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O que impulsiona o consumo abusivo de álcool entre universitários?

Por Ivanir Ferreira

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) adaptou e validou novos instrumentos

que ampliam a capacidade de pesquisadores e profissionais de saúde mental de compreender as

motivações associadas ao consumo de álcool entre universitários. As ferramentas, com

estratégias voltadas para o manejo das emoções, avaliam por que estudantes bebem e por que

decidem reduzir ou interromper a ingestão de bebidas alcoólicas — dimensões ainda pouco

exploradas em estudos e práticas clínicas.

Dentre os padrões encontrados, associados ao uso abusivo do álcool, observou-se que os

estudantes tendem a beber mais quando utilizam o álcool como recurso para lidar com emoções

negativas, como ansiedade, tristeza, angústia, medo e culpa, ou ainda como reforço de emoções

positivas, como alegria, prazer, entusiasmo e autoestima. Em estudos publicados no Brasil na

última década, verificou-se que as pesquisas sobre consumo de álcool entre universitários se

concentravam em dados epidemiológicos, padrões de uso e consequências do consumo. Segundo

o psicólogo Kairon de Sousa, autor do estudo, havia pouca exploração das variáveis psicológicas

que antecedem o ato de beber e que ajudam a compreender fatores relacionados à adesão, à

redução ou à interrupção do consumo.

Após a validação, os instrumentos fundamentaram a etapa empírica do estudo, que

envolveu 506 estudantes de graduação de diferentes regiões do país. Nessa fase, os

pesquisadores analisaram como determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como

estados emocionais — se relacionavam com as respostas ao AUDIT (Teste de Identificação de

Distúrbios por Uso de Álcool), ferramenta internacionalmente utilizada para rastrear o uso nocivo

de bebidas alcoólicas. O AUDIT reúne perguntas sobre frequência e padrão de consumo, além

de consequências associadas ao beber.

A pesquisa completa resultou na tese “Motivações, vivências afetivas e problemas de uso

de álcool em universitários”, defendida por Kairon de Sousa no Departamento de Psicologia da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, sob orientação da professora

Sonia Regina Pasian. O trabalho terá seus capítulos submetidos ___ publicação em periódicos

científicos e então ficará disponível on-line. “O estudante bebe para aliviar sentimentos

desagradáveis, obtém um alívio momentâneo, mas não enfrenta as causas do sofrimento. Isso

favorece a repetição do comportamento e pode aumentar o risco de dependência”, afirma o

psicólogo. “O processo cria um ciclo em que o consumo passa a ser a resposta recorrente ao

mal-estar emocional”.

Segundo a pesquisa, a entrada do jovem no ensino superior tem sido associada ao aumento

nocivo do uso de bebidas alcoólicas. O período é marcado por diversos desafios, como adaptação

___ vida universitária, afastamento da família, busca de integração entre pares, estresse e

cobranças acadêmicas. O estudo identificou ainda padrões elevados de consumo de álcool nessa

faixa etária, como episódios de ingestão excessiva em curto período de tempo (binge drinking),

trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais, como queda no desempenho acadêmico, apagões

alcoólicos, comportamentos sexuais de risco, dificuldade nas relações interpessoais e maior

probabilidade de uso combinado ___ substâncias ilícitas.

(Disponível em: jornal.usp.br/ciencias/o-que-impulsiona-consumo-abusivo-de-alcool-entre-universitarios/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta sinônimos que substituem corretamente os termos “validou” (l. 01) e “integração” (l.34), considerando o contexto do trecho em que se encontram.
 

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O que impulsiona o consumo abusivo de álcool entre universitários?

Por Ivanir Ferreira

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) adaptou e validou novos instrumentos

que ampliam a capacidade de pesquisadores e profissionais de saúde mental de compreender as

motivações associadas ao consumo de álcool entre universitários. As ferramentas, com

estratégias voltadas para o manejo das emoções, avaliam por que estudantes bebem e por que

decidem reduzir ou interromper a ingestão de bebidas alcoólicas — dimensões ainda pouco

exploradas em estudos e práticas clínicas.

Dentre os padrões encontrados, associados ao uso abusivo do álcool, observou-se que os

estudantes tendem a beber mais quando utilizam o álcool como recurso para lidar com emoções

negativas, como ansiedade, tristeza, angústia, medo e culpa, ou ainda como reforço de emoções

positivas, como alegria, prazer, entusiasmo e autoestima. Em estudos publicados no Brasil na

última década, verificou-se que as pesquisas sobre consumo de álcool entre universitários se

concentravam em dados epidemiológicos, padrões de uso e consequências do consumo. Segundo

o psicólogo Kairon de Sousa, autor do estudo, havia pouca exploração das variáveis psicológicas

que antecedem o ato de beber e que ajudam a compreender fatores relacionados à adesão, à

redução ou à interrupção do consumo.

Após a validação, os instrumentos fundamentaram a etapa empírica do estudo, que

envolveu 506 estudantes de graduação de diferentes regiões do país. Nessa fase, os

pesquisadores analisaram como determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como

estados emocionais — se relacionavam com as respostas ao AUDIT (Teste de Identificação de

Distúrbios por Uso de Álcool), ferramenta internacionalmente utilizada para rastrear o uso nocivo

de bebidas alcoólicas. O AUDIT reúne perguntas sobre frequência e padrão de consumo, além

de consequências associadas ao beber.

A pesquisa completa resultou na tese “Motivações, vivências afetivas e problemas de uso

de álcool em universitários”, defendida por Kairon de Sousa no Departamento de Psicologia da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, sob orientação da professora

Sonia Regina Pasian. O trabalho terá seus capítulos submetidos ___ publicação em periódicos

científicos e então ficará disponível on-line. “O estudante bebe para aliviar sentimentos

desagradáveis, obtém um alívio momentâneo, mas não enfrenta as causas do sofrimento. Isso

favorece a repetição do comportamento e pode aumentar o risco de dependência”, afirma o

psicólogo. “O processo cria um ciclo em que o consumo passa a ser a resposta recorrente ao

mal-estar emocional”.

Segundo a pesquisa, a entrada do jovem no ensino superior tem sido associada ao aumento

nocivo do uso de bebidas alcoólicas. O período é marcado por diversos desafios, como adaptação

___ vida universitária, afastamento da família, busca de integração entre pares, estresse e

cobranças acadêmicas. O estudo identificou ainda padrões elevados de consumo de álcool nessa

faixa etária, como episódios de ingestão excessiva em curto período de tempo (binge drinking),

trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais, como queda no desempenho acadêmico, apagões

alcoólicos, comportamentos sexuais de risco, dificuldade nas relações interpessoais e maior

probabilidade de uso combinado ___ substâncias ilícitas.

(Disponível em: jornal.usp.br/ciencias/o-que-impulsiona-consumo-abusivo-de-alcool-entre-universitarios/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 26, 34 e 39.
 

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Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) adaptou e validou novos instrumentos

que ampliam a capacidade de pesquisadores e profissionais de saúde mental de compreender as

motivações associadas ao consumo de álcool entre universitários. As ferramentas, com

estratégias voltadas para o manejo das emoções, avaliam por que estudantes bebem e por que

decidem reduzir ou interromper a ingestão de bebidas alcoólicas — dimensões ainda pouco

exploradas em estudos e práticas clínicas.

Dentre os padrões encontrados, associados ao uso abusivo do álcool, observou-se que os

estudantes tendem a beber mais quando utilizam o álcool como recurso para lidar com emoções

negativas, como ansiedade, tristeza, angústia, medo e culpa, ou ainda como reforço de emoções

positivas, como alegria, prazer, entusiasmo e autoestima. Em estudos publicados no Brasil na

última década, verificou-se que as pesquisas sobre consumo de álcool entre universitários se

concentravam em dados epidemiológicos, padrões de uso e consequências do consumo. Segundo

o psicólogo Kairon de Sousa, autor do estudo, havia pouca exploração das variáveis psicológicas

que antecedem o ato de beber e que ajudam a compreender fatores relacionados à adesão, à

redução ou à interrupção do consumo.

Após a validação, os instrumentos fundamentaram a etapa empírica do estudo, que

envolveu 506 estudantes de graduação de diferentes regiões do país. Nessa fase, os

pesquisadores analisaram como determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como

estados emocionais — se relacionavam com as respostas ao AUDIT (Teste de Identificação de

Distúrbios por Uso de Álcool), ferramenta internacionalmente utilizada para rastrear o uso nocivo

de bebidas alcoólicas. O AUDIT reúne perguntas sobre frequência e padrão de consumo, além

de consequências associadas ao beber.

A pesquisa completa resultou na tese “Motivações, vivências afetivas e problemas de uso

de álcool em universitários”, defendida por Kairon de Sousa no Departamento de Psicologia da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, sob orientação da professora

Sonia Regina Pasian. O trabalho terá seus capítulos submetidos ___ publicação em periódicos

científicos e então ficará disponível on-line. “O estudante bebe para aliviar sentimentos

desagradáveis, obtém um alívio momentâneo, mas não enfrenta as causas do sofrimento. Isso

favorece a repetição do comportamento e pode aumentar o risco de dependência”, afirma o

psicólogo. “O processo cria um ciclo em que o consumo passa a ser a resposta recorrente ao

mal-estar emocional”.

Segundo a pesquisa, a entrada do jovem no ensino superior tem sido associada ao aumento

nocivo do uso de bebidas alcoólicas. O período é marcado por diversos desafios, como adaptação

___ vida universitária, afastamento da família, busca de integração entre pares, estresse e

cobranças acadêmicas. O estudo identificou ainda padrões elevados de consumo de álcool nessa

faixa etária, como episódios de ingestão excessiva em curto período de tempo (binge drinking),

trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais, como queda no desempenho acadêmico, apagões

alcoólicos, comportamentos sexuais de risco, dificuldade nas relações interpessoais e maior

probabilidade de uso combinado ___ substâncias ilícitas.

(Disponível em: jornal.usp.br/ciencias/o-que-impulsiona-consumo-abusivo-de-alcool-entre-universitarios/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como estados emocionais — se relacionavam” (l. 18–19), o emprego dos travessões justifica-se por:
 

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Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) adaptou e validou novos instrumentos

que ampliam a capacidade de pesquisadores e profissionais de saúde mental de compreender as

motivações associadas ao consumo de álcool entre universitários. As ferramentas, com

estratégias voltadas para o manejo das emoções, avaliam por que estudantes bebem e por que

decidem reduzir ou interromper a ingestão de bebidas alcoólicas — dimensões ainda pouco

exploradas em estudos e práticas clínicas.

Dentre os padrões encontrados, associados ao uso abusivo do álcool, observou-se que os

estudantes tendem a beber mais quando utilizam o álcool como recurso para lidar com emoções

negativas, como ansiedade, tristeza, angústia, medo e culpa, ou ainda como reforço de emoções

positivas, como alegria, prazer, entusiasmo e autoestima. Em estudos publicados no Brasil na

última década, verificou-se que as pesquisas sobre consumo de álcool entre universitários se

concentravam em dados epidemiológicos, padrões de uso e consequências do consumo. Segundo

o psicólogo Kairon de Sousa, autor do estudo, havia pouca exploração das variáveis psicológicas

que antecedem o ato de beber e que ajudam a compreender fatores relacionados à adesão, à

redução ou à interrupção do consumo.

Após a validação, os instrumentos fundamentaram a etapa empírica do estudo, que

envolveu 506 estudantes de graduação de diferentes regiões do país. Nessa fase, os

pesquisadores analisaram como determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como

estados emocionais — se relacionavam com as respostas ao AUDIT (Teste de Identificação de

Distúrbios por Uso de Álcool), ferramenta internacionalmente utilizada para rastrear o uso nocivo

de bebidas alcoólicas. O AUDIT reúne perguntas sobre frequência e padrão de consumo, além

de consequências associadas ao beber.

