__dinâmica das cidades menores.

As razões para a mudança são variadas. Além da qualidade de vida, há a busca por mais

segurança, mais espaço e conforto diante da possibilidade de novos períodos de confinamento e até

mesmo a economia de gastos em razão do menor custo de vida no interior. O movimento, mais

“pronunciado em São Paulo e no Rio de Janeiro, também ocorre em capitais menores, como Porto

15__Alegre, Natal e Fortaleza. Todos os motivos da retirada, no entanto, só puderam ser viabilizados

devido a uma mudança maior: a do mercado de trabalho, que agora deve adotar, na maioria dos

setores, o padrão híbrido, aliando os modelos presencial e remoto. “Eu tinha essa vontade de morar

no interior há alguns anos, mas a questão de home office ajudou a impulsionar a decisão”, afirmou

Henrique, que trabalha em uma multinacional europeia e adquiriu uma casa que tem mais que o

20__dobro da área útil de seu apartamento, além de uma vasta área verde. "São Paulo agora é para fazer

turismo, visitar amigos e familiares.”

O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

(CNC), Fabio Bentes, avalia que, embora o movimento esteja concentrado nas faixas de renda mais

altas, já é possível notar uma desconcentração e uma pulverização populacional dos grandes centros.

25__“E um dos primeiros sinais está no mercado imobiliário”, ponderou. Em Petrópolis, cidade da Região

Serrana do Rio de Janeiro, os reflexos da chegada de novos moradores já são percebidos no

aumento das vendas de imóveis. Dados da prefeitura mostram que até outubro do ano passado, o

último balanço disponível, num período de crise econômica, o recolhimento do Imposto sobre

Transmissão de Bens Imóveis — pago após a compra de um imóvel — havia chegado a R$ 17,3

30__milhões no ano, acima da meta do município para 2020, de R$ 16 milhões. Imobiliárias e corretores

de imóveis da cidade confirmam o bom momento e relatam uma mudança no perfil dos

compradores após a pandemia. Se antes a busca era por uma casa de veraneio, agora eles procuram

um novo endereço para morar.

Marcos Labanca, empresário do ramo imobiliário petropolitano, contou que os resultados de

35__2020 estão entre os melhores de sua empresa, com mais de 70 vendas, o dobro de um ano normal. E

a expectativa é que o mercado continue aquecido em 2021, com mais famílias se mudando para a

cidade em busca de qualidade de vida. “Acho que as pessoas concluíram que ficar em isolamento

dentro de um apartamento é complicado, é monótono. Então, passaram a procurar lugares para

morar com um gramado, onde dá para ver o céu, com menos gente”, disse Labanca. “E, claro, os

40__juros baixos ajudaram muito. Já está difícil encontrar uma casa boa para comprar aqui.” Segundo

Fabrício Junqueira, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro para

a região, entre maio e agosto a procura em sites de imobiliárias por imóveis no município aumentou,

em média, 300% em relação ao mesmo período de 2019. “Quando começou a pandemia, nós

ficamos muito preocupados, mas em abril houve uma explosão na locação por temporada, e logo

45 __depois a conversão em vendas de imóveis”, lembrou o corretor.

O movimento migratório, apesar de não ser ainda de “massa”, já provoca efeitos nos dados

do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os últimos levantamentos mostram

uma recuperação mais rápida do mercado de trabalho em cidades do interior, em comparação com

as capitais. No caso específico do Rio de Janeiro, dos 92 municípios do estado, o Rio está na 61º

posição no ranking de geração de empregos formais ente agosto e novembro de 2020, com variação

positiva de 1,2%. Petrópolis está em 16º, com taxa de 3,5%.

