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Um homem de 32 anos é admitido no pronto-socorro após colisão automobilística de alta energia. Chega consciente, porém dispneico, referindo dor intensa no hemitórax esquerdo.
Anamnese: Trauma torácico fechado por impacto do volante; dispneia progressiva nos últimos 20 minutos; dor pleurítica intensa à inspiração.
Exame físico inicial: PA: 90/60 mmHg; FC: 124 bpm; FR: 30 irpm; Saturação: 88% em ar ambiente.
O exame torácico mostrou assimetria respiratória, murmúrio vesicular abolido à esquerda, macicez à percussão no hemitórax inferior esquerdo, hipersonoridade no ápice do mesmo hemitórax, enfisema subcutâneo discreto e desvio traqueal ausente.
Exames de imagem: FAST negativo para líquido abdominal. Radiografia de tórax mostra colapso pulmonar parcial à esquerda, nível hidroaéreo pleural e opacidade compatível com hemopneumotórax volumoso e fraturas costais.
Após drenagem torácica no 5º espaço intercostal na linha axilar média, são drenados 1600 mL de sangue imediatamente, mantendo-se drenagem, em selo d’água, de 250 mL/h nas três horas subsequentes.
Diante desse caso, a conduta mais apropriada nesse momento será
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Um homem de 23 anos, previamente hígido, longilíneo, tabagista de 8 maços-ano, procura o serviço de emergência com dor torácica súbita à direita e dispneia iniciadas há 12 horas, enquanto estava em repouso. Nega trauma, febre ou tosse produtiva. Refere episódio semelhante há cerca de 8 meses, tratado com drenagem pleural em outro hospital.
Ao exame físico, apresenta-se ansioso, porém consciente e orientado. Frequência respiratória de 26 irpm, frequência cardíaca de 108 bpm, pressão arterial de 118/72 mmHg, saturação periférica de oxigênio de 93% em ar ambiente. O hemitórax direito apresenta redução da expansibilidade, hipertimpanismo à percussão e murmúrio vesicular abolido no ápice e terço médio. Não há desvio traqueal nem sinais de choque.
A radiografia de tórax mostra pneumotórax espontâneo primário à direita de grande volume. Foi realizada drenagem pleural em selo d’água, com melhora parcial da dispneia, porém após 6 dias o paciente mantém fuga aérea persistente e o controle radiográfico demonstra expansão pulmonar incompleta.
A tomografia computadorizada evidencia blebs apicais subpleurais à direita, sem doença pulmonar difusa associada.
O tratamento mais adequado para esse caso será
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Um homem de 65 anos procura o serviço de emergência com dor abdominal intensa há 48 horas, localizada inicialmente no quadrante inferior esquerdo, evoluindo nas últimas horas para dor difusa. Refere febre, náuseas e interrupção da eliminação de fezes e de flatos.
Relata ter constipação crônica e tem dois episódios prévios de diverticulite tratados clinicamente com sucesso.
Exame físico: temperatura: 38,7 ºC; frequência cardíaca: 112 bpm; pressão arterial: 100/65 mmHg; abdome distendido; dor intensa à palpação difusa, predominante em fossa ilíaca esquerda; defesa abdominal generalizada e com sinal de Blumberg positivo.
Exames laboratoriais: leucócitos: 20.000/mm³ e PCR elevada.
A tomografia computadorizada de abdome demonstra: espessamento do cólon sigmoide; múltiplos divertículos; presença de líquido livre e gás extraluminal na cavidade abdominal; peritonite purulenta difusa, sem grande abscesso delimitado.
A conduta terapêutica mais adequada é
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Sua paciente é uma mulher de 64 anos que foi admitida para hemicolectomia direita oncológica, devido a adenocarcinoma de cólon ascendente diagnosticado por colonoscopia com biópsia e com estadiamento IIIA.
No exame físico apresenta hipertensão arterial controlada e diabetes mellitus tipo 2, sem outras comorbidades relevantes para o cálculo do risco cirúrgico, que foi calculado como ASA II. Não há sinais de infecção ativa.
No preparo pré-operatório realizou preparo mecânico intestinal, dieta líquida no dia anterior, jejum adequado, com exames laboratoriais sem leucocitose ou alterações hidroeletrolíticas.
A equipe cirúrgica discute o uso de antibióticos no perioperatório para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC).
De acordo com os princípios atuais de profilaxia antibiótica em cirurgia geral, a conduta mais apropriada para o caso será
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Você examina uma mulher de 74 anos, que procura o serviço de emergência com dor abdominal em cólicas há 36 horas, associada a distensão abdominal moderada, náuseas, episódios de vômitos biliosos e redução na eliminação de fezes e flatos. Refere piora progressiva da dor nas últimas horas. Nega cirurgias abdominais prévias.
Antecedentes: constipação crônica e hipertensão arterial.
O exame físico mostra estado geral regular, frequência cardíaca: 98 bpm, pressão arterial: 130/80 mmHg, abdome moderadamente distendido, doloroso difusamente, ruídos hidroaéreos aumentados e sem sinais de irritação peritoneal.
