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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

•  “Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na Avenida Paulista”.
•  “Desta vez, nas mãos da minha irmã, Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice”.
•  “O bom pinguim ...... casa torna”.
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando as regras de acentuação, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

•  “Do alto da geladeira, os pinguins ___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha”.
•  “Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista”.
 

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Pinguim de geladeira
Por Rafael Battaglia Popp


Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais

novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava

pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na

Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois

disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não

sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um

pinguim de geladeira.

A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em

inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que

as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante

Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os

colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o

tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante

populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio

de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins

___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham

cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma

discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você

vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.

Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e

analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas

também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o

convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.

Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma

colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego

bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas

matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.

No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)

e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,

Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim

...... casa torna.

Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.


(Disponível em: //super.abril.com.br/cronica/pinguim-de-geladeira/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. O texto inicia com a narração de um fato que marcou o autor, que servirá também como mote para introduzir o segundo assunto tratado no texto, que é a fofoca.
II. O autor discorre sobre possíveis conexões entre pinguins e geladeiras e entre pinguins e fofoca.
III. Uma das teses apresentadas pelo autor é a de que nem sempre a fofoca é algo nocivo.

Quais estão corretas?
 

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Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais

Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro

Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males

plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da

comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,

dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus

impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho

que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas

bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e

tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios

físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar

__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como

sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos

da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões

psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de

2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia

navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências

inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados

pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos

de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.

Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na

internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha

drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do

trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os

indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento

quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria

da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas

para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais

cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas

na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...

Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a

dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que

vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada

com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve

Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo

percebendo os impactos negativos”.

Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas

deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por

políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito

horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua

saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado

no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento

astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao

sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e

ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,

ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar

a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz

o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que

atacam até os dedos que não desgrudam da tela.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando as características predominantes do texto em relação ao gênero, é correto afirmar que se trata de um texto:
 

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4134621 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS

Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais

Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro

Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males

plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da

comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,

dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus

impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho

que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas

bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e

tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios

físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar

__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como

sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos

da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões

psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de

2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia

navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências

inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados

pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos

de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.

Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na

internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha

drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do

trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os

indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento

quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria

da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas

para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais

cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas

na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...

Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a

dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que

vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada

com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve

Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo

percebendo os impactos negativos”.

Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas

deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por

políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito

horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua

saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado

no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento

astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao

sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e

ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,

ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar

a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz

o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que

atacam até os dedos que não desgrudam da tela.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual o vocábulo “que” NÃO retoma um termo antecedente na oração.
 

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4134620 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS

Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais

Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro

Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males

plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da

comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,

dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus

impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho

que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas

bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e

tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios

físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar

__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como

sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos

da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões

psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de

2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia

navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências

inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados

pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos

de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.

Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na

internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha

drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do

trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os

indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento

quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria

da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas

para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais

cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas

na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...

Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a

dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que

vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada

com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve

Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo

percebendo os impactos negativos”.

Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas

deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por

políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito

horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua

saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado

no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento

astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao

sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e

ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,

ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar

a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz

o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que

atacam até os dedos que não desgrudam da tela.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho retirado do texto “as autoridades começam a tomar medidas, amparadas na lei, para mitigar os danos”, a palavra “mitigar” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido ao trecho em que ocorre, pelos seguintes vocábulos, EXCETO:
 

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4134619 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS

Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais

Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro

Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males

plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da

comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,

dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus

impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho

que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas

bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e

tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios

físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar

__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como

sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos

da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões

psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de

2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia

navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências

inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados

pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos

de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.

Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na

internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha

drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do

trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os

indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento

quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria

da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas

para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais

cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas

na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...

Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a

dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que

vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada

com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve

Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo

percebendo os impactos negativos”.

Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas

deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por

políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito

horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua

saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado

no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento

astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao

sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e

ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,

ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar

a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz

o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que

atacam até os dedos que não desgrudam da tela.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho retirado do texto “Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos da onipresença das telas”, qual é a classificação sintática do segmento sublinhado?
 

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4134618 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS

Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais

Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro

Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males

plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da

comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,

dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus

impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho

que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas

bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e

tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios

físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar

__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como

sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos

da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões

psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de

2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia

navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências

inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados

pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos

de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.

Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na

internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha

drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do

trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os

indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento

quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria

da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas

para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais

cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas

na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...

Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a

dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que

vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada

com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve

Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo

percebendo os impactos negativos”.

Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas

deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por

políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito

horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua

saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado

no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento

astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao

sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e

ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,

ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar

a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz

o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que

atacam até os dedos que não desgrudam da tela.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam o mesmo fonema para a letra “x”.
 

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Questão presente nas seguintes provas
4134617 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS

Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais

Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro

Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males

plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da

comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,

dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus

impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho

que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas

bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e

tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios

físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar

__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como

sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos

da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões

psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de

2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia

navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências

inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados

pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos

de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.

Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na

internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha

drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do

trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os

indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento

quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria

da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas

para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais

cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas

na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...

Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a

dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que

vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada

com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve

Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo

percebendo os impactos negativos”.

Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas

deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por

políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito

horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua

saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado

no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento

astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao

sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e

ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,

ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar

a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz

o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que

atacam até os dedos que não desgrudam da tela.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise os trechos a seguir, retirados do texto:

1. “O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas para pescar a atenção do usuário”.
2. “Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões psicológicas”.
3. “há um consenso de que o uso de telas deve ser restringido na infância”.

Em relação às estruturas sublinhadas, assinale a alternativa INCORRETA.
 

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4134616 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Bom Jesus-RS

Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais

Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro

Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males

plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da

comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,

dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus

impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho

que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas

bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e

tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios

físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar

__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como

sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos

da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões

psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de

2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia

navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências

inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados

pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos

de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.

Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na

internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha

drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do

trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os

indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento

quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria

da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas

para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais

cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas

na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...

Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a

dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que

vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada

com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve

Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo

percebendo os impactos negativos”.

Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas

deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por

políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito

horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua

saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado

no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento

astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao

sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e

ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,

ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar

a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz

o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que

atacam até os dedos que não desgrudam da tela.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).

O vocábulo “nomofobia”, mencionado no texto, apresenta o radical grego –fobia, cujo significado costuma acrescentar às palavras que ele compõe a ideia de:
 

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