Ademar e Ângela desejavam adotar uma menina de até 2 anos de
idade. Porém, cientes que o tempo de espera era maior,
adotaram Bruno, que atualmente conta 13 anos de idade, mas
que iniciou o estágio de convivência com o casal aos 8, com a
conclusão do processo há cerca de 1 ano. Assim que
conseguiram, porém, a guarda provisória de Alana, de 2 meses de
idade, procuraram a Vara da Infância e da Juventude para
formalizar a “devolução” de Bruno, alegando problemas
comportamentais que não haviam sido suscitados por eles
quando dos estudos recentes além das doenças preexistentes do
adolescente. Ouvido, Bruno se mostrou profundamente magoado
e demonstrou vontade de retornar para o acolhimento
institucional, visto que os vínculos estavam rompidos com a
família natural e extensa, e tinha medo do que o casal poderia
fazer.
No Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a obtenção da guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou ao adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. No que tange à questão da guarda, pode-se afirmar que:
Um adolescente cumpre medida de internação há 4 meses por
ato infracional análogo a roubo majorado com emprego de
violência grave. Relatório técnico aponta evolução consistente:
frequência regular em atividades escolares, participação em
curso profissionalizante ofertado na unidade, ausência de
incidentes disciplinares, fortalecimento de vínculos familiares e
articulação para futura inclusão em programa de aprendizagem,
condicionada à progressão. A defesa requer substituição por
medida menos restritiva; o Ministério Público sustenta que a
extrema violência do ato justifica a manutenção da internação.
Diante do caso concreto apresentado, à luz do Sinase (Lei
nº 12.594/2012), da Convenção sobre os Direitos da Criança e das
Regras de Beijing, a solução juridicamente correta é:
Após 6 meses em acolhimento institucional, uma criança de
3 anos encontra-se em processo de reintegração ao convívio
familiar. Na audiência concentrada, a mãe relata dificuldades
para retornar ao trabalho formal e solicita vaga em creche; o pai
possui vínculos laborais intermitentes e baixa escolaridade. Os
responsáveis relatam dificuldades de comparecimento regular às
atividades propostas, e a equipe técnica registra que os
atendimentos ocorrem em agendas incompatíveis e por vias
separadas.
Em audiência destinada a revisar o Plano Individual de
Atendimento (PIA) voltado à reintegração familiar, a decisão
judicial deve considerar, entre os princípios e fundamentos
estruturantes da atenção integral à primeira infância:
Noah, de 4 anos de idade, é filho de Alessandra. A criança não foi
registrada pelo pai, pois Alessandra tinha dúvidas se seria Josué,
que está privado de liberdade desde a sua gestação, ou Marcos,
com que teve relações casuais e cujos dados de qualificação
desconhecia.
Noah é criado pela tia materna Margarida desde o nascimento,
porque Alessandra tinha muitos problemas de saúde e preferiu
entregar a criança aos cuidados da tia temporariamente,
mediante termo de entrega conferido pelo Conselho Tutelar.
Alessandra se encontrava com Noah esporadicamente nesse
período, em razão de estar com a saúde comprometida, mas
mandava dinheiro sempre que conseguia, até mesmo
comprometendo a própria subsistência em favor da criança. Além
disso, Alessandra reside em Belém, enquanto Margarida e Noah
moram em Santarém, o que dificultou o fortalecimento de
vínculos entre mãe e filho.
Assim que Alessandra se recuperou, exigiu que Margarida
devolvesse Noah imediatamente. Margarida se insurgiu,
aduzindo que o Conselho Tutelar havia lhe conferido a guarda do
sobrinho.
Em relação ao caso concreto, é correto afirmar que:
Júlio, de 14 anos, e André, de 17, conhecem-se há 1 ano, porque
cumpriram medida socioeducativa de internação juntos e, na
mesma época, tiveram a medida substituída por semiliberdade,
mas em alas diferentes, encontrando-se apenas
esporadicamente.
