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Homem de 57 anos, motorista de ônibus escolar, procura Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de odinofagia leve iniciada há três dias, evoluindo com piora, e passando a associarse à disfagia, febre (38 oC), mal-estar, queda importante do estado geral e vômitos pós-alimentares.
Ao exame físico: regular estado geral, taquicárdico, desidratado, toxêmico, com temperatura de 38 oC. Exame da cavidade oral apresentando hiperemia e presença de placas esbranquiçadas em palato mole, aderentes na região de úvula e pilares amigdalianos e placas pseudomembranosas branco-acinzentadas na rinoscopia. Ausência de adenopatia cervical. Sem sinais de rigidez de nuca. Pressão arterial 100/60 mmHg, frequência cardíaca 138 bpm e frequência respiratória 22 rpm. Radiografia de tórax normal. Hemoculturas coletadas em três amostras resultaram negativas. Paciente evoluiu com piora clínica, intensa toxemia, prostração.
Colocado em ambiente de terapia intensiva e iniciado tratamento clínico. A respeito das medidas implementadas, o paciente evoluiu, por volta do 10º dia de internação, com alterações eletrocardiográficas, como prolongamento de QT, inversão de onda T, bloqueio de ramo e arritmias cardíacas. Na 3ª semana de internação, apresentou voz anasalada e eliminação pelas narinas dos líquidos administrados pela boca, além de alterações de marcha. Recebeu alta hospitalar na 8ª semana de internação.
Com base na história clínica relatada, é correto afirmar que
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Adolescente de 19 anos, sexo masculino, procura atendimento médico em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de febre de até 38 oC, congestão nasal, descarga nasal espessa, por vezes purulenta, halitose e cefaleia frontal que piora quando se reclina para amarrar os sapatos, persistindo por 10 dias. Fez uso de antialérgicos e analgésicos sem melhora significativa dos sintomas. Nega episódios semelhantes anteriores.
A conduta mais adequada para o paciente é
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Existem estratégias eficientes para prevenção de meningite aguda que são baseadas em quimioprofilaxia e/ou imunoprofilaxia.
Em relação ao tema, é correto afirmar que
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Criança de 4 anos é levada a um serviço de emergência com quadro de febre alta, inquietação, vômitos, com um dia de evolução. Mãe relata que a criança se queixa de cefaleia, mas não consegue caracterizá-la. Nega outros sintomas.
Ao exame físico, a criança apresentava-se febril, torporosa, normotensa, eupneica, ausculta cardiovascular e respiratória normais, palpação do abdome sem alterações, sem edemas. Exame neurológico com presença de sinais de Kernig e Brudzinski, pupilas isocóricas, fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais. Não foi possível realizar a fundoscopia. Otoscopia normal, bilateralmente.
Foi, então, submetida a punção lombar, com líquor claro, 250 células/mm3, 65% PMN, 35% LMN, 60 mg/dL de glicorraquia (glicemia concomitante 86 mg/dL), e 70 mg/dL de proteinorraquia. Bacterioscopia negativa. Após a realização do exame liquórico, a criança se torna mais ativa, passa a brincar no consultório, e aceitou suco de fruta, sem vomitar.
Na ausência de painéis diagnósticos de PCR Multiplex, a equipe médica resolve manter a criança em observação e repetir a punção lombar em 12 horas. O líquor evolutivo se mostra límpido, 120 células/mm3, 75% LM, 25% PMN, 74 mg/dL de glicorraquia (glicemia concomitante 95 mg/dL), e 65 mg/dL de proteinorraquia.
A conduta mais adequada a ser tomada para a criança é
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Tétano e botulismo são doenças mediadas por toxinas produzidas por microrganismos estritamente anaeróbios. Apresentam diferenças marcantes nas suas apresentações clínicas; por outro lado, possuem semelhanças em epidemiologia, diagnóstico, tratamento e profilaxia.
