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Foram encontradas 560 questões.

4174654 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O Kitáb-i-Aqdas da Bahá'í , revelado em 1873, é um livro de leis e princípios para a construção de uma civilização mundial unificada, destinado a perdurar por não menos de mil anos. Os Sete Vales e os Quatro Vales, também de Bahá'u'lláh , são um tratado místico sobre os estágios espirituais da alma em direção a Deus. O Tao Te Ching  do Taoísmo, escrito por Lao Tzu entre os séculos VI e IV a.C., propõe a harmonia com a natureza e a não-ação (wu wei) como caminho para a paz interior e a ordem social, sem formular leis ou instituições formais. O Confucionismo organiza seu cânone em Cinco Clássicos (Wu Jing) − documentos históricos, poesia, ritos, crônicas e cosmologia − e em Quatro Livros (Si Shu) − núcleo ético sobre virtude, formação moral e bondade humana −, todos voltados para a harmonia social e o governo justo. As Quatro Sutras Sagradas da Seicho-No-Ie, centradas na Chuva de Néctar da Verdade, afirmam que "O Homem é Filho de Deus" e que a tomada de consciência dessa condição conduz à perfeição espiritual, sendo sua leitura diária prática fundamental ao lado da meditação Shinsokan.
Os textos sagrados da Fé Bahá'í, do Taoísmo, do Confucionismo e da Seicho-No-Ie apresentam semelhanças e diferenças em sua natureza, propósito e estrutura. Analise as afirmativas a seguir, assinale a alternativa correta:
 

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4174653 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Os Ternos de Reis, tradição oral açoriana preservada em Santa Catarina desde 1748, operam por improvisação sobre refrões fixos transmitidos entre gerações, têm  raízes nos villancicos ibéricos medievais e funcionam, nas cidades contemporâneas, como ponto de encontro entre o sagrado e o profano. Sobre os fundamentos teóricos que permitem compreender essa tradição como literatura oral viva, preencha corretamente as lacunas do excerto a seguir:
"O mecanismo de improvisação sobre matrizes fixas dos Ternos de Reis aproxima-os do conceito de __________, que explica a memória oral como reconfiguração de padrões rítmicos e temáticos, e não como preservação literal de textos; sua sobrevivência em contexto urbano contemporâneo com recriações e adaptações locais afasta-os da noção de __________, aproximando-os do conceito de __________; e a convivência entre sagrado e profano em seus rituais é compatível com a teoria da __________ de Victor Turner, que descreve o ritual como espaço de dissolução temporária das estruturas sociais ordinárias."
Assinale a alternativa que, correta e respectivamente, preenche as lacunas no excerto:
 

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4174652 Ano: 2026
Disciplina: Teologia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC

Cada tradição religiosa possui um símbolo que representa sua identidade e seus valores éticos fundamentais e os princípios éticos estão presentes na construção da moral de cada grupo social, na legislação e também nas religiões. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os símbolos religiosos a seus respectivos princípios éticos:

Primeira coluna: símbolo religioso 


Enunciado 4726844-1




Segunda coluna: princípio ético central 


(   ) Na Torá, existem mais de 600 mandamentos que regem aspectos da vida, destacando valores como generosidade, hospitalidade e honestidade, tendo como princípio fundamental não fazer mal aos outros.

(   ) A conduta moral está ligada à lei da causa e do efeito: o carma representa o resultado das ações nas próximas vidas, enquanto o darma define o dever sagrado de cada pessoa conforme sua posição social e estágio de vida, segundo os textos védicos.

(   ) A ética está fundamentada no Nobre Caminho Óctuplo e na lei do carma, seguindo o Buddha dharma, com acúmulo de mérito ou demérito como resultado do comportamento moral.



Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 

 

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4174651 Ano: 2026
Disciplina: Pedagogia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC

Leia o texto a seguir:

A sociedade moderna é marcada pelo individualismo, pela tentativa do sujeito de dominar e controlar tudo que está fora de si, inclusive o outro. Esse movimento gera relações conflituosas e uma cultura de superioridade do Eu, que ignora a singularidade e a dignidade de cada pessoa. O ambiente escolar reflete essa realidade, sendo ao mesmo tempo o espaço mais propício para transformá-la. A ética da alteridade parte do princípio de que o ser humano não existe isolado − desde o nascimento, precisa do outro para sobreviver e constituir-se como pessoa. Nessa perspectiva, o outro não pode ser reduzido a um conceito ou dominado pelo Eu: ele é infinitamente outro, e deve ser acolhido como tal, independentemente de sua raça, cultura, religião ou condição social. O núcleo dessa ética é a responsabilidade: ser responsável pelo outro, mesmo por aquilo que não se causou, de forma gratuita e sem esperar reciprocidade. Aplicada à educação, essa ética implica que o educador assuma um compromisso ético com a pessoa integral do educando, não apenas com o desempenho acadêmico. O professor é chamado a sair de si para o outro − escutando, acolhendo e se responsabilizando pela realidade do aluno, que muitas vezes ultrapassa os muros da escola. Esse acolhimento impacta diretamente na aprendizagem, pois uma relação de proximidade e respeito cria as condições emocionais e humanas para que o estudante aprenda. No contexto do Ensino Religioso, o respeito à diversidade de crenças representa uma das dimensões mais relevantes dessa ética. Reconhecer que cada estudante carrega uma forma singular de compreender o sagrado, a vida e o mundo é condição fundamental para uma educação verdadeiramente não confessional e humanizadora. Sendo assim, os valores da alteridade não devem apenas ser vividos pelos educadores, mas ativamente ensinados e cultivados entre os próprios estudantes ao longo de toda a vida escolar, promovendo uma cultura de acolhimento, diálogo e respeito à diferença.

(Terra e Alteridade: Pesquisas e práticas pedagógicas em ensino religioso é: CAMARGO, Cesar da Silva; CECCHETTI, Elcio; OLIVEIRA, Lilian Blanck de (Orgs.). Nova Harmonia, 2007. 304 p.)

Com base no texto, a construção de uma prática pedagógica fundamentada na ética da alteridade envolve quatro dimensões articuladas. Assinale a alternativa que apresenta a ordenação mais coerente com a lógica argumentativa do texto, do reconhecimento do problema à sua superação:

1.Responsabilização ética gratuita pelo educando, sem esperar reciprocidade.

2.Diagnóstico crítico do individualismo e dos conflitos relacionais no ambiente escolar.

3.Acolhimento da singularidade do educando em sua realidade integral, para além do desempenho acadêmico.

4.Transformação das relações escolares por meio da proximidade, do respeito e do diálogo, gerando impacto na aprendizagem.

A sequência correta em que esse processo se desenvolve é:

 

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4174650 Ano: 2026
Disciplina: Pedagogia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense (CBTC, 2019) organiza o Ensino Religioso em unidades temáticas articuladas entre si ao longo dos anos do Ensino Fundamental. Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I.A unidade temática "Crenças religiosas e filosofias de vida" aborda aspectos estruturantes das diferentes tradições religiosas e movimentos filosóficos, tais como mitos, ideias de divindade, doutrinas, tradições orais e escritas, ideias de imortalidade e valores éticos.
PORQUE
II.O CBTC propõe que o Ensino Religioso desenvolva, de forma não confessional, a capacidade dos estudantes de conhecer, comparar e respeitar distintas formas de compreender o sagrado e a existência humana, promovendo o diálogo entre diferentes tradições e filosofias de vida.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
 

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4174649 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
No Brasil, 9,3% dos cidadãos declaram-se "sem religião" (Censo 2022/IBGE) − um grupo jovem, plural e legalmente protegido. A Constituição Federal (Art. 5º, VI) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (Art. 18) garantem não apenas o direito de ter uma crença, mas também o de não tê-la. Ignorar esse grupo no Ensino Religioso seria uma forma de invisibilização. A BNCC reconhece o ateísmo, o agnosticismo, o materialismo e o ceticismo como expressões legítimas de visões de mundo seculares, que devem ser tratadas com a mesma seriedade e respeito dedicados às tradições religiosas. Na prática escolar, não se recomenda tratamento diferenciado para esses estudantes; o que se espera do educador é, simplesmente, cordialidade, neutralidade e respeito universal. Para garantir um espaço plural, acolhedor e livre de preconceitos, o educador deve: respeitar as convicções dos estudantes, sem promover doutrinação religiosa ou arreligiosa; não cultivar práticas religiosas, incluindo orações, no espaço escolar; oferecer um ambiente sem simbologias excludentes e que contemple a todos; não estabelecer hierarquias de valor moral entre religiosos e não religiosos; não constranger estudantes ao abordar o tema religião, evitando qualquer juízo de valor sobre suas respostas; garantir que quem deseja expressar ideias sobre religião ou espiritualidade encontre um espaço acolhedor, sem julgamento. 
Com base nas orientações para um ambiente escolar plural e não confessional, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: 
I.No ambiente escolar laico, o educador deve garantir que todos os estudantes, independentemente de suas convicções religiosas ou filosóficas, sejam tratados com cordialidade, neutralidade e respeito, sem promoção de práticas religiosas ou doutrinação de qualquer natureza.
PORQUE
II.A Constituição Federal (Art. 5º, VI) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 18) asseguram tanto o direito de ter uma crença quanto o direito de não tê-la, tornando o respeito universal uma obrigação legal e pedagógica na escola pública.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
 

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4174648 Ano: 2026
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
A laicidade é entendida como o princípio pelo qual o Estado brasileiro não possui religião oficial e trata todas as religiões − e também quem não tem religião − de forma igual e justa. Esse princípio depende diretamente da garantia da liberdade de crença para manter sua neutralidade. Quando as intolerâncias religiosas ocorrem em instituições escolares, elas desvirtuam a laicidade, transformando um princípio de igualdade em exclusão velada. Portanto, a laicidade não é apenas uma norma jurídica, mas uma condição ativa que exige vigilância constante contra práticas discriminatórias. A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 5º, inciso VI, assegura a liberdade de consciência e de crença a todo cidadão brasileiro. Isso significa o direito de qualquer pessoa manifestar ou não sua fé, escolher sua convicção religiosa ou filosófica e praticá-la sem coerção ou discriminação. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (Art. 18) reforça esse princípio globalmente, garantindo "o direito de todo ser humano à liberdade de pensamento, consciência e religião, incluindo a liberdade de mudar de crença e de manifestá-la publicamente ou em particular". Essa liberdade não protege apenas a esfera íntima do indivíduo, ela também promove a justiça social, derrubando barreiras de preconceito e combatendo a segregação. A liberdade religiosa, quando plenamente exercida, impulsiona a diversidade e a coexistência pacífica. Combater a intolerância religiosa e integrar a espiritualidade de forma ética e laica nas instituições escolares são caminhos para construir um clima organizacional em que todos se sintam valorizados e livres para expressar suas identidades, fortalecendo, assim, uma sociedade brasileira mais justa, plural e democrática. 
Tendo isso em consideração, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os fundamentos jurídicos e conceituais da liberdade religiosa com suas respectivas definições: 

Primeira coluna: fundamentos jurídicos e conceituais da liberdade religiosa 
1.Laicidade
2.Art. 5º, inciso VI − CF/1988
3.Art. 18 − Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948)

Segunda coluna: definições
(   )  Garante ao ser humano o direito de mudar de crença e de manifestá-la pública ou particularmente, protegendo tanto a esfera íntima quanto a expressão coletiva da fé.
(   ) Princípio pelo qual o Estado não possui religião oficial, tratando todas as crenças − e a ausência delas − com igual respeito e proteção, sendo condição essencial para a neutralidade e a justiça pública.
(   ) Assegura, no ordenamento jurídico brasileiro, a liberdade de consciência e de crença, garantindo o direito de professar ou não uma fé sem coerção, discriminação ou perseguição.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
 

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4174647 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
A peregrinação é o ato de colocar-se a caminho em direção ao sagrado − uma prática de retirar-se do cotidiano, mover-se em silêncio e adentrar espaços que promovem reflexão existencial e compreensão profunda da vida. Diferente de um simples deslocamento, ela é impulsionada pelo sentimento de incompletude humana e pela necessidade de reencontrar sentido, pertencimento e contato com o transcendente. É justamente nesse aspecto que o peregrino se distingue do turista. Enquanto o turista busca curiosidade, mudança de ares, registros fotográficos e lembranças, o peregrino está disposto a deixar algo para trás e construir uma relação profunda e devocional com o sagrado − sua motivação não é o consumo da experiência, mas a transformação interior. O turista olha com curiosidade; o peregrino caminha com fé − e esse caminho, sempre duplo, exterior e interior, move tanto os pés quanto a alma. As peregrinações possuem ritos muito simples para ajudar o peregrino a entender os objetivos de sua jornada e aguçar os sentidos para perceber os detalhes do caminho. O preparo exige começar em casa, observando e ouvindo mais atentamente. O caminho é sempre duplo. Chegar ao fim da peregrinação é tão significativo quanto iniciá-la, pois a chegada representa um recomeço na vida do peregrino, repleto de memórias e pensamentos significativos. Por fim, recordar, rememorar e ressignificar são ações básicas do peregrino que termina a jornada − com o auxílio da memória, ele mantém vivos os votos feitos antes de partir e poderá, ainda, motivar mais pessoas a seguirem a jornada, "continuando na constante busca de sentido para suas vidas".
Referência bibliográfica: CECCHETTI, Elcio; SIMONI, Josiane Crusaro (org.). Ensino religioso não confessional: múltiplos olhares. In. "Ritos de peregrinação nas aulas de Ensino Religioso: possibilidades metodológicas", OLIARI, Gilberto; RABAIOLI, Juliana; ZAMPIERON, Rosemari. São Leopoldo: Oikos, 2019, Pg. 161 - 181. E-book. ISBN 978-85-7843-883-8. Grifos nossos.

Os muçulmanos possuem rituais específicos de preparação para as viagens sagradas. Antes de partir, raspam a cabeça, cortam as unhas e vestem-se com traje branco de peregrino. Esse preparo se expressa nos ritos do jejum, na abstinência de sexo, na recitação de certas orações e na meditação sobre textos sagrados. Para preparar a alma para a transição, o viajante realiza rituais de jejum, abstinência e purificação. Há também a crença no "merecimento" adquirido na peregrinação, assim como a noção de transformação, implícita tanto nas tradições budista e hinduísta quanto em peregrinações seculares, como a dos escritores a Paris e a dos pintores a Roma. Com base nos ritos de peregrinação nas diferentes tradições religiosas, é correto afirmar que, na tradição muçulmana:
 

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4174646 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Os mitos de origem são histórias simbólicas que narram acontecimentos de um passado distante, eles dão sentido à vida no presente, pois explicam como o mundo e todos os seres passaram a existir, relacionam-se com a vida social, a religiosidade, o modo de pensar de cada povo e expressam maneiras diferentes de compreender o surgimento do Universo, da Vida, da Humanidade e do Planeta. Os mitos fazem parte da cultura e da religião de todos os povos. Desde os tempos mais remotos, são certamente, o primeiro recurso de linguagem simbólica utilizado pelos seres humanos com o propósito de explicar a realidade. Trata-se de uma linguagem poética e intuitiva que transcende a lógica racional. Os mitos de origem são uma tentativa de explicar, por meio de metáforas, o surgimento de todas as coisas. Assinale a alternativa que indica a principal função dos mitos de origem:
 

