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Foram encontradas 7.227 questões.

4136793 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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“Foi pela admiração que os homens começaram a filosofar, tanto no princípio como agora. De início, ficaram perplexos diante das dificuldades mais simples; depois, avançaram pouco a pouco e enunciaram problemas a respeito das dificuldades mais complexas, como os fenômenos da lua, do sol e das estrelas, assim como a gênese do Universo.”

ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1969. p.40.

Além das afirmações de Aristóteles acima, considere as seguintes proposições sobre o surgimento da Filosofia.

I. A Filosofia surgiu quando alguns pensadores gregos perceberam que a verdade do cosmo e dos homens não era algo nem secreto e nem misterioso, que necessitasse ser anunciado por divindades aos escolhidos, mas que, em contraste, podia ser alcançado através do raciocínio e operações mentais, das quais somente os filósofos são dotados.

II. Apesar de se atribuir aos gregos o surgimento da Filosofia, é mais correto afirmar que ela tem seu aparecimento primeiramente junto aos povos orientais, como egípcios e hebreus (especificamente por influência de Moisés), que já possuíam, verdadeiramente, uma forma de “sabedoria” constituída de convicções religiosas, mitos teológicos e “cosmogônicos”.

III. Dentro do conjunto de circunstâncias que contribuíram para o surgimento do pensamento filosófico na Grécia, cita-se: a configuração geográfica de seu território, com relevo peculiar, que favorecia o comércio marítimo e o intercâmbio cultural e econômico com outros povos; e a organização social e política dos gregos com suas cidades-Estados e oferecendo possibilidades para a realização de debates e prática da livre expressão.

IV. Antes dos gregos, especulações filosóficas já eram levantadas na China e na Índia, a partir de questões relacionadas à natureza da divindade, à alma humana e à vida após a morte, bem como a respeito dos princípios de todas as coisas, chegando a conclusões que levaram à terra, ao fogo e ao ar como tais princípios.

É CORRETO afirmar que:

 

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4136792 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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Divisor de águas na história do pensamento, a filosofia crítica de Kant subverteu a relação entre o sujeito e o real. Ao postular que o conhecimento orbita as faculdades da sensibilidade e do entendimento, e não o inverso, o filósofo logrou superar a dicotomia entre razão e experiência. Essa análise transcendental não apenas redefiniu a gênese da objetividade, como também conferiu legitimidade e rigor científico aos postulados da mecânica de seu tempo.

À luz do arcabouço teórico do criticismo kantiano, as proposições a seguir revelam-se exatas, à EXCEÇÃO de:

 

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4136791 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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A filosofia de Hans Jonas estabelece o marco inaugural da ética na era tecnológica, exercendo influência indelével sobre o princípio da precaução e os fundamentos da bioética contemporânea. Embora sua relevância seja amplamente referendada, o pensamento jonassiano é frequentemente revisitado sob lentes críticas: Jürgen Habermas, por exemplo, postula a transição dessa responsabilidade para uma base discursiva e democrática, ao passo que Dieter Birnbacher propõe uma vertente mais pragmática, despojada do peso metafísico original.

Constituem críticas ao arcabouço ético de Hans Jonas as sentenças abaixo, com EXCEÇÃO de:

 

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4136790 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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As perguntas: qual é a origem do conhecimento? E qual é a natureza fundamental da realidade? são duas vias de acesso ao problema central da filosofia moderna pós-Cartesiana: a crise da representação e a busca por um fundamento seguro para o conhecimento da realidade. Elas definem o campo de batalha onde se confrontam as grandes correntes filosóficas. Separar epistemologia (teoria do conhecimento) e metafísica (teoria da realidade) é, na prática, uma divisão didática — na reflexão filosófica substantiva, elas são inextricavelmente entrelaçadas.

Assinale a alternativa CORRETA sobre as referidas questões:

 

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4136789 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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A tentativa de conciliar a Ciência da Lógica de Georg Wilhelm Friedrich Hegel com a filosofia analítica — correntes tradicionalmente vistas como opostas — éum campo de pesquisa contemporâneo e notável, muitas vezes denominado de "Hegelianismo Analítico" ou o "retorno de Hegel" à filosofia anglo-americana. Robert Brandom é um dos principais representantes da filosofia analítica contemporânea e ocupa uma posição singular no debate filosófico atual por promover uma reaproximação sistemática entre a tradição analítica e a filosofia clássica alemã, em especial a obra de G. W. F. Hegel.

Particular relevância assume, neste contexto, o estatuto da contradição: seria ela um fenômeno ontológico ou meramente linguístico? Identifique a assertiva que DIVERGE da tese sustentada por Hegel.

