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( ) Entre o início da década de 1960 e o primeiro ano da década de 1990, o município apresentou crescimento populacional de aproximadamente 282%, impulsionado principalmente pela expansão da indústria calçadista e pela intensa migração de trabalhadores.
( ) Antes de se consolidar como um dos maiores polos exportadores de calçados do país, Novo Hamburgo era conhecida nacionalmente como a Capital Gaúcha da Uva e do Vinho, em razão da predominância da vitivinicultura em sua economia.
( ) O processo de ocupação e expansão urbana de Novo Hamburgo teve início em um conjunto de bairros que formaram o chamado núcleo original de povoamento do município (Centro, Hamburgo Velho, Vila Rosa, Ideal, Rio Branco e Operário), responsável pelo desenvolvimento inicial da cidade e pela consolidação de sua identidade histórica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- História da América LatinaGuerra Fria e as ditaduras militares
- História do BrasilRepública de 1954 a 1964
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração Intercalada
- MorfologiaVerbosClassificação dos Verbos
Máfia do pau-brasil: esquema ilegal alimenta mercado global de violinos
Por Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini e Natália Alana
A luz da tarde já entrava pelas janelas quando João Santos caminhou até um cofre de
metal numa sala estreita, tomada por pilhas de documentos, em um prédio do Ibama. Girou a
fechadura com a naturalidade de quem repete aquele gesto há anos. Do lado de dentro, não
havia dinheiro, armas ou joias — apenas dezenas de varetas de pau-brasil, já cortadas e prontas
para virar arcos de violino. Amarrados a cada lote, pequenos pedaços de papel traziam nomes
de empresas escritos ... mão. “Esse material vale milhões de reais; por isso, fica tão escondido”,
disse Santos ... reportagem da Agência Pública.
Santos é analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) e, por questões de segurança, seu nome foi alterado e o local onde trabalha
não será identificado. O principal depósito do Ibama, onde estão armazenadas toneladas de
pau-brasil apreendidas nos últimos anos, permanece fechado a visitas externas. A reportagem
solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança.
O Ibama conta com apenas 900 agentes responsáveis por proteger o meio ambiente e
combater o tráfico de fauna e flora em todo o país. Em 2018, na chamada Operação Dó Ré Mi,
um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio de madeira avermelhada,
considerada há séculos a matéria-prima ideal para os arcos dos instrumentos de corda mais
prestigiados do mundo. Três anos depois da Dó Ré Mi, em cooperação com a Polícia Federal (PF),
deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado
esquema de fraude envolvendo a comercialização do pau-brasil, uma das espécies mais
ameaçadas da Mata Atlântica.
A investigação da Operação Dó Ré Mi começou em Guaraná, distrito do município de
Aracruz, no Espírito Santo, a cerca de cem quilômetros de Vitória. Cercada por morros verdes,
cafezais e fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, a localidade pouco difere de tantas
outras comunidades rurais do interior brasileiro. Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear
toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas
em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos.
Uma única rua de Guaraná concentra algumas das principais empresas de arcos de violino
do Brasil: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. Em meio a casas
simples e oficinas discretas, ali se estabeleceu um polo que, nas últimas décadas, passou a
fornecer arcos e varetas para músicos, lojas de instrumentos e fabricantes especializados no
mundo todo. Ao contrário dos tradicionais ateliês europeus — muitos deles centenários,
conduzidos pelas mesmas famílias há gerações —, as empresas de Guaraná surgiram há bem
menos tempo. Ainda assim, abocanharam um dos segmentos mais exclusivos da indústria de
instrumentos musicais graças a uma vantagem que nenhum concorrente estrangeiro pode
alcançar: o acesso ao pau-brasil.
Ameaçado de extinção, o pau-brasil resiste hoje em fragmentos da Mata Atlântica,
sobretudo no sul da Bahia e no Rio de Janeiro, com pequenos núcleos também no Rio Grande do
Norte, na Paraíba, em Pernambuco, em Alagoas e no Espírito Santo.