Marden Campos, professor [...] da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ressaltou

50__que as cidades que começaram a receber o novo fluxo de moradores geralmente já têm

infraestrutura em decorrência do turismo, como é o caso [...] de Petrópolis. Por isso, conseguem

atender às necessidades de serviços de pessoas de fora. “Mas elas acabam ganhando um dinamismo

econômico. E isso está acontecendo, principalmente na área de construção.” Especialista em fluxos

migratórios, Campos afirmou, porém, que, apesar de ainda não ser possível mensurar a dimensão do

55__fenômeno, será improvável que ele adquira escala nacional, em razão da limitação de renda [...). Além

disso, nem todas as áreas podem oferecer sistemas híbridos a seus funcionários, sobretudo as

categorias de base do setor de serviços, em que impera, muitas vezes, o trabalho presencial. Mas, nas

cidades onde o movimento já ocorre, a tendência é aumentar.


(Adaptado de https://oglobo.globo.com/epoca/sociedade/a-fuga-da-classe-a-para-o-interior-1-

24889132?versao=amp)

Há, em nossa língua, palavras cujos significados se alteram de acordo com a mudança do gênero gramatical. Assinale a opção em que todas as palavras confirmam essa afirmação:

 

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2090146 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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TEXTO IH

A fuga da classe A para o interior

Famílias mais abastadas deixam as metrópoles brasileiras em busca de uma vida mais tranquila — e aquecem a economia das cidades menores

Henrique Gomes Batista e Sérgio Matsuura

01__Nos primeiros dez dias de 2021, Eduardo Xambre Herrique Filho, de 10 anos, não tocou em

seu videogame ou tablet. Preferiu andar de bicicleta e curtir o bosque da nova residência da família,

que trocou um confortável apartamento no Brooklin, bairro nobre da Zona Sul paulistana, por uma

casa em um condomínio fechado na região de Valinhos, a 90 quilômetros da capital paulista. A

05__mudança de comportamento do filho foi um dos elementos que fizeram seu pai, o diretor comercial

Eduardo Xambre Henrique, de 41 anos, aproveitar as vantagens do home office para buscar qualidade

de vida longe da metrópole, movimento que tem se intensificado — sobretudo quando se trata da

população com maior poder aquisitivo. Após um 2020 de “test drive” no campo ou na praia, durante

a quarentena, a mudança definitiva de CEP já provoca transformações no mercado imobiliário e na

10__dinâmica das cidades menores.

As razões para a mudança são variadas. Além da qualidade de vida, há a busca por mais

segurança, mais espaço e conforto diante da possibilidade de novos períodos de confinamento e até

mesmo a economia de gastos em razão do menor custo de vida no interior. O movimento, mais

“pronunciado em São Paulo e no Rio de Janeiro, também ocorre em capitais menores, como Porto

15__Alegre, Natal e Fortaleza. Todos os motivos da retirada, no entanto, só puderam ser viabilizados

devido a uma mudança maior: a do mercado de trabalho, que agora deve adotar, na maioria dos

setores, o padrão híbrido, aliando os modelos presencial e remoto. “Eu tinha essa vontade de morar

no interior há alguns anos, mas a questão de home office ajudou a impulsionar a decisão”, afirmou

Henrique, que trabalha em uma multinacional europeia e adquiriu uma casa que tem mais que o

20__dobro da área útil de seu apartamento, além de uma vasta área verde. "São Paulo agora é para fazer

turismo, visitar amigos e familiares.”

O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

(CNC), Fabio Bentes, avalia que, embora o movimento esteja concentrado nas faixas de renda mais

altas, já é possível notar uma desconcentração e uma pulverização populacional dos grandes centros.

25__“E um dos primeiros sinais está no mercado imobiliário”, ponderou. Em Petrópolis, cidade da Região

Serrana do Rio de Janeiro, os reflexos da chegada de novos moradores já são percebidos no

aumento das vendas de imóveis. Dados da prefeitura mostram que até outubro do ano passado, o

último balanço disponível, num período de crise econômica, o recolhimento do Imposto sobre

Transmissão de Bens Imóveis — pago após a compra de um imóvel — havia chegado a R$ 17,3

30__milhões no ano, acima da meta do município para 2020, de R$ 16 milhões. Imobiliárias e corretores

de imóveis da cidade confirmam o bom momento e relatam uma mudança no perfil dos

compradores após a pandemia. Se antes a busca era por uma casa de veraneio, agora eles procuram

um novo endereço para morar.

Marcos Labanca, empresário do ramo imobiliário petropolitano, contou que os resultados de

35__2020 estão entre os melhores de sua empresa, com mais de 70 vendas, o dobro de um ano normal. E

a expectativa é que o mercado continue aquecido em 2021, com mais famílias se mudando para a

cidade em busca de qualidade de vida. “Acho que as pessoas concluíram que ficar em isolamento

dentro de um apartamento é complicado, é monótono. Então, passaram a procurar lugares para

morar com um gramado, onde dá para ver o céu, com menos gente”, disse Labanca. “E, claro, os

40__juros baixos ajudaram muito. Já está difícil encontrar uma casa boa para comprar aqui.” Segundo

Fabrício Junqueira, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro para

a região, entre maio e agosto a procura em sites de imobiliárias por imóveis no município aumentou,

em média, 300% em relação ao mesmo período de 2019. “Quando começou a pandemia, nós

ficamos muito preocupados, mas em abril houve uma explosão na locação por temporada, e logo

45 __depois a conversão em vendas de imóveis”, lembrou o corretor.

O movimento migratório, apesar de não ser ainda de “massa”, já provoca efeitos nos dados

do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os últimos levantamentos mostram

uma recuperação mais rápida do mercado de trabalho em cidades do interior, em comparação com

as capitais. No caso específico do Rio de Janeiro, dos 92 municípios do estado, o Rio está na 61º

posição no ranking de geração de empregos formais ente agosto e novembro de 2020, com variação

positiva de 1,2%. Petrópolis está em 16º, com taxa de 3,5%.

Marden Campos, professor [...] da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ressaltou

50__que as cidades que começaram a receber o novo fluxo de moradores geralmente já têm

infraestrutura em decorrência do turismo, como é o caso [...] de Petrópolis. Por isso, conseguem

atender às necessidades de serviços de pessoas de fora. “Mas elas acabam ganhando um dinamismo

econômico. E isso está acontecendo, principalmente na área de construção.” Especialista em fluxos

migratórios, Campos afirmou, porém, que, apesar de ainda não ser possível mensurar a dimensão do

55__fenômeno, será improvável que ele adquira escala nacional, em razão da limitação de renda [...). Além

disso, nem todas as áreas podem oferecer sistemas híbridos a seus funcionários, sobretudo as

categorias de base do setor de serviços, em que impera, muitas vezes, o trabalho presencial. Mas, nas

cidades onde o movimento já ocorre, a tendência é aumentar.


(Adaptado de https://oglobo.globo.com/epoca/sociedade/a-fuga-da-classe-a-para-o-interior-1-

24889132?versao=amp)

A mudança para o interior, segundo o TEXTO III, relaciona-se a mudanças no comportamento social das pessoas. Dentre elas, o texto exemplifica com o (a)

 

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2090145 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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TEXTO I

NO RETIRO DA FIGUEIRA

(Moacyr Scliar)

01___Sempre achei que era bom demais. O lugar, principalmente. O lugar era... era maravilhoso.

Bem como dizia o prospecto: maravilhoso. Arborizado, tranquilo, um dos últimos locais — dizia o

anúncio — onde você pode ouvir um bem-te-vi cantar. Verdade: na primeira vez que fomos lá,

ouvimos o bem-te-vi. E também constatamos que as casas eram sólidas e bonitas, exatamente como

05___o prospecto as descrevia: estilo moderno, sólidas e bonitas. Vimos os gramados, os parques, os

pôneis, o pequeno lago. Vimos o campo de aviação. Vimos a majestosa figueira que dava nome ao

condomínio: Retiro da Figueira.

