No curso de investigação sobre organização criminosa voltada à
prática de fraudes bancárias, a autoridade policial apreendeu
diversos dispositivos eletrônicos como notebooks e smartphones
na residência de um dos investigados, sem a imediata lavratura
detalhada dos procedimentos de acondicionamento e lacração.
Posteriormente, já na unidade policial, um dos aparelhos foi
acessado por um agente policial não perito, antes da realização
de espelhamento forense, sendo extraídas conversas de
aplicativo de mensagens que indicariam a participação do
investigado nos delitos. A perícia oficial, realizada dias depois,
reconheceu que não houve preservação integral dos metadados
originais, tampouco registro completo dos elos da cadeia de
custódia digital, embora tenha conseguido recuperar parte
relevante das conversas, que coincidem com aquelas inicialmente
visualizadas pelo agente policial.
Com base nessas informações, a autoridade policial obteve,
mediante autorização judicial, dados junto à instituição
financeira, que corroboraram as transações ilícitas.
Na sentença, o Juiz reconheceu falhas na cadeia de custódia dos
dispositivos, mas admitiu as provas obtidas junto à instituição
financeira, condenando o réu.
Pedro e Paulo foram indiciados em inquérito policial pela prática
do crime de domínio social estruturado cometido por
organização criminosa ultraviolenta de tipo milícia.
No curso das investigações, constatou-se que Pedro, em razão
dos crimes cometidos pela organização, amealhou bens de
inequívoca e comprovada origem ilícita, os quais foram objeto de
sequestro requerido pelo Ministério Público e deferido pelo Juiz.
Já em relação a Paulo, descobriu-se que o produto ou proveito
dos crimes por ele praticados se encontravam no exterior,
inclusive ativos digitais.
Em relação aos bens de Pedro e de Paulo, assinale a afirmativa
correta.
O Ministério Público deflagrou Ação Penal Pública em face de
Arquimedes pela prática do crime de furto, tendo a denúncia
narrado a subtração de coisa alheia móvel que se imputou ao
acusado.
Durante a instrução criminal, contudo, a vítima Helena narrou
que Arquimedes utilizou-se de violência para a subtração, o que
foi confirmado por imagens de vídeo trazidas a Juízo pela própria
vítima, as quais o Promotor de Justiça requereu que fossem
juntadas aos autos. Arquimedes foi interrogado e permaneceu
em silêncio.
Em alegações finais, o Ministério Público limitou-se a requerer a
condenação de Arquimedes pelo crime de roubo, em razão da
prova produzida em Juízo.
Sobre o caso hipotético narrado, assinale a afirmativa correta.
Patrícia foi indiciada pela prática de duplo homicídio culposo em
inquérito policial, constatando-se, ainda, durante a investigação,
que ela respondia a cinco inquéritos policiais pretéritos por
crimes patrimoniais e que não tinha residência fixa.
O Ministério Público recebeu os autos do inquérito e ofereceu
denúncia em face de Patrícia em razão dos referidos delitos de
homicídio e requereu a sua prisão preventiva. Antes, contudo, de
o Juiz analisar a denúncia e o requerimento de custódia cautelar,
a defesa técnica de Patrícia juntou aos autos atestado de que ela
se encontrava grávida, com seis meses de gestação.
Considerando apenas o cenário descrito, assinale a afirmativa
correta.
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime
Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
(Gaeco), em auxílio e com a anuência do Promotor Natural,
instaurou procedimento investigatório criminal para apurar
crimes de constituição de organização criminosa, de roubo com
emprego de arma de fogo e de extorsão por esta organização
cometidos.
No bojo do referido procedimento investigatório, o Gaeco
requereu ao Juiz a decretação da prisão temporária de quatro
investigados, entre eles o líder da organização, fundado na
imprescindibilidade da prisão para as investigações em
andamento, pelo prazo de 30 dias.
Sobre a prisão temporária, assinale a afirmativa correta.
Armando foi indiciado em inquérito policial pela prática dos
crimes de falsificação de documento e de estelionato, tendo sido
posteriormente denunciado pelo Ministério Público.
Após a instrução criminal, com o objetivo de sanar dúvida sobre
ponto relevante, o Juiz de ofício determinou a intimação do
acusado para, se quisesse, fornecer padrões gráficos do próprio
punho para efeito de realização de exame grafotécnico e
comparação com assinaturas em documentos falsificados.
O acusado, instruído por sua defesa técnica, recusou-se, alegando
a garantia constitucional do privilégio contra a autoincriminação.
Apesar disso, o Ministério Público requereu a juntada aos autos,
para fins de realização do referido exame e comparação de
padrões gráficos de autoria inequívoca do acusado já existentes e
constantes dos arquivos do Instituto de Criminalística. Com base
nos padrões existentes, foi realizado laudo de exame que atestou
os crimes de falsidade e de estelionato cometidos por Armando.
Diante desse cenário, considerando as garantias constitucionais
do acusado, assinale a afirmativa correta.
Aníbal e Átila foram indiciados pela autoridade policial,
juntamente com outros 18 indivíduos, pelo delito de constituir
organização criminosa para a prática de crimes de estelionato,
extorsão e roubo com o emprego de arma de fogo.
Átila foi o primeiro a prestar efetiva colaboração. Contudo, o fez
diretamente com a autoridade policial, na presença de seu
advogado, mas sem a participação ou manifestação do Ministério
Público. Ficou acordado como prêmio o não oferecimento de
denúncia em razão de ele ter revelado crimes de cuja existência
não tinha conhecimento a autoridade policial.
Aníbal, por sua vez, que era o líder da organização criminosa,
resolveu celebrar acordo de colaboração premiada com o
Ministério Público, na presença de seu advogado, tendo revelado
a estrutura e as funções de cada integrante da organização.
Nesse caso, ficou pactuado como prêmio a prisão domiciliar e a
cláusula de renúncia, por parte de Aníbal, a impugnar a decisão
homologatória.
Ambos os acordos foram encaminhados à homologação judicial.
Sobre esse cenário, assinale a afirmativa correta.
Hugo, investigado pela prática de crime tipificado na Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013), celebrou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, o qual foi devidamente homologado pelo juiz competente.
Nos termos da Lei nº 12.850/2013, com fundamento apenas nas declarações do colaborador, o juiz
Ricardo teve instaurado em seu desfavor inquérito policial pela suposta prática de crime de uso de documento público falso. No curso do inquérito policial, a defesa impetra habeas corpus sustentando atipicidade da conduta. O juiz de primeira instância competente acolhe a argumentação defensiva, concedendo a ordem de habeas corpus para trancar o inquérito policial por falta de justa causa.
Nos termos do Código de Processo Penal, ao tomar ciência dessa decisão, o Ministério Público
Nos termos do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei nº 15.272/2025, para decretar a prisão preventiva, devem ser considerados na aferição da periculosidade do agente, geradora de riscos à ordem pública: