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172803 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CPRM

O boom de mineração despertou o apetite dos países

donos de reservas, não importa a linha política de seus

governos.

No Peru, onde metade da arrecadação depende do

extrativismo, a moderada gestão de Ollanta Humala dobrou em

2011 a cobrança de royalties para até 6%. Na Tanzânia, quarto

maior produtor de ouro da África, o governo do Partido

Revolucionário baixou uma nova lei de mineração em 20

e elevou de 3% para 4% os royalties dos metais preciosos.

A Índia, democracia mais populosa, subiu para 10% os

royalties da mineração em 2009. A China, regime autoritário

mais populoso, aumentou os impostos em 2011.

O ministro das Finanças de Quebec, maior província

do Canadá, convocou as mineradoras para uma reunião em

março para rever a taxação, sob o argumento de que “o

mercado de minerais não é o que era há dez anos” e de que é

necessário “maximizar os benefícios” à população.

Internet: www.fazenda.gov.br (com adaptações).

Julgue os itens subsequentes quanto a sentidos, estruturas e aspectos linguísticos do texto acima.
Depreende-se do texto que o boom de mineração afetou todos os países do mundo, independentemente da linha política de seus governos.
 

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172801 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CPRM

A terra voltou a tremer na segunda-feira (28/12/2012),

em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, atingindo a

magnitude de 2,1 na escala Richter, conforme divulgado pelo

Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).

Foi o sexto abalo registrado pela UnB desde 19/5/2012,

quando a magnitude medida por sismógrafos atingiu 4,5. Oito

casas foram interditadas pela defesa civil em uma comunidade

na periferia da cidade. Os tremores de menor intensidade que

se seguiram desde então são comuns após o registro de um

abalo de maior intensidade, segundo a UnB. Por isso os

geólogos já tinham previsto essa possibilidade. Nos cinco

tremores seguintes — com escalas de 3; 2,9; 2,7; 2,6 e 2,1,

respectivamente —, não houve registro de danos. Segundo o

Observatório da UnB, moradores de Montes Claros relataram

que sentiram a terra tremer. Os geólogos da UnB estão

estudando os abalos sísmicos que ocorrem em Montes Claros

desde 2008. O governo de Minas pediu ajuda também a

especialistas do Japão. Há uma falha geológica na região

mineira.

Paulo Peixoto. Novo tremor de terra é registrado em Montes Claros. In: Folha de S.Paulo, 29/5/2012. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
Haveria prejuízo para a correção gramatical do texto se a oração “não houve registro de danos” (l.13) fosse assim reescrita: não houveram registros de danos.
 

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172800 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CPRM

A presença de petróleo abundante na Guiana Francesa

explica a disputa pelos blocos que a Agência Nacional do

Petróleo ofertou no Amapá. Praticamente inexplorada pela

indústria petrolífera, a Bacia da Foz do Amazonas, da qual o

Amapá faz parte, passou a ser cobiçada pelas grandes

petroleiras há dois anos, quando, no território ultramarino da

França, foi achado farto reservatório de óleo. O raciocínio das

empresas é lógico. Se, no offshore da Guiana, há muito

petróleo, no litoral do Amapá, de similar formação geológica

e muito próximo, também deve haver. Afinal, a costa guianense

é a continuação da margem equatorial brasileira, em cuja

extremidade esquerda está situada a Bacia da Foz do

Amazonas.

Sérgio Torres. Semelhança explica Interesse no Amapá. In: O Estado de S.Paulo, 15/5/2013. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue os seguintes itens.
Na linha 1, estaria gramaticalmente correta a inserção de vírgula após a palavra “Francesa”, dada a extensão do trecho “A presença de petróleo abundante na Guiana Francesa”
 

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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental

A observação do tempo geológico contrapõe-se à

percepção histórica construída na sociedade moderna

capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo

geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa

percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo

exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a

partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo

geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,

quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os

conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se

pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas

escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do

mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos

das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a

significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem

conexões, expressas por características criativas, sem

mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o

conhecimento em uma rede de relações com significado,

transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,

formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em

transformação de forma participativa.

Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).


Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
O pronome “se”, em “que se formaram” (L.7), poderia ser corretamente deslocado para logo após a forma verbal “formaram”, escrevendo-se que formaram-se .
 

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172798 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CPRM

O boom de mineração despertou o apetite dos países

donos de reservas, não importa a linha política de seus

governos.

No Peru, onde metade da arrecadação depende do

extrativismo, a moderada gestão de Ollanta Humala dobrou em

2011 a cobrança de royalties para até 6%. Na Tanzânia, quarto

maior produtor de ouro da África, o governo do Partido

Revolucionário baixou uma nova lei de mineração em 20

e elevou de 3% para 4% os royalties dos metais preciosos.

A Índia, democracia mais populosa, subiu para 10% os

royalties da mineração em 2009. A China, regime autoritário

mais populoso, aumentou os impostos em 2011.

O ministro das Finanças de Quebec, maior província

do Canadá, convocou as mineradoras para uma reunião em

março para rever a taxação, sob o argumento de que “o

mercado de minerais não é o que era há dez anos” e de que é

necessário “maximizar os benefícios” à população.

Internet: www.fazenda.gov.br (com adaptações).

Julgue os itens subsequentes quanto a sentidos, estruturas e aspectos linguísticos do texto acima.
Em virtude das características exclusivamente dissertativo-argumentativas do texto, o emprego de expressões em sentido metafórico, como “despertou o apetite” (l.1), deveria ter sido evitado.
 

