Uma mulher de 43 anos, com neoplasia maligna de mama triplonegativa de alto risco (CID-10 C50), iniciou tratamento
neoadjuvante com paclitaxel, carboplatina AUC 5 e
pembrolizumabe. Posteriormente, receberá doxorrubicina e
ciclofosfamida associadas ao pembrolizumabe. Após o
procedimento cirúrgico, continuará pembrolizumabe
isoladamente como tratamento adjuvante.
A paciente não apresenta história prévia de náuseas ou vômitos
relevantes, nem contraindicação ao uso de dexametasona ou
olanzapina.
Considerando as recomendações MASCC/ESMO para prevenção
de náuseas e vômitos induzidos pelo tratamento antineoplásico,
assinale a opção que indica a proposta de profilaxia mais
apropriada.
Uma criança do sexo masculino, 5 anos, 18 kg, foi diagnosticada
com faringoamigdalite estreptocócica e recebeu prescrição de
amoxicilina suspensão oral 250 mg/5 mL, 4,8 mL a cada 8 horas,
por 10 dias.
Três dias após o início do tratamento, a mãe retornou ao médico
para acompanhamento e informou que deixou de administrar a
dose prevista naquela manhã, pois a criança estava sem febre,
brincando normalmente e recusou o medicamento devido ao
sabor. A próxima dose estava prevista para sete horas depois. A
criança permaneceu assintomática, sem vômitos, diarreia
importante, sinais de alergia ou dificuldade para deglutir.
Para o caso apresentado, assinale a opção que indica a conduta
terapêutica mais apropriada.
Um homem de 68 anos, com insuficiência cardíaca com fração de
ejeção de 32%, hipertensão arterial e doença renal crônica G3a,
encontra-se internado para ajuste terapêutico. Faz uso de
valsartana 80 mg a cada 12 horas, carvedilol 12,5 mg a cada 12
horas e furosemida 40 mg ao dia.
Com potássio inicial de 4,3 mEq/L, creatinina de 1,4 mg/dL e taxa
de filtração glomerular estimada de 46 mL/min/1,73 m², foi
iniciada espironolactona 25 mg ao dia. Após 12 dias, o paciente
permaneceu assintomático e euvolêmico, porém apresentou
potássio de 6,2 mEq/L em nova amostra não hemolisada,
creatinina de 1,5 mg/dL e eletrocardiograma sem alterações.
Considerando os benefícios do bloqueio neuro-hormonal e o
risco de hiperpotassemia, assinale a opção que apesenta a
conduta farmacêutica mais apropriada.
Paciente feminina, 83 anos, 46 kg, institucionalizada. Diagnóstico de transtorno bipolar tipo I, em uso de carbonato de lítio 300 mg 12/12h há 11 anos, clonazepam 0,5 mg à noite e oxibutinina 5 mg 12/12h.
Apresenta perda de massa muscular visível em membros inferiores, força de preensão palmar reduzida para a idade. Relato de queda há seis dias. Nas últimas duas semanas: sonolência diurna intensa, confusão ao despertar, lentificação cognitiva e marcha instável. Reflexos tendíneos levemente hipoativos.
Exames realizados há 48 horas
Exame
Resultado
Referência
Creatinina sérica
0,9 mg/dL
0,5–1,1 mg/dL
Lítio sérico (12h pós-dose)
1,6 mEq/L
0,6–1,0 mEq/L (manutenção)
Sódio
133 mEq/L
136–145 mEq/L
TFG — CKD-EPI Cr
62 mL/min/1,73 m²
≥ 60 mL/min/1,73 m²
Cistatina C
1,8 mg/L
0,5–1,0 mg/L
TFG — CKD-EPI Cr-CysC
38 mL/min/1,73 m²
≥ 60 mL/min/1,73 m²
Nesse caso, para reduzir o risco de toxicidade por lítio e eventos adversos relacionados à polifarmácia nessa paciente, assinale a opção que indica a conduta farmacêutica mais apropriada.
Uma mulher de 72 anos, com fibrilação atrial, Diabetes Mellitus
tipo 2 e hipertensão arterial, recebeu alta após colecistectomia
videolaparoscópica por colecistite aguda.
A lista de medicamentos de uso domiciliar, confirmada com a
paciente, a filha e as embalagens trazidas ao hospital, incluía
apixabana 5 mg a cada 12 horas, metformina 850 mg a cada 12
horas, empagliflozina 10 mg ao dia e losartana 50 mg a cada 12
horas.
Durante a internação, a apixabana foi temporariamente suspensa
para o procedimento cirúrgico, sendo utilizada enoxaparina 40
mg ao dia para profilaxia. Na prescrição de alta constavam
apixabana, enoxaparina, metformina e losartana; a
empagliflozina não foi incluída. Não há justificativa documentada
para a manutenção da enoxaparina, nem para a ausência da
empagliflozina, e a paciente não recebeu orientação sobre
mudanças no tratamento.