Na origem dessa história está Horst Ewald Günther John, conhecido em Guaraná apenas
como Horst John. Depois da Segunda Guerra Mundial, o comerciante alemão se estabeleceu no
Espírito Santo e passou a atuar na extração e na comercialização de madeira. Nos anos 1970,
enxergou uma oportunidade de ir além da exportação da matéria-prima ao começar a enviar
jovens da região à Alemanha para aprender, com mestres archetiers, a arte de fabricar arcos
para instrumentos de corda. Em 1979, fundou a Horst John & Company e, em poucos anos,
Guaraná tornou-se referência internacional.
(Disponível em: https://apublica.org/2026/07/pau-brasil-como-se-da-esquema-ilegal-da-madeira-que-nomeou-pais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No fragmento retirado do texto “Do lado de dentro, não havia dinheiro, armas ou joias”, a expressão “Do lado de dentro” exerce a função de ______________, e a vírgula foi empregada para separar essa expressão, que se encontra ______________. O verbo “havia”, empregado com o sentido de existir, é ______________; consequentemente, a oração é ______________, e o segmento “dinheiro, armas ou joias” exerce a função de ______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- MorfologiaVerbos
Máfia do pau-brasil: esquema ilegal alimenta mercado global de violinos
Por Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini e Natália Alana
A luz da tarde já entrava pelas janelas quando João Santos caminhou até um cofre de
metal numa sala estreita, tomada por pilhas de documentos, em um prédio do Ibama. Girou a
fechadura com a naturalidade de quem repete aquele gesto há anos. Do lado de dentro, não
havia dinheiro, armas ou joias — apenas dezenas de varetas de pau-brasil, já cortadas e prontas
para virar arcos de violino. Amarrados a cada lote, pequenos pedaços de papel traziam nomes
de empresas escritos ... mão. “Esse material vale milhões de reais; por isso, fica tão escondido”,
disse Santos ... reportagem da Agência Pública.
Santos é analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) e, por questões de segurança, seu nome foi alterado e o local onde trabalha
não será identificado. O principal depósito do Ibama, onde estão armazenadas toneladas de
pau-brasil apreendidas nos últimos anos, permanece fechado a visitas externas. A reportagem
solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança.
O Ibama conta com apenas 900 agentes responsáveis por proteger o meio ambiente e
combater o tráfico de fauna e flora em todo o país. Em 2018, na chamada Operação Dó Ré Mi,
um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio de madeira avermelhada,
considerada há séculos a matéria-prima ideal para os arcos dos instrumentos de corda mais
prestigiados do mundo. Três anos depois da Dó Ré Mi, em cooperação com a Polícia Federal (PF),
deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado
esquema de fraude envolvendo a comercialização do pau-brasil, uma das espécies mais
ameaçadas da Mata Atlântica.
A investigação da Operação Dó Ré Mi começou em Guaraná, distrito do município de
Aracruz, no Espírito Santo, a cerca de cem quilômetros de Vitória. Cercada por morros verdes,
cafezais e fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, a localidade pouco difere de tantas
outras comunidades rurais do interior brasileiro. Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear
toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas
em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos.
Uma única rua de Guaraná concentra algumas das principais empresas de arcos de violino
do Brasil: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. Em meio a casas
simples e oficinas discretas, ali se estabeleceu um polo que, nas últimas décadas, passou a
fornecer arcos e varetas para músicos, lojas de instrumentos e fabricantes especializados no
mundo todo. Ao contrário dos tradicionais ateliês europeus — muitos deles centenários,
conduzidos pelas mesmas famílias há gerações —, as empresas de Guaraná surgiram há bem
menos tempo. Ainda assim, abocanharam um dos segmentos mais exclusivos da indústria de
instrumentos musicais graças a uma vantagem que nenhum concorrente estrangeiro pode
alcançar: o acesso ao pau-brasil.
Ameaçado de extinção, o pau-brasil resiste hoje em fragmentos da Mata Atlântica,
sobretudo no sul da Bahia e no Rio de Janeiro, com pequenos núcleos também no Rio Grande do
Norte, na Paraíba, em Pernambuco, em Alagoas e no Espírito Santo.
Na origem dessa história está Horst Ewald Günther John, conhecido em Guaraná apenas
como Horst John. Depois da Segunda Guerra Mundial, o comerciante alemão se estabeleceu no
Espírito Santo e passou a atuar na extração e na comercialização de madeira. Nos anos 1970,
enxergou uma oportunidade de ir além da exportação da matéria-prima ao começar a enviar
jovens da região à Alemanha para aprender, com mestres archetiers, a arte de fabricar arcos
para instrumentos de corda. Em 1979, fundou a Horst John & Company e, em poucos anos,
Guaraná tornou-se referência internacional.
(Disponível em: https://apublica.org/2026/07/pau-brasil-como-se-da-esquema-ilegal-da-madeira-que-nomeou-pais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre o fragmento retirado do texto “A reportagem solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança”, analise as perguntas abaixo:
• Como se classifica a oração “A reportagem solicitou acesso” em relação à oração seguinte?
• Em “A reportagem”, qual é a função sintática do vocábulo “A”?
• No trecho, qual é, respectivamente, a predicação dos verbos “solicitou” e “negou”?
• Na conversão da primeira oração para “O acesso foi solicitado pela reportagem”, qual é a função sintática de “pela reportagem”?
• Na conversão da segunda oração para “o pedido foi negado pelo órgão”, qual é a função sintática de “o pedido”?
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Máfia do pau-brasil: esquema ilegal alimenta mercado global de violinos
Por Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini e Natália Alana
A luz da tarde já entrava pelas janelas quando João Santos caminhou até um cofre de
metal numa sala estreita, tomada por pilhas de documentos, em um prédio do Ibama. Girou a
fechadura com a naturalidade de quem repete aquele gesto há anos. Do lado de dentro, não
havia dinheiro, armas ou joias — apenas dezenas de varetas de pau-brasil, já cortadas e prontas
para virar arcos de violino. Amarrados a cada lote, pequenos pedaços de papel traziam nomes
de empresas escritos ... mão. “Esse material vale milhões de reais; por isso, fica tão escondido”,
disse Santos ... reportagem da Agência Pública.
Santos é analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) e, por questões de segurança, seu nome foi alterado e o local onde trabalha
não será identificado. O principal depósito do Ibama, onde estão armazenadas toneladas de
pau-brasil apreendidas nos últimos anos, permanece fechado a visitas externas. A reportagem
solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança.
O Ibama conta com apenas 900 agentes responsáveis por proteger o meio ambiente e
combater o tráfico de fauna e flora em todo o país. Em 2018, na chamada Operação Dó Ré Mi,
um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio de madeira avermelhada,
considerada há séculos a matéria-prima ideal para os arcos dos instrumentos de corda mais
prestigiados do mundo. Três anos depois da Dó Ré Mi, em cooperação com a Polícia Federal (PF),
deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado
esquema de fraude envolvendo a comercialização do pau-brasil, uma das espécies mais
ameaçadas da Mata Atlântica.
A investigação da Operação Dó Ré Mi começou em Guaraná, distrito do município de
Aracruz, no Espírito Santo, a cerca de cem quilômetros de Vitória. Cercada por morros verdes,
cafezais e fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, a localidade pouco difere de tantas
outras comunidades rurais do interior brasileiro. Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear
toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas
em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos.
Uma única rua de Guaraná concentra algumas das principais empresas de arcos de violino
do Brasil: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. Em meio a casas
simples e oficinas discretas, ali se estabeleceu um polo que, nas últimas décadas, passou a
fornecer arcos e varetas para músicos, lojas de instrumentos e fabricantes especializados no
mundo todo. Ao contrário dos tradicionais ateliês europeus — muitos deles centenários,
conduzidos pelas mesmas famílias há gerações —, as empresas de Guaraná surgiram há bem
menos tempo. Ainda assim, abocanharam um dos segmentos mais exclusivos da indústria de
instrumentos musicais graças a uma vantagem que nenhum concorrente estrangeiro pode
alcançar: o acesso ao pau-brasil.
Ameaçado de extinção, o pau-brasil resiste hoje em fragmentos da Mata Atlântica,
sobretudo no sul da Bahia e no Rio de Janeiro, com pequenos núcleos também no Rio Grande do
Norte, na Paraíba, em Pernambuco, em Alagoas e no Espírito Santo.
Na origem dessa história está Horst Ewald Günther John, conhecido em Guaraná apenas
como Horst John. Depois da Segunda Guerra Mundial, o comerciante alemão se estabeleceu no
Espírito Santo e passou a atuar na extração e na comercialização de madeira. Nos anos 1970,
enxergou uma oportunidade de ir além da exportação da matéria-prima ao começar a enviar
jovens da região à Alemanha para aprender, com mestres archetiers, a arte de fabricar arcos
para instrumentos de corda. Em 1979, fundou a Horst John & Company e, em poucos anos,
Guaraná tornou-se referência internacional.
(Disponível em: https://apublica.org/2026/07/pau-brasil-como-se-da-esquema-ilegal-da-madeira-que-nomeou-pais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No fragmento retirado do texto “Ainda assim, abocanharam um dos segmentos mais exclusivos da indústria de instrumentos musicais graças a uma vantagem que nenhum concorrente estrangeiro pode alcançar: o acesso ao pau-brasil”, o emprego figurado do verbo “abocanharam” contribui para
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaAdvérbios
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Máfia do pau-brasil: esquema ilegal alimenta mercado global de violinos
Por Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini e Natália Alana
A luz da tarde já entrava pelas janelas quando João Santos caminhou até um cofre de
metal numa sala estreita, tomada por pilhas de documentos, em um prédio do Ibama. Girou a
fechadura com a naturalidade de quem repete aquele gesto há anos. Do lado de dentro, não
havia dinheiro, armas ou joias — apenas dezenas de varetas de pau-brasil, já cortadas e prontas
para virar arcos de violino. Amarrados a cada lote, pequenos pedaços de papel traziam nomes
de empresas escritos ... mão. “Esse material vale milhões de reais; por isso, fica tão escondido”,
disse Santos ... reportagem da Agência Pública.
Santos é analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) e, por questões de segurança, seu nome foi alterado e o local onde trabalha
não será identificado. O principal depósito do Ibama, onde estão armazenadas toneladas de
pau-brasil apreendidas nos últimos anos, permanece fechado a visitas externas. A reportagem
solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança.
O Ibama conta com apenas 900 agentes responsáveis por proteger o meio ambiente e
combater o tráfico de fauna e flora em todo o país. Em 2018, na chamada Operação Dó Ré Mi,
um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio de madeira avermelhada,
considerada há séculos a matéria-prima ideal para os arcos dos instrumentos de corda mais
prestigiados do mundo. Três anos depois da Dó Ré Mi, em cooperação com a Polícia Federal (PF),
deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado
esquema de fraude envolvendo a comercialização do pau-brasil, uma das espécies mais
ameaçadas da Mata Atlântica.
A investigação da Operação Dó Ré Mi começou em Guaraná, distrito do município de
Aracruz, no Espírito Santo, a cerca de cem quilômetros de Vitória. Cercada por morros verdes,
cafezais e fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, a localidade pouco difere de tantas
outras comunidades rurais do interior brasileiro. Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear
toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas
em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos.