Na região inguinal direita observa-se tumoração dolorosa localizada abaixo do ligamento inguinal, medial à veia femoral, irreduzível à palpação.
A tomografia abdominal demonstra alça de intestino delgado herniada no canal femoral; dilatação moderada de alças proximais; sem sinais evidentes de necrose intestinal.
Com base no diagnóstico mais provável, a conduta terapêutica mais adequada é
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Sua paciente é uma mulher, 46 anos, que procura o pronto-socorro com dor no hipocôndrio direito há 18 horas, iniciada após refeição rica em gordura. Refere náuseas, vômitos e febre baixa.
Antecedentes: relata obesidade e dois episódios prévios de cólica biliar nos últimos meses.
Quando do exame físico observa-se: temperatura: 38,1 °C; frequência cardíaca: 96 bpm; pressão arterial: 120/75 mmHg;
abdome doloroso no hipocôndrio direito; sinal de Murphy positivo e está sem sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: leucócitos: 14.000/mm³; bilirrubina total: 1,2 mg/dL e transaminases discretamente elevadas.
Ultrassonografia abdominal realizada mostra cálculo impactado no colo da vesícula; espessamento da parede vesicular (5 mm); líquido perivesicular discreto e ausência de dilatação da via biliar principal.
Não há sinais de perfuração, abscesso ou peritonite.
Considerando o diagnóstico de colecistite aguda calculosa não complicada, a conduta terapêutica mais adequada é
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Seu paciente é um homem de 66 anos que procurou atendimento com história de icterícia progressiva há dois meses, associada a colúria, acolia fecal, prurido intenso e perda de peso de 6 kg no período. Nega dor abdominal significativa.
Antecedentes: hipertensão arterial controlada. Nega colelitíase conhecida.
Ao exame físico observa-se: paciente ictérico (+++/4+); escoriações cutâneas por prurido; abdome plano, indolor; fígado discretamente palpável abaixo do rebordo costal direito; vesícula biliar não palpável; ausência de sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais mostram: bilirrubina total: 14 mg/dL; fosfatase alcalina: elevada; gama-GT elevada e transaminases discretamente aumentadas.
A tomografia abdominal evidencia dilatação das vias biliares intrahepáticas, sem dilatação significativa da via biliar extra-hepática. A colangiografia por ressonância magnética demonstra estenose na confluência dos ductos hepáticos direito e esquerdo, compatível com colangiocarcinoma hilar (tumor de Klatskin), classificado como Bismuth-Corlette tipo II, sem evidência de metástases.
A conduta terapêutica mais apropriada com intenção curativa será
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Seu paciente é um homem de 67 anos, admitido para tratamento cirúrgico de adenocarcinoma de cólon ascendente com estadiamento IIB, com indicação para hemicolectomia direita eletiva. Quando da anamnese refere fadiga, perda ponderal de 7 kg nos últimos três meses e episódios de diarreia intermitente. O exame físico revela paciente levemente desidratado, com mucosas secas e pressão arterial de 100/60 mmHg.
Os exames laboratoriais pré-operatórios mostram: hemoglobina: 10,2 g/dL; sódio (Na⁺): 131 meq/L; potássio (K⁺): 3,2 meq/L; creatinina: 1,3 mg/dL com lactato normal.
O paciente foi submetido à cirurgia sem intercorrências técnicas, com duração de 2h50min. No pós-operatório imediato, encontrase em unidade de recuperação anestésica, com diurese de 0,4 mL/kg/h, pressão arterial de 95/60 mmHg, frequência cardíaca de 104 bpm e discreta distensão abdominal.
Considerando os princípios de controle hidroeletrolítico perioperatório em cirurgia colorretal, a conduta mais apropriada para o manejo inicial desse paciente será
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Avalie se as diretrizes do HumanizaSUS incluem:
I. implantação de modelo decisório que concentra na chefia a prerrogativa de alterar rotinas, com o objetivo de garantir maior eficiência no atendimento ao público;
II. instituição de espaços regulares de deliberação coletiva para discutir impasses do cotidiano e redefinir responsabilidades entre trabalhadores, gestores e usuários;
III. reorganização do acesso com redefinição dos critérios de entrada no serviço, priorizando necessidades avaliadas no momento do atendimento.
É compatível com o escopo do HumanizaSUS o que se indica em
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Com base no Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O médico pode recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada quando as condições de trabalho não forem dignas, devendo comunicar formalmente sua decisão ao Conselho Regional competente.
( ) É vedado ao médico divulgar, fora do meio científico, método terapêutico ainda não reconhecido por órgão competente, ainda que a divulgação tenha finalidade apenas educativa.
( ) O médico deve empregar todos os recursos diagnósticos e terapêuticos disponíveis nas situações clínicas irreversíveis, ainda que tais medidas não garantam benefício proporcional ao paciente.
As afirmativas são, respectivamente,
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