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[...] abri quatro modelos de linguagem geradores de conteúdo e perguntei-lhes se um

romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

Assinale a alternativa em que a palavra "mesmo" pertence à mesma classe gramatical da destacada em "Diz o que achas mesmo" (linha 14).

 

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[...] abri quatro modelos de linguagem geradores de conteúdo e perguntei-lhes se um

romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

O período "Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas" (linha 17) poderia ser reescrito corretamente, sem prejuízo do sentido, como:

 

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[...] abri quatro modelos de linguagem geradores de conteúdo e perguntei-lhes se um

romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática do termo destacado em "que nos impede de os considerar humanos" (linha 04).

 

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romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

No trecho "As características do mercado português são bastante específicas" (linha 15), o termo destacado se classifica morfologicamente como:

 

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romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

Assinale a alternativa em que, como "puxa-saco" (linha 19), a palavra está escrita conforme as normas oficiais vigentes.

 

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romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

Assinale a alternativa cuja palavra apresenta prefixo e sufixo derivacionais em sua formação.

 

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romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

O texto tem como propósito central:

 

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romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

É correto afirmar, segundo o texto, que os modelos de linguagem geradores de conteúdo não produzem literatura, porque:

 

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romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

No trecho "Alguns fizeram uma descrição pungente..." (linha 03), o termo destacado pode ser substituído, mantendo o mesmo sentido no texto, por:

 

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[...] abri quatro modelos de linguagem geradores de conteúdo e perguntei-lhes se um

romance escrito por eles seria literatura. De um modo mais ou menos categórico, todos disseram

que não. Alguns fizeram uma descrição pungente do que os desqualifica para produzir arte, que é

o mesmo que nos impede de os considerar humanos: "Eu não tenho infância, ressentimentos,

medo da morte, obsessões, não perdi alguém que amo, não senti o frio na barriga do primeiro

beijo, não tive o coração partido".

Mas todos iniciaram a resposta dizendo mais ou menos o mesmo: "Essa é uma pergunta

extraordinariamente profunda". Este tipo de elogio ao utilizador é constante. Parece-me que o

seu sucesso e popularidade dependem disso, e é por isso que as pessoas usam o ChatGPT como a

Rainha Má usa o espelho. "Chat, chat meu, existe alguém mais belo do que eu?". E, como ele

não conhece ou faz por ignorar a existência da Branca de Neve, a resposta é sempre satisfatória.

Uma amiga perguntou ao ChatGPT se devia importar para Portugal determinado produto

americano. Ele respondeu: "Sim! Que ideia magnífica e criativa. Parece-me um projeto

excelente." Então ela disse: "Não sejas condescendente. Diz o que achas mesmo." E ele

respondeu: "É uma má ideia. As características do mercado português são bastante específicas e

o que resulta nos Estados Unidos irá provavelmente fracassar em Portugal".

Ela ficou convencida com esta última opinião, mas creio que devia ter desconfiado das duas.

O ChatGPT limitou-se a lisonjear o que considerou ser a expectativa dela em cada momento,

revelando assim o que me parece ser a sua natureza essencial: ele é um puxa-saco automático.

Adaptado de: PEREIRA, Ricardo Araújo. As pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho. Folha de São Paulo. 30/05/2026. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2026/05/as-pessoas-usam-o-chatgpt-como-arainha-ma-usa-o-espelho.shtml. Acesso em 30/05/2026.

Na frase "as pessoas usam o ChatGPT como a Rainha Má usa o espelho" (linhas 09-10), o autor:

 

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