Considerando o protocolo de reconciliação medicamentosa na
transição do cuidado, assinale a opção que indica a conduta
farmacêutica mais apropriada.
Uma mulher de 34 anos iniciou amoxicilina 500 mg por via oral, a
cada 8 horas, para tratamento de sinusite bacteriana. No terceiro
dia de tratamento, apresentou exantema maculopapular
disseminado e prurido. Negou febre, lesões em mucosas, edema
facial, dispneia, hipotensão ou necessidade de atendimento de
urgência.
A paciente não utilizou outros medicamentos, não tinha histórico
prévio de reação à amoxicilina e recebeu dose compatível com a
prescrição. Após a avaliação médica, o antibiótico foi suspenso,
com regressão completa das lesões em 48 horas.
Considerando a notificação de suspeita de reação adversa a
medicamento, a avaliação de causalidade, gravidade e
evitabilidade, assinale a opção que apresenta a conduta
farmacêutica mais apropriada.
Em uma unidade de pronto atendimento, foram identificados
três quase-erros em dois meses, envolvendo a dispensação de
dopamina em lugar de dobutamina. As ampolas são do mesmo
fabricante, têm volume idêntico, rótulos predominantemente
azuis e ficam armazenadas em compartimentos adjacentes,
organizados em ordem alfabética.
No evento mais recente, a troca foi identificada pela enfermagem
antes da administração ao paciente. A análise preliminar mostrou
que o serviço não possui lista institucional de medicamentos com
nomes, embalagens ou apresentações semelhantes.
Para reduzir o risco de novos erros relacionados a medicamentos
LASA (Look-Alike, Sound-Alike - medicamentos com aparência
semelhante e/ou nomes com som parecido), assinale a opção
que indica a estratégia institucional mais apropriada.
Uma mulher de 72 anos é admitida para tratamento de
candidíase esofágica, com prescrição inicial de fluconazol e
enoxaparina 40 mg por via subcutânea uma vez ao dia, para
profilaxia de tromboembolismo venoso. No prontuário eletrônico
constam apenas losartana e metformina como medicamentos de
uso domiciliar.
Durante a entrevista farmacêutica, com conferência das
embalagens trazidas pela filha, a paciente informou utilizar
apixabana 5 mg a cada 12 horas para fibrilação atrial, tendo
tomado a última dose na manhã da admissão. Relatou também
uso recente de ibuprofeno 400 mg, por conta própria, para dor
odontológica, além de produto fitoterápico à base de Ginkgo
biloba de uso diário.
Ao ser questionada sobre alergias, afirmou ser alérgica à
amoxicilina, porém descreve apenas náuseas e diarreia no
segundo dia de tratamento, há cinco anos, sem manifestações
cutâneas, respiratórias, cardiovasculares ou necessidade de
atendimento de urgência.
Considerando a reconciliação medicamentosa na admissão
hospitalar, assinale a opção que apresenta a conduta
farmacêutica mais apropriada.
Em uma UTI neonatal, o Farmacêutico avaliou a prescrição de
uma formulação de nutrição parenteral destinada a um recémnascido prematuro com restrição hídrica.
A formulação contém, entre outros componentes, glicose,
aminoácidos, gluconato de cálcio e fosfato de potássio, fonte
inorgânica de fósforo, em volume final de 150 mL. Também inclui
magnésio.
Antes da manipulação, a equipe solicitou aumento dos aportes
de cálcio e fósforo, redução do volume final para 100 mL e
substituição do fosfato de potássio por glicerofosfato de sódio,
fonte orgânica de fósforo. A nova formulação terá diferentes
concentrações de aminoácidos, cálcio e fósforo, além de
alteração prevista no pH final e permanência sob refrigeração
antes da administração.
A equipe propõe prosseguir com a nova formulação sem nova
análise de compatibilidade, alegando que o glicerofosfato elimina
o risco de precipitação com o cálcio. Sugere ainda adicionar cálcio
e fósforo em sequência imediata ao final do preparo.
Considerando a compatibilidade cálcio-fósforo em nutrição
parenteral, assinale a opção que apresenta a conduta
farmacêutica mais apropriada.
Um paciente com área de superfície corporal (ASC) de 1,92 m²
iniciará tratamento com o protocolo mFOLFOX6.
O esquema terapêutico prevê a administração de 5-fluorouracil
(5-FU) na dose de 2.400 mg/m², em infusão contínua por 46
horas, utilizando solução de 5-FU 50 mg/mL.
Após o cálculo da dose e a adição do medicamento, a preparação
foi completada com diluente até o volume total de 230 mL,
correspondente ao volume de infusão da bomba elastomérica.
Nesse contexto, assinale a opção que apresenta corretamente a
dose total de 5-FU, o volume de 5-FU a ser adicionado à
preparação e a taxa de infusão da bomba elastomérica,
respectivamente.