 

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4136788 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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A famosa dialética do senhor e do escravo, na Fenomenologia do Espírito de Hegel é frequentemente interpretada como uma metáfora para a luta por reconhecimento (Anerkennung). Axel Honneth, ao elaborar sua teoria do reconhecimento como um conflito moralmente motivado, se distancia de Hegel em muitos aspectos.

Assinale a alternativa que melhor descreve a ruptura de Honneth com Hegel.

 

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4136787 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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Os padrões pedagógicos da filosofia - avaliação por ensaios argumentativos lineares, participação em debates rápidos, valorização da réplica concisa—são construídos em torno de uma norma da racionalidade neurotípica. Indivíduos neurodivergentes (autistas, com TDAH, etc.) podem engajar-se filosoficamente através de modalidades alternativas: pensamento em rede hiper-associativo, foco monográfico profundo em vez de debate amplo, necessidade de mais tempo para processar e formular respostas verbais. A insistência na forma argumentativa linear padrão não é apenas uma barreira de acesso; é uma afirmação epistêmica de que apenas um tipo de performance cognitiva conta como 'fazer filosofia'. A verdadeira inclusão exigiria não apenas acomodações, mas uma revisão dos critérios do que constitui uma contribuição filosófica válida na sala de aula.

CHAPMAN, R.; SILVERS, A.. Neurodivergent modes of thinking and the ethics of philosophical pedagogy. The Journal of Social Philosophy, v. 55, n. 2, p. 234–253, 2024.

Com base no texto e nos seus conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, é CORRETO afirmar que:

 

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4136786 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
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O objetivo central do ensino de filosofia – a promoção da Mündigkeit (autonomia/maioridade) através do uso público da razão – encerra uma aporia pedagógica fundamental: se a autonomia é, por definição, algo que o indivíduo conquista por si mesmo, como pode ser ‘ensinada’ ou ‘promovida’ por outro? Toda tentativa de levá-lo à autonomia por meio de um método didático corre o risco de ser um ato heterônomo, uma ‘domesticação para a liberdade’. Essa aporia questiona a própria possibilidade de uma didática da filosofia que não seja, no fundo, uma contradição performativa. A solução não está em abandonar o conceito, mas em reconhecer essa tensão como o motor dialético do processo de ensino-aprendizagem.

RÖTTGERS, Kurt. “Die Aporie der Mündigkeit im Philosophieunterricht”. In: Dialektik der Bildungsrationalität. Würzburg: Königshausen & Neumann, 2008, S. 156-161. Adaptação e trad. nossa.

Com base no texto acima e em seus conhecimentos, é CORRETO concluir que:

 

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4136785 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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A digitalização não é apenas uma nova ferramenta para velhos métodos, mas um desafio à própria autocompreensão da didática da filosofia. Plataformas de diálogo assíncrono, inteligência artificial generativa e ambientes de realidade virtual colocam questões sobre a natureza do diálogo filosófico, a autoria do pensamento e a mediação da experiência. Podemos falar em um ‘digitales Philosophieren’ específico? Ele amplia ou empobrece as condições da reflexão? A didática precisa desenvolver critérios normativos para o uso digital que preservem os objetivos centrais da filosofia: a profundidade reflexiva, a autoria do pensamento e a relação intersubjetiva crítica.

KIRCHNER, C.; WIESE, M. Digitales Philosophieren. Journal für Didaktik der Philosophie und Ethik, Sonderheft “Digitalität”, p. 10–15, 2022.

A partir do texto acima e de seus conhecimentos, pode-se concluir que:

 

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4136784 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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A clássica controvérsia entre uma abordagem sistemático-problemática e uma histórico-genérica no currículo de filosofia ainda não está resolvida. A primeira corre o risco de apresentar os problemas de forma descontextualizada e anacrônica. A segunda, de se perder na sucessão de autores sem alcançar a competência de pensar os problemas por si mesmo. A solução não está em um compromisso vago, mas na ‘historicização sistemática’: um tópico problemático (ex.: o conceito de justiça) é aberto, e então são examinadas posições históricas fundamentais (ex.: Platão, Rawls) como respostas modelares a esse problema. O aluno deve compreender tanto a lógica interna do problema quanto a especificidade histórica de cada resposta.

STEENBLOCK, V. Philosophische Bildung. In: Handbuch Philosophie und Ethik. Bd. 1: Didaktik und Methodik. Paderborn: Schöningh, 2014. p. 203–207.

Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre ensino de filosofia, pode-se CORRETAMENTE concluir que:

 

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