Foram encontradas 80 questões.
A Constituição Federal (CF) estabeleceu as competências do Sistema Único de Saúde. Sobre o assunto, assinale a alternativa que apresente incorretamente uma das competências do Sistema Único de Saúde arroladas pela CF.
Provas
Na lei de licitações que trata da modalidade convite (Limites e Dispensa), os interessados do ramo pertinente ao seu objeto, são convidados em número mínimo de participantes (cadastrados ou não), e a unidade administrativa afixará em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Provas
Na modalidade de compras conhecida como concorrência, que trata de licitação para contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento para o vencedor poderá ser o que se descreve a seguir, exceto:
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
Em um ambiente hospitalar existem sistemas de instalações e equipamentos que necessitam de manutenções essenciais. Por exemplo os Sistemas de climatização de ar, que, de acordo com a RDC número (Anvisa), os setores com condicionamento para fins de conforto, como salas administrativas, quartos de internação etc., devem ser atendidos pelos parâmetros básicos de projeto definidos na norma da ABNT .
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
De acordo com o tema Estratégias em Saúde, os setores destinados a assepsia e conforto, tais como salas de cirurgias, UTI, berçário, nutrição parenteral etc., devem atender às exigências da .
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
A manutenção predial e de equipamentos é fundamental em um hospital, para que seja garantida a excelência nos serviços e também para evitar riscos de segurança com os pacientes e funcionários. Com base neste tema, de acordo com a NBR 5462, a manutenção que permite garantir a qualidade de serviço desejada, com base na aplicação sistemática de técnicas de análise, utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir ao mínimo os problemas de manutenção, é conhecida por .
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem se manter atualizados quanto à biossegurança e disponibilizar, a todos os funcionários, instruções escritas, contemplando, no mínimo, os itens a seguir.
I. Normas e condutas de segurança biológica, química, física, ocupacional e ambiental.
II. Instruções de uso para os equipamentos de proteção individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC).
III. Procedimentos em caso de acidentes.
IV. Manuseio e transporte de material e amostra biológica.
Estão corretas as afirmativas:
Provas
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IBFC
Orgão: SESAcre
Os riscos em laboratório de análises clínicas devem ser mitigados para que pacientes e funcionários não sofram efeitos adversos, pelo uso de um equipamento ou mesmo pela limpeza de um laboratório. Segundo a NR e várias resoluções existentes, estes riscos são devidamente classificados. No caso de uma sala onde pode ocorrer o vazamento de raios ultravioleta, diz-se que este risco está classificado em:
Provas
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoSujeitoClassificação do SujeitoSujeito Indeterminado
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoClassificação do Predicado
- SintaxeTermos Essenciais da OraçãoPredicadoTransitividadeVerbos Transitivos
- MorfologiaVerbosLocução Verbal
Leia o fragmento abaixo do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector.
Texto I
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. [...]
(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987)
Na oração “Boquiaberta, saí devagar” (7º§), tem-se:
Provas
Leia o fragmento abaixo do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector.
Texto I
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. [...]
(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987)
A leitura atenta permite ao leitor concluir que o texto narra:
Provas
Caderno Container