Foram encontradas 351 questões.
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada NÃO seja um artigo definido.
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Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “rogo” (l. 09) sem causar alterações significativas ao trecho do texto em que ocorre.
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Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
No primeiro parágrafo, o autor utiliza repetidas vezes a locução conjuntiva “já que”. Tendo em vista o pedido realizado no final desse parágrafo, é correto afirmar que essa expressão:
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- Interpretação de TextosAnálise de Estruturas Linguísticas
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Diante do exposto no texto, analise as assertivas a seguir:
I. O autor personifica o termo “algoritmo”.
II. Na linha 16, ao utilizar o pronome “você”, o autor interage diretamente com o leitor.
III. O autor não se inclui nos pedidos ao algoritmo, referindo-se unicamente à sociedade no geral.
Quais estão corretas?
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Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a correta concordância verbal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 05, 11 e 23.
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Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 08, 10 e 25.
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Dia da Lembrança
Por Nílson Souza
- Não é que tem até isso? No Brasil, o dia 26 de dezembro, é celebrado como o Dia da
- Lembrança. Segundo a tese que justifica a data, é o dia de lembrar coisas boas e ruins num
- momento de reflexão pós-Natal. Claro que a explicação simplista serve para qualquer dia
.
- Sempre lembramos coisas boas e ruins, mesmo quando queremos esquecê-las.
- Mas tem muita coisa que a gente esquece para sempre. Pelo menos é o que dizem os
- cientistas que se debruçaram sobre o assunto e concluíram que o esquecimento abre espaço nos
- nossos neurônios para novos conhecimentos. Esquecer, portanto, seria benéfico para os
- humanos. Com todo respeito à ciência e a todos aqueles que estudam os mistérios do cérebro,
- tenho as minhas dúvidas. Cada vez que esqueço algo que gostaria de lembrar, gasto um tempão
- espremendo os miolos e tentando fazer alguma associação de ideias para resgatar o nome ou o
- assunto evadido.
- Nomes são um tormento. Quase sempre que a gente é apresentado a uma pessoa
- desconhecida acaba esquecendo o nome dela logo em seguida. Por que isso acontece? Vem lá
- novamente a ciência para dizer que a súbita desatenção se deve ao fato de nos concentrarmos
- nos procedimentos da apresentação, no aperto de mão, na preocupação em saudar a outra
- pessoa com palavras gentis, ou de dizer a ela o nosso próprio nome. A novidade, então, se perde
- no limbo da formalidade. Faz sentido.
- Outra situação constrangedora é aquele encontro casual de amigos que não se veem há
- anos, mas se identificam pelos rostos familiares, pela voz – e pelo pânico de não lembrar:
- – E aí, garoto, como vai? – costuma dizer o mais eufórico, em voz alta e entusiasmada.
- Sempre que ouço uma saudação dessas, nem preciso olhar para as figuras que se abraçam
- para concluir: não são garotos e, muito provavelmente, um esqueceu o nome do outro. Claro
- que isso também acontece comigo.
- Não são poucas as vezes em que eu gostaria de ser, pelo menos por alguns minutos, o
- célebre personagem do argentino Jorge Luis Borges – Funes, o Memorioso. Irineu Funes tinha
- uma memória prodigiosa, se lembrava nos mínimos detalhes de tudo o que havia testemunhado
- em todos os dias de sua vida, mas era incapaz de pensar.
-
– Pensar, escreveu Borges, é esquecer diferenças, é generalizar, é abstrair.
- Neste Dia da Lembrança, lembro desse emblemático conto de Borges para concluir que ler
- boas histórias estimula o cérebro a funcionar melhor. É o que diz a ciência – e sobre isso acho
- que eu e você (que chegou ao final desta crônica) concordamos, não é mesmo?
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a sílaba tônica da palavra “esquecimento”.
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Dia da Lembrança
Por Nílson Souza
- Não é que tem até isso? No Brasil, o dia 26 de dezembro, é celebrado como o Dia da
- Lembrança. Segundo a tese que justifica a data, é o dia de lembrar coisas boas e ruins num
- momento de reflexão pós-Natal. Claro que a explicação simplista serve para qualquer dia
.
- Sempre lembramos coisas boas e ruins, mesmo quando queremos esquecê-las.
- Mas tem muita coisa que a gente esquece para sempre. Pelo menos é o que dizem os
- cientistas que se debruçaram sobre o assunto e concluíram que o esquecimento abre espaço nos
- nossos neurônios para novos conhecimentos. Esquecer, portanto, seria benéfico para os
- humanos. Com todo respeito à ciência e a todos aqueles que estudam os mistérios do cérebro,
- tenho as minhas dúvidas. Cada vez que esqueço algo que gostaria de lembrar, gasto um tempão
- espremendo os miolos e tentando fazer alguma associação de ideias para resgatar o nome ou o
- assunto evadido.
- Nomes são um tormento. Quase sempre que a gente é apresentado a uma pessoa
- desconhecida acaba esquecendo o nome dela logo em seguida. Por que isso acontece? Vem lá
- novamente a ciência para dizer que a súbita desatenção se deve ao fato de nos concentrarmos
- nos procedimentos da apresentação, no aperto de mão, na preocupação em saudar a outra
- pessoa com palavras gentis, ou de dizer a ela o nosso próprio nome. A novidade, então, se perde
- no limbo da formalidade. Faz sentido.
- Outra situação constrangedora é aquele encontro casual de amigos que não se veem há
- anos, mas se identificam pelos rostos familiares, pela voz – e pelo pânico de não lembrar:
- – E aí, garoto, como vai? – costuma dizer o mais eufórico, em voz alta e entusiasmada.
- Sempre que ouço uma saudação dessas, nem preciso olhar para as figuras que se abraçam
- para concluir: não são garotos e, muito provavelmente, um esqueceu o nome do outro. Claro
- que isso também acontece comigo.
- Não são poucas as vezes em que eu gostaria de ser, pelo menos por alguns minutos, o
- célebre personagem do argentino Jorge Luis Borges – Funes, o Memorioso. Irineu Funes tinha
- uma memória prodigiosa, se lembrava nos mínimos detalhes de tudo o que havia testemunhado
- em todos os dias de sua vida, mas era incapaz de pensar.
-
– Pensar, escreveu Borges, é esquecer diferenças, é generalizar, é abstrair.
- Neste Dia da Lembrança, lembro desse emblemático conto de Borges para concluir que ler
- boas histórias estimula o cérebro a funcionar melhor. É o que diz a ciência – e sobre isso acho
- que eu e você (que chegou ao final desta crônica) concordamos, não é mesmo?
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na frase “Claro que isso também acontece comigo”, retirada do texto, qual é a classificação da palavra sublinhada?
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Dia da Lembrança
Por Nílson Souza
- Não é que tem até isso? No Brasil, o dia 26 de dezembro, é celebrado como o Dia da
- Lembrança. Segundo a tese que justifica a data, é o dia de lembrar coisas boas e ruins num
- momento de reflexão pós-Natal. Claro que a explicação simplista serve para qualquer dia
.
- Sempre lembramos coisas boas e ruins, mesmo quando queremos esquecê-las.
- Mas tem muita coisa que a gente esquece para sempre. Pelo menos é o que dizem os
- cientistas que se debruçaram sobre o assunto e concluíram que o esquecimento abre espaço nos
- nossos neurônios para novos conhecimentos. Esquecer, portanto, seria benéfico para os
- humanos. Com todo respeito à ciência e a todos aqueles que estudam os mistérios do cérebro,
- tenho as minhas dúvidas. Cada vez que esqueço algo que gostaria de lembrar, gasto um tempão
- espremendo os miolos e tentando fazer alguma associação de ideias para resgatar o nome ou o
- assunto evadido.
- Nomes são um tormento. Quase sempre que a gente é apresentado a uma pessoa
- desconhecida acaba esquecendo o nome dela logo em seguida. Por que isso acontece? Vem lá
- novamente a ciência para dizer que a súbita desatenção se deve ao fato de nos concentrarmos
- nos procedimentos da apresentação, no aperto de mão, na preocupação em saudar a outra
- pessoa com palavras gentis, ou de dizer a ela o nosso próprio nome. A novidade, então, se perde
- no limbo da formalidade. Faz sentido.
