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ATENÇÃO: Use o relato a seguir para responder às duas próximas questões.
Casal de brasileiros, morador de Genebra, Suíça, vem passar férias no Brasil e comparece a almoço familiar para apresentar seus dois filhos, de 6 e 9 anos, que nasceram e foram criados em Genebra e visitam o Rio de Janeiro (RJ) pela primeira vez.
Durante o almoço, o filho de 6 anos tem um acesso de tosse, seguido de guincho inspiratório, que chamou a atenção de um dos parentes presentes, médico.
A mãe da criança relata, então, que dois dias após a chegada ao Brasil, a criança apresentou sintomas gripais, como rinorreia, lacrimejamento, tosse eventual e febre baixa, que persistiram por uma semana. Seguiram-se acessos de tosse, mais frequentes à noite, semelhantes ao presenciado, tendo inclusive a criança vomitado após acessos em duas ocasiões.
Ao todo, a criança está sintomática há 10 dias, e apresenta-se normotensa, eucárdica, eupneica e com SpO2 de 99%, sem alterações ao exame físico. Mãe nega comorbidades e relata seguir à risca as orientações do pediatra de clínica privada em Genebra.
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, em relação ao diagnóstico mais provável para a doença que acometeu a criança suíça, é correto afirmar que
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ATENÇÃO: Use o relato a seguir para responder às duas próximas questões.
Casal de brasileiros, morador de Genebra, Suíça, vem passar férias no Brasil e comparece a almoço familiar para apresentar seus dois filhos, de 6 e 9 anos, que nasceram e foram criados em Genebra e visitam o Rio de Janeiro (RJ) pela primeira vez.
Durante o almoço, o filho de 6 anos tem um acesso de tosse, seguido de guincho inspiratório, que chamou a atenção de um dos parentes presentes, médico.
A mãe da criança relata, então, que dois dias após a chegada ao Brasil, a criança apresentou sintomas gripais, como rinorreia, lacrimejamento, tosse eventual e febre baixa, que persistiram por uma semana. Seguiram-se acessos de tosse, mais frequentes à noite, semelhantes ao presenciado, tendo inclusive a criança vomitado após acessos em duas ocasiões.
Ao todo, a criança está sintomática há 10 dias, e apresenta-se normotensa, eucárdica, eupneica e com SpO2 de 99%, sem alterações ao exame físico. Mãe nega comorbidades e relata seguir à risca as orientações do pediatra de clínica privada em Genebra.
É provável que, a gênese do quadro apresentado pela criança, tenha contribuído para
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Uma criança de 7 anos é trazida a um hospital de médio porte com quadro que já se arrastava há 6 meses, com febre irregular intercalada com períodos de apirexia, anorexia e perda ponderal de 6 kg.
Mãe relata ainda diarreia ocasional, sangramento gengival frequente, e um episódio de pneumonia tratado com antibióticos há um mês, pouco antes da mudança de São Luís (MA) para São Paulo (SP), com o objetivo de buscar tratamento especializado.
Ao exame: criança, emagrecida, hipodesenvolvida para a idade, cabelos finos e quebradiços, hipocorada 2+/4, anictérica, micropoliadenopatia cervical e axilar bilateral, SS 2+/6 pancardíaco, abdome distendido com fígado palpável a 5 cm do RCD e baço a 8 cm do RCE, edema de membros inferiores 1+/4, com cacifo. TA: 37,8 ºC; FC: 104 bpm; PA: 100/70 mmHg; FR: 18 irpm.
O diagnóstico da enfermidade que acomete a criança muito provavelmente será alcançado por
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Durante uma epidemia de dengue, três pacientes, todos moradores da mesma vizinhança, sem condição especial, risco social ou comorbidades, adentraram uma unidade de prontoatendimento com os seguintes relatos:
• Paciente 1: homem de 29 anos, com quadro iniciado há dois dias, de febre alta de início súbito, mal estar, mialgia generalizada e cefaleia frontal, especialmente “atrás dos olhos”. Nega vômitos, tonteira ou sangramentos. PA 110/70 mmHg, FC 96 bpm, FR 16 irpm.
• Paciente 2: criança de 10 anos, sexo feminino, com febre alta, cefaleia, mialgia e inapetência iniciados há um dia. Evoluindo com prostração progressiva. PA: 60/30 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 28 irpm. Presença de petéquias conjuntivais.
• Paciente 3: mulher de 55 anos, com quadro iniciado há quatro dias, de febre de início súbito, cefaleia, prostração intensa e mialgias. Nega episódios de sangramentos. Relata vômitos persistentes e dor abdominal intensa e contínua. PA 90/60 mmHg, FC 120 bpm, FR 24 irpm.