Uma única rua de Guaraná concentra algumas das principais empresas de arcos de violino
do Brasil: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. Em meio a casas
simples e oficinas discretas, ali se estabeleceu um polo que, nas últimas décadas, passou a
fornecer arcos e varetas para músicos, lojas de instrumentos e fabricantes especializados no
mundo todo. Ao contrário dos tradicionais ateliês europeus — muitos deles centenários,
conduzidos pelas mesmas famílias há gerações —, as empresas de Guaraná surgiram há bem
menos tempo. Ainda assim, abocanharam um dos segmentos mais exclusivos da indústria de
instrumentos musicais graças a uma vantagem que nenhum concorrente estrangeiro pode
alcançar: o acesso ao pau-brasil.
Ameaçado de extinção, o pau-brasil resiste hoje em fragmentos da Mata Atlântica,
sobretudo no sul da Bahia e no Rio de Janeiro, com pequenos núcleos também no Rio Grande do
Norte, na Paraíba, em Pernambuco, em Alagoas e no Espírito Santo.
Na origem dessa história está Horst Ewald Günther John, conhecido em Guaraná apenas
como Horst John. Depois da Segunda Guerra Mundial, o comerciante alemão se estabeleceu no
Espírito Santo e passou a atuar na extração e na comercialização de madeira. Nos anos 1970,
enxergou uma oportunidade de ir além da exportação da matéria-prima ao começar a enviar
jovens da região à Alemanha para aprender, com mestres archetiers, a arte de fabricar arcos
para instrumentos de corda. Em 1979, fundou a Horst John & Company e, em poucos anos,
Guaraná tornou-se referência internacional.
(Disponível em: https://apublica.org/2026/07/pau-brasil-como-se-da-esquema-ilegal-da-madeira-que-nomeou-pais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base no fragmento retirado do texto “Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos”, sobre os vocábulos sublinhados, analise a sentença abaixo:
O vocábulo “Mas” é uma conjunção coordenativa adversativa que estabelece uma relação de contraste com a informação apresentada anteriormente no texto, enquanto o vocábulo “e”, empregado entre “toras” e “varetas”, é uma conjunção coordenativa aditiva que liga termos de mesma função sintática (1ª parte). O vocábulo “ilegalmente” é um advérbio de modo que modifica a forma verbal “extraídas”, indicando a maneira como ocorreu a extração das toras e varetas de pau-brasil (2ª parte). O vocábulo “fraudulentos” é um adjetivo que caracteriza o substantivo “registros” e exerce, no fragmento, a função sintática de predicativo do sujeito (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
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Máfia do pau-brasil: esquema ilegal alimenta mercado global de violinos
Por Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini e Natália Alana
A luz da tarde já entrava pelas janelas quando João Santos caminhou até um cofre de
metal numa sala estreita, tomada por pilhas de documentos, em um prédio do Ibama. Girou a
fechadura com a naturalidade de quem repete aquele gesto há anos. Do lado de dentro, não
havia dinheiro, armas ou joias — apenas dezenas de varetas de pau-brasil, já cortadas e prontas
para virar arcos de violino. Amarrados a cada lote, pequenos pedaços de papel traziam nomes
de empresas escritos ... mão. “Esse material vale milhões de reais; por isso, fica tão escondido”,
disse Santos ... reportagem da Agência Pública.
Santos é analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) e, por questões de segurança, seu nome foi alterado e o local onde trabalha
não será identificado. O principal depósito do Ibama, onde estão armazenadas toneladas de
pau-brasil apreendidas nos últimos anos, permanece fechado a visitas externas. A reportagem
solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança.
O Ibama conta com apenas 900 agentes responsáveis por proteger o meio ambiente e
combater o tráfico de fauna e flora em todo o país. Em 2018, na chamada Operação Dó Ré Mi,
um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio de madeira avermelhada,
considerada há séculos a matéria-prima ideal para os arcos dos instrumentos de corda mais
prestigiados do mundo. Três anos depois da Dó Ré Mi, em cooperação com a Polícia Federal (PF),
deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado
esquema de fraude envolvendo a comercialização do pau-brasil, uma das espécies mais
ameaçadas da Mata Atlântica.
A investigação da Operação Dó Ré Mi começou em Guaraná, distrito do município de
Aracruz, no Espírito Santo, a cerca de cem quilômetros de Vitória. Cercada por morros verdes,
cafezais e fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, a localidade pouco difere de tantas
outras comunidades rurais do interior brasileiro. Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear
toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas
em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos.
Uma única rua de Guaraná concentra algumas das principais empresas de arcos de violino
do Brasil: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. Em meio a casas
simples e oficinas discretas, ali se estabeleceu um polo que, nas últimas décadas, passou a
fornecer arcos e varetas para músicos, lojas de instrumentos e fabricantes especializados no
mundo todo. Ao contrário dos tradicionais ateliês europeus — muitos deles centenários,
conduzidos pelas mesmas famílias há gerações —, as empresas de Guaraná surgiram há bem
menos tempo. Ainda assim, abocanharam um dos segmentos mais exclusivos da indústria de
instrumentos musicais graças a uma vantagem que nenhum concorrente estrangeiro pode
alcançar: o acesso ao pau-brasil.
Ameaçado de extinção, o pau-brasil resiste hoje em fragmentos da Mata Atlântica,
sobretudo no sul da Bahia e no Rio de Janeiro, com pequenos núcleos também no Rio Grande do
Norte, na Paraíba, em Pernambuco, em Alagoas e no Espírito Santo.
Na origem dessa história está Horst Ewald Günther John, conhecido em Guaraná apenas
como Horst John. Depois da Segunda Guerra Mundial, o comerciante alemão se estabeleceu no
Espírito Santo e passou a atuar na extração e na comercialização de madeira. Nos anos 1970,
enxergou uma oportunidade de ir além da exportação da matéria-prima ao começar a enviar
jovens da região à Alemanha para aprender, com mestres archetiers, a arte de fabricar arcos
para instrumentos de corda. Em 1979, fundou a Horst John & Company e, em poucos anos,
Guaraná tornou-se referência internacional.
(Disponível em: https://apublica.org/2026/07/pau-brasil-como-se-da-esquema-ilegal-da-madeira-que-nomeou-pais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a classificação morfológica e o funcionamento dos vocábulos sublinhados nos seguintes trechos, retirados do texto, analise as assertivas abaixo:
I. Em “um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio”, o vocábulo sublinhado é uma preposição que introduz o verbo “investigar”, empregado no infinitivo.
II. Em “uma das espécies mais ameaçadas da Mata Atlântica”, o vocábulo sublinhado é um advérbio de intensidade que modifica o adjetivo “ameaçadas”.
III. Em “Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear toneladas de toras e varetas”, o vocábulo sublinhado é um advérbio de lugar que contribui para a coesão textual ao retomar a localidade de Guaraná.
Quais estão corretas?
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- MorfologiaVerbosVozes Verbais
- MorfologiaVerbosLocução Verbal
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
Máfia do pau-brasil: esquema ilegal alimenta mercado global de violinos
Por Augusta Lunardi, Giacomo Zandonini e Natália Alana
A luz da tarde já entrava pelas janelas quando João Santos caminhou até um cofre de
metal numa sala estreita, tomada por pilhas de documentos, em um prédio do Ibama. Girou a
fechadura com a naturalidade de quem repete aquele gesto há anos. Do lado de dentro, não
havia dinheiro, armas ou joias — apenas dezenas de varetas de pau-brasil, já cortadas e prontas
para virar arcos de violino. Amarrados a cada lote, pequenos pedaços de papel traziam nomes
de empresas escritos ... mão. “Esse material vale milhões de reais; por isso, fica tão escondido”,
disse Santos ... reportagem da Agência Pública.
