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Respondida
Agostinho de Hipona conseguiu, em sua filosofia,
apresentar uma explicação que constituiu ponto de
referência durante séculos sobre o problema do
mal e seu estatuto ontológico. Sobre esse assunto,
assinale a alternativa correta.
Respondida
O ideal do ser humano, para os gregos, passa a ser
a figura do bom cidadão, ou seja, aquele que sabe
atuar em sociedade e preocupa-se com o bem
comum. Nesse contexto, acerca do papel dos
sofistas, assinale a alternativa correta.
A
O termo “sofista” deriva da palavra sophía , que
quer dizer sabedoria em grego. Muitos filósofos
acreditavam que a essência do sofista era
compreender a verdade e espalhá-la; em razão
disso, eles são conhecidos como inventores da
verdade.
B
Os sofistas constituíam uma escola filosófica
homogênea, tendo como representantes
Protágoras de Abdera e Górgias de Leontini.
Nessa escola, eles possuíam doutrina única e
sistemática, voltada à investigação da natureza
(physis ) como princípio universal.
C
Os sofistas defendiam a existência de verdades
absolutas e universais, sendo contrários ao
relativismo e à valorização das opiniões
individuais.
D
Górgias, um dos sofistas com quem Sócrates
discute, defende que a realidade é alheia ao
discurso; por esse motivo, restaria ao discurso
apenas o papel de convencer os outros sobre a
verdade absoluta alcançada, sendo, por isso,
necessário dominar a retórica.
E
Os sofistas foram imprescindíveis para o
florescimento cultural grego, popularizando os
debates intelectuais. Com os sofistas, surge o
filósofo público, que, em vez de meditar sozinho,
discute entre outros cidadãos e interessados.
Respondida
Com base na filosofia política de Georg Wilhelm
Friedrich Hegel, assinale a alternativa correta.
Respondida
Walter Benjamin trouxe contribuições originais
para o uso do marxismo na análise de obras
artísticas, especialmente ao relacionar estética,
técnica e sociedade. Em relação a esse assunto,
assinale a alternativa correta.
A
O método de Walter Benjamin buscava explicitar
o processo de degeneração da sociedade
burguesa e suas injustiças intrínsecas.
B
Walter Benjamin, em seu método, buscava uma
forma de promover e, até mesmo, rever uma
sociedade utópica sem classe, centrada na
valorização autônoma da arte.
C
Benjamin defendia a neutralidade da arte em
relação às condições sociais. Para ele, as classes
sociais entendiam a arte como independente das
estruturas políticas e econômicas.
D
Walter Benjamin evita se contrapor à ideia
positivista e ao evolucionismo em todas as formas;
com isso, ele evita fazer uma leitura política da
história, investigando as realidades e as histórias
dadas pelos vencedores.
E
A arte, para Walter Benjamin, não perde sua
autenticidade. A reprodução das obras de arte
indica o caráter contextual da história e
unidimensional da mentalidade da classe
operária. Assim, mesmo com reproduções em
massa, a obra de arte sempre mantém a aura
artística.
Respondida
De acordo com a dialética de Georg Wilhelm
Friedrich Hegel, assinale a alternativa correta.
A
Hegel apresenta três etapas do processo de
formação do pensamento: o entendimento, a
razão especulativa e a razão dialética, sendo o
primeiro o mais importante.
B
A dialética, em Hegel, limita-se à análise lógica
das ideias, sem qualquer relação com a história ou
com o desenvolvimento concreto.
C
Em Hegel, a realidade é composta por elementos
isolados e independentes, sendo o movimento
dialético apenas uma forma subjetiva de
organização do pensamento.
D
Na dialética hegeliana, tem-se como fundamento
o fato de que todo objeto de pensamento é, ao
mesmo tempo, uma ideia que temos sobre esse
objeto e também a sua existência concreta; em
Hegel, conceito e objeto estão sempre unidos no
movimento do real.
E
A realidade, em Hegel, se apresenta ao mesmo
tempo como algo que é e também como sua
negação, ou seja, como algo que não é. Dessa
contradição, conclui-se que a realidade é real,
mesmo sendo uma cópia do mundo inteligível.
Respondida
Sobre a moral dos senhores e a moral dos
escravos, presentes no pensamento de Friedrich
Nietzsche, assinale a alternativa correta.
A
A moral dos senhores valoriza a força, a coragem,
a autonomia, a afirmação da vida, o apego às
questões religiosas e a não dependência de
normas externas impostas por terceiro.
B
A moral dos senhores é a de personalidades
poderosas, de grande vitalidade, de elevado nível
de exigência para consigo mesmas e de afirmação
da vida.
C
A moral dos escravos é a moral dos fracos, porém
heróis, dos apaixonados e dos humildes, dos que
se apegam à religiosidade, mas com vitalidade.
D
A moral dos escravos e a moral dos senhores
possuem valores equivalentes e coexistem sem
conflitos, pois ambas buscam a harmonia social.
E
Segundo Nietzsche, a moral dos senhores é a
moral dos ressentidos, oposta a tudo aquilo que
lhe é superior, que prega a igualdade.
Respondida
Durante uma aula sobre teoria do conhecimento,
um professor propõe aos alunos a seguinte
situação: ao observar um objeto qualquer, o sujeito
inicialmente o percebe por meio dos sentidos,
organiza essa percepção em formas e,
posteriormente, elabora conceitos e juízos sobre
ele. Em seguida, o professor solicita que os alunos
expliquem, com base na filosofia de Immanuel
Kant, como se estrutura esse processo de
conhecimento. Assinale a alternativa que
apresenta a explicação correta.
Respondida
Sobre o cogito na filosofia de René Descartes,
considerado como um dos fundamentos da
epistemologia moderna, assinale a alternativa
correta.
Respondida
Durante uma sequência didática sobre os filósofos
pré-socráticos, um professor de filosofia propõe
uma atividade em grupo na qual os alunos devem
apresentar diferentes pensadores e explicar suas
respectivas concepções de arkhé (princípio
originário de todas as coisas). Após as
apresentações, o professor percebe que uma das
equipes cometeu um equívoco conceitual ao
atribuir incorretamente a arkhé ao filósofo
estudado. Assinale a alternativa que apresenta
esse erro.
A
Anaximandro, discípulo de Anaxímenes,
acrescentou algumas características ao conceito
do seu mestre. Para ele, o princípio da natureza
seria o ar. Ele também relatou o modo concreto da
formação dos elementos, explicando como os
outros elementos são originados no mundo: pela
rarefação e condensação do ar.
B
Tales de Mileto deduziu sua convicção da
constatação de que a nutrição de todas as coisas
é “úmida”, que as sementes e os germes de todas
as coisas têm natureza úmida e que, portanto, a
secura total é a morte. Assim como a vida está
ligada à umidade, e esta pressupõe a água, então
a água é a fonte última de todas as coisas.
C
Heráclito caracterizou o princípio como o fogo,
expresso como exemplo das características de
mudança contínua, do contraste e da harmonia. O
universo é eterno, não foi criado e não morre.
Heráclito diz que “tudo se move”, “tudo escorre”,
nada permanece imóvel e fixo, tudo muda e se
transmuta, sem exceção.
D
Para os pitagóricos, o princípio eram os números,
pois em todas as coisas existe regularidade
matemática. Os sons e a música, aos quais os
pitagóricos dedicavam muita atenção, como meio
de purificação, são traduzíveis em determinações
numéricas. Por outro lado, são as leis numéricas
que determinam os anos, as estações, os meses
e os dias. Para os pitagóricos, os números não
eram apenas uma abstração mental, mas algo
extremamente real.
E
Para Parmênides, o princípio é o ser: “O ser é e
não pode não ser; o não ser não é e não pode ser
de modo nenhum. O ser é o positivo puro e o não-ser o negativo puro. Tudo aquilo que alguém
pensa e diz é”.
Respondida
Sobre o conceito de “valor de exposição”, presente
no pensamento de Walter Benjamin, assinale a
alternativa correta.
A
O valor de exposição refere-se à manutenção da
função ritual da obra de arte, que permanece
vinculada ao sagrado mesmo na modernidade e
pós-modernidade.
B
O valor de exposição implica o desaparecimento
da materialidade da obra de arte por completo,
sendo substituída por sua dimensão simbólica.
C
O valor de exposição consiste na valorização da
obra, bem como na sua aura, na sua raridade e na
sua inacessibilidade ao público.
D
Com o contínuo desenvolvimento histórico e, em
especial, com o surgimento do capitalismo, as
obras de artes adquirem o que Benjamin chama
de valor de exposição, sendo cada vez mais
valorizadas em si mesmas, sem relação
necessária com práticas místico-religiosas.
E
O valor de exposição é fundamental na
composição estética, pois elimina qualquer forma
de reprodução técnica, preservando a aura
original da obra de arte.