Na abordagem diagnóstica e terapêutica dos três pacientes em questão, é correto afirmar que
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Trabalhando num Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), você se depara com cinco situações:
1ª Gestante no primeiro trimestre, cujo exame pré-natal mostra suscetibilidade para rubéola, trazendo sua enteada, que mora com ela e está agendada para a primeira dose da vacina tríplice viral;
2ª Criança, cujo irmão é portador de Imunodeficiência hereditária de Células B, solicitando orientação sobre administração da vacina de gotinha contra poliomielite, da campanha do Ministério da Saúde;
3ª Profissional de saúde, sem história de qualquer exposição percutânea, que após o esquema de três doses da vacinação contra hepatite B, não alcançou soroconversão em títulos protetores (anti-HBs > 10 mUI/mL);
4ª Gestante no 1º trimestre, sem passado de varicela, cujo primeiro filho, de três anos, está apresentando exantema vesicular sobre base eritematosa em rosto, tronco e mucosas, há 36 horas;
5ª Transplantado renal estável, com 55 anos, indagando sobre a possibilidade de vacinação para herpes zoster.
A única conduta a ser tomada nos atendimentos que está de acordo com as boas práticas de imunização é
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Criança do sexo feminino, 9 anos, previamente hígida, relata início do quadro de dor em região poplítea direita há 3 semanas, evoluindo com febre de até 38 oC, há 15 dias, associados a sinais flogísticos locais. Recebe o diagnóstico de celulite, sendo prescrito cefalexina via oral, por 10 dias, e anti-inflamatório.
Como houve melhora apenas da febre, é internada em bom estado geral, eutrófica, sem alterações de sinais vitais, ausculta cardiopulmonar sem alterações, abdome sem visceromegalias e membro inferior direito apresentando abaulamento em fossa poplítea, com sinais flogísticos e prejuízo à extensão da perna. Ultrassonografia de membro inferior direito evidenciou coleção multiloculada, medindo 3,3 x 1,4 x 2,6 cm (6,3 mL) e linfonodomegalia reacional, em região poplítea, sem alterações de fluxo ao Doppler. A hemocultura da admissão resulta negativa.
A coleção aspirada tem a bacterioscopia pelo método de Gram e a cultura para germes comuns, ambas negativas. Recebe oxacilina via venosa, sem resposta, seguida de vancomicina + piperacilina + tazobactam também endovenosos. O calendário vacinal está atualizado para a idade; tem moradia com saneamento básico e possui um cachorro e 18 gatos.
Após a chegada de exame sorológico positivo, e a realização de nova coloração no material do aspirado, é medicada com azitromicina + rifampicina, evoluindo com melhora clínica e laboratorial, após 14 dias de tratamento.
Nesse caso, é provável que o exame sorológico e a coloração específica que determinou a mudança do esquema de tratamento e o início da resposta terapêutica tenham sido, respectivamente,
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O Carnaval de rua no Brasil é uma das maiores festas populares do mundo, marcada por blocos, desfiles e intenso uso do espaço público por foliões fantasiados. Atrás de trios elétricos, são comuns os encontros casuais de adultos jovens que não se conhecem, o que favorece, por meio de beijos, a transmissão de agentes infecciosos.
Em relação às doenças e seus respectivos agentes, no contexto de transmissão e aquisição por meio de beijos dos foliões, é correto afirmar que
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ATENÇÃO: Use o enunciado a seguir para responder às duas próximas questões.
A partir da ocorrência de 5 casos de febre elevada (38 oC a 40 oC) e persistente, prostração, anorexia, emagrecimento e linfadenopatia, sobretudo das cadeias cervicais, em funcionários de uma empresa multinacional produtora de celulose do Distrito de Monte Dourado, situado ao norte do Estado do Pará, cento e oitenta e seis pessoas, com idade variando de 1 a 65 anos de idade (média: 23,3 ± 16,3), doentes, familiares e contatos próximos, foram clínica e laboratorialmente avaliadas. Quarenta e uma (22%) apresentaram linfadenopatia, febre persistente, hepatoesplenomegalia e exantema; 12 (6,45%) relataram sintomatologia inespecífica (manifestações respiratórias, náuseas, cefaleia, entre outras); e as demais estavam assintomáticas (133 – 71%).
