A relação entre desenvolvimento e aprendizagem é
concebida de formas distintas pelas principais teorias
psicológicas. Na perspectiva histórico-cultural de Lev
Vygotsky, a aprendizagem não se subordina ao
desenvolvimento, nem ocorre de forma paralela, mas sim:
A teoria psicogenética de Henri Wallon propõe uma
compreensão integrada do desenvolvimento infantil,
organizando-o em estágios que se sucedem de forma
descontínua, com predominância alternada dos conjuntos
funcionais (afetividade, cognição e motricidade). No
estágio que corresponde aproximadamente aos 3 aos 6
anos de idade, a criança volta-se para a construção da
consciência de si por meio da oposição ao outro, num
movimento de diferenciação que é marcadamente:
Durante atividade lúdica supervisionada na educação
infantil, a auxiliar de desenvolvimento educacional
observou que crianças de 5 anos disputavam partida de
amarelinha, respeitando turnos, regras combinadas pelo
grupo e aplicando penalidades aos colegas que pisavam nas
linhas. Ao registrar a observação para a professora regente,
fundamentou-se no teórico que identificou o jogo com
regras como etapa do desenvolvimento moral infantil, na
qual a criança evolui da anomia para a heteronomia e desta
para a autonomia moral mediante interação social entre
pares. Esse estudioso do desenvolvimento moral pelo jogo é:
Durante formação continuada na escola municipal, a
equipe pedagógica discutiu a evolução das concepções
educacionais ao longo do século XX. A coordenadora
apresentou corrente pedagógica que rompeu com o ensino
tradicional centrado na memorização e na autoridade do
professor, propondo escola ativa fundamentada nos
interesses e na experiência da criança, com aprendizagem
pela ação, valorização da democracia escolar e respeito ao
ritmo individual do educando. Essa concepção pedagógica
renovadora, consolidada no Brasil pelo Manifesto dos
Pioneiros da Educação Nova de 1932, denomina-se:
Na organização da BNCC para a Educação Infantil, as
experiências das crianças estão estruturadas em "Campos
de Experiências". Qual dos campos abaixo foca
especificamente nas relações interpessoais e na construção
da identidade e autonomia?
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento para as crianças na Educação Infantil. Assinale uma alternativa que apresenta corretamente três desses direitos:
Goldschmied e Jackson (2006) propõem que bebês de 6 a
12 meses, período em que a criança explora ativamente o
mundo pelos sentidos e pela ação motora oral e manual,
beneficiam-se de atividade específica que disponibiliza
cesta com objetos de materiais naturais variados (madeira,
metal, couro, tecido, borracha) para exploração livre e
autônoma sem intervenção diretiva do adulto. Essa
proposta de atividade para bebês, que estimula os
sentidos, a atenção concentrada e a iniciativa exploratória na ausência de brinquedos industrializados, é denominada
cesta do:
Gil e Almeida (2001) destacam que a brincadeira na creche
não é atividade espontânea desprovida de
intencionalidade pedagógica, mas contexto privilegiado de
aprendizagem que demanda mediação qualificada do
professor para ampliar repertório, linguagem e interações
das crianças pequenas. Ao introduzir-se na brincadeira de
faz de conta de crianças de 3 anos assumindo personagem
que enriquecia o enredo sem dirigir nem interromper a
narrativa infantil, a professora exercia papel mediador
específico. Essa forma de participação docente intencional
no jogo simbólico infantil sem assumir controle da
brincadeira denomina-se:
Cavicchia (2017) argumenta que o cotidiano da creche
organizado pedagogicamente constitui experiência
educativa intencionalmente planejada, na qual rotinas,
espaços, materiais e interações compõem projeto
pedagógico coerente que respeita o desenvolvimento
integral da criança pequena. Ao estruturar os momentos de
chegada, alimentação, sono, higiene e brincadeira com
sequência previsível e estável, a professora favorecia nas
crianças de 1 ano a construção de referências temporais e
a segurança afetiva necessária ao desenvolvimento. Esse
conjunto organizado e intencional de atividades cotidianas
que estrutura o tempo pedagógico na creche denomina-se:
Abramowicz e Wajskop (1995) defendem que as atividades
na creche devem superar a lógica assistencialista e
custodial, integrando cuidado e educação mediante
propostas intencionais que respeitem a singularidade e a
capacidade expressiva das crianças de zero a seis anos. Ao
planejar atividade de modelagem com argila para crianças de 2 anos sem modelo a copiar ou resultado esperado, a
professora priorizou a exploração sensorial livre e a
expressão criativa autônoma. Essa concepção de atividade
que valoriza o processo expressivo em detrimento do
produto final fundamenta-se na perspectiva de: