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1045217 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia o poema Veio um vento e responda à questão.
Veio um vento
de tendências contraditórias
e revirou o que era deslocável
e estava pelas ruas
Foram para o espaço
folhas secas e papéis
Papéis e folhas secas
voltaram para o chão
Os cães perderam o rumo
perseguidos pela fúria
dos galhos impelidos
mas
eis que todos retornam
e agora são os galhos
pelos cães perseguidos
E caíram frutas maduras
e verdes frutas caíram
Os raros transeuntes debandaram
uns carros queriam chegar... a cem por hora
Os pássaros não se governavam
As janelas batiam palmas
e as almas entravam por elas!
O mundo iria acabar?
(PERSONA, Lucinda Nogueira. Por imenso gosto. São Paulo: Massao Ohno, 1995.)
Em relação ao estilo do poema, analise as afirmativas a seguir.
I- O poema é estruturado de forma espelhada, com indicações da imagem e de seu reverso nos aspectos visual, semântico e sintático.
II- A construção em xadrez, comum no Barroco, é exemplificada pelo quiasmo E caíram frutas maduras / E verdes frutas caíram
III- Em As janelas batiam palmas, ocorre a desestabilização da linguagem comum pelo inusitado das associações, à moda do Surrealismo.
IV- A estrutura antitética do poema justifica-se pela cisão temporal: um antes e um depois, distintos na abordagem poemática.
Estão corretas as afirmativas
 

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1002373 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das coisas do tupi, do folk-lore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções.
A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por ele no silêncio de seu gabinete.
BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.
Acesso em: 8 nov. 2011.
O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas patrióticas evidencia que
 

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986551 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: IF-MT
INSTRUÇÃO: Leia os poemas abaixo e responda à questão.
I II
Todo este sangue de mil raças
corre em minhas veias
sou brasileiro
mas do Brasil sem colarinho
do Brasil negro
do Brasil índio
Sérgio Milliet
'senhor feudal'
Se Pedro Segundo
Vier aqui
Com História
Eu boto ele
na cadeia
Oswald de Andrade
Qual a grande contribuição trazida pela 1ª Geração Modernista?
 

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970175 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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18
Não vês aquele velho respeitável
que à muleta encostado,
apenas mal se move e mal se arrasta?
Oh! quanto estrago não lhe fez o tempo,
o tempo arrebatado,
que o mesmo bronze gasta!
Enrugaram-se as faces e perderam
seus olhos a viveza:
voltou-se o seu cabelo em branca neve;
já lhe treme a cabeça, a mão, o queixo,
nem tem uma beleza
das belezas que teve.
Assim também serei, minha Marília,
daqui a poucos anos,
que o ímpio tempo para todos corre.
Os dentes cairão e os meus cabelos.
Ah! sentirei os danos,
que evita só quem morre.
Mas sempre passarei uma velhice
muito menos penosa.
Não trarei a muleta carregada,
descansarei o já vergado corpo
na tua mão piedosa,
na tua mão nevada.
As frias tardes, em que negra nuvem
os chuveiros não lance,
irei contigo ao prado florescente:
aqui me buscarás um sítio ameno,
onde os membros descanse,
e ao brando sol me aquente.
Apenas me sentar, então, movendo
os olhos por aquela
vistosa parte, que ficar fronteira,
apontando direi: — Ali falamos,
ali, ó minha bela,
te vi a vez primeira.
Verterão os meus olhos duas fontes,
nascidas de alegria;
farão teus olhos ternos outro tanto;
então darei, Marília, frios beijos
na mão formosa e pia,
que me limpar o pranto.
Assim irá, Marília, docemente
meu corpo suportando
do tempo desumano a dura guerra.
Contente morrerei, por ser Marília
quem, sentida, chorando
meus baços olhos cerra.
(Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu e mais poesias. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1982.)
A leitura atenta deste poema do livro Marília de Dirceu revela que o eu lírico
 

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908443 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Enunciado 908443-1

 

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908441 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Enunciado 908441-1

A leitura que apreciar os traços temáticos e estilísticos do Texto II identificará uma avaliação de Alfredo Bosi compatível com a poesia de Manuel Bandeira; assinale a alternativa contendo essa avaliação.

 

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908437 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Enunciado 908437-1

A leitura dos Textos I e II permite reconhecer, neles, o compartilhamento de concepções dominantes na cultura e no imaginário ocidental. Esse compartilhamento, centrado principalmente nos valores associados à ideia de buscar a regeneração, pelo amor, da mulher decaída, caracteriza

 

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908436 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Enunciado 908436-1

O texto literário pode servir de referência para o ensino de tópicos da norma culta. Considere como possibilidades de temas de semântica e de sintaxe para estudo suscitadas pelo texto de Machado de Assis:

I. elucidação do sentido de palavras do léxico mais usadas no dialeto culto, em relação às de sentido equivalente, de uso no dialeto popular;

II. identificação de relações coesivas entre orações, apontando, por exemplo, o emprego da conjunção “como” expressando causa em – Como ostentasse certa arrogância (1.º §) – e conformidade em – como lhe chamavam os rapazes do tempo (2.º §);

III. reconhecimento da diferença do emprego da palavra “que”, no 1.º §, ora como pronome relativo, fazendo remissão a termo anterior (em o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar), ora como conjunção com valor consecutivo (em o estafaram a tal ponto que foi preciso deitá-lo à margem).

Está correto o contido em

 

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908435 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Enunciado 908435-1

Na imagem criada pelo narrador-personagem para compor sua figura juvenil, há menção a um corcel, que aquele associa ao romantismo e ao realismo. Essa associação cria oportunidade para que o professor discuta com seus alunos a crítica machadiana ao tema romântico

 

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908418 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
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Leia os versos de Álvares de Azevedo.

A praia é tão longa! E a onda bravia

As roupas de gaza te molha de escuma;

De noite – aos serenos – a areia é tão fria,

Tão úmido os ventos que os ares perfuma.

Conforme Bosi (2006, pág. 111), os versos do poeta romântico revelam as suas tendências para

 

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