Foram encontradas 285 questões.
Texto 2
Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz
forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós
fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na
feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque
longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as
obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e
dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco,
desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o
momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no
entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa
alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas
puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde
fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e
branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.
LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
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Texto 2
Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz
forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós
fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na
feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque
longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as
obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e
dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco,
desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o
momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no
entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa
alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas
puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde
fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e
branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.
LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
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Texto 1
Universidade sem luz
A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de
verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em
questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a
maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de
luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a
Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos
prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.
A associação mais clara entre universidade e luz
remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento
que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela
confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à
autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na
França, os representantes mais ilustres dessa tradição são
Voltaire, Diderot e Rousseau.
Essa matriz de pensamento lançou as bases do
racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus
princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das
democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a
negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...].
UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Texto 1
Universidade sem luz
A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de
verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em
questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a
maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de
luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a
Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos
prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.
A associação mais clara entre universidade e luz
remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento
que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela
confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à
autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na
França, os representantes mais ilustres dessa tradição são
Voltaire, Diderot e Rousseau.
Essa matriz de pensamento lançou as bases do
racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus
princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das
democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a
negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...].
UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
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jun. 2026.
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Texto 1
Universidade sem luz
A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de
verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em
questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a
maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de
luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a
Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos
prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.
A associação mais clara entre universidade e luz
remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento
que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela
confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à
autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na
França, os representantes mais ilustres dessa tradição são
Voltaire, Diderot e Rousseau.
Essa matriz de pensamento lançou as bases do
racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus
princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das
democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a
negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...].
UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
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A ocupação e a formação do território do atual estado de
Goiás ganharam força no século XVIII, inicialmente
impulsionadas pela chegada dos bandeirantes e pela
exploração do ouro. Contudo, após algumas décadas, as
jazidas minerais começaram a se esgotar, provocando uma
grande mudança na organização do espaço goiano. A
atividade econômica responsável por garantir a
permanência da população, ampliar as fronteiras internas e
reorganizar o espaço goiano logo após o declínio da
mineração aurífera foi a
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A cidadania não é apenas um conjunto de direitos
garantidos por lei, mas também se constrói no dia a dia por
meio de nossas atitudes em comunidade. Uma atitude que
caracteriza o exercício da cidadania participativa é
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Durante o período colonial, a descoberta de ouro atraiu
milhares de pessoas para o território de Goiás. A exploração
das minas e o funcionamento dos primeiros arraiais exigiram
uma grande quantidade de trabalhadores, o que fez com
que a economia goiana daquela época dependesse
diretamente do uso de trabalhadores
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O ecoturismo no Cerrado goiano tem o poder de transformar
a economia de pequenos municípios e distritos, unindo a
preservação ambiental ao desenvolvimento regional. A
história recente da Vila de São Jorge, no Parque Nacional
da Chapada, ilustra bem essa dinâmica territorial, uma vez
que o crescimento do turismo na vila ocorreu de forma
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O que a mudança do nome de “Descoberto” para
“Porangatu”, em 1943, simbolizou para a elite política da
época?
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