A escola tal como a conhecemos é o produto de uma evolução
histórica bastante longa, que iniciou aproximadamente no
século XVI com as “escolinhas de caridade” e os primeiros
colégios. Mas é somente no fim do século XVIII que essa nova
organização social se consolida e se difunde realmente,
enquanto os séculos XIX e XX garantem sua expansão pelo viés
da estatização, da obrigatoriedade escolar e da democratização
do ensino. (p. 56)
MAURICE Tardif; CLAUDE Lessard. O trabalho docente: elementos para
uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis:
Vozes, 2005.
O texto trata da história de uma instituição que vai se tornar,
depois do século XIX, a forma dominante de realização da
educação formal: a escola. O referido percurso histórico da
educação escolar mostra que a escola parte de uma
instituição
A realização do adequado processo pedagógico na escola
requer uma tarefa prévia e que deve ser necessariamente
assumida pelos docentes: o planejamento. Duas tarefas
principais se colocam: elaborar o plano de aula e o plano de
ensino, também conhecido como plano de curso. Considerando
as características de ambos, o plano de ensino é definido como
Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o
desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as
interações e a brincadeira, assegurando-lhes os direitos de
conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer
se, a organização curricular da Educação Infantil na BNCC está
estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos
quais são definidos os objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento. (p. 40)
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
Brasília, 2018.
Tematizando a aprendizagem e o desenvolvimento da
criança na Educação Infantil, a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) propõe para essa etapa cinco campos de
experiências. Na BNCC, os referidos campos de experiência
são assim descritos:
Enfatiza-se, aqui, o papel do professor, relegando-se para
segundo plano a intervenção do aluno no seu próprio processo
de aprendizagem. Se um aluno sabe falar e escrever numa
dada área, subentende-se, então, que compreendeu a matéria
dessa área de conhecimento. A valorização do aluno como
transformador dessa informação não aparece suficientemente
representada nesta abordagem [...] tendo como objetivo
principal alcançar comportamentos apropriados por parte dos
alunos, basicamente entendidos como apropriação e
modificação de respostas. Assim, se a resposta emitida for
desejada, haverá reforço, cuja natureza dependerá,
necessariamente, do nível etário e do esforço dos alunos, por
exemplo. (p. 12)
VASCONCELOS, Clara, PRAIA, João F., ALMEIDA, Leandro. Teorias de
aprendizagem e o ensino/aprendizagem das ciências: da instrução à
aprendizagem. Psicologia Escolar e Educacional, Vol. 7 N. 1, 11-19, 2003.
O excerto tematiza um assunto de grande relevância para a área da educação, o das teorias da aprendizagem. Considerando as diferentes teorias da aprendizagem, o excerto aborda especificamente a teoria
O Decreto nº 66.600, de 20 de maio de 1970, assinado pelo
Presidente Médici, estabeleceu a criação do Grupo de Trabalho
para estudar, planejar e propor medidas para a atualização e
expansão do Ensino Fundamental e do Colegial. O anteprojeto
da Reforma foi encaminhado pelo Ministro Passarinho ao
Conselho Federal de Educação (CFE), que apresentou
emendas. Em um segundo momento, foram utilizadas ideias da
reunião com os Conselhos Estaduais de Educação (CEE),
criando um “texto integrado”. O anteprojeto passou de 66 para
86 artigos; os acréscimos ocorreram, principalmente, no
capítulo “Do financiamento”. O relatório e o anteprojeto da Lei
foram encaminhados ao Congresso em 14 de agosto de 1970,
que formou uma Comissão para análise composta por dez
senadores e oito deputados da ARENA, um senador e três
deputados do MDB. (p. 3).
FREIRE, L. A reforma do ensino básico na Ditadura Civil-Militar: a Lei 5692/71.
RBEB, 9, Número Especial - O Golpe de 1964 e a Ditadura Civil-Militar na
escola básica brasileira, p.1-9, jul. 2024.
O excerto do texto em destaque apresenta o quadro
normativo e as ações do governo brasileiro e do poder
legislativo no decorrer do que se tornará a Lei nº 5.692/1971,
lei essa que efetuará uma ampla reforma na primeira Lei de
Diretrizes e Bases da Educação, datada de 1961. A Lei nº
5.692/1971 se propôs a reformar a educação escolar
brasileira e, entre as diversas mudanças, estabeleceu o
período de escolarização obrigatória com duração de
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) fixa
textualmente as competências específicas em Língua
Portuguesa que os estudantes devem adquirir ao longo do
Ensino Fundamental. Entre as competências elencadas
pela BNCC, estão:
No tocante ao conhecimento da Matemática, a Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) aponta que o
compromisso essencial do Ensino Fundamental é o de
promover o desenvolvimento do “letramento matemático”.
Assinalado como aspecto cardinal do Ensino Fundamental,
o letramento matemático é definido na BNCC como sendo
Na história da Educação no Brasil, os anos 1930 marcam
um período fundamental no qual a sociedade se modificava
social, política e economicamente. É nesse período,
precisamente em 1932, que um grupo de destacados
intelectuais vai publicar, nos jornais da época, um manifesto
em favor da Educação, propugnando uma escola pública,
gratuita, única, obrigatória, laica e coeducativa, isto é, que
acolha igualmente ambos os sexos. Entre os signatários do
manifesto, estavam Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira,
Cecília Meireles entre outros. Trata-se de um marco na
construção da escola pública brasileira. O referido manifesto
foi denominado e ficou conhecido como o Manifesto dos
Com uma duração que vai, aproximadamente, até os dois anos
de idade, o primeiro estágio de desenvolvimento cognitivo é
reputado por Jean Piaget como essencial. É o momento no
qual a interação da criança com o ambiente adquire suma
importância, no qual um comportamento inicialmente centrado
no próprio corpo se descentra em relação às disposições do
espaço e seus objetos, reage e age sobre o espaço e começa
a se conhecer como fonte do movimento, afinando
progressivamente a capacidade motora e desenvolvendo
progressivamente a função simbólica. Em sua teoria do
desenvolvimento, Piaget denomina esse momento de estágio
como
A avaliação é um componente muito importante da educação
escolar e apresenta contornos especiais na Educação Infantil,
pois se trata da etapa inicial da Educação Básica e lida com
bebês e crianças pequenas. Nesse sentido, a avaliação na
Educação Infantil deve assumir