A pesquisa completa resultou na tese “Motivações, vivências afetivas e problemas de uso

de álcool em universitários”, defendida por Kairon de Sousa no Departamento de Psicologia da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, sob orientação da professora

Sonia Regina Pasian. O trabalho terá seus capítulos submetidos ___ publicação em periódicos

científicos e então ficará disponível on-line. “O estudante bebe para aliviar sentimentos

desagradáveis, obtém um alívio momentâneo, mas não enfrenta as causas do sofrimento. Isso

favorece a repetição do comportamento e pode aumentar o risco de dependência”, afirma o

psicólogo. “O processo cria um ciclo em que o consumo passa a ser a resposta recorrente ao

mal-estar emocional”.

Segundo a pesquisa, a entrada do jovem no ensino superior tem sido associada ao aumento

nocivo do uso de bebidas alcoólicas. O período é marcado por diversos desafios, como adaptação

___ vida universitária, afastamento da família, busca de integração entre pares, estresse e

cobranças acadêmicas. O estudo identificou ainda padrões elevados de consumo de álcool nessa

faixa etária, como episódios de ingestão excessiva em curto período de tempo (binge drinking),

trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais, como queda no desempenho acadêmico, apagões

alcoólicos, comportamentos sexuais de risco, dificuldade nas relações interpessoais e maior

probabilidade de uso combinado ___ substâncias ilícitas.

(Disponível em: jornal.usp.br/ciencias/o-que-impulsiona-consumo-abusivo-de-alcool-entre-universitarios/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “Isso favorece a repetição do comportamento” (l. 28–29), o recurso de coesão referencial e a coerência lógica indicam que o termo destacado retoma o(a)
 

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que ampliam a capacidade de pesquisadores e profissionais de saúde mental de compreender as

motivações associadas ao consumo de álcool entre universitários. As ferramentas, com

estratégias voltadas para o manejo das emoções, avaliam por que estudantes bebem e por que

decidem reduzir ou interromper a ingestão de bebidas alcoólicas — dimensões ainda pouco

exploradas em estudos e práticas clínicas.

Dentre os padrões encontrados, associados ao uso abusivo do álcool, observou-se que os

estudantes tendem a beber mais quando utilizam o álcool como recurso para lidar com emoções

negativas, como ansiedade, tristeza, angústia, medo e culpa, ou ainda como reforço de emoções

positivas, como alegria, prazer, entusiasmo e autoestima. Em estudos publicados no Brasil na

última década, verificou-se que as pesquisas sobre consumo de álcool entre universitários se

concentravam em dados epidemiológicos, padrões de uso e consequências do consumo. Segundo

o psicólogo Kairon de Sousa, autor do estudo, havia pouca exploração das variáveis psicológicas

que antecedem o ato de beber e que ajudam a compreender fatores relacionados à adesão, à

redução ou à interrupção do consumo.

Após a validação, os instrumentos fundamentaram a etapa empírica do estudo, que

envolveu 506 estudantes de graduação de diferentes regiões do país. Nessa fase, os

pesquisadores analisaram como determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como

estados emocionais — se relacionavam com as respostas ao AUDIT (Teste de Identificação de

Distúrbios por Uso de Álcool), ferramenta internacionalmente utilizada para rastrear o uso nocivo

de bebidas alcoólicas. O AUDIT reúne perguntas sobre frequência e padrão de consumo, além

de consequências associadas ao beber.

A pesquisa completa resultou na tese “Motivações, vivências afetivas e problemas de uso

de álcool em universitários”, defendida por Kairon de Sousa no Departamento de Psicologia da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, sob orientação da professora

Sonia Regina Pasian. O trabalho terá seus capítulos submetidos ___ publicação em periódicos

científicos e então ficará disponível on-line. “O estudante bebe para aliviar sentimentos

desagradáveis, obtém um alívio momentâneo, mas não enfrenta as causas do sofrimento. Isso

favorece a repetição do comportamento e pode aumentar o risco de dependência”, afirma o

psicólogo. “O processo cria um ciclo em que o consumo passa a ser a resposta recorrente ao

mal-estar emocional”.

Segundo a pesquisa, a entrada do jovem no ensino superior tem sido associada ao aumento

nocivo do uso de bebidas alcoólicas. O período é marcado por diversos desafios, como adaptação

___ vida universitária, afastamento da família, busca de integração entre pares, estresse e

cobranças acadêmicas. O estudo identificou ainda padrões elevados de consumo de álcool nessa

faixa etária, como episódios de ingestão excessiva em curto período de tempo (binge drinking),

trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais, como queda no desempenho acadêmico, apagões

alcoólicos, comportamentos sexuais de risco, dificuldade nas relações interpessoais e maior

probabilidade de uso combinado ___ substâncias ilícitas.

(Disponível em: jornal.usp.br/ciencias/o-que-impulsiona-consumo-abusivo-de-alcool-entre-universitarios/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

A intertextualidade entre o texto e a tese mencionada manifesta-se predominantemente por meio de uma:
 

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que ampliam a capacidade de pesquisadores e profissionais de saúde mental de compreender as

motivações associadas ao consumo de álcool entre universitários. As ferramentas, com

estratégias voltadas para o manejo das emoções, avaliam por que estudantes bebem e por que

decidem reduzir ou interromper a ingestão de bebidas alcoólicas — dimensões ainda pouco

exploradas em estudos e práticas clínicas.

Dentre os padrões encontrados, associados ao uso abusivo do álcool, observou-se que os

estudantes tendem a beber mais quando utilizam o álcool como recurso para lidar com emoções

negativas, como ansiedade, tristeza, angústia, medo e culpa, ou ainda como reforço de emoções

positivas, como alegria, prazer, entusiasmo e autoestima. Em estudos publicados no Brasil na

última década, verificou-se que as pesquisas sobre consumo de álcool entre universitários se

concentravam em dados epidemiológicos, padrões de uso e consequências do consumo. Segundo

o psicólogo Kairon de Sousa, autor do estudo, havia pouca exploração das variáveis psicológicas

que antecedem o ato de beber e que ajudam a compreender fatores relacionados à adesão, à

redução ou à interrupção do consumo.

Após a validação, os instrumentos fundamentaram a etapa empírica do estudo, que

envolveu 506 estudantes de graduação de diferentes regiões do país. Nessa fase, os

pesquisadores analisaram como determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como

estados emocionais — se relacionavam com as respostas ao AUDIT (Teste de Identificação de

Distúrbios por Uso de Álcool), ferramenta internacionalmente utilizada para rastrear o uso nocivo

de bebidas alcoólicas. O AUDIT reúne perguntas sobre frequência e padrão de consumo, além

de consequências associadas ao beber.

A pesquisa completa resultou na tese “Motivações, vivências afetivas e problemas de uso

de álcool em universitários”, defendida por Kairon de Sousa no Departamento de Psicologia da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, sob orientação da professora

Sonia Regina Pasian. O trabalho terá seus capítulos submetidos ___ publicação em periódicos

científicos e então ficará disponível on-line. “O estudante bebe para aliviar sentimentos

desagradáveis, obtém um alívio momentâneo, mas não enfrenta as causas do sofrimento. Isso

favorece a repetição do comportamento e pode aumentar o risco de dependência”, afirma o

psicólogo. “O processo cria um ciclo em que o consumo passa a ser a resposta recorrente ao

mal-estar emocional”.

Segundo a pesquisa, a entrada do jovem no ensino superior tem sido associada ao aumento

nocivo do uso de bebidas alcoólicas. O período é marcado por diversos desafios, como adaptação

___ vida universitária, afastamento da família, busca de integração entre pares, estresse e

cobranças acadêmicas. O estudo identificou ainda padrões elevados de consumo de álcool nessa

faixa etária, como episódios de ingestão excessiva em curto período de tempo (binge drinking),

trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais, como queda no desempenho acadêmico, apagões

alcoólicos, comportamentos sexuais de risco, dificuldade nas relações interpessoais e maior

probabilidade de uso combinado ___ substâncias ilícitas.

(Disponível em: jornal.usp.br/ciencias/o-que-impulsiona-consumo-abusivo-de-alcool-entre-universitarios/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

A estratégia argumentativa que legitima a relevância do novo estudo mencionado no texto fundamenta-se na:
 

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Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) adaptou e validou novos instrumentos

que ampliam a capacidade de pesquisadores e profissionais de saúde mental de compreender as

motivações associadas ao consumo de álcool entre universitários. As ferramentas, com

estratégias voltadas para o manejo das emoções, avaliam por que estudantes bebem e por que

decidem reduzir ou interromper a ingestão de bebidas alcoólicas — dimensões ainda pouco

exploradas em estudos e práticas clínicas.

Dentre os padrões encontrados, associados ao uso abusivo do álcool, observou-se que os

estudantes tendem a beber mais quando utilizam o álcool como recurso para lidar com emoções

negativas, como ansiedade, tristeza, angústia, medo e culpa, ou ainda como reforço de emoções

positivas, como alegria, prazer, entusiasmo e autoestima. Em estudos publicados no Brasil na

última década, verificou-se que as pesquisas sobre consumo de álcool entre universitários se

concentravam em dados epidemiológicos, padrões de uso e consequências do consumo. Segundo

o psicólogo Kairon de Sousa, autor do estudo, havia pouca exploração das variáveis psicológicas

que antecedem o ato de beber e que ajudam a compreender fatores relacionados à adesão, à

redução ou à interrupção do consumo.

Após a validação, os instrumentos fundamentaram a etapa empírica do estudo, que

envolveu 506 estudantes de graduação de diferentes regiões do país. Nessa fase, os

pesquisadores analisaram como determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como

estados emocionais — se relacionavam com as respostas ao AUDIT (Teste de Identificação de

Distúrbios por Uso de Álcool), ferramenta internacionalmente utilizada para rastrear o uso nocivo

de bebidas alcoólicas. O AUDIT reúne perguntas sobre frequência e padrão de consumo, além

de consequências associadas ao beber.

A pesquisa completa resultou na tese “Motivações, vivências afetivas e problemas de uso

de álcool em universitários”, defendida por Kairon de Sousa no Departamento de Psicologia da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, sob orientação da professora

Sonia Regina Pasian. O trabalho terá seus capítulos submetidos ___ publicação em periódicos

científicos e então ficará disponível on-line. “O estudante bebe para aliviar sentimentos

desagradáveis, obtém um alívio momentâneo, mas não enfrenta as causas do sofrimento. Isso

favorece a repetição do comportamento e pode aumentar o risco de dependência”, afirma o

psicólogo. “O processo cria um ciclo em que o consumo passa a ser a resposta recorrente ao

mal-estar emocional”.

Segundo a pesquisa, a entrada do jovem no ensino superior tem sido associada ao aumento

nocivo do uso de bebidas alcoólicas. O período é marcado por diversos desafios, como adaptação

___ vida universitária, afastamento da família, busca de integração entre pares, estresse e

cobranças acadêmicas. O estudo identificou ainda padrões elevados de consumo de álcool nessa

faixa etária, como episódios de ingestão excessiva em curto período de tempo (binge drinking),

trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais, como queda no desempenho acadêmico, apagões

alcoólicos, comportamentos sexuais de risco, dificuldade nas relações interpessoais e maior

probabilidade de uso combinado ___ substâncias ilícitas.

(Disponível em: jornal.usp.br/ciencias/o-que-impulsiona-consumo-abusivo-de-alcool-entre-universitarios/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No texto, a análise das motivações para o consumo de álcool permite depreender que a ingestão de bebidas alcoólicas, no contexto acadêmico, configura-se como um(a)
 

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4168501 Ano: 2026
Disciplina: Direito Civil
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRP-7
Sobre os direitos autorais no Brasil, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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De acordo com a Resolução CRP nº 6/2025 e considerando as disposições sobre o procedimento de mediação em processo ético previstas nos arts. 11 a 15, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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À luz das regras deontológicas aplicáveis ao servidor público, assinale a alternativa correta.
Questão Anulada

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