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4174645 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
A Epopeia de Gilgamesh é o texto literário mais antigo conhecido, um mito mesopotâmico sumério-acádio de cerca de 2100-1200 a.C., escrito em 12 tábuas cuneiformes e originário da biblioteca de Assuranipal, o último grande rei do Império Assírio (668-626 a.C.), em Nínive. Como temas, explora a amizade, o heroísmo e o medo da morte.
O texto narra a trajetória de Gilgamesh, rei semideus de Uruk (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun. Belo e poderoso, construiu muralhas, uma grande fortificação e o templo do abençoado Eana, mas era um tirano: oprimia seu povo e governava com arrogância. Diante dos clamores dos habitantes de Uruk, os deuses intervieram e ordenaram à deusa Aruru que criasse Enkidu, um homem selvagem moldado em argila, igual em força a Gilgamesh, para ser seu rival e domar seu coração. Antes de enfrentá-lo, Enkidu foi "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites: cortou os cabelos, vestiu-se, aprendeu a comer pão e a beber vinho. Chegando a Uruk, os dois lutaram ferozmente até empatar; do respeito mútuo, nasceu uma profunda amizade, tornaram-se como irmãos e juntos partiram para grandes façanhas. Primeiro derrotaram Humbaba, o monstruoso guardião do Bosque dos Cedros que cuspia fogo pela boca e aterrorizava toda a comarca; Gilgamesh arremessou oito furacões contra o monstro e decepou-lhe a cabeça. Depois, a deusa Ishtar, desejando Gilgamesh como amante e humilhada pela recusa, pediu ao seu pai Anu, senhor de todos os mundos, que enviasse o Touro do Céu para destruir Uruk. Enkidu segurou o touro pelo pescoço, enquanto Gilgamesh o abateu com a espada, contrariando a deusa pela segunda vez. Os deuses, ultrajados, exigiram uma morte: Enkidu contraiu doença fatal e agonizou por doze dias até morrer.
Gilgamesh, devastado pela perda do único igual que conhecera, recusou aceitar a mortalidade e partiu em busca da imortalidade. Após atravessar mares tenebrosos e montanhas de escuridão total, encontrou Utnapishtim, o único mortal a quem os deuses concederam a imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea. Utnapishtim revelou-lhe que a imortalidade estava fora do alcance humano, mas, compadecido, sua esposa indicou o segredo: no fundo do mar crescia uma planta capaz de restaurar a juventude eterna. Gilgamesh amarrou pedras nos pés, mergulhou nas profundezas e arrancou a planta com as próprias mãos feridas. Porém, em um momento de descanso na viagem de volta, adormeceu. Uma serpente sentiu o perfume da planta, apoderou-se dela e partiu, mudando imediatamente de pele ao rejuvenescer. Gilgamesh chorou sua derrota amarga e, por fim, aceitou a condição humana: retornou a Uruk, contemplou suas muralhas e suas obras, e reconheceu nelas o único legado que permanecia, não a vida eterna, mas a memória do que se constrói.
Com base na narrativa, analise as afirmativas:
I.Gilgamesh (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun, constrói as muralhas e o templo do abençoado Eana, em Uruk; os deuses ordenam à deusa Aruru que crie Enkidu, moldado em argila, como seu rival para domar sua arrogância; após ser "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites, Enkidu luta com Gilgamesh, empata, e os dois tornam-se irmãos.
II.Juntos, os heróis derrotam Humbaba, guardião monstruoso do Bosque dos Cedros, que cuspia fogo e aterrorizava toda a comarca, e o Touro do Céu, enviado pelo deus Anu a pedido de Ishtar após Gilgamesh recusar seu amor; ultrajados, os deuses exigem uma morte como punição, e Enkidu contrai doença fatal, agonizando por doze dias, o que precipita a busca de Gilgamesh pela imortalidade.  
III.Na busca pela imortalidade, Gilgamesh atravessa mares tenebrosos e encontra Utnapishtim, único mortal a quem os deuses concederam imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea; obtém a planta da juventude eterna do fundo do mar, mas uma serpente, ao sentir seu perfume, apodera-se dela enquanto Gilgamesh dorme, mudando de pele ao rejuvenescer. O herói, derrotado, aceita sua condição humana.
É correto o que se afirma em:
 

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