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Mulher, 40 anos de idade, antecedente de rinite alérgica.
Desde os 20 anos de idade, tem episódios recorrentes de
dores de cabeça. A dor é holocraniana, pulsátil, com
irradiação para a região cervical posterior. Os episódios de
dor têm duração de 4 a 12 horas, são de moderada a forte
intensidade, e vêm associados a intolerância à luz, cheiros e
sons, porém não há náuseas ou vômitos. Durante os episódios
de dor, a paciente prefere evitar qualquer tipo de atividade e
ficar deitada. Inicialmente, as dores ocorriam de 3 a 4 dias por
mês, habitualmente próximas ao período menstrual. No
entanto, houve aumento progressivo da frequência das
mesmas e, há 5 anos, as dores ocorrem cerca de 10 a 14 dias
por mês. A paciente faz uso de dispositivo intrauterino e não
tem pretensão de gestação. Ela nega uso prévio de
medicações de uso contínuo para o tratamento de suas dores
de cabeça. De acordo com as diretrizes atuais da Sociedade
Internacional de Cefaleia para tratamento farmacológico da
doença que provavelmente justifica os sintomas da paciente,
publicadas em 2025, assinale a alternativa que descreve
corretamente um tratamento farmacológico com
recomendação forte para esta paciente.
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Mulher, 60 anos de idade, hipertensa e obesidade grau I,
comparece à consulta ambulatorial por cefaleia nova há 6
meses, holocraniana, em aperto de leve à moderada
intensidade, que surge apenas durante a madrugada,
chegando a despertá-la. Ela nega náuseas, vômitos, fotofobia,
fonofobia, fenômenos trigêmino-autonômicos ou agitação
psicomotora. Desde o seu início, a dor ocorre quase todos os
dias da semana. Devido à dor, a paciente levanta-se da cama
e tenta tomar banho ou ler um livro, para se distrair, até que a
dor passe. Ela conta alívio modesto com uso de dipirona. A
dor tende a resolver-se completamente entre 30 e 60 minutos,
e após, a paciente retorna a dormir. Ela nega outros sintomas.
O exame neurológico é normal, incluindo o fundo de olho, no
qual nota-se pulso venoso presente. A paciente apresenta
uma ressonância magnética de crânio com angioressonância
magnética venosa intracraniana realizada há 2 meses, sem
alterações. Considerando a provável causa dos sintomas da
paciente, assinale a alternativa que apresenta o melhor
tratamento a ser administrado.
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Mulher, 71 anos de idade, nível educacional superior
incompleto, destra e sem comorbidades relatadas. Há
14 meses, quadro de dificuldade em deambulação. Apresenta
dificuldade em levantar-se da cadeira, assim como iniciar a
marcha, que é caracterizada por passos curtos, base
ligeiramente alargada, dificuldade em mudança de direção e
certa lentificação. Acompanhantes referem raciocínio
lentificado, desatenção e memória de curto prazo
prejudicada. Paciente diz que quando tem vontade de urinar,
tem que ir rápido ao banheiro para “não perder urina nas
calças”, fato que já ocorreu algumas poucas vezes. Ao exame
neurológico, observa-se marcha semelhante ao descrito pela
família. A RM de crânio apresenta uma ventriculomegalia
bilateral simétrica e um achatamento dos sulcos corticais em
alta convexidade. Em relação ao caso descrito, assinale a
alternativa que apresenta o provável diagnóstico.
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Analise o laudo de um exoma solicitado para um paciente com
forte suspeita de paraplegia espástica hereditária
apresentado a seguir. O paciente tem história familiar de
consanguinidade parental, é o terceiro filho de uma prole
de 5, apenas ele comprometido, iniciado com dificuldade de
marcha ao redor dos 8 anos, em caráter progressivo, hoje, aos
19 anos, restrito em cadeira de rodas. Laudo: Encontrado uma
Variante de Significado Incerto - VUS (de acordo com a
classificação ACMG), em heterozigose, no gene CAPN1,
responsável pela SPG76, condição geneticamente
determinada autossômica recessiva. Nenhum outro achado
relevante. Em relação ao laudo apresentado, é correto afirmar:
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Homem, 30 anos de idade, é admitido com quadro de
piscamentos de difícil controle, para o qual nunca buscou
atendimento. Relata que, desde por volta dos 6 anos de idade,
tem piscamentos que costumavam ser muito piores,
lembrando que era frequentemente retirado de sala de aula
por não conseguir controlar estalos de língua, movimento de
ombros ou sons de garganta. Relata que na infância foi
formalizado diagnóstico de ansiedade e de déficit de atenção,
com uso de metilfenidato até os 20 anos de idade. Em relação
à doença, qual a hipótese mais correta?
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Homem, superior completo, dominância manual direita. Há
2 anos, iniciou quadro de tremor de repouso em MSD,
evoluindo após alguns meses para o MSE. A esposa
caracteriza que o mesmo ocorre, preferencialmente, após
manter os braços suspensos, sentado no sofá com os braços
sobre as coxas e ao deambular. Não apresenta quedas,
entretanto encontra-se com raciocínio e movimentação algo
lentificados. TC de crânio e exames laboratoriais sem
alterações. Há 1 ano, piora significativa da atenção e memória,
com episódios eventuais de alucinação visual complexa
(visualiza pessoas e bichos, principalmente à noite), sem
crítica ou agitação. Não se encontra deprimido, mas está
apático. Ao exame neurológico, vigil, desatento, bradicinesia
assimétrica pior à direita, sem tremor ou rigidez, marcha
lentificada com passos curtos, virada em bloco e pull test com
tendência à queda, hipomimia facial, fala monotônica e
micrografia. Coordenação, motricidade ocular extrínseca e
exame dos outros pares cranianos sem alterações. Realizado
MoCA com pontuação de 21/30. Em relação ao caso descrito,
assinale a alternativa correta.
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Homem, 45 anos de idade, com histórico de epilepsia de difícil
controle, é admitido no pronto-socorro em estado de mal
epiléptico convulsivo, há mais de 30 minutos, sem resposta a
duas doses de benzodiazepínicos e uma dose de fenitoína
(20 mg/kg). Segundo os protocolos atuais (Guidelines
Neurocritical Care Society e ILAE), o próximo passo adequado
na conduta neurológica é:
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Homem, 58 anos de idade, em investigação de Síndrome
Parkinsoniana. Há cerca de 1 ano, apresenta sono referido
como agitado. Familiares referem que o paciente faz
movimentos amplos e violentos em algumas noites, já tendo
caído da cama nesse contexto. Há relato de pesadelos pelo
paciente, geralmente com conteúdo violento. Negam roncos
ou pausas respiratórias observadas por familiares. Nega
sonolência excessiva diurna. Ao exame físico, apresenta IMC
24, Mallampati 1, bradicinesia pior à direita com rigidez 1+/4+,
tremor de repouso em membros superiores, melhor na postura
e ação. Atualmente faz uso de: AAS 100 mg/dia; atorvastatina
20 mg/dia; pramipexol 0.25 mg 8/8h; escitalopram 10 mg/dia;
metoprolol 50 mg 12/12h. Qual a principal suspeita
diagnóstica frente ao quadro apresentado?
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Sobre o manejo da ventilação e da deglutição na ELA
(Esclerose Lateral Amiotrófica), é correto afirmar:
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São pistas clínicas para o diagnóstico de AME (Atrofia
Muscular Espinhal) forma intermediária, ou tipo II:
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