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TEXTO 6
Cristais
Mais claro e fino do que as finas pratas
O som da tua voz deliciava...
Na dolência velada das sonatas
Como um perfume a tudo perfumava.
Era um som feito luz, eram volatas
Em lânguida espiral que iluminava,
Brancas sonoridades de cascatas...
Tanta harmonia melancolizava.
Filtros sutis de melodias, de ondas
De cantos volutuosos como rondas
De silfos leves, sensuais, lascivos...
Como que anseios invisíveis, mudos,
Da brancura das sedas e veludos,
Das virgindades, dos pudores vivos.
Fonte: CRUZ E SOUSA. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995. p. 86.
O Texto 6 apresenta um poema de Cruz e Sousa, importante autor da literatura brasileira. Sobre essa produção, assinale a alternativa correta.
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Carlos Drummond de Andrade está colocado entre os mais importantes poetas brasileiros, graças à indiscutível qualidade de sua obra poética, principalmente. Aliando essa qualidade artística à capacidade de comunicação escrita, ele atingiu enorme aceitação popular não só junto ao grande público, como também entre os leitores iniciados na arte poética e, naturalmente, mais exigentes. Mais do que isso, Drummond é unanimidade entre os críticos literários, sendo, hoje, o nome de maior ressonância nacional da poesia brasileira. Leia, com atenção, as afirmações a seguir sobre a vida e a obra desse poeta. Em seguida, marque a opção CORRETA.
I. A resposta poética de Drummond às profundas transformações sociais, políticas e econômicas da década de 1930 (ideologias nazifascistas, regime autoritário de Vargas e a Segunda Grande Guerra) surgiria na forma do livro Sentimento do Mundo, de 1940. Grande parte dos poemas dessa publicação revela um poeta tomado pela consciência do mundo ao seu redor. Preocupado em refletir sobre os acontecimentos, o poeta produziu poemas politicamente engajados, nos quais, de quando em quando, a esperança surgia timidamente, como se quisesse compensar todo o pessimismo que o momento histórico impunha, pela tragédia coletiva do conflito destruidor.
II. José, de 1942, mostra o alto nível do vazio social e o baixo nível da expectativa da sociedade, por meio do drama de um único indivíduo, símbolo de milhões. A linguagem desse poema revela a linguagem assumida agora pelo poeta, que sabia ser necessário tornar-se mais comunicativo, direto, claro, em nome da coerência de tornar sua obra legível, por ser uma tentativa de interpretar e traduzir as dores dos homens comuns. Assim, o poeta se identificava cada vez mais com os seus semelhantes, pois percebia neles as mesmas carências e aflições que ele também vivia.
III. A partir de Alguma poesia (1930), a primeira publicação do poeta, e Brejo das almas (1934) o poeta estabelece duas orientações: de um lado, a poesia reflexiva, filosófica e metafísica, em que, com frequência, aparecem os temas da morte e do tempo, além dos temas habituais em Drummond tais como a família, a infância e a própria poesia; de outro, a poesia nominal, na qual se destaca a preocupação com recursos fônicos, visuais e gráficos do texto, em cuja linguagem o verso e a palavra são violentados, desintegrados, com o emprego constante de neologismos, aliterações, sugestões visuais e rupturas sintáticas.
IV. A partir de Lição de coisas, livro de 1962, o escritor estabelece canais de comunicação com as experiências da vanguarda estética da época, que era a poesia concreta. Em contrapartida, pode-se perceber uma retomada de alguns elementos recorrentes nos períodos anteriores: a ironia, o humor, a perspectiva política, o lirismo engajado, o fundo filosofante, o desespero diante do impasse da existência humana se juntam de maneira criativa e fluente, em uma linguagem caracterizada pela economia e pela contenção.
Está(ão) CORRETA(S):
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No Brasil, o termo Modernismo envolve aspectos ligados ao movimento propriamente dito, à estética e ao período histórico. Assinale a alternativa que apresenta uma declaração INCORRETA acerca desse movimento.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Realeza-PR
"A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá embaixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagui-açu que o carregara pro alto do tapiri tamanho em que dormira... Que mundo de bichos! que despropósito de papões roncando, mauaris juruparis sacis e boitatás nos atalhos nas socavas nas cordas dos morros furados por grotões donde gentama saía muito branquinha branquíssima, de certo a filharada da mandioca!... A inteligência do herói estava muito perturbada. As cunhãs rindo tinham ensinado pra ele que o sagui-açu não era saguim não, chamava elevador e era uma máquina.
De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças-pardas não eram onças-pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas. Os tamanduás os boitatás as inajás de curuatás de fumo, em vez eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas telefones gorjetas postes chaminés. . .
Eram máquinas e tudo na cidade era só máquina! O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada."
O fragmento é de um dos romances modernistas mais importantes da literatura brasileira, publicado em 1928. Trata-se da obra:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Mogi Mirim-SP
“Fragmentação; síntese; busca pela linguagem brasileira; nacionalismo; ironia, humor e paródia; relato do cotidiano; revisão crítica do passado histórico e cultural; versos livres; rompimento com as estruturas do passado; anarquismo, sentido destruidor; volta às origens; linguagem coloquial; valorização do índio brasileiro; nacionalismo ufanista, exagerado e utópico; caráter revolucionário.”
As características mencionadas referem-se ao:
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Há certo sentido no qual a obra de Northrop Frye pode ser considerada como “estruturalista”, significativamente, ela é contemporânea ao crescimento do estruturalismo “clássico” na Europa. [...] Mas o estruturalismo propriamente dito encerra uma doutrina característica que não existe em Frye: a convicção de que as unidades individuais de qualquer sistema só têm significado em virtude de suas relações mútuas.