- Outra situação constrangedora é aquele encontro casual de amigos que não se veem há
- anos, mas se identificam pelos rostos familiares, pela voz – e pelo pânico de não lembrar:
- – E aí, garoto, como vai? – costuma dizer o mais eufórico, em voz alta e entusiasmada.
- Sempre que ouço uma saudação dessas, nem preciso olhar para as figuras que se abraçam
- para concluir: não são garotos e, muito provavelmente, um esqueceu o nome do outro. Claro
- que isso também acontece comigo.
- Não são poucas as vezes em que eu gostaria de ser, pelo menos por alguns minutos, o
- célebre personagem do argentino Jorge Luis Borges – Funes, o Memorioso. Irineu Funes tinha
- uma memória prodigiosa, se lembrava nos mínimos detalhes de tudo o que havia testemunhado
- em todos os dias de sua vida, mas era incapaz de pensar.
-
– Pensar, escreveu Borges, é esquecer diferenças, é generalizar, é abstrair.
- Neste Dia da Lembrança, lembro desse emblemático conto de Borges para concluir que ler
- boas histórias estimula o cérebro a funcionar melhor. É o que diz a ciência – e sobre isso acho
- que eu e você (que chegou ao final desta crônica) concordamos, não é mesmo?
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho “Outra situação constrangedora é aquele encontro casual de amigos”, retirado do texto, assinale a alternativa em que a palavra é classificada como adjetivo.
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Dia da Lembrança
Por Nílson Souza
- Não é que tem até isso? No Brasil, o dia 26 de dezembro, é celebrado como o Dia da
- Lembrança. Segundo a tese que justifica a data, é o dia de lembrar coisas boas e ruins num
- momento de reflexão pós-Natal. Claro que a explicação simplista serve para qualquer dia
.
- Sempre lembramos coisas boas e ruins, mesmo quando queremos esquecê-las.
- Mas tem muita coisa que a gente esquece para sempre. Pelo menos é o que dizem os
- cientistas que se debruçaram sobre o assunto e concluíram que o esquecimento abre espaço nos
- nossos neurônios para novos conhecimentos. Esquecer, portanto, seria benéfico para os
- humanos. Com todo respeito à ciência e a todos aqueles que estudam os mistérios do cérebro,
- tenho as minhas dúvidas. Cada vez que esqueço algo que gostaria de lembrar, gasto um tempão
- espremendo os miolos e tentando fazer alguma associação de ideias para resgatar o nome ou o
- assunto evadido.
- Nomes são um tormento. Quase sempre que a gente é apresentado a uma pessoa
- desconhecida acaba esquecendo o nome dela logo em seguida. Por que isso acontece? Vem lá
- novamente a ciência para dizer que a súbita desatenção se deve ao fato de nos concentrarmos
- nos procedimentos da apresentação, no aperto de mão, na preocupação em saudar a outra
- pessoa com palavras gentis, ou de dizer a ela o nosso próprio nome. A novidade, então, se perde
- no limbo da formalidade. Faz sentido.
- Outra situação constrangedora é aquele encontro casual de amigos que não se veem há
- anos, mas se identificam pelos rostos familiares, pela voz – e pelo pânico de não lembrar:
- – E aí, garoto, como vai? – costuma dizer o mais eufórico, em voz alta e entusiasmada.
- Sempre que ouço uma saudação dessas, nem preciso olhar para as figuras que se abraçam
- para concluir: não são garotos e, muito provavelmente, um esqueceu o nome do outro. Claro
- que isso também acontece comigo.
- Não são poucas as vezes em que eu gostaria de ser, pelo menos por alguns minutos, o
- célebre personagem do argentino Jorge Luis Borges – Funes, o Memorioso. Irineu Funes tinha
- uma memória prodigiosa, se lembrava nos mínimos detalhes de tudo o que havia testemunhado
- em todos os dias de sua vida, mas era incapaz de pensar.
-
– Pensar, escreveu Borges, é esquecer diferenças, é generalizar, é abstrair.
- Neste Dia da Lembrança, lembro desse emblemático conto de Borges para concluir que ler
- boas histórias estimula o cérebro a funcionar melhor. É o que diz a ciência – e sobre isso acho
- que eu e você (que chegou ao final desta crônica) concordamos, não é mesmo?
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quantas sílabas tem a palavra “cientistas”?
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