Júlio, que está muito nervoso com a proximidade de sua
reavaliação e sem acesso ao tratamento médico adequado,
indaga a André se este poderia lhe vender maconha. Júlio sabia
que, mesmo em cumprimento de medida, André continuava
envolvido com atividades ilícitas.
No dia seguinte, retornando da escola, André entrega três
cigarros de maconha já enrolados a Júlio, momento exato em que
uma viatura passava no caminho, apreendendo ambos.
Em relação ao caso concreto, é correto afirmar que:
Em fevereiro de 2021, Henrique, de 13 anos, em sua primeira
passagem pelo sistema socioeducativo, foi sentenciado ao
cumprimento de medida de semiliberdade por ato infracional
análogo ao Art. 157 do Código Penal. Iniciou o cumprimento da
medida em março do mesmo ano; contudo, evadiu-se após uma
semana de cumprimento. Foi expedido mandado de busca e
apreensão em seu desfavor no dia seguinte.
O processo, porém, permaneceu paralisado desde então, por
informações inconsistentes sobre o endereço e o telefone para
cumprimento do mandado.
Em junho de 2025, próximo de completar a maioridade,
Henrique, acompanhado de sua avó, que é sua guardiã, procura o
Juízo da Infância e Adolescência a fim de obter informações sobre
sua situação.
Em relação a esse caso, é correto afirmar que:
Um adolescente de 15 anos procura atendimento ambulatorial desacompanhado, relata comportamento de risco e solicita confidencialidade, demonstrando compreensão adequada da situação e das consequências clínicas. Durante a consulta, o médico identifica suspeita fundamentada de violência doméstica. À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e dos princípios bioéticos, diante desse caso, a conduta ética e legalmente correta é
B.G.V., órfão de pai, com 11 anos de idade, foi representado por
sua genitora em pedido judicial de internação psiquiátrica
compulsória. Conforme narrado, o filho pratica, de forma
reiterada, automutilações, além de ameaçar e agredir
verbalmente membros de seu núcleo familiar, revelando
comportamento instável e potencialmente autolesivo e
heteroagressivo.
Segundo a mãe, B.G.V. afirma que irá praticar o suicídio. O
requerimento foi instruído exclusivamente com relato escrito da
genitora e relatório médico subscrito por médico particular
especialista em ortopedia, no qual se descrevem lesões corporais,
inclusive duas fraturas nos braços.
À luz do ordenamento jurídico brasileiro, especialmente da
Lei nº 10.216/2001, do Estatuto da Criança e do Adolescente e da
jurisprudência dominante, assinale a afirmativa correta.
Dois adolescentes, L.G.M., de 16 anos, e R.C.A., de 17 anos, foram
apreendidos em flagrante por policiais militares durante
operação em local conhecido pelo intenso comércio ilícito de
entorpecentes.
Ambos portavam quantidade significativa de drogas fracionadas e
embaladas para venda, além de dinheiro trocado. Apurou-se que
L.G.M. já havia sido submetido, em ocasiões anteriores, a
medidas socioeducativas de liberdade assistida e de internação,
em razão de atos infracionais análogos ao tráfico de drogas,
tendo reiteradamente descumprido as determinações judiciais.
R.C.A., por sua vez, embora sem histórico de medidas anteriores,
confessou espontaneamente a prática do ato infracional no
momento da oitiva informal, colaborando com a autoridade
policial.
O Ministério Público requereu a aplicação da medida
socioeducativa de internação para ambos, sustentando a
gravidade concreta da conduta e a necessidade de resposta
estatal mais severa. A defesa de L.G.M. alegou ausência de
trânsito em julgado das medidas anteriores, enquanto a defesa
de R.C.A. sustentou que a confissão espontânea deveria afastar
eventual internação.
Considerando o Estatuto da Criança e do Adolescente e a
jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça,
assinale a afirmativa correta.