Pode ser considerada uma semelhança entre essas duas graves doenças o fato de que ambas
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Homem de 47 anos, diabético, é admitido com história de dor abdominal difusa, de forte intensidade, há 30 dias, acompanhada de dispneia, náuseas, astenia, anorexia e perda ponderal de 10 kg, evoluindo com distensão abdominal uma semana antes da internação.
Ao exame físico inicial, estava hidratado, febril (38 oC), hipocorado (2+/4+), acianótico, anictérico, taquicárdico (FC = 110 bpm), sem anormalidades em ausculta cardíaca, normotenso, ausculta respiratória com murmúrio vesicular reduzido em base de hemitórax direito, levemente taquipneico (FR = 24 irpm), abdome globoso, distendido, doloroso difusamente à palpação, com fígado palpável a ± 10 cm do rebordo costal direito. Tomografia computadorizada (TC) de abdome mostrou fígado aumentado de volume, com lesão intraparenquimatosa em lobo direito, heterogênea, sólido-cística, multiseptada, medindo 15,5 x 15 x 14 cm. Foram coletadas hemoculturas, e o paciente foi submetido a aspiração hepática percutânea, obtendo-se material purulento enviado para bacterioscopia pelo Gram e cultura. Iniciada antibioticoterapia sistêmica com piperacilina/tazobactam.
Na bacterioscopia foram visualizados bastonetes Gram negativos com múltiplas e diferentes morfologias; a cultura do aspirado revelou crescimento de Escherichia coli, sensível a diversos antibióticos, incluindo ampicilina e ceftriaxone. Hemoculturas revelaram Escherichia coli com o mesmo perfil de sensibilidade.
Com base nos dados disponíveis, a única conduta, entre as listadas a seguir, adequada para a continuação do tratamento do paciente é:
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Febre durante neutropenia tem sido considerada há décadas uma emergência médica e um processo infeccioso deve ser sempre considerado como etiologia, a menos que provado o contrário. A efetividade da terapia antibiótica empírica foi claramente demonstrada e tem enorme impacto na redução de mortalidade por complicações infecciosas em pacientes neutropênicos febris. No entanto, novas estratégias têm sido discutidas, como o início antibiótico empírico, de forma escalonada ou de forma deescalonada.
O contexto em que seria recomendado iniciar a antibioticoterapia empírica num paciente neutropênico febril de forma escalonada seria
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A compreensão das doenças malignas e dos seus regimes terapêuticos é crítica para o estabelecimento de estratégias seguras e eficazes para prevenir e tratar infecções em pacientes com câncer. Dadas as altas taxas de morbidade e mortalidade associadas com as infecções em pacientes com câncer, empregar estratégias profiláticas é sempre desejável.
Assinale a única opção que descreve uma medida profilática claramente estabelecida no cuidado de pacientes em tratamento de câncer.
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Uma mulher de 68 anos apresenta queixa de esquecimento progressivo há cerca de 18 meses, mantendo independência funcional para atividades básicas. A avaliação neuropsicológica é compatível com comprometimento cognitivo leve de padrão amnéstico. A ressonância magnética de encéfalo mostra atrofia hipocampal discreta.
Considerando os critérios atuais para diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer e a indicação de tratamento com anticorpos monoclonais (AM), assinale a afirmativa correta.
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Um homem de 70 anos apresenta início súbito de parestesias no hemicorpo direito, seguidas de hipoestesia global contralateral envolvendo face, braço e perna. Evolui, nas semanas subsequentes, com dor intensa em queimação no mesmo hemicorpo, desproporcional aos estímulos, associada a alodinia ao toque e hiperalgesia térmica.
Ao exame neurológico, observa-se ataxia sensitiva contralateral e movimentos involuntários no mesmo hemicorpo, de aparecimento secundário ao evento vascular. Não há déficit motor significativo.
Considerando a topografia vascular, os mecanismos fisiopatológicos e o diagnóstico diferencial com isquemia do núcleo subtalâmico de Luys, assinale a afirmativa correta.
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