Mas o que mais agradou à minha mulher foi a segurança. Durante todo o trajeto de volta à

cidade — e eram uns bons cinquenta minutos — ela falou, entusiasmada, da cerca eletrificada, das

10___torres de vigia, dos holofotes, do sistema de alarmes — e sobretudo dos guardas. Oito guardas,

homens fortes, decididos - mas amáveis, educados. Aliás, quem nos recebeu naquela visita, e na

seguinte, foi o chefe deles, um senhor tão inteligente e culto que logo pensei: “ah, mas ele deve ser

formado em alguma universidade”. De fato: no decorrer da conversa ele mencionou — mas de

maneira casual — que era formado em Direito. O que só fez aumentar o entusiasmo de minha mulher.

15___Ela andava muito assustada ultimamente. Os assaltos violentos se sucediam na vizinhança;

trancas e porteiros eletrônicos já não detinham os criminosos. Todos os dias sabíamos de alguém

roubado e espancado; (...) minha mulher decidiu — tinhamos de mudar de bairro. Tínhamos de

procurar um lugar seguro.

Foi então que enfiaram o prospecto colorido sob nossa porta. s vezes penso que se

20___morássemos num edifício mais seguro, o portador daquela mensagem publicitária nunca teria

chegado a nós, e, talvez... Mas isto agora são apenas suposições. De qualquer modo, minha mulher

ficou encantada com o Retiro da Figueira. Meus filhos estavam vidrados nos pôneis. E eu acabava de

ser promovido na firma. As coisas todas se encadearam, e o que começou com um prospecto sendo

enfiado sob a porta transformou-se — como dizia o texto — num novo estilo de vida.

25___Não fomos o primeiro a comprar casa no Retiro da Figueira. Pelo contrário, entre nossa

primeira visita e a segunda — uma semana após — a maior parte das trinta residências já tinha sido

vendida. O chefe dos guardas me apresentou a alguns dos compradores. Gostei deles: gente como

eu, diretores de empresa, profissionais liberais, dois fazendeiros. Todos tinham vindo pelo prospecto.

E quase todos tinham se decidido pelo lugar por causa da segurança. Naquela semana descobri que

30___o prospecto tinha sido enviado a uma quantidade limitada de pessoas. Na minha firma, por exemplo,

só eu o tinha recebido. Minha mulher atribuiu o fato a uma seleção cuidadosa de futuros moradores

— e viu mais um motivo de satisfação. Quanto a mim, estava achando tudo muito bom. Bom demais.

Mudamo-nos. A vida lá era realmente um encanto. Os bem-te-vis eram pontuais: às sete da

manhã, começavam seu concerto. Os pôneis eram mansos, as aleias ensaibradas estavam sempre

35___limpas. A brisa agitava as árvores do parque - cento e doze, bem como dizia o prospecto. Por outro

lado, o sistema de alarmes era impecável. Os guardas compareciam periodicamente à nossa casa

para ver se estava tudo bem — sempre gentis, sempre sorridentes. O chefe deles era uma pessoa

particularmente interessada: organizava festas e torneios, preocupava-se com nosso bem-estar. Fez

uma lista dos parentes e amigos dos moradores — para qualquer emergência, explicou, com um

40___sorriso tranquilizador. O primeiro mês decorreu — tal como prometido no prospecto — num clima de

sonho. De sonho, mesmo.

Uma manhã de domingo, muito cedo — lembro-me que os bem-te-vis ainda não tinham

começado a cantar — soou a sirene de alarmes. Nunca tinha tocado antes, de modo que ficamos um

pouco assustados - um pouco, não muito. Mas sabíamos o que fazer: nos dirigimos, em ordem, ao

45___salão e festas, perto do lago. Quase todos ainda de roupão ou pijama.

O chefe dos guardas estava lá, ladeado por seus homens, todos armados de fuzis. Fez-nos

sentar, ofereceu café. Depois, sempre pedindo desculpas pelo transtorno, explicou o motivo da

reunião: é que havia marginais nos matos ao redor do Retiro e ele, avisado pela polícia, decidira pedir

que não saíssemos naquele domingo.

50___- Afinal — disse, em tom de gracejo — está um belo domingo, os pôneis estão aí mesmo, as

quadras de tênis...

Era mesmo um homem muito simpático. Ninguém chegou a ficar verdadeiramente

contrariado.