Santos é analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) e, por questões de segurança, seu nome foi alterado e o local onde trabalha
não será identificado. O principal depósito do Ibama, onde estão armazenadas toneladas de
pau-brasil apreendidas nos últimos anos, permanece fechado a visitas externas. A reportagem
solicitou acesso, mas o órgão negou o pedido, alegando motivos de segurança.
O Ibama conta com apenas 900 agentes responsáveis por proteger o meio ambiente e
combater o tráfico de fauna e flora em todo o país. Em 2018, na chamada Operação Dó Ré Mi,
um pequeno grupo de fiscais passou a investigar o comércio de madeira avermelhada,
considerada há séculos a matéria-prima ideal para os arcos dos instrumentos de corda mais
prestigiados do mundo. Três anos depois da Dó Ré Mi, em cooperação com a Polícia Federal (PF),
deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado
esquema de fraude envolvendo a comercialização do pau-brasil, uma das espécies mais
ameaçadas da Mata Atlântica.
A investigação da Operação Dó Ré Mi começou em Guaraná, distrito do município de
Aracruz, no Espírito Santo, a cerca de cem quilômetros de Vitória. Cercada por morros verdes,
cafezais e fragmentos remanescentes da Mata Atlântica, a localidade pouco difere de tantas
outras comunidades rurais do interior brasileiro. Mas foi ali que fiscais passaram a rastrear
toneladas de toras e varetas de pau-brasil extraídas ilegalmente de áreas protegidas e mantidas
em depósitos sem documentação ou acobertadas por registros fraudulentos.
Uma única rua de Guaraná concentra algumas das principais empresas de arcos de violino
do Brasil: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. Em meio a casas
simples e oficinas discretas, ali se estabeleceu um polo que, nas últimas décadas, passou a
fornecer arcos e varetas para músicos, lojas de instrumentos e fabricantes especializados no
mundo todo. Ao contrário dos tradicionais ateliês europeus — muitos deles centenários,
conduzidos pelas mesmas famílias há gerações —, as empresas de Guaraná surgiram há bem
menos tempo. Ainda assim, abocanharam um dos segmentos mais exclusivos da indústria de
instrumentos musicais graças a uma vantagem que nenhum concorrente estrangeiro pode
alcançar: o acesso ao pau-brasil.
Ameaçado de extinção, o pau-brasil resiste hoje em fragmentos da Mata Atlântica,
sobretudo no sul da Bahia e no Rio de Janeiro, com pequenos núcleos também no Rio Grande do
Norte, na Paraíba, em Pernambuco, em Alagoas e no Espírito Santo.
Na origem dessa história está Horst Ewald Günther John, conhecido em Guaraná apenas
como Horst John. Depois da Segunda Guerra Mundial, o comerciante alemão se estabeleceu no
Espírito Santo e passou a atuar na extração e na comercialização de madeira. Nos anos 1970,
enxergou uma oportunidade de ir além da exportação da matéria-prima ao começar a enviar
jovens da região à Alemanha para aprender, com mestres archetiers, a arte de fabricar arcos
para instrumentos de corda. Em 1979, fundou a Horst John & Company e, em poucos anos,
Guaraná tornou-se referência internacional.
(Disponível em: https://apublica.org/2026/07/pau-brasil-como-se-da-esquema-ilegal-da-madeira-que-nomeou-pais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando os sentidos que apresentam no texto, os vocábulos sublinhados nos trechos abaixo, retirados do texto, poderiam ser substituídos, respectivamente, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical, por:
• “em cooperação com a Polícia Federal (PF), deflagraram-se as operações Ibirapitanga I e II — que ajudariam ... desvendar um sofisticado esquema de fraude”.
• “Cercada por morros verdes, cafezais e fragmentos remanescentes da Mata Atlântica”.
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