Mulher, 28 anos de idade, previamente hígida, procura
atendimento de urgência. Queixa-se de diarreia aquosa há
4 dias com febre baixa. Teve 6 episódios por dia, com cólicas
intensas, náuseas e hiporexia. O seu filho de 4 anos de idade
está com os mesmos sintomas. Sinais vitais com PA de
110×68 mmHg, FC de 94 bpm, FR de 18 irpm, SpO2 de 99%,
temperatura de 37,1 °C. Ao exame clínico, apresenta regular
estado geral, mucosas secas, peristalse aumentada,
desconforto abdominal difuso. • Exames laboratoriais:
Hb: 13,7 g/dL
Leucócitos: 15.890/mm3
Plaquetas: 384 mil/mm3
Ur: 47 mg/dL
Cr: 1,18 mg/dL
Na+
: 128 mEq/L
K
+
: 3,7 mEq/L
HCO3
-
: 29 mEq/L Assinale a alternativa que apresenta um mecanismo
fisiopatológico que faz parte do desenvolvimento da
hiponatremia desta paciente.
Homem, 52 anos de idade, mecânico, tem hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito tipo 2 e asma. Procura atendimento
ambulatorial por falta de ar. Notou dispneia progressiva ao longo das duas últimas semanas durante o trabalho. Chegou a passar
em pronto-socorro, foi medicado com salbutamol inalatório e acha que teve melhora discreta. Percebe edema frequente
perimaleolar, ronco alto noturno e sonolência diurna. Nega angina, ortopneia, dispneia paroxística noturna, viagem ou imobilização
recentes. Sinais vitais com temperatura de 36,2 °C, FC de 90 bpm, PA de 120×82 mmHg, FR de 16 irpm, SpO2 de 95%. Apresenta
IMC de 32,3 kg/m2
. Murmúrios vesiculares universalmente reduzidos, sibilos expiratórios ocasionais. Bulhas hipofonéticas, sem
sopros, veias do pescoço não visíveis, edema bilateral leve dos tornozelos. Foi realizada uma avaliação complementar com
ultrassonografia à beira do leito e foram obtidas as imagens apresentadas a seguir:
Assinale a alternativa que apresenta a conduta medicamentosa mais adequada neste momento.
Mulher, 68 anos de idade, com antecedentes de acidente
vascular cerebral isquêmico, hipertensão arterial sistêmica,
doença renal crônica não dialítica, dislipidemia, tabagismo,
artrite reumatoide e diabetes melito. Há cerca de dois anos,
apresenta dificuldade para iniciar o sono, caracterizada por
sensação de desconforto que tem dificuldade para descrever.
Acontece sempre à noite, ao deitar para dormir e seu marido
passou a fazer massagens todas as noites em suas pernas
para aliviar o sintoma. Após alguns meses de tratamento com
um mesmo medicamento e aumento de dose gradual, a
paciente apresentou piora dos sintomas, que ficaram mais
intensos, acometendo coxas e genitália, e começam mais
cedo, logo no início da noite. Qual foi este medicamento e qual
a conduta proposta?
Homem, 22 anos de idade, no pronto-socorro, refere que
iniciou com lombalgia, formigamento nos pés e fraqueza nas
pernas há 3 dias, com envolvimento dos braços
posteriormente. Acha que os sintomas ainda estão piorando.
Refere que há 20 dias teve quadro gripal leve, sem
necessidade de uso de antibiótico. O exame clínico geral é
normal e o exame neurológico mostrou fraqueza muscular leve
em braços e, acentuada nas pernas, reflexos profundos vivos,
hipoestesia superficial nos pés e hipopalestesia em hálux
bilateralmente. Marcha independente, com algum
desequilíbrio. Em relação ao caso apresentado, é correto
afirmar:
Homem, 38 anos de idade, previamente hígido, é atendido por
uma primeira crise epiléptica não provocada, sem déficits
neurológicos pós-ictais. Exame clínico está normal, assim
como a glicemia capilar e os eletrólitos séricos. Não há febre,
nem história de trauma recente. De acordo com
recomendações da American Academy of Neurology (AAN) e
diretrizes atuais, qual é a conduta mais adequada em relação
à neuroimagem na emergência?
Homem, 29 anos de idade, é admitido no pronto-socorro com
episódio de movimentos tônicos generalizados, com duração
de aproximadamente 10 minutos. Médico emergencista
responsável pelo transporte ao pronto atendimento relata que,
durante o episódio, o paciente mantinha os olhos fechados e
resistia à abertura ocular. Não houve cianose, nem perda de
controle esfincteriano. O EEG de emergência feito após o
episódio não mostra alterações ictais ou pós-ictais. O
diagnóstico mais provável é:
Homem, 65 anos de idade, iniciou quadro de afasia súbita e
hemiparesia direita há 50 minutos, enquanto realizava um
exame diagnóstico no hospital. A tomografia de crânio sem
contraste mostra ausência de hemorragia e não há
contraindicações conhecidas à trombólise intravenosa. A
angiotomografia ainda não foi realizada, pois aguarda a
liberação do radiologista. O serviço conta com a equipe e o
setor de neurorradiologia intervencionista. Qual é a conduta
mais apropriada em relação à administração do trombolítico?
Mulher, 22 anos de idade, está no segundo mês de tratamento
de trombose venosa cerebral de seio sagital superior com uso
de varfarina. Comparece no ambulatório com queixa de que
não está conseguindo manter o alvo do TP/INR e que tem
muita aversão a agulhas. Questiona se não há nenhum
tratamento medicamentoso que dispensa a coleta de exames
laboratoriais de forma rotineira. Sobre o uso de DOACs no
tratamento da trombose venosa cerebral, assinale a alternativa
correta.
Mulher, 52 anos de idade, soropositiva para HTLV-1, com
diagnóstico confirmado de mielopatia associada ao HTLV-1
(HAM/TSP) há 5 anos. Os sintomas motores evoluíram nos três
primeiros anos com fraqueza progressiva e rigidez em
membros inferiores, e encontram-se estáveis nos últimos dois
anos. Há cerca de 2 anos, deambula com uso de muletas, tem
episódios ocasionais de urgência urinária e espasmos
dolorosos nos membros inferiores, controlados com
baclofeno. Expanded Disability Status Scale (EDSS) de 6,0.
Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa que
apresenta a conduta mais apropriada.
Em investigação de um paciente com AVCi foi detectado um
shunt direita-esquerda no ECOTT com microbolhas. Em qual
das seguintes situações haveria indicação de fechamento
percutâneo de um FOP?