Contrariados ficaram alguns no dia seguinte, quando a sirene tornou a soar de madrugada.

55___Reunimo-nos de novo no salão de festas, uns resmungando que era segunda-feira, dia de trabalho.

Sempre sorrindo, o chefe dos guardas pediu desculpas novamente e disse que infelizmente não

poderíamos sair - os marginais continuavam nos matos, soltos. Gente perigosa; entre eles, dois

assassinos foragidos. pergunta de um irado cirurgião, o chefe dos guardas respondeu que, mesmo

de carro, não poderíamos sair; os bandidos poderiam bloquear a estreita estrada do Retiro.

60___— E vocês, por que não nos acompanham? — perguntou o cirurgião.

— E quem vai cuidar da família de vocês? — disse o chefe dos guardas, sempre sorrindo.

Ficamos retidos naquele dia e no seguinte. Foi aí que a polícia cercou o local: dezenas de

viaturas com homens armados, alguns com máscaras contra gases. De nossas janelas, nós os víamos

e reconhecíamos: o chefe dos guardas estava com a razão.

65___Passávamos o tempo jogando cartas, passeando ou simplesmente não fazendo nada. Alguns

estavam até gostando. Eu não. Pode parecer presunção dizer isto agora, mas eu não estava gostando

nada daquilo.

Foi no quarto dia que o avião desceu no campo de pouso. Um jatinho. Corremos para lá.

Um homem desceu e entregou uma maleta ao chefe dos guardas. Depois olhou para nós —

70___amedrontado, pareceu-me — e saiu pelo portão da entrada, quase correndo.

O chefe dos guardas fez sinal para que não nos aproximássemos. Entrou no avião. Deixou a

porta aberta, e assim pudemos ver que examinava o conteúdo da maleta. Fechou-a, chegou à porta e

fez um sinal. Os guardas vieram correndo, entraram todos no jatinho. A porta se fechou, o avião

decolou e sumiu.

75___Nunca mais vimos o chefe e seus homens. Mas estou certo de que estão aproveitando o

dinheiro pago por nosso resgate. Uma quantia suficiente para construir dez condomínios iguais ao

nosso — que eu, diga-se de passagem, sempre achei que era bom demais.


(Adaptado de SCLIAR, Moacyr. No Retiro da Figueira. - Contos contemporâneos. São Paulo: Moderna, 2005. p. 76.)

Da leitura global do TEXTO I, só é correto afirmar que:

 

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2090144 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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enunciado 1506407-1

No CMRJ, todas as sextas-feiras, acontece o desfile dos alunos. Para dar mais conforto ao Corpo de alunos, decidiu-se pavimentar o trecho principal da alameda usada como passarela. Pelos cálculos do pelotão de obras, precisa-se de um total de 46 metros cúbicos de concreto para o novo pavimento. Depois de um rigoroso estudo de preços, contratou-se uma empresa de betoneiras (veículos que Et transportam concreto), a “Cimentão”.

Por questões técnicas, cada betoneira precisa sempre estar com sua capacidade total de concreto. O quadro a seguir nos traz os 3 modelos disponíveis de betoneiras, a capacidade máxima de cada uma, o preço cobrado pela empresa por cada metro cúbico e o preço de cada viagem (frete).

enunciado 1506407-2

Imagens: planarequipamentos.com.br

O pelotão de obras optou pelo modelo B e só vai adquirir os 46 metros cúbicos necessários para a obra. A “Cimentão” informou que cobra uma multa de R$ 16,55 por cada metro cúbico de concreto que sobrar na betoneira. Desse modo, o preço total pago estará entre

 

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Questão presente nas seguintes provas
2090143 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro

Quando refletimos sobre a RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL, uma das primeiras perspectivas que se abre é a de crianças e adolescentes em trabalho infantil em virtude da necessidade de subsistência de suas famílias. No entanto, o precário acesso à Educação não se reduz a essa ótica, tendo também outras vertentes passíveis de análise crítica. Desse modo, a escolha desse tema se dá pelo desejo de mostrar aos nossos futuros cadetes de Thomaz Coelho como devemos valorizar o ensino ao qual temos acesso nos dias de hoje.


