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Proibir o acesso a redes sociais para menores de 16 anos realmente os protege?
Por Ricard Martínez Martínez


A limitação da idade de acesso ..... redes sociais está no centro do debate político nos

últimos dias na Espanha. Trata-se de uma questão extremamente complexa que requer uma

abordagem ponderada e baseada em evidências.

Vários relatórios, como os elaborados pela EU Kids Online, ___ constatado de forma

consistente o crescimento significativo dos riscos da internet para os menores de idade. Há uma

queda constante na idade em que os jovens e crianças se conectam ..... internet, ___ um celular,

consomem pornografia ou se cadastram em uma rede social. O recente Relatório do UNICEF

sobre o impacto da tecnologia na infância e na adolescência confirma essa tendência com dados

preocupantes que apontam para um uso viciante dos smartphones e das redes sociais, para o

aumento dos conflitos ou da exposição à pornografia, acompanhados por demandas por

educação e até mesmo por desconexão.

O diagnóstico do relatório promovido pelo Ministério da Juventude e Infância da Espanha é

devastador. Ele aponta que as redes sociais geram um contexto de alto risco para a saúde mental

e física dos menores, de superexposição ao assédio e crimes contra ..... liberdade sexual, acesso

à pornografia e aquisição de hábitos e comportamentos nocivos. Isso coincide com estudos que

___ alertando sobre o aumento de doenças mentais em crianças e adolescentes. As redes sociais

podem substituir experiências presenciais e reduzir os espaços de socialização autônoma,

especialmente em usos intensivos.

As plataformas de redes sociais estão plenamente conscientes dos riscos do seu modelo de

negócios e, ainda assim, continuam a promovê-lo. As redes sociais se aproveitam de mecanismos

de recompensa que geram dependência. Esses mecanismos são acentuados pela

hiperestimulação e pelo uso noturno, que pode prejudicar a higiene do sono. Cada like, emoji,

chat ou filtro de imagem responde a um objetivo claro: promover o engajamento, manter a

atenção do usuário e monetizar a privacidade. Além disso, os algoritmos de personalização

favorecem o “engajamento” do usuário e proporcionam uma visão da realidade por meio de

filtros que geram uma bolha de conteúdos personalizados. Enquanto isso, a monetização

publicitária parece incentivar a polarização, o discurso de ódio, o negacionismo ou a pornografia.

Por outro lado, é inegável que existe uma quota de responsabilidade social e administrativa.

O primeiro contato de uma criança ou adolescente com uma rede social geralmente é promovido

pelos próprios pais ou a própria escola, por exemplo, ao adquirir um smartphone para eles ou

solicitar tarefas digitais. Nesse contexto, a ação legislativa empreendida pelo Ministério da

Juventude e Infância da Espanha é adequada. A limitação de idade encontra plena justificativa

na garantia de um desenvolvimento adequado da personalidade. Mas esta não deve ser a única

medida. Crianças e adolescentes devem ter voz. Devemos entender como viabilizar uma

socialização e um aprendizado da tecnologia inspirados em valores democráticos e inclusivos.

Não podemos ser vítimas da urgência regulatória e nos concentrar exclusivamente na proibição.

Vivemos na sociedade da inteligência artificial. É necessário que adotemos uma nova

maneira de fazer as coisas e novas capacidades. Não estamos em guerra com a tecnologia, mas

com um uso antissocial que coisifica as pessoas.

Por fim, os reguladores mais diretamente envolvidos devem passar da recomendação para

a fiscalização, a coerção e a sanção às plataformas. O tempo de contemporizar já passou. Existe

uma firme vontade por parte dos dirigentes das plataformas de ameaçar a regulamentação e

quebrá-la. A democracia nos tornou livres e nos transformou de súditos em cidadãos: não

permitamos que nos transformem em servos digitais, começando pelos nossos filhos, filhas e

jovens.



(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/02/07/proibir-o-acesso-a-redes-sociais-paramenores-de-16-anos-realmente-os-protege.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

 “A limitação da idade de acesso ..... redes sociais está no centro do debate político”.
 “Há uma queda constante na idade em que os jovens e crianças se conectam ..... internet”.
 “as redes sociais geram um contexto de alto risco para a saúde mental e física dos menores, de superexposição ao assédio e crimes contra ..... liberdade sexual”.
 

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Proibir o acesso a redes sociais para menores de 16 anos realmente os protege?
Por Ricard Martínez Martínez


A limitação da idade de acesso ..... redes sociais está no centro do debate político nos

últimos dias na Espanha. Trata-se de uma questão extremamente complexa que requer uma

abordagem ponderada e baseada em evidências.

Vários relatórios, como os elaborados pela EU Kids Online, ___ constatado de forma

consistente o crescimento significativo dos riscos da internet para os menores de idade. Há uma

queda constante na idade em que os jovens e crianças se conectam ..... internet, ___ um celular,

consomem pornografia ou se cadastram em uma rede social. O recente Relatório do UNICEF

sobre o impacto da tecnologia na infância e na adolescência confirma essa tendência com dados

preocupantes que apontam para um uso viciante dos smartphones e das redes sociais, para o

aumento dos conflitos ou da exposição à pornografia, acompanhados por demandas por

educação e até mesmo por desconexão.

O diagnóstico do relatório promovido pelo Ministério da Juventude e Infância da Espanha é

devastador. Ele aponta que as redes sociais geram um contexto de alto risco para a saúde mental

e física dos menores, de superexposição ao assédio e crimes contra ..... liberdade sexual, acesso

à pornografia e aquisição de hábitos e comportamentos nocivos. Isso coincide com estudos que

___ alertando sobre o aumento de doenças mentais em crianças e adolescentes. As redes sociais

podem substituir experiências presenciais e reduzir os espaços de socialização autônoma,

especialmente em usos intensivos.

As plataformas de redes sociais estão plenamente conscientes dos riscos do seu modelo de

negócios e, ainda assim, continuam a promovê-lo. As redes sociais se aproveitam de mecanismos

de recompensa que geram dependência. Esses mecanismos são acentuados pela

hiperestimulação e pelo uso noturno, que pode prejudicar a higiene do sono. Cada like, emoji,

chat ou filtro de imagem responde a um objetivo claro: promover o engajamento, manter a

atenção do usuário e monetizar a privacidade. Além disso, os algoritmos de personalização

favorecem o “engajamento” do usuário e proporcionam uma visão da realidade por meio de

filtros que geram uma bolha de conteúdos personalizados. Enquanto isso, a monetização

publicitária parece incentivar a polarização, o discurso de ódio, o negacionismo ou a pornografia.

Por outro lado, é inegável que existe uma quota de responsabilidade social e administrativa.

O primeiro contato de uma criança ou adolescente com uma rede social geralmente é promovido

pelos próprios pais ou a própria escola, por exemplo, ao adquirir um smartphone para eles ou

solicitar tarefas digitais. Nesse contexto, a ação legislativa empreendida pelo Ministério da

Juventude e Infância da Espanha é adequada. A limitação de idade encontra plena justificativa

na garantia de um desenvolvimento adequado da personalidade. Mas esta não deve ser a única

medida. Crianças e adolescentes devem ter voz. Devemos entender como viabilizar uma

socialização e um aprendizado da tecnologia inspirados em valores democráticos e inclusivos.

Não podemos ser vítimas da urgência regulatória e nos concentrar exclusivamente na proibição.

Vivemos na sociedade da inteligência artificial. É necessário que adotemos uma nova

maneira de fazer as coisas e novas capacidades. Não estamos em guerra com a tecnologia, mas

com um uso antissocial que coisifica as pessoas.

Por fim, os reguladores mais diretamente envolvidos devem passar da recomendação para

a fiscalização, a coerção e a sanção às plataformas. O tempo de contemporizar já passou. Existe

uma firme vontade por parte dos dirigentes das plataformas de ameaçar a regulamentação e

quebrá-la. A democracia nos tornou livres e nos transformou de súditos em cidadãos: não

permitamos que nos transformem em servos digitais, começando pelos nossos filhos, filhas e

jovens.



(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/02/07/proibir-o-acesso-a-redes-sociais-paramenores-de-16-anos-realmente-os-protege.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto no texto, analise as assertivas a seguir:

I. Jovens e crianças se conectam à internet cada vez mais cedo.
II. O uso dos celulares e das redes sociais pode ser viciante, com alto risco para a saúde mental de crianças e adolescentes.
III. A dependência das redes sociais está ligada ao mecanismo de recompensa que as plataformas propiciam.
IV. A solução para proteger as crianças está na proibição de acesso ao mundo digital.

Quais estão corretas?
 

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Gentílico é o termo usado para designar as pessoas naturais de um determinado lugar. Qual das alternativas abaixo apresenta corretamente o gentílico de quem nasce no município de Bom Jesus?
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base nos trechos apresentados, retirados do texto, e considerando os mecanismos de coesão referencial, analise as assertivas a seguir:

I. Em “a fabricante Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os colocassem em cima dos aparelhos da empresa”, o pronome oblíquo “os” retoma o termo “pinguins”.
II. Em “com o tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante populares até algumas décadas atrás”, o pronome “Elas” retoma o termo “pessoas”.
III. Em “Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista”, o pronome oblíquo “la” retoma o termo “fofoca”.

Quais estão corretas?
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “Desta vez, nas mãos da minha irmã, Fernanda, que deu ... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição”, os termos sublinhados são classificados sintaticamente como apostos:
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho retirado do texto “Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais novos nasceram”, em relação à transitividade verbal, é correto afirmar que, no contexto apresentado, o verbo sublinhado classifica-se como:
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho retirado do texto “Sentiremos saudade – mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas matérias”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, pelas conjunções a seguir, EXCETO:
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “Compramos um pinguim de geladeira”, qual é a classificação sintática da expressão sublinhada?
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “Não sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão”, a oração sublinhada estabelece com a oração que a antecede uma relação de:
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho retirado do texto “No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos”, é correto afirmar que o sujeito da oração classifica-se como:
 

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