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172797 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CPRM

A 1.500 km da costa do Rio de Janeiro, a

aproximadamente 2.000 m de profundidade, repousa, abaixo

do Oceano Atlântico, um pequeno continente perdido. Esse

pedaço de terra, chamado Elevado do Rio Grande e de

tamanho próximo ao do estado de São Paulo, provavelmente se

desprendeu do território que hoje forma o Brasil em algum

ponto da separação da África e da América, iniciada há cerca

de 60 milhões de anos. Por isso, recebeu o apelido de a

Atlântida Brasileira, em referência ao mítico continente que

teria sido submerso pelo mar. A suspeita de que a região não

era uma porção comum do fundo atlântico, mas uma parte

continental afundada, surgiu há dois anos, quando um trabalho

de dragagem feito pelo Serviço Geológico do Brasil encontrou

granito no local. A presença dessa espécie de rocha no elevado

surpreendeu os pesquisadores, uma vez que ela é típica de

terras não submersas.

HumbertoRezende. Atlântidabrasileira. In: CorreioBraziliense, 7/5/2013, Caderno Ciência, p. 18 (com adaptações).

Julgue os seguintes itens, relativos a aspectos linguísticos do texto acima.
O termo “submerso” (l.10) tem, no contexto, o mesmo sentido de imerso .
 

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172796 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CPRM
Os trechos apresentados nos itens abaixo são fragmentos adaptados de um texto retirado do portal www.cprm.gov.br. Julgue-os quanto à correção gramatical.
No Brasil, a primeira informação disponível sobre produção de água mineral envazada data de 1911. Nessa época, só existia indústrias montadas de água mineral nos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
 

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Os depósitos de ferro de Carajás

Os enormes depósitos de ferro da Serra dos Carajás

são associados à sequência vulcanossedimentar do Grupo

Grão-Pará descrita inicialmente por Tolbert et al. (1971) e

Beisiegel et al. (1973) como constituída de três unidades:

unidade vulcânica máfica inferior, denominada formação

Parauapebas; unidade de jaspilitos intermediária, denominada

formação Carajás; e unidade vulcânica máfica superior. Sills e

diques de rochas máficas a intermediárias são intrusivos nas

três unidades definidas. Ao longo da Serra dos Carajás, o grupo

Grão-Pará é dividido em três segmentos: Serra Norte, Serra

Leste e Serra Sul, onde o grau de metamorfismo varia

sensivelmente, sendo nitidamente mais elevado na Serra Sul.

Neste último segmento, a influência da zona de cisalhamento

de alto ângulo provocou a completa recristalização dos

jaspilitos, o que conduziu à formação de verdadeiros itabiritos.

O desenvolvimento atual da mineração a céu aberto do enorme

depósito de ferro de Carajás interessa principalmente no que se

refere aos corpos N4 e N8, nos quais o metamorfismo é ausente

e limitado a zonas de cisalhamento locais. Nessas áreas, o

protominério é constituído por uma camada de jaspilitos, com

espessura entre 100 m e 400 m, totalmente preservados, que

foram descritos por Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne

(1993).

Marcel Auguste Dardenne e Carlos Schobbenhaus. Depósitos minerais no tempo geológico e épocas metalogenéticas. In: L. A. Bizzi, C. Schobbenhaus, R. M. Vidotti e J. H. Gonçalves. Geologia, tectônica e recursos minerais do Brasil. CPRM, Brasília, 2003, p. 376 (com adaptações).


Considerando as informações e estruturas do texto acima, julgue os itens seguintes.
A descrição dos depósitos de ferro da Serra do Carajás feita “inicialmente por Tolbert et al . (1971) e Beisiegel et al. (1973)” (L.3-4) foi sensivelmente alterada e, posteriormente, invalidada pelas descrições de “Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne (1993)” (L.22-23), em decorrência do “desenvolvimento atual da mineração a céu aberto” (L.16) nas áreas do Grupo Grão-Pará.
 

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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental

A observação do tempo geológico contrapõe-se à

percepção histórica construída na sociedade moderna

capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo

geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa

percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo

exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a

partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo

geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,

quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os

conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se

pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas

escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do

mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos

das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a

significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem

conexões, expressas por características criativas, sem

mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o

conhecimento em uma rede de relações com significado,

transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,

formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em

transformação de forma participativa.

Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).


Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u nas palavras “construída” e “conteúdos”.
 

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Atlântida brasileira

Geólogos brasileiros e japoneses anunciaram que

foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro,

indícios de que estaria ali um pedaço de continente que

submergiu durante a separação da África e da América do Sul,

época em que surgiu o Oceano Atlântico. De acordo com

Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos

minerais da CPRM, há dois anos, durante um serviço de

dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região da

Elevação Rio Grande — uma cordilheira marítima em águas

brasileiras e internacionais —, foram encontradas amostras de

granito, rocha considerada continental. Ele explica que,

inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de

tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último

mês, uma expedição com cientistas do Brasil e do Japão, a

bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a

formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a

partir de análises, passou a considerar que a região pode conter

um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões

de anos. “Pode ser a Atlântida do Brasil. Estamos perto de ter

certeza, mas precisamos fortalecer essahipótese. A certificação

final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer

perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou

Ventura. O diretor da CPRM não especificou a idade dessas

rochas, no entanto contou que os pedaços de crosta continental

encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no

assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica

abaixo do nível das águas do mar.

Internet: http://g1.globo.com (com adaptações).


Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Os parênteses e os travessões empregados no segundo período do texto e a vírgula empregada logo após “oceânico” (L.26) são empregados para isolar definições de termos nem sempre conhecidos do leitor comum, ao qual esse gênero textual se dirige.
 

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