TEXTO I


Unesco: 47% de crianças refugiadas no mundo não vão à escola

Publicação revela que 84% dos adolescentes também não vão ao colégio


Publicado em 02.02.2020 — Por Heloísa Cristaldo — Agência Brasil


Em todo o mundo, cerca de 47% das crianças refugiadas não foram matriculadas na educação primária, e 84% dos adolescentes refugiados (entre 15 e 17 anos) não frequentavam a educação secundária em 2016. As informações fazem parte da publicação “Proteção do Direito à Educação dos Refugiados”, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O documento analisa questões sobre o direito à educação de refugiados, o marco legal internacional do direito à educação e os instrumentos normativos que o garantem a todas as pessoas, incluindo refugiados e quem vive nessas condições. Segundo a publicação, mais de 65 milhões de pessoas procuram asilo, são deslocadas internamente ou são refugiadas.

Metade dos refugiados do mundo são crianças menores de 18 anos. A duração média de exílio de um refugiado é de cerca de 20 anos, “o que é mais do que toda uma infância e representa “uma fração significativa dos anos produtivos da vida de uma pessoa”, avalia o documento. (...)


Acesso à educação


A publicação aponta que, entre os refugiados, apenas 50% das crianças frequentam a educação primária e apenas 25% estão na educação secundária. “No Oriente Médio e no Norte da África, na última década, os países investiram recursos consideráveis para aumentar a frequência escolar das crianças. Entretanto, recentemente, esse progresso parou. (...)

“Sem acesso à educação secundária, as crianças e os adolescentes refugiados ficam vulneráveis ao trabalho infantil, à exploração e a problemas de comportamentos negativos (...) A educação de meninas também pode protegê-las do casamento e/ou da gravidez precoce e dos riscos da exploração sexual”, indica a publicação. (...)

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br/ Acessado em: 16.08.2021)

Texto Il


Combate a exploração ao trabalho infantil


Por alunos do 5º ano/EF da Escola Municipal JOÃO PAULO Il


*O texto a seguir foi construído por alunos do Ensino Fundamental e, por isso, encontra-se na linguagem informal.

FORTALEZA(CE), JUNHO DE 2012.


O direito da criança

Na constituição está

No ECA também há

Artigos pra mostrar

Que o direito da criança

É para se respeitar

(..)

E não se pode deixar

A criança trabalhar

Tirando o tempo de estudar

A liberdade de brincar

O direito de sonhar

Com o futuro que terá

Se algum coleguinha

Começar a aula faltar

Para serviço prestar

deixando de frequentar

a aula pra trabalhar

você deve alertar

(..)

E quem isso negar

Um crime cometerá

E na lei vai pagar

Mas só acontecerá

Se alguém denunciar

A quem a criança explorar


Nos afazeres da casa

A criança pode ajudar

Isso é colaborar

E responsabilidade ganhar

Só não pode exagerar

Quando em casa ajudar

(...)

No Brasil é fácil encontrar

Criança que vai trabalhar

Para a família sustentar

Na zona rural há

Na cidade não vai faltar

Você pode acreditar

Meninas vão trabalhar

De doméstica ou babá

Para em casa ajudar

O alimento comprar

Sem ter dia para folgar

Ou tempo de estudar

(..)

Fácil não será

Mas não custa tentar

O trabalho infantil acabar

Se a população se juntar

Para se fazer praticar

O que na lei está.