A análise sorológica das 186 pessoas envolvidas no estudo está expressa na tabela.
| Perfil soro- lógico |
Sintomas típicos |
Sintomas inespe- cíficos |
Assinto- máticos |
Total | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N | % | N | % | N | % | N | % | |
| IgG + IgM+ |
34 | 82,9 | 5 | 41,7 | 1 | 0,8 | 40 | 21,5 |
| IgG + IgM - |
3 | 7,3 | 4 | 33,3 | 75 | 56,4 | 82 | 44,1 |
| IgG- IgM- |
4 | 9,8 | 3 | 25,0 | 57 | 42,8 | 64 | 34,4 |
| Total | 41 | 100 | 12 | 100 | 133 | 100 | 186 | 100 |
Legenda: - = negativo; + = positivo; N = número; % = percentual
Os casos ocorreram em vários bairros do Distrito e não somente em aglomerados pontuais; foi detectada incontável população felina doméstica errante, habitando casas abandonadas, jardins e praças do distrito; a análise da água do sistema de distribuição local descartou doenças de transmissão hídrica.
Com base nas informações clínicas e epidemiológicas relatadas do surto de Monte Dourado (PA), o provável agente etiológico e a provável forma de aquisição da infecção foram, respectivamente,
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ATENÇÃO: Use o enunciado a seguir para responder às duas próximas questões.
A partir da ocorrência de 5 casos de febre elevada (38 oC a 40 oC) e persistente, prostração, anorexia, emagrecimento e linfadenopatia, sobretudo das cadeias cervicais, em funcionários de uma empresa multinacional produtora de celulose do Distrito de Monte Dourado, situado ao norte do Estado do Pará, cento e oitenta e seis pessoas, com idade variando de 1 a 65 anos de idade (média: 23,3 ± 16,3), doentes, familiares e contatos próximos, foram clínica e laboratorialmente avaliadas. Quarenta e uma (22%) apresentaram linfadenopatia, febre persistente, hepatoesplenomegalia e exantema; 12 (6,45%) relataram sintomatologia inespecífica (manifestações respiratórias, náuseas, cefaleia, entre outras); e as demais estavam assintomáticas (133 – 71%).
A análise sorológica das 186 pessoas envolvidas no estudo está expressa na tabela.
| Perfil soro- lógico |
Sintomas típicos |
Sintomas inespe- cíficos |
Assinto- máticos |
Total | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N | % | N | % | N | % | N | % | |
| IgG + IgM+ |
34 | 82,9 | 5 | 41,7 | 1 | 0,8 | 40 | 21,5 |
| IgG + IgM - |
3 | 7,3 | 4 | 33,3 | 75 | 56,4 | 82 | 44,1 |
| IgG- IgM- |
4 | 9,8 | 3 | 25,0 | 57 | 42,8 | 64 | 34,4 |
| Total | 41 | 100 | 12 | 100 | 133 | 100 | 186 | 100 |
Legenda: - = negativo; + = positivo; N = número; % = percentual
Os casos ocorreram em vários bairros do Distrito e não somente em aglomerados pontuais; foi detectada incontável população felina doméstica errante, habitando casas abandonadas, jardins e praças do distrito; a análise da água do sistema de distribuição local descartou doenças de transmissão hídrica.
Com base nas informações obtidas e transcritas do surto de Monte Dourado (PA), os autores podem concluir que
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Homem de 55 anos, pedreiro, é admitido num hospital universitário com relato que há 7 dias, teve febre súbita com calafrios intensos, cefaleia holocraniana, artralgias e mialgias generalizadas. No segundo dia de doença, as dores no corpo aumentaram muito, dificultando a deambulação e os movimentos habituais, acometendo principalmente as coxas e as pernas, de forma simétrica; no quarto dia notou icterícia que vem se agravando até a internação.
A partir do 5º dia percebeu que estava urinando menos que o habitual, uma urina de cor escura. Desde o início do quadro apresenta tosse seca persistente. Etilista de longa data, principalmente nos finais de semana. Cerca de 10 dias antes do início do quadro, atravessou a pés descalços um terreno baldio alagado próximo ao canteiro de obras, onde reside e trabalha, sofrendo escoriações em pés e pernas. Refere a presença de muitos ratos nesse local. Nega icterícia prévia.
Ao exame, está em mau estado geral, muito desidratado, mucosas ictéricas 3+/4, de coloração rubínica; dor à palpação de vários grupos musculares; TA: 37,5 oC; FR: 22 irpm; PA: 130/90 mmHg; FC: 104 bpm em média; ritmo cardíaco irregular; fígado palpável na RCD, doloroso; baço impalpável. Restante do exame sem alterações significativas. Os exames complementares da admissão mostraram: hemograma: 16.700 leucócitos, 1% metamielócitos, 12% bastões, 65% segmentados 15% linfócitos 4% monócitos e 3% eosinófilos; velocidade de hemossedimentação de 66 mm na 1ª hora; ureia: 95 mg%; creatinina: 3,4 mg%; radiografia de tórax: opacidades nodulares confluentes, predominando em lobos inferiores; ECG: fibrilação atrial.
Dos exames complementares adicionais listados a seguir, assinale o único resultado compatível com a principal hipótese diagnóstica.
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