Um homem de 41 anos, previamente hígido, residente em área rural, procura atendimento
por dor abdominal intermitente e episódios de diarreia há cerca de 2 semanas. Evolui com tosse
seca e sibilância nos últimos dias. Nega febre. Ao exame: abdome discretamente doloroso
difusamente e sibilos esparsos à ausculta pulmonar. Hemograma mostra leucocitose com
eosinofilia significativa. Parasitológico de fezes ainda não disponível. Tendo em vista o
diagnóstico mais provável, qual é a melhor conduta inicial?
Uma puérpera de 29 anos, no 5º dia pós-parto, procura atendimento por dor mamária
intensa à esquerda, associada à área endurecida e hiperemiada. Refere febre, (38,5 °C) e mal
estar nas últimas 24 horas. O recém-nascido está em aleitamento materno exclusivo, com boa
pega segundo relato. Ao exame: área dolorosa, quente e mal - delimitada na mama esquerda, sem
flutuação. Não há sinais de sepse. Qual é a conduta mais adequada?
Uma mulher de 36 anos procura atendimento por cefaleia de início há 5 dias, progressiva, de
forte intensidade, holocraniana, associada a náuseas e piora ao deitar. Refere episódio recente
de uso de anticoncepcional oral combinado e viagem longa há cerca de 10 dias. Nega história
prévia de enxaqueca. Ao exame: papiledema bilateral, sem déficits neurológicos focais.
Temperatura normal. Qual é o diagnóstico mais provável?
Um homem de 57 anos, etilista crônico, dá entrada com febre, cefaleia intensa e rebaixamento
do nível de consciência há 12 horas. Ao exame: Glasgow 12, rigidez de nuca, sem déficits focais
evidentes. São coletadas hemoculturas e iniciada antibioticoterapia empírica. A análise do
líquor, obtido após tomografia de crânio sem contraindicações, revela: 1.800 leucócitos/mm³
(90% neutrófilos), glicose 28 mg/dL, (glicemia sérica 110 mg/dL), proteína 220 mg/dL. Considerando-se o agente etiológico mais provável nesse contexto clínico, qual é o esquema
antimicrobiano empírico mais adequado?
Um homem de 68 anos, com diagnóstico de Doença de Parkinson há 6 anos, em uso de
levodopa/carbidopa em doses fracionadas, refere piora progressiva da mobilidade ao longo do
dia, com períodos de boa resposta intercalados com episódios de rigidez e bradicinesia,
(“wearing-off”). Relata, ainda, surgimento recente de movimentos involuntários coreiformes nos
períodos de melhor resposta à medicação. Nega sintomas psicóticos. Ao exame, apresenta
discinesias de pico de dose e flutuações motoras previsíveis. Qual é a melhor estratégia
terapêutica inicial para manejo desse quadro?
Uma mulher de 62 anos, com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, (DPOC),
GOLD III e uso recente de antibiótico por exacerbação há 20 dias, procura atendimento por
febre, dispneia progressiva e tosse produtiva. Ao exame: FR 30 irpm, PA 92/58 mmHg, FC 118
bpm, SatO₂ 88% em ar ambiente. Apresenta confusão leve. Radiografia de tórax mostra infiltrado
multilobar. Foi internada em enfermaria nas últimas 3 semanas por exacerbação da DPOC. A
partir do quadro clínico e fatores de risco, qual é a melhor conduta inicial em relação à
antibioticoterapia empírica?
Certo médico de Atenção Primária acompanha um homem de 46 anos com diagnóstico
confirmado de tuberculose pulmonar bacilífera, em acompanhamento irregular e baixa adesão
ao tratamento. Em consulta recente, o paciente afirma que não pretende seguir o tratamento e
continua frequentando ambientes fechados com outras pessoas, recusando-se também a
informar contatos próximos. Diante desse cenário, qual é a conduta mais adequada do ponto de
vista ético-profissional?
As mulheres têm aumentado sobremaneira sua participação na sociedade e no mercado de trabalho e isto
tem reflexo na postergação da maternidade de forma que
muitas somente vão buscar engravidar em idades mais
avançadas. Quando isso ocorre, querem saber as probabilidades de engravidar em função de suas reservas
ovulares.
Mulher com 31 anos, II gesta I para, colocou DIU de
cobre há 2 anos e buscou o serviço médico com queixa
de sangramento às relações, que vem ocorrendo há 6
meses. Diz que não é sempre, mas tem se tornado mais
frequente.
Mulher com 30 anos, I para, parto normal há 8 anos,
procura a UBS com queixa de metrorragia há 6 meses.
Solicitada ultrassonografia pélvica mostrou um mioma
submucoso com 3 cm.