(Fonte: www.fundacaotelefonicavivo.org.br/ Acessado em: 16.08.2021)


Texto III

Como é a vida escolar dos filhos de artistas circenses

Em apenas um ano, crianças chegam a estudar em mais de dez escolas diferentes

Por Natany Borges


1______É no ano em que aprende a formar sílabas, compreender palavras e dar sentido às frases que

Antônio Bartolo Neto, de apenas sete anos, experimenta a vida “nômade” em contraponto à

“permanência” na escola. Representante da oitava geração de uma família de artistas de circo, ele já

sabe que a cada novo mês conhecerá uma nova cidade, será matriculado em uma nova instituição de

5 ensino e precisará interagir com uma turma já entrosada nas atividades de alfabetização. Somente em

2017, o pequeno aluno acumula registros de sete escolas em seu caderno. A última foi em Venâncio

Aires. Penúltima, Rio de Janeiro. Antepenúltima, Nova Iguaçu (RJ). A próxima? Rio Pardo.

______Enquanto isso, é em Santa Cruz do Sul que estabelece uma rotina que já completa quatro

semanas. Amparado pela professora da Escola Ernesto Alves, Elisangela Mees, o aluno trabalhou nos

10 últimos dias as vogais. “No primeiro dia de aula olhei o caderninho dele e depois fiz um ditado para

entender em que nível ele estava”, explicou. Enquanto boa parte da turma já consegue decifrar as

palavras, o pequeno Neto ainda apresenta certa dificuldade. Nada, entretanto, que comprometa o seu

desempenho em sala de aula. “O que dificulta é essa “quebra” de sequência. Por isso, eles têm o ritmo

um pouco mais lento”. Em sala de aula, a professora dos anos iniciais já está acostumada a lecionar

15 para crianças nômades. Todo mês de outubro, por exemplo, dá aula para os filhos dos trabalhadores

do parque de diversões que vêm à Oktoberfest.

______A matrícula desses alunos — filhos de profissionais itinerantes — é assegurada por meio da Lei

Federal 6.533/78, a qual assegura a mudança de escola em escola, mediante apresentação de

certificado da instituição de origem. É por isso que o pai de Neto, o artista do Circo Italiano, Bartolo

20 Júnior, guarda a sete chaves o tal documento, junto com o histórico escolar do pequeno. “Assim que

definimos uma nova cidade e o espaço para a estada do circo, a primeira questão a providenciar é

uma escola para os pequenos”, explica Júnior. Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na

hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que no mesmo dia ou no seguinte, os

pequenos já estejam matriculados. “Conquanto queiram seguir com a vida de circo, eles precisam

25 estudar. Sempre digo que com educação vão ser alguém na vida.” Nesse contexto, o pai acrescenta

que a cobrança “em casa” — o interior do motorhome — é a mesma dos pais que têm trabalho fixo na

cidade. “Depois da aula, a Paula (mãe) verifica o caderno e ajuda ele na lição. Só depois é que ele vai

brincar ou acompanhar as atividades do circo”, finaliza. Além de Neto, Junior também é pai de Alice, “

12,e Daniel, 14. Ambos estão no sétimo ano e também estudam no Ernesto.

30______Apesar de já ter lecionado para alunos itinerantes, esta

foi a primeira vez que Elisangela Mees foi desafiada a ensinar filhos de circenses. Sensibilizada com reportagem publicada pela Gazeta do Sul

19 e 20 de agosto, "Uma vida na estrada dedicada aos espetáculos”, ela resolveu trabalhar, ao longo

de toda a semana, a temática com a turma de pouco mais de 20 alunos. Entre as atividades propostas,

estiveram ditados, imagens para colorir e leituras como “O nosso colega Antônio é artista do Circo

35 Italiano e o sonho dele quando crescer é ser homem pássaro e equilibrista”. Durante uma das aulas, a

turminha, em coro, repetiu a frase e fez questão de verbalizar os aprendizados da semana. “Foi uma

experiência muito bacana, ainda mais porque o Antônio estava ali para compartilhar suas experiências

com a turma. Um mundo novo foi apresentado”, disse Elisangela.

(Adaptado de: www.gaz.com.br/ Acessado em: 17.08.2021)

A oração em negrito a seguir (texto III) — “Segundo o malabarista, dificilmente há contratempos na hora de garantir uma vaga. Basta levar a documentação para que, no mesmo dia ou no seguinte, os pequenos já estejam matriculados.” — é classificada como

 

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