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Conforme a Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998: “Todo estabelecimento, entidade ou órgão oficial que produzir, comercializar, distribuir, beneficiar, preparar, fracionar, dispensar, utilizar, extrair, fabricar, transformar, embalar, reembalar, vender, comprar, armazenar ou manipular substância ou medicamento de que trata este Regulamento Técnico e de suas atualizações, com qualquer finalidade deverá escriturar e manter no estabelecimento para efeito de fiscalização e controle, livros de escrituração (...)”.
De acordo com o que preconiza a Portaria 344/98, que aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, acerca da escrituração, é CORRETO afirmar que:
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Tendo como premissa a história social, analise as afirmativas a seguir.
I- A pluralidade social dos arranjos familiares, das concepções de família e das estratégias adotadas pelos grupos familiares são abordagens a história social da família que surge como campo específico no Brasil a partir da década de 1930, com o trabalho de Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil.
II- Do ponto de vista metodológico, a história social, nas décadas de 1960 e 1970, esteve fortemente marcada por uma crescente sofisticação de métodos quantitativos para a análise das fontes históricas.
III- A tradição marxista britânica de história social do trabalho e a obra de Thompson, mais especificamente, haviam colocado as noções de experiência e cultura no centro das análises sobre a ação social.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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“A sociedade de massa fez sua entrada no cenário mundial durante o século XX. As multidões se tornaram visíveis e passaram a fazer parte da sociedade e a contar. As grandes transformações sociais estiveram, assim, marcadas pela incorporação das massas, que se tornaram eleitoras e consumidoras. Sociedade moderna passou a ser identificada como sociedade de massas” (Oliveira, 2016, p. 325).
Fonte: OLIVEIRA, Lúcia Luppi. Sinais da modernidade na era Vargas: vida literária, cinema e rádio. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucília de Almeida Neves (Orgs.). O tempo do liberalismo excludente: da Proclamação da República à Revolução de 1930. 8. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.
Considerando o excerto e a sociedade brasileira, analise as afirmativas a seguir.
I- Na primeira década do século XX, reformar a cidade do Rio de Janeiro passou a ser o sinal evidente da modernização que se desejava promover no Brasil.
II- A partir dos anos 1930, cresce um imaginário sobre o Brasil que afirmava a capacidade dos brasileiros de conviver e se adaptar ao meio e à diversidade de raças.
III- O americanismo não foi difundido através de programas de rádio porque a música popular urbana foi amplamente apoiada pelos modernistas, objetivando a consolidação do processo de nacionalização.
IV- Na primeira metade do século XX, o rádio se torna o veículo eminentemente popular, divulgando diferentes manifestações da cultura e do povo e sempre buscando ampliar seu público. Foi fábrica de ídolos e mitos.
É CORRETO o que se afirma em:
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A Disfunção Temporomandibular (DTM) é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma condição musculoesquelética de alta prevalência, afetando de 15% a 30% da população adulta brasileira, com maior incidência entre mulheres e impacto direto sobre funções estomatognáticas, como mastigação, deglutição, fala e mobilidade mandibular (Brasil, 2022). Estudos recentes também apontam que fatores musculares, articulares e psicossociais interagem no desenvolvimento e manutenção da DTM, tornando o manejo interdisciplinar um componente essencial da abordagem terapêutica (Nascimento et al., 2024).
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
NASCIMENTO, Lucas Mateus do; CHIANCA, Rafaelly Domingos Campos de Souza; SILVA, Ricardo Felipe Ferreira da; MENDONÇA, Luana da Rocha Alves. Estudo das diferentes formas de tratamento para disfunções temporomandibulares. Revista Ciência Plural, [S. 1.],v.10,n.2,p. 1-14,2024.
Com base nessas informações e considerando o tratamento para disfunções temporomandibulares, analise as afirmações a seguir.
I - A efetividade das intervenções em DTM é condicionada por uma avaliação integrada das funções estomatognáticas, pois padrões mastigatórios, amplitude e controle da mobilidade mandibular e características neuromusculares influenciam as opções e os resultados terapêuticos.
II - Entre as abordagens conservadoras recomendadas na literatura, destacam-se exercícios musculares direcionados, técnicas manuais e de mobilização articular, assim como medidas termoterápicas, podendo tais recursos ser combinados de forma adaptada ao perfil clínico do paciente.
III - A condução terapêutica pode ser estabelecida de maneira autônoma por profissionais treinados em terapia orofacial, desde que se mantenha uma avaliação funcional rigorosa e critérios clínicos adequados ao acompanhamento do paciente.
IV - Elementos psicoemocionais, como estressores crônicos e padrões de ansiedade, são fatores que podem modular a dor orofacial e contribuir para a manutenção ou exacerbação dos sintomas, devendo ser considerados na avaliação e no planejamento terapêutico.
V - As placas oclusais são descritas como recurso integrante do arsenal conservador para DTM, indicadas em situações nas quais se busca reduzir sobrecargas oclusais, modular atividade muscular e proteger estruturas articulares, frequentemente em combinação com outras medidas.