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006, com adaptações.
Acerca do estruturalismo, assinale a alternativa correta.
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Eu nasço no final do outono ou no inverno de 1827.
Troy, Nova Iorque.
Minha infância é feliz e meus pais me deixam fazer tudo o que eu quero contanto que, por minhas ações, não prejudique sua alta posição social. Meu pai é um homem formidável e rico, um homem alto que eu admiro. Enquanto criança, me sinto segura entre minhas bonecas. Jamais morrerei. Ninguém pode me machucar. Minha mãe, meu pai, minhas duas irmãs mais velhas, minha irmã mais nova e meu irmão muitas vezes me ignoram, ou prometem me amar, me dar um presente, depois não cumprem; e eu choro. Meu nome nessa época é Charlotte Wood.
Eu não me lembro de nada da minha infância antes dos 6 anos, quando começo a aprender a ler. [...]. Sou uma criança obediente: faço com obstinação o que meus pais e seus sócios querem que eu faça. Alucino. Trepo nas árvores, enfio agulhas nas bundas dos menininhos. Alucino que a Virgem Maria veste calça preta de couro e jaqueta de motoqueiro de couro preto, que trepa nas árvores, não dá a mínima para ninguém. (Ligo para D em Los Angeles você quer dormir comigo [...] ligo para você amanhã. Três dias depois nenhuma ligação eu sou maníaca preciso ver D [...] estou ocupado me ligue sexta. Você quer que eu te ligue sim. Eu ligo sexta ligo sábado domingo sou eu Kathy Oh hum você quer passar uma noite comigo de novo você está muito ocupado eu estou muito ocupado hum tchau divirta-se em New York hum tchau.)
ACKER, Kathy. A vida infantil da Tarântula Negra, por Tarântula Negra. São Paulo: Crocodilo, 2022.
Tendo em vista a leitura do texto e os estudos biográficos, assinale a alternativa correta.
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Eu nasço no final do outono ou no inverno de 1827.
Troy, Nova Iorque.
Minha infância é feliz e meus pais me deixam fazer tudo o que eu quero contanto que, por minhas ações, não prejudique sua alta posição social. Meu pai é um homem formidável e rico, um homem alto que eu admiro. Enquanto criança, me sinto segura entre minhas bonecas. Jamais morrerei. Ninguém pode me machucar. Minha mãe, meu pai, minhas duas irmãs mais velhas, minha irmã mais nova e meu irmão muitas vezes me ignoram, ou prometem me amar, me dar um presente, depois não cumprem; e eu choro. Meu nome nessa época é Charlotte Wood.
Eu não me lembro de nada da minha infância antes dos 6 anos, quando começo a aprender a ler. [...]. Sou uma criança obediente: faço com obstinação o que meus pais e seus sócios querem que eu faça. Alucino. Trepo nas árvores, enfio agulhas nas bundas dos menininhos. Alucino que a Virgem Maria veste calça preta de couro e jaqueta de motoqueiro de couro preto, que trepa nas árvores, não dá a mínima para ninguém. (Ligo para D em Los Angeles você quer dormir comigo [...] ligo para você amanhã. Três dias depois nenhuma ligação eu sou maníaca preciso ver D [...] estou ocupado me ligue sexta. Você quer que eu te ligue sim. Eu ligo sexta ligo sábado domingo sou eu Kathy Oh hum você quer passar uma noite comigo de novo você está muito ocupado eu estou muito ocupado hum tchau divirta-se em New York hum tchau.)
ACKER, Kathy. A vida infantil da Tarântula Negra, por Tarântula Negra. São Paulo: Crocodilo, 2022.
Com base na leitura do texto e na teoria da narrativa, assinale a alternativa correta.
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Uma Carniça
Lembra-te, meu amor, do objeto que encontramos
Numa bela manhã radiante:
Na curva de um atalho, entre calhaus e ramos,
Uma carniça repugnante.
As pernas para cima, qual mulher lasciva,
A transpirar miasmas e humores,
Eis que as abria desleixada e repulsiva,
O ventre prenhe de livores.
Ardia o sol naquela pútrida torpeza,
Como a cozê-la em rubra pira
E para o cêntuplo volver à Natureza
Tudo o que ali ela reunira.
E o céu olhava do alto a esplêndida carcaça
Como uma flor a se entreabrir.
O fedor era tal que sobre a relva escassa
Chegaste quase a sucumbir.
[...]
BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Considerando a leitura do poema de Charles Baudelaire e os conhecimentos quanto à teoria do poema, assinale a alternativa correta.
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Uma Carniça
Lembra-te, meu amor, do objeto que encontramos
Numa bela manhã radiante:
Na curva de um atalho, entre calhaus e ramos,
Uma carniça repugnante.
As pernas para cima, qual mulher lasciva,
A transpirar miasmas e humores,
Eis que as abria desleixada e repulsiva,
O ventre prenhe de livores.
Ardia o sol naquela pútrida torpeza,
Como a cozê-la em rubra pira
E para o cêntuplo volver à Natureza
Tudo o que ali ela reunira.
E o céu olhava do alto a esplêndida carcaça
Como uma flor a se entreabrir.
O fedor era tal que sobre a relva escassa
Chegaste quase a sucumbir.
[...]
BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Com base no texto e na teoria do poema, assinale a alternativa correta.
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