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Publicado em 1938, o romance do escritor gaúcho Erico Verissimo apresenta uma reflexão sobre escolhas pessoais, valores humanos, ambição, ética e o verdadeiro sentido da felicidade. A obra acompanha a trajetória de Eugênio Fontes, um médico que passa por conflitos entre o desejo de ascensão social e a busca por uma vida mais simples e significativa. A obra literária descrita é:
 

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4227018 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ISET
Orgão: Pref. Amélia Rodrigues - BA
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TEXTO I (O texto a seguir servirá de base para a análise da questão)
CONTO DE ESCOLA
Machado de Assis
    A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã. Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana, que não era então esse parque atual, construção de gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito, alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou campo? Tal era o problema. De repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.
    Na semana anterior tinha feito dois suetos, e, descoberto o caso, recebi o pagamento das mãos de meu pai, que me deu uma sova de vara de marmeleiro. As sovas de meu pai doíam por muito tempo. Era um velho empregado do Arsenal de Guerra, ríspido e intolerante. Sonhava para mim uma grande posição comercial, e tinha ânsia de me ver com os elementos mercantis, ler, escrever e contar, para me meter de caixeiro. Citava-me nomes de capitalistas que tinham começado ao balcão. Ora, foi a lembrança do último castigo que me levou naquela manhã para o colégio. Não era um menino de virtudes.
    Subi a escada com cautela, para não ser ouvido do mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta a boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos.
    - Seu Pilar, eu preciso falar com você, disse-me baixinho o filho do mestre. 
   Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. Reunia a isso um grande medo ao pai. Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo com ele do que conosco.
    - O que é que você quer?
    - Logo, respondeu ele com voz trêmula.
   Começou a lição de escrita. Custa-me dizer que eu era dos mais adiantados da escola; mas era. Não digo também que era dos mais inteligentes, por um escrúpulo fácil de entender e de excelente efeito no estilo, mas não tenho outra convicção. Notese que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro. Na lição de escrita, por exemplo, acabava sempre antes de todos, mas deixava-me estar a recortar narizes no papel ou na tábua, ocupação sem nobreza nem espiritualidade, mas em todo caso ingênua. Naquele dia foi a mesma coisa; tão depressa acabei, como entrei a reproduzir o nariz do mestre, dando-lhe cinco ou seis atitudes diferentes, das quais recordo a interrogativa, a admirativa, a dubitativa e a cogitativa. Não lhes punha esses nomes, pobre estudante de primeiras letras que era; mas, instintivamente, dava-lhes essas expressões. Os outros foram acabando; não tive remédio senão acabar também, entregar a escrita, e voltar para o meu lugar.
    Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e o morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano. Para cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do Morro do Livramento, um papagaio de papel, alto e largo, preso de uma corda imensa, que bojava no ar, uma coisa soberba. E eu na escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos.
    - Fui um bobo em vir, disse eu ao Raimundo.
Fonte: ASSIS. Machado; Conto de Escola. (adaptado) https://contobrasileiro.com.br/conto-deescola-machado-de-assis/ 
A partir do conhecimento sobre as escolas literárias brasileiras, pode-se afirmar corretamente sobre o texto I e o autor que seu estilo de produção pertence essencialmente ao
 

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4226330 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. São Miguel Oeste-SC
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Leia o texto para responder à questão.

Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.

(PRADO, Adélia. O coração disparado. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.)

A respeito da imagem construída da mãe no poema, é correto afirmar que o eu lírico a apresenta como:
 

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4226189 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. São Miguel Oeste-SC
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Em uma aula sobre arte brasileira do século XX, o professor apresenta manifestos, obras visuais, textos literários, críticas publicadas em jornais, debates sobre nacionalidade e registros de exposições ocorridas em diferentes regiões do país. A proposta busca analisar o Modernismo como fenômeno artístico e cultural situado historicamente. Sobre o Modernismo brasileiro e os debates culturais das décadas de 1920 e 1930, marque a alternativa CORRETA.
 

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4225636 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Pinheiro Preto-SC
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O Realismo foi um movimento artístico e literário que se desenvolveu na segunda metade do século XIX, influenciando diferentes manifestações culturais, entre elas o teatro. No teatro realista, predominava a:
 

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4224706 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Bandeirante-SC
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"Quando Macunaíma voltou na praia se percebia que brigara muito lá no fundo. Ficou de bruços um tempão com a vida dependurada nos respiros fatigados. Estava sangrando com mordidas pelo corpo todo, sem perna direita, sem os dedões, sem os cocos-da-baía, sem orelhas sem nariz sem nenhum dos seus tesouros. Afinal pôde se erguer. Quando deu tento das perdas teve ódio de Vei. A galinha cacarejava deixando um ovo na praia. Macunaíma pegou nele e chimpou-o no carão feliz da Sol. O ovo esborrachou bem nas bochechas dela que sujou-se de amarelo pra todo o sempre. Entardecia."

Com base na leitura crítica da obra apresentada acima, julgue as proposições a seguir:

I.O trecho apresentado integra a obra Macunaíma, de Oswald de Andrade, um dos expoentes da primeira fase do Modernismo brasileiro, movimento marcado pela valorização da linguagem coloquial e pela ruptura com os padrões estéticos anteriores.
II.A enumeração das perdas físicas do herói constrói, por acumulação, a imagem de um corpo fragmentado, reforçando o caráter antiépico da narrativa.
III.O episódio da mancha amarela no rosto de Vei, a Sol, exemplifica o caráter de rapsódia da obra, que incorpora explicações de natureza mítica a fenômenos da natureza.
IV. A obra da qual o trecho foi extraído integra a primeira fase do Modernismo brasileiro, também chamada de fase heroica, marcada pela influência das vanguardas europeias.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
 

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Enunciado 4616387-1

CAMPOS, Augusto de. Pluvial. Disponível em <https://www.significados.com.br/concretismo/>.

O texto acima explora o aspecto:
 

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Mark the alternative that contains an incorrect statement about literary movements and authors.
 

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4222725 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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— Final, final mesmo, Samuel, é só quando eu baixar teu caixão na cova. Ainda dá tempo.
—Tu sonha muito, Chico.
— Foi a morte que me ensinou. O tempo de sonhar é em cima da terra.

ACIOLI, Socorro. A cabeça de santo. São Paulo: Cia das Letras, 2014. p. 148.

Nesse trecho literário, a oposição metafórica construída entre “cova” e “em cima da terra” pode ser traduzida pela seguinte oposição:

 

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Uma professora decide trabalhar em aula um conto cujo narrador é não confiável, isto é, cujo relato, por algum motivo, não merece total crédito do leitor.

Ao elaborar seu plano de aula, ela registra a seguinte hipótese: "Os alunos podem tomar a versão do narrador como verdadeira e perder o efeito literário". Em seguida, anota duas perguntas para fazer caso isso aconteça.

A ação da professora evidencia a prática de
 

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