É CORRETO o que se afirma em:
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Leia o Texto III para responder às questões 37 e 38.
Texto III
Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.
Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.
Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).
Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.
Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.
Escore funcional:
- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Ampyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale — Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48
- ALSFRS-R —subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12
- Escala de Plaitakis — domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
Os estudos de Albuguerque, Pernambuco e Lopes (2022) sobre Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) destacam que as alterações da deglutição podem ocorrer em praticamente todos os pacientes ao longo da evolução da doença, exigindo intervenções multidisciplinares que priorizem segurança alimentar e redução do risco aspirativo.
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática. Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9,2022.
Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
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Leia o Texto III para responder às questões 37 e 38.
Texto III
Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.
Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.
Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).
Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.
Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.
Escore funcional:
- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Ampyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale — Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48
- ALSFRS-R —subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12
- Escala de Plaitakis — domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
De acordo com Chieia et al., (2010), bem como Brown e Al-Chalabi, (2017), a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é a doença do neurônio motor mais comum, apesar de rara, apresentando incidência estimada entre 1,5 e 3 casos por 100.000 habitantes ao ano, com evolução que frequentemente compromete voz, fala e deglutição.
Fonte: BROWN,R. H.; AL-CHALABI, A. Amyotrophic lateral sclerosis. The New England Journal of Medicine, v.377,n.2, p. 162-172,2017.
CHIEIA, M. A. T. et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Brazil: regional and demographic differences in a heterogeneous population. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 68,n.2, p. 263-268, 2010.
Considerando o caso do Senhor Marcos, descrito no texto III, no que diz respeito ao manejo fonoaudiológico da voz diante do estágio atual da doença, é CORRETO afirmar que:
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À luz das normativas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e das legislações vigentes, qual das alternativas abaixo define CORRETAMENTE a concepção de Clínica Ampliada e a elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS) no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)?
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Maya Plisetskaya (1925–2015), “ ” (primeira bailarina absoluta – título honorífico mais alto e raro no ballet prima ballerina assoluta clássico, concedido a bailarinas de talento excepcional), do , é frequentemente citada como a maior bailarina do século Ballet Bolshoi XX. Sua interpretação de , coreografia de Mikhail Fokine (1905), revolucionou a obra ao substituir a fragilidade A Morte do Cisne etérea de Anna Pavlova por uma força dramática visceral. As imagens abaixo detalham a técnica de braços e a postura da artista, além de outros aspectos.
Imagem 10 - Maya Plisetskaya em A morte do Cisne

Fonte: Disponível em: https://www.facebook.com/photo. Acesso em: 26 fev. 2026.
Imagens 11, 12 e 13 - Maya Plisetskaya em A morte do Cisne

Fonte: Capturas de vídeo disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=8nAhyZwATfA>. Acesso em: 26 fev. 2026.
A partir do contexto, analise as afirmações que se seguem, e assinale a alternativa CORRETA:
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Um estudo feito por Reis et al. (2024) demonstrou que profissionais da voz, como professores, cantores e teleatendentes, apresentam alta prevalência de sintomas decorrentes do uso intensivo da voz, incluindo fadiga vocal. Esta realidade intensificou pesquisas e diretrizes clínicas publicadas para discutir o uso da fotobiomodulação (FBM) como recurso tecnológico potencialmente aplicável à habilitação e reabilitação vocal, considerando seus possíveis efeitos fisiológicos, bem como as limitações metodológicas ainda existentes.
Fonte: REIS, A.S.B.F.et al. Fadiga vocal de professores brasileiros da rede pública: prevalência e autorreferência. Audiol Commun Res., v. 29, e2933, p. 1-8,2024.
Essas discussões enfatizam princípios amplamente reconhecidos na área da voz, como o caráter multifatorial das disfonias, a centralidade da terapia vocal comportamental, a necessidade de formação específica para o uso de dispositivos terapêuticos e a prudência diante de condições vocais complexas.
Com base nesses princípios, é CORRETO afirmar que:
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De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2019), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), estima-se que, no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de deficiência auditiva e uma parcela significativa desse grupo depende de políticas públicas que promovam autonomia, mobilidade e acessibilidade, entre elas os benefícios fiscais destinados a pessoas com deficiência, como isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), reconhecidos pelo Ministério Público Federal e previstos na legislação brasileira (Lei nº 8.989/1995 e normativos correlatos). Esses mecanismos configuram ações estatais voltadas à equidade, inclusão e acessibilidade que impactam diretamente a vida da pessoa com deficiência auditiva, dialogando diretamente com a atuação do fonoaudiólogo ao favorecer condições para que o indivíduo exerça sua autonomia e usufrua de direitos previstos em políticas públicas inclusivas.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: Ciclos de Vida. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.
Considerando o papel da Fonoaudiologia para a orientação dos usuários com deficiência auditiva no âmbito da saúde coletiva e das políticas públicas, é CORRETO afirmar que:
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