Riobaldo, sargento da Polícia Militar de um estado da região
Sudeste, inconformado com o que entendia ser um volume
excessivo de trabalho imposto pelo comandante do Batalhão no
qual estava lotado, concertou-se com outros 25 militares da
mesma unidade para paralisarem por um dia seu serviço de
patrulhamento, exigindo do comandante-geral da corporação a
exoneração do comandante do batalhão.
Para tanto, decidiram, quando da assunção do serviço, postarem-se sentados no chão, em frente ao portão principal da unidade,
impedindo a entrada ou a saída das viaturas utilizadas no
patrulhamento ostensivo. Visando a afirmar o caráter pacífico do
movimento, Riobaldo e seus companheiros concordaram em
estar desarmados e em trajes civis no momento do planejado
protesto.
No dia marcado, ao se deparar com a ação de seus subordinados,
o comandante do Batalhão, coronel Ramiro, em três
oportunidades, dirigiu ordem direta aos policiais militares para
que cessassem com o protesto e retomassem imediatamente
seus afazeres, liberando a entrada principal da unidade. Tal
determinação, no entanto, foi expressamente rechaçada pelos
subordinados, afirmando que não liberariam a circulação das
viaturas nem assumiriam suas funções normais naquele dia.
Diante disso, o coronel Ramiro advertiu que iria mobilizar o
restante de sua tropa, cerca de 90 homens, para retirar à força
Riobaldo e seus colegas de farda. Ato contínuo, surpreendendo
Riobaldo e os demais companheiros, o cabo Hermógenes,
liderando mais 4 militares, exibiu para o comandante armas de
fogo que, até então, traziam escondidas sob suas vestes, dando a
entender que iriam resistir a qualquer medida de força por
ventura determinada.
Diante do acima exposto, é correto afirmar, em relação à conduta
dos militares que protestavam, que:
Durante patrulhamento motorizado de rotina, por volta das 22 horas
e 30 minutos, a guarnição comandada pelo sargento Athos e
composta pelos soldados Porthos, Aramis e D’Artagnan logrou
identificar residência que, segundo Porthos se recordava, havia
sido mencionada por um informante como suposto ponto de
armazenamento de material entorpecente destinado ao tráfico
de drogas.
Diante dessa informação, Aramis sugeriu, com a entusiasmada
aprovação de Porthos e D’Artagnan, que ingressassem na
residência pulando o muro e procedessem a uma revista na área
externa da casa. O sargento Athos, no entanto, declarou
expressamente seu desacordo, afirmando que sequer sairia da
viatura e que não contassem com ele para nada.
Mesmo assim, após desembarcarem do veículo, Porthos e Aramis
pularam o muro da residência, enquanto D’Artagnan permaneceu
no portão, vigiando para o caso de alguém chegar.
Após nada ser encontrado na referida revista, os três soldados
retornaram à viatura onde o sargento Athos, ainda bastante
aborrecido, afirmou que, se não fossem amigos e não
trabalhassem juntos há tanto tempo, os prenderia todos em
flagrante.
Diante do acima exposto, é correto afirmar, em relação às
condutas dos policiais militares referidos, que:
Lucas e alguns colegas, todos policiais militares, encontraram-se para, dolosamente, ocupar um estabelecimento militar, em detrimento da ordem e da disciplina militar. Contudo, antes da execução do crime e quando ainda era possível evitar-lhe as consequências, Lucas denunciou o ajuste de que participou ao seu superior hierárquico. Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal Militar, é correto afirmar que a conduta de Lucas caracteriza o crime de
Luiz, sargento da Polícia Militar do Estado de São Paulo, agindo com dolo, deixou de apresentar-se no momento da partida da aeronave de que é tripulante. Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal Militar, é correto afirmar que Luiz responderá pelo crime de
O Código Penal Militar Brasileiro foi instituído pelo Decreto-Lei n.º 1001, de 21 de outubro de 1969. De acordo com este Código, assinale a alternativa correta.
Segundo o Mestre do Direito Penal Brasileiro, Fernando Capez, crime é "todo fato humano que, propositadamente ou descuidadamente, lesa ou expõe a perigo bens jurídicos considerados fundamentais para a existência da coletividade". De acordo com o Direito Brasileiro, há crimes comuns e crimes militares, e estes subdividem-se entre crimes militares em tempos de paz e em tempos de guerra. Já a sanção prevista para o cometimento de crimes se divide em penas principais e acessórias. Das alternativas, marque aquela que há correspondência, segundo o Código Penal Militar, entre a pena e se é considerada como principal ou acessória.
Após intensa troca de tiros, durante incursão policial militar, foram localizados corpos de opositores jazendo mortos, com diversas perfurações de arma de fogo, ao lado de vasto armamento e inúmeros cartuchos de munição deflagrada. Apresentados os fatos e suas circunstâncias em sede policial civil, os policiais militares empenhados na missão admitiram ser os autores dos disparos verificados nos mortos, tendo a autoridade policial civil lavrado registro de ocorrência por morte decorrente de intervenção estatal.
A propósito do tema, com relação à conduta dos policiais, é correto afirmar que a descrição dos fatos amolda-se ao crime de:
Quando da fixação de pena privativa de liberdade, aplicável em decorrência de condenação por crime militar, o juiz togado levará em consideração dados fáticos encontrados no exame do processo a fim de adequar a reprimenda ao caso concreto.
Tais parâmetros, chamados de circunstâncias judiciais, são fruto do exercício de análise do magistrado e fundamentarão suas conclusões acerca das características da pena a ser aplicada. Em tema de circunstâncias judiciais, na ortodoxia do Código Penal Miliar, é correto afirmar que: