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Foram encontradas 90 questões.

4128963 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto.

 

15 de novembro

 

Escrevo esta no dia seguinte ao do aniversário da proclamação da República. Não fui à cidade e deixei-me ficar pelos arredores da casa em que moro, num subúrbio distante. Não ouvi nem sequer as salvas da pragmática; e, hoje, nem sequer li a notícia das festas comemorativas que se realizaram. Entretanto, li com tristeza a notícia da morte da princesa Isabel. Embora eu não a julgue com o entusiasmo de panegírico dos jornais, não posso deixar de confessar que simpatizo com essa eminente senhora.

 

Veio, entretanto, vontade de lembrar-me o estado atual do Brasil, depois de trinta e dois anos de República.

 

(Lima Barreto. Crônicas escolhidas.1995)

 

O trecho adaptado do original que apresenta concordância e regência de acordo com a norma-padrão é:

 

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4128962 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto.

 

O canário e o morcego

 

Em uma gaiola suspensa a uma viga, havia um canário que cantava durante a noite. Um morcego ouviu de longe a sua voz e, aproximando-se, perguntou por que durante o dia ele se calava e cantava à noite. “Não é por mero capricho” – respondeu o canário, pois fora capturado de dia, por causa do seu canto. Por isso, desde então se tornara prudente. O morcego disse então: “Tuas precauções já não servem, são inúteis, mas devias ter tido cuidado antes de seres capturado”.

 

Moral: A fábula mostra que, depois do infortúnio, é inútil mudar de comportamento.

 

(Esopo. Fábulas. 2006)

 

O trecho destacado está reescrito com coerência e citação de discurso adequada em:

 

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4128961 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o fragmento do conto “São Marcos”.

 

Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o ileso gume do vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado, melhor fora se jamais usado. Porque, diante de um gravatá, selva molhada em jarro jônico, dizer-se apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; e, ao descobrir, no meio da mata, um angelim que atira para cima cinquenta metros de tronco e fronde, quem não terá o ímpeto de criar um vocativo absurdo e bradá-lo – Ó colossalidade! – na direção da altura?

 

(João Guimarães Rosa. Sagarana, 2001)

 

Nesse fragmento, o narrador explora o potencial da língua para expressar sentimentos, no caso, a admiração diante da natureza que se contempla. Esse potencial é caracterizado, nos trechos em destaque, pela

 

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4128960 Ano: 2023
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto.

 

Se na década de 40 amadureceu a tradição literária nacionalista, nos anos que se lhe seguiram, a poesia brasileira percorrerá os meandros do extremo subjetivismo. Alguns poetas adolescentes, mortos antes de tocarem a plena juventude, darão exemplo de toda uma temática emotiva de amor e morte, dúvida e ironia, entusiasmo e tédio.

 

(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 2008)

 

As considerações do crítico são referência para a identificação de textos característicos (I) da década de 40 e (II) dos anos seguintes, na alternativa:

 

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4128959 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto para responder à questão.

 

Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.

 

Em dois meses, o Canadá calcinou e reduziu a cinzas uma área florestal superior às áreas desmatadas da Amazônia nos últimos dez anos, para se ter uma ideia da dimensão territorial do desastre. É como queimar em 60 dias uma área superior à totalidade dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo ou um Portugal ou mais de duas Suíças. E a situação se agrava sob um silêncio midiático quase absoluto.

 

Entre os comentários enfumarados, alguns explicaram a dificuldade do Canadá com incêndios por ser uma situação nova: “o Canadá tem mais dificuldades do que nós em apagar incêndios porque nunca tiveram que fazer isso [sic]” ou “nunca as florestas do Canadá incendiaram antes”. Na realidade, há séculos as florestas canadenses sofrem incêndios. Nos último 40 anos (de 1983 a 2022), a média anual de incêndios foi de 7.102.

 

Para outro especialista, “isso está acontecendo porque estamos atingindo o ponto de não retorno do aquecimento planetário”. Aliás, nos raros artigos sobre o tema, os incêndios canadenses servem apenas para comprovar os efeitos das mudanças climáticas.

 

Outro especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar sobre uma troca inter-hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá. O fator humano local, não o distante amazônico, é apontado pelos canadenses como principal causa de incêndios primaveris.

 

(Evaristo de Miranda: Comentariolus sobre incêndios no Canadá e

fumaças no Brasil. https://revistaoeste.com. Adaptado)

 

Leia o fragmento.

 

Um certo especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar que há uma troca inter- -hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá.

 

Observando-se a sintaxe desse fragmento, constata-se que a relação entre os trechos destacados e suas respectivas sequências se caracteriza

 

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4128958 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto para responder à questão.

 

Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.

 

Em dois meses, o Canadá calcinou e reduziu a cinzas uma área florestal superior às áreas desmatadas da Amazônia nos últimos dez anos, para se ter uma ideia da dimensão territorial do desastre. É como queimar em 60 dias uma área superior à totalidade dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo ou um Portugal ou mais de duas Suíças. E a situação se agrava sob um silêncio midiático quase absoluto.

 

Entre os comentários enfumarados, alguns explicaram a dificuldade do Canadá com incêndios por ser uma situação nova: “o Canadá tem mais dificuldades do que nós em apagar incêndios porque nunca tiveram que fazer isso [sic]” ou “nunca as florestas do Canadá incendiaram antes”. Na realidade, há séculos as florestas canadenses sofrem incêndios. Nos último 40 anos (de 1983 a 2022), a média anual de incêndios foi de 7.102.

 

Para outro especialista, “isso está acontecendo porque estamos atingindo o ponto de não retorno do aquecimento planetário”. Aliás, nos raros artigos sobre o tema, os incêndios canadenses servem apenas para comprovar os efeitos das mudanças climáticas.

 

Outro especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar sobre uma troca inter-hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá. O fator humano local, não o distante amazônico, é apontado pelos canadenses como principal causa de incêndios primaveris.

 

(Evaristo de Miranda: Comentariolus sobre incêndios no Canadá e

fumaças no Brasil. https://revistaoeste.com. Adaptado)

 

Observe o trecho destacado no texto.

 

Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.

 

O trecho destacado se coloca no contexto como

 

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4128957 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto para responder à questão.

 

Sobre a crise ambiental canadense, apesar de seus impactos hemisféricos cada vez maiores, segue o apagão midiático, de artistas, ONGS e políticos. Como se ninguém tivesse nada a dizer. Imagine se fosse no Brasil.

 

Em dois meses, o Canadá calcinou e reduziu a cinzas uma área florestal superior às áreas desmatadas da Amazônia nos últimos dez anos, para se ter uma ideia da dimensão territorial do desastre. É como queimar em 60 dias uma área superior à totalidade dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo ou um Portugal ou mais de duas Suíças. E a situação se agrava sob um silêncio midiático quase absoluto.

 

Entre os comentários enfumarados, alguns explicaram a dificuldade do Canadá com incêndios por ser uma situação nova: “o Canadá tem mais dificuldades do que nós em apagar incêndios porque nunca tiveram que fazer isso [sic]” ou “nunca as florestas do Canadá incendiaram antes”. Na realidade, há séculos as florestas canadenses sofrem incêndios. Nos último 40 anos (de 1983 a 2022), a média anual de incêndios foi de 7.102.

 

Para outro especialista, “isso está acontecendo porque estamos atingindo o ponto de não retorno do aquecimento planetário”. Aliás, nos raros artigos sobre o tema, os incêndios canadenses servem apenas para comprovar os efeitos das mudanças climáticas.

 

Outro especialista vaticinou: “Indiretamente, o desmatamento da Amazônia é responsável pelo que está acontecendo no Canadá”. Como analisar o alcance na física da atmosfera e na metafísica da noosfera desse “indiretamente”? É surrealista afirmar sobre uma troca inter-hemisférica “indireta” de calor e umidade entre o sul da Amazônia e o Canadá. O fator humano local, não o distante amazônico, é apontado pelos canadenses como principal causa de incêndios primaveris.

 

(Evaristo de Miranda: Comentariolus sobre incêndios no Canadá e

fumaças no Brasil. https://revistaoeste.com. Adaptado)

 

No texto, a abordagem da crise ambiental no Canadá provocada pelos incêndios, na primavera de 2023, tem foco

 

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4128956 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o texto.

 

A sociedade

 

Salvatore Melli alinhou algarismos torcendo a bigodeira. Falou como homem de negócios que enxerga longe. Demonstrou cabalmente as vantagens econômicas de sua proposta.

 

– O doutor...

 

– Eu não sou doutor, Senhor Melli.

 

Parlo assim para facilitar. Non é para ofender. Primo o doutor pense bem. E poi me dê a sua resposta. Ma pense bem!

 

Renovou a proposta e repetiu os argumentos pró. O Conselheiro José Bonifácio de Matos e Arruda possuía uns terrenos em São Caetano. Cousas de herança. Não lhe davam renda alguma. Melli tinha a sua fábrica ao lado. 1.200 teares. 36.000 fusos. Constituíam uma sociedade. O conselheiro entrava com os terrenos. Melli com o capital. Arruavam os trinta alqueires e vendiam logo grande parte para os operários da fábrica. Lucro certo, mais que certo, garantidíssimo.

 

– É. Eu já pensei nisso. Mas sem capital o senhor compreende é impossível...

 

Per Bacco, doutor! Mas io tenho o capital. O capital sono io. O senhor entra com o terreno e mais nada. E o lucro se divide no meio.

 

O capital acendeu um charuto. O conselheiro coçou os joelhos disfarçando a emoção.

 

Dopo o doutor me dá a resposta. Io só digo isto: Pense bem.

 

(António de Alcântara Machado. Novelas paulistanas. 1976. Adaptado)

 

Nesse texto do período modernista, Alcântara Machado aborda a mescla de línguas decorrente da imigração no Brasil, no final do século XIX, e o processo de integração entre os aristocratas paulistanos e os imigrantes, no caso, os italianos. Designando a personagem Salvatore Melli com a expressão “O capital” (“O capital acendeu um charuto...”), o enunciador se vale de um recurso estilístico cujo efeito de sentido é,

 

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4128955 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia a tira para responder à questão.

 

Enunciado 4655156-1

No terceiro quadrinho da tira, está indicada a sequência cronológica em que se deram as discussões durante a reunião do clube. Observando-se a relação entre o item “Discussão filosófica” e o item seguinte, deduz-se que

 

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4128954 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia a tira para responder à questão.

 

Enunciado 4655155-1

O texto verbal da tira possui elementos que caracterizam

 

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