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O boom de mineração despertou o apetite dos países
donos de reservas, não importa a linha política de seus
governos.
No Peru, onde metade da arrecadação depende do
extrativismo, a moderada gestão de Ollanta Humala dobrou em
2011 a cobrança de royalties para até 6%. Na Tanzânia, quarto
maior produtor de ouro da África, o governo do Partido
Revolucionário baixou uma nova lei de mineração em 20
e elevou de 3% para 4% os royalties dos metais preciosos.
A Índia, democracia mais populosa, subiu para 10% os
royalties da mineração em 2009. A China, regime autoritário
mais populoso, aumentou os impostos em 2011.
O ministro das Finanças de Quebec, maior província
do Canadá, convocou as mineradoras para uma reunião em
março para rever a taxação, sob o argumento de que “o
mercado de minerais não é o que era há dez anos” e de que é
necessário “maximizar os benefícios” à população.
Internet: www.fazenda.gov.br (com adaptações).
Depreende-se do texto que o boom de mineração afetou todos os países do mundo, independentemente da linha política de seus governos.
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- SintaxeConcordância
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
A terra voltou a tremer na segunda-feira (28/12/2012),
em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, atingindo a
magnitude de 2,1 na escala Richter, conforme divulgado pelo
Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).
Foi o sexto abalo registrado pela UnB desde 19/5/2012,
quando a magnitude medida por sismógrafos atingiu 4,5. Oito
casas foram interditadas pela defesa civil em uma comunidade
na periferia da cidade. Os tremores de menor intensidade que
se seguiram desde então são comuns após o registro de um
abalo de maior intensidade, segundo a UnB. Por isso os
geólogos já tinham previsto essa possibilidade. Nos cinco
tremores seguintes — com escalas de 3; 2,9; 2,7; 2,6 e 2,1,
respectivamente —, não houve registro de danos. Segundo o
Observatório da UnB, moradores de Montes Claros relataram
que sentiram a terra tremer. Os geólogos da UnB estão
estudando os abalos sísmicos que ocorrem em Montes Claros
desde 2008. O governo de Minas pediu ajuda também a
especialistas do Japão. Há uma falha geológica na região
mineira.
Paulo Peixoto. Novo tremor de terra é registrado em Montes Claros. In: Folha de S.Paulo, 29/5/2012. Internet: www1.folha.uol.com.br (com adaptações).
Haveria prejuízo para a correção gramatical do texto se a oração “não houve registro de danos” (l.13) fosse assim reescrita: não houveram registros de danos.
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A presença de petróleo abundante na Guiana Francesa
explica a disputa pelos blocos que a Agência Nacional do
Petróleo ofertou no Amapá. Praticamente inexplorada pela
indústria petrolífera, a Bacia da Foz do Amazonas, da qual o
Amapá faz parte, passou a ser cobiçada pelas grandes
petroleiras há dois anos, quando, no território ultramarino da
França, foi achado farto reservatório de óleo. O raciocínio das
empresas é lógico. Se, no offshore da Guiana, há muito
petróleo, no litoral do Amapá, de similar formação geológica
e muito próximo, também deve haver. Afinal, a costa guianense
é a continuação da margem equatorial brasileira, em cuja
extremidade esquerda está situada a Bacia da Foz do
Amazonas.
Sérgio Torres. Semelhança explica Interesse no Amapá. In: O Estado de S.Paulo, 15/5/2013. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).
Na linha 1, estaria gramaticalmente correta a inserção de vírgula após a palavra “Francesa”, dada a extensão do trecho “A presença de petróleo abundante na Guiana Francesa”
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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental
A observação do tempo geológico contrapõe-se à
percepção histórica construída na sociedade moderna
capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo
geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa
percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo
exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a
partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo
geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,
quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os
conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se
pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas
escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do
mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos
das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a
significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem
conexões, expressas por características criativas, sem
mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o
conhecimento em uma rede de relações com significado,
transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,
formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em
transformação de forma participativa.
Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).
Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
O boom de mineração despertou o apetite dos países
donos de reservas, não importa a linha política de seus
governos.
No Peru, onde metade da arrecadação depende do
extrativismo, a moderada gestão de Ollanta Humala dobrou em
2011 a cobrança de royalties para até 6%. Na Tanzânia, quarto
maior produtor de ouro da África, o governo do Partido
Revolucionário baixou uma nova lei de mineração em 20
e elevou de 3% para 4% os royalties dos metais preciosos.
A Índia, democracia mais populosa, subiu para 10% os
royalties da mineração em 2009. A China, regime autoritário
mais populoso, aumentou os impostos em 2011.
O ministro das Finanças de Quebec, maior província
do Canadá, convocou as mineradoras para uma reunião em
março para rever a taxação, sob o argumento de que “o
mercado de minerais não é o que era há dez anos” e de que é
necessário “maximizar os benefícios” à população.
Internet: www.fazenda.gov.br (com adaptações).
Em virtude das características exclusivamente dissertativo-argumentativas do texto, o emprego de expressões em sentido metafórico, como “despertou o apetite” (l.1), deveria ter sido evitado.
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A 1.500 km da costa do Rio de Janeiro, a
aproximadamente 2.000 m de profundidade, repousa, abaixo
do Oceano Atlântico, um pequeno continente perdido. Esse
pedaço de terra, chamado Elevado do Rio Grande e de
tamanho próximo ao do estado de São Paulo, provavelmente se
desprendeu do território que hoje forma o Brasil em algum
ponto da separação da África e da América, iniciada há cerca
de 60 milhões de anos. Por isso, recebeu o apelido de a
Atlântida Brasileira, em referência ao mítico continente que
teria sido submerso pelo mar. A suspeita de que a região não
era uma porção comum do fundo atlântico, mas uma parte
continental afundada, surgiu há dois anos, quando um trabalho
de dragagem feito pelo Serviço Geológico do Brasil encontrou
granito no local. A presença dessa espécie de rocha no elevado
surpreendeu os pesquisadores, uma vez que ela é típica de
terras não submersas.
HumbertoRezende. Atlântidabrasileira. In: CorreioBraziliense, 7/5/2013, Caderno Ciência, p. 18 (com adaptações).
O termo “submerso” (l.10) tem, no contexto, o mesmo sentido de imerso .
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No Brasil, a primeira informação disponível sobre produção de água mineral envazada data de 1911. Nessa época, só existia indústrias montadas de água mineral nos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
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Os depósitos de ferro de Carajás
Os enormes depósitos de ferro da Serra dos Carajás
são associados à sequência vulcanossedimentar do Grupo
Grão-Pará descrita inicialmente por Tolbert et al. (1971) e
Beisiegel et al. (1973) como constituída de três unidades:
unidade vulcânica máfica inferior, denominada formação
Parauapebas; unidade de jaspilitos intermediária, denominada
formação Carajás; e unidade vulcânica máfica superior. Sills e
diques de rochas máficas a intermediárias são intrusivos nas
três unidades definidas. Ao longo da Serra dos Carajás, o grupo
Grão-Pará é dividido em três segmentos: Serra Norte, Serra
Leste e Serra Sul, onde o grau de metamorfismo varia
sensivelmente, sendo nitidamente mais elevado na Serra Sul.
Neste último segmento, a influência da zona de cisalhamento
de alto ângulo provocou a completa recristalização dos
jaspilitos, o que conduziu à formação de verdadeiros itabiritos.
O desenvolvimento atual da mineração a céu aberto do enorme
depósito de ferro de Carajás interessa principalmente no que se
refere aos corpos N4 e N8, nos quais o metamorfismo é ausente
e limitado a zonas de cisalhamento locais. Nessas áreas, o
protominério é constituído por uma camada de jaspilitos, com
espessura entre 100 m e 400 m, totalmente preservados, que
foram descritos por Meirelles (1986) e Meirelles e Dardenne
(1993).
Marcel Auguste Dardenne e Carlos Schobbenhaus. Depósitos minerais no tempo geológico e épocas metalogenéticas. In: L. A. Bizzi, C. Schobbenhaus, R. M. Vidotti e J. H. Gonçalves. Geologia, tectônica e recursos minerais do Brasil. CPRM, Brasília, 2003, p. 376 (com adaptações).
Considerando as informações e estruturas do texto acima, julgue os itens seguintes.
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A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental
A observação do tempo geológico contrapõe-se à
percepção histórica construída na sociedade moderna
capitalista vinculada ao imediatismo. A concepção do tempo
geológico pode contribuir para uma mudança cultural dessa
percepção imediatista que tem se refletido em um consumismo
exacerbado de produtos, produtos esses que se originaram a
partir de bens minerais que se formaram ao longo do tempo
geológico e que levarão anos até serem incorporados pela terra,
quando passarão novamente a ser fonte de recurso. Os
conhecimentos do Sistema Terra oferecem condições de se
pensar a realidade de forma complexa e integrada, em diversas
escalas de tempo e espaço, o que permite a construção do
mundo físico em que vivemos. As discussões dos conteúdos
das geociências transformam a visão de mundo, tornando-a
significativa, não fragmentada, não linear, e estabelecem
conexões, expressas por características criativas, sem
mecanismos repetitivos e descontextualizados, propiciando o
conhecimento em uma rede de relações com significado,
transformando seus agentes, flexibilizando tarefas e saberes,
formando cidadãos aptos a entender e atuar em um mundo em
transformação de forma participativa.
Denise de La Corte Bacci. A contribuição do conhecimento geológico para a educação ambiental. In: Pesquisa em debate. Edição 11, V. 6, n.º 2, jul. / dez. 2009, p. 17 e 19 (com adaptações).
Julgue os itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e linguísticos do texto acima.
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Atlântida brasileira
Geólogos brasileiros e japoneses anunciaram que
foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro,
indícios de que estaria ali um pedaço de continente que
submergiu durante a separação da África e da América do Sul,
época em que surgiu o Oceano Atlântico. De acordo com
Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos
minerais da CPRM, há dois anos, durante um serviço de
dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região da
Elevação Rio Grande — uma cordilheira marítima em águas
brasileiras e internacionais —, foram encontradas amostras de
granito, rocha considerada continental. Ele explica que,
inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de
tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último
mês, uma expedição com cientistas do Brasil e do Japão, a
bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a
formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a
partir de análises, passou a considerar que a região pode conter
um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões
de anos. “Pode ser a Atlântida do Brasil. Estamos perto de ter
certeza, mas precisamos fortalecer essahipótese. A certificação
final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer
perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou
Ventura. O diretor da CPRM não especificou a idade dessas
rochas, no entanto contou que os pedaços de crosta continental
encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no
assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica
abaixo do nível das águas do mar.
Internet: http://g1.globo.com (com adaptações).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
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Caderno Container