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Um homem de 52 anos, com histórico de etilismo importante, é
levado ao pronto-socorro após episódio de vômitos intensos e
repetidos durante uma libação alcoólica, seguido imediatamente
de dor torácica retroesternal súbita e intensa, associada a
dispneia. Ao exame, encontra-se taquicárdico, taquipneico e
hipotenso, com enfisema subcutâneo palpável em região cervical
e torácica; à ausculta cardíaca, percebe-se ruído crepitante
sincrônico com os batimentos cardíacos (sinal de Hamman). A
radiografia de tórax evidencia pneumomediastino e derrame
pleural à esquerda.O quadro é sugestivo de síndrome de
Boerhaave (ruptura esofágica espontânea).
A conduta diagnóstica e terapêutica mais adequada é
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Uma mulher de 68 anos, previamente hígida, é trazida ao pronto
socorro com dor torácica intensa e dispneia de início súbito, logo
após receber a notícia do falecimento inesperado do marido. O
eletrocardiograma mostra supradesnivelamento do segmento ST
em derivações anteriores. A troponina está moderadamente
elevada. É realizado cateterismo cardíaco de urgência, que não
evidencia lesões obstrutivas significativas nas artérias coronárias.
O ecocardiograma revela acinesia/discinesia extensa da região
apical do ventrículo esquerdo, com hipercinesia compensatória
da região basal (aspecto de "balonamento apical"), e fração de
ejeção de 35%. O BNP está marcadamente elevado,
desproporcional ao grau de elevação da troponina.
Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável é
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Uma mulher de 36 anos,tabagista, em uso de contraceptivo oral
combinado procura a emergência com cefaleia holocraniana
intensa, de caráter progressivo, iniciada há 12 horas, com piora a
manobras de Valsalva e ao decúbito, associada a náuseas e um
episódio de turvação visual transitória. Nega febre, rigidez de
nuca ou fotofobia. Pressão arterial normal.
Ao exame
neurológico, encontra-se lúcida, orientada e sem déficits focais,
porém a fundoscopia revela papiledema bilateral. A tomografia
de crânio sem contraste é inicialmente interpretada como
normal.
Diante da suspeita de trombose venosa cerebral, a conduta mais
adequada é
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Um jovem de 19 anos é trazido ao pronto-socorro por poliúria,
polidipsia, dor abdominal, náuseas e vômitos iniciados há 2 dias,
evoluindo com respiração de Kussmaul e hálito cetônico.
Glicemia capilar de 480 mg/dL. Gasometria arterial: pH 7,12,
bicarbonato 8 mEq/L. Cetonemia positiva. Potássio sérico de 3,0
mEq/L, com função renal preservada e diurese presente.
Eletrocardiograma sem sinais de hipercalemia. Já foi iniciada
hidratação venosa com solução salina isotônica.
Com o diagnóstico de cetoacidose diabética, considerando o
potássio sérico de 3,0 mEq/L, a conduta mais apropriada em
relação à insulinoterapia é
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Uma mulher de 38 anos, epiléptica em uso crônico de
fenobarbital, é trazida ao pronto-socorro pela família após ser
encontrada com rebaixamento do nível de consciência. Familiares
relatam tentativa de suicídio com ingestão de cerca de 40
comprimidos de fenobarbital 100 mg há aproximadamente 2
horas. Ao exame: Glasgow 9, pupilas mióticas e fotorreagentes,
pressão arterial de 85 x 50 mmHg, bradicardia leve, temperatura
de 35°C e frequência respiratória de 10 irpm, com necessidade de
suporte ventilatório. Familiares negam uso de outras substancias
Diante desse quadro de intoxicação exógena grave por
fenobarbital, além do suporte hemodinâmico e ventilatório, a
medida mais indicada para aumentar a eliminação do fármaco é
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Um homem de 35 anos, previamente saudável, procura o serviço
de emergência com dor torácica intensa, pleurítica, que piora em
decúbito dorsal e melhora ao sentar-se e inclinar o tronco para
frente. Apresenta também mal-estar geral e febre baixa (37,8°C)
iniciados há 3 dias. Relata quadro de infecção de vias aéreas
superiores na semana anterior. À ausculta cardíaca, percebe-se
atrito pericárdico trifásico. O eletrocardiograma mostra
supradesnivelamento difuso do segmento ST, de concavidade
superior, em praticamente todas as derivações, associado a
infradesnivelamento do segmento PR. O ecocardiograma
transtorácico evidencia discreto derrame pericárdico, sem sinais
de tamponamento. A troponina está discretamente elevada.
Diante do diagnóstico de pericardite aguda, o tratamento
farmacológico de primeira linha mais apropriado para esse
paciente é
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Um homem de 42 anos, sem cardiopatia conhecida, procura UPA
por palpitações de início súbito há 40 minutos, associadas a leve
tontura. Ao exame, está consciente, orientado, com PA 118/72
mmHg, FC 190 bpm e saturação de O₂ de 98%. O ECG demonstra
taquicardia regular de complexos QRS estreitos, com frequência
ventricular de 190 bpm. Não há sinais de isquemia miocárdica ou
instabilidade hemodinâmica.
Na abordagem clínica, o melhor a ser feito é realizar
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Um paciente de 59 anos, portador de cirrose hepática por álcool,
é internado por confusão mental, sonolência e desorientação
iniciadas há dois dias. Ao exame, apresenta ascite, icterícia e
asterixis. Familiares relatam que ele estava constipado havia
quatro dias. Não apresenta febre ou sinais focais neurológicos.
Exames laboratoriais mostram bilirrubina elevada, INR 1,9 e
amônia plasmática aumentada. Não há evidências de
hipoglicemia ou distúrbios hidroeletrolíticos importantes. O
procedimento mais indicado é
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Paciente de 37 anos, previamente hígida, apresenta dor
abdominal inicialmente epigástrica, que migrou para a fossa ilíaca
direita há 48 horas, associada a febre, anorexia e vômitos.
Ao exame, apresenta temperatura de 38,9 °C, FC 115 bpm e dor
intensa em fossa ilíaca direita, com defesa localizada, mas sem
sinais de peritonite difusa. Leucócitos: 19.900/mm³, com 87% de
neutrófilos. PCR: 275 mg/L.A tomografia computadorizada de
abdome demonstra apêndice de 12 mm, com espessamento
parietal e apendicolito, além de coleção periappendicular de 6
cm, com gás em seu interior. Não há pneumoperitônio difuso
nem evidência de obstrução intestinal. A melhor abordagem
consiste em:
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Um homem de 62 anos, com diagnóstico recente de câncer de
pulmão de pequenas células, é levado ao pronto-socorro por
confusão mental, náuseas, fraqueza e constipação.
Ao exame, apresenta-se desidratado, sem déficits neurológicos
focais. Exames laboratoriais: sódio 115 mEq/L, osmolaridade
plasmática reduzida, osmolaridade urinária elevada e sódio
urinário aumentado. Não apresenta edema ou sinais de
insuficiência cardíaca. A função renal é normal.
A abordagem inicial deve ser
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