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Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais
novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava
pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na
Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois
disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não
sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um
pinguim de geladeira.
A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em
inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que
as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante
Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os
colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o
tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante
populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio
de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins
___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham
cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma
discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você
vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.
Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e
analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas
também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o
convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.
Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma
colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego
bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas
matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.
No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)
e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,
Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim
...... casa torna.
Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.
• “Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na Avenida Paulista”.
• “Desta vez, nas mãos da minha irmã, Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice”.
• “O bom pinguim ...... casa torna”.
Provas
Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais
novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava
pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na
Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois
disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não
sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um
pinguim de geladeira.
A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em
inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que
as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante
Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os
colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o
tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante
populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio
de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins
___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham
cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma
discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você
vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.
Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e
analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas
também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o
convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.
Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma
colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego
bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas
matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.
No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)
e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,
Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim
...... casa torna.
Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.
• “Do alto da geladeira, os pinguins ___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha”.
• “Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista”.
Provas
Uma das minhas primeiras memórias de criança é o dia em que os meus irmãos mais
novos nasceram. Ou melhor, o dia seguinte. Eu e meu pai despertamos com o sol que entrava
pela janela do quarto dele. Rapidinho saímos de casa, em Guarulhos, rumo ..... maternidade na
Avenida Paulista. Uma viagem de distância intergaláctica quando se tem 2 anos e pouco. E depois
disso também. No caminho, decidimos levar um presente para a minha mãe e os gêmeos. Não
sei onde meu pai estava com a cabeça, mas eu fiquei encarregado da decisão. Compramos um
pinguim de geladeira.
A história desse tipo de enfeite começou nos anos 1950. Antes dos modelos retos e em
inox, as geladeiras tinham jeitão de móvel, com design mais robusto e colorido. Para evitar que
as pessoas confundissem os seus refrigeradores com outros itens nas lojas, a fabricante
Kelvinator começou a distribuir pinguins de cerâmica aos vendedores, para que eles os
colocassem em cima dos aparelhos da empresa. Uma forma de distinção que pegou: com o
tempo, as pessoas começaram a pedir para levar também as estatuetas. Elas foram bastante
populares até algumas décadas atrás. Hoje, nem tanto. Pertencem ao mesmo grupo do relógio
de parede, da fruta de plástico e da capa de botijão em crochê. Do alto da geladeira, os pinguins
___ a vida passar no cômodo mais cheio de vida das casas brasileiras: a cozinha. Testemunham
cafezinhos e almoços de domingo, mas também DRs e brigas de família. Tudo isso de forma
discreta, com cara (ou seria bico?) de paisagem. Em resumo: dariam ótimos fofoqueiros. E você
vai entender que isso não é necessariamente algo ruim.
Convido os leitores a ___ de lado o preconceito contra a fofoca por um momento e
analisá-la sob as lentes da psicologia evolucionista. Fuxicar tem seu lado ruim, claro - mas
também nos dá munição para entender o mundo ao nosso redor, além de ajudar a regular o
convívio social. Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui.
Colocando isso em prática, vou compartilhar duas fofocas do bem. A primeira é sobre uma
colega de trabalho: este é o seu último mês na revista antes de começar em um novo emprego
bacana. Sentiremos saudade - mas conforta saber que ela continuará produzindo ótimas
matérias. Seguirei como um fiel leitor. A segunda é sobre o pinguim que comprei 25 anos atrás.
No momento em que escrevo este texto, ele saiu do armário de casa (já bem desbotado, coitado)
e se encontra naquele mesmo hospital da Paulista. Desta vez, nas mãos da minha irmã,
Fernanda, que deu ..... luz sua primeira filha, Alice, a quem dedico esta edição. O bom pinguim
...... casa torna.
Até logo, caro leitor. Fofoque com moderação.
I. O texto inicia com a narração de um fato que marcou o autor, que servirá também como mote para introduzir o segundo assunto tratado no texto, que é a fofoca.
II. O autor discorre sobre possíveis conexões entre pinguins e geladeiras e entre pinguins e fofoca.
III. Uma das teses apresentadas pelo autor é a de que nem sempre a fofoca é algo nocivo.
Quais estão corretas?
Provas
Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais
Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males
plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,
dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus
impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho
que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas
bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e
tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios
físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar
__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.
Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos
da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões
psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de
2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia
navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências
inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados
pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos
de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.
Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na
internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha
drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do
trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os
indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento
quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria
da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas
para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais
cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas
na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...
Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a
dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que
vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada
com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve
Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo
percebendo os impactos negativos”.
Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas
deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por
políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito
horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua
saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado
no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento
astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao
sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e
ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,
ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar
a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz
o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que
atacam até os dedos que não desgrudam da tela.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais
Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males
plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,
dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus
impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho
que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas
bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e
tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios
físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar
__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.
Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos
da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões
psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de
2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia
navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências
inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados
pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos
de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.
Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na
internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha
drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do
trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os
indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento
quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria
da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas
para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais
cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas
na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...
Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a
dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que
vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada
com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve
Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo
percebendo os impactos negativos”.
Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas
deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por
políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito
horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua
saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado
no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento
astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao
sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e
ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,
ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar
a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz
o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que
atacam até os dedos que não desgrudam da tela.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais
Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males
plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,
dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus
impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho
que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas
bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e
tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios
físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar
__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.
Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos
da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões
psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de
2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia
navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências
inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados
pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos
de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.
Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na
internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha
drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do
trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os
indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento
quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria
da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas
para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais
cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas
na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...
Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a
dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que
vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada
com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve
Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo
percebendo os impactos negativos”.
Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas
deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por
políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito
horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua
saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado
no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento
astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao
sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e
ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,
ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar
a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz
o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que
atacam até os dedos que não desgrudam da tela.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais
Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males
plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,
dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus
impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho
que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas
bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e
tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios
físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar
__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.
Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos
da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões
psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de
2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia
navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências
inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados
pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos
de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.
Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na
internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha
drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do
trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os
indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento
quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria
da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas
para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais
cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas
na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...
Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a
dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que
vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada
com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve
Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo
percebendo os impactos negativos”.
Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas
deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por
políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito
horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua
saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado
no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento
astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao
sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e
ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,
ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar
a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz
o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que
atacam até os dedos que não desgrudam da tela.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais
Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males
plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,
dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus
impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho
que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas
bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e
tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios
físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar
__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.
Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos
da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões
psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de
2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia
navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências
inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados
pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos
de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.
Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na
internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha
drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do
trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os
indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento
quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria
da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas
para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais
cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas
na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...
Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a
dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que
vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada
com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve
Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo
percebendo os impactos negativos”.
Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas
deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por
políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito
horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua
saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado
no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento
astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao
sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e
ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,
ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar
a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz
o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que
atacam até os dedos que não desgrudam da tela.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais
Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males
plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,
dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus
impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho
que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas
bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e
tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios
físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar
__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.
Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos
da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões
psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de
2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia
navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências
inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados
pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos
de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.
Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na
internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha
drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do
trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os
indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento
quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria
da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas
para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais
cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas
na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...
Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a
dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que
vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada
com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve
Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo
percebendo os impactos negativos”.
Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas
deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por
políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito
horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua
saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado
no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento
astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao
sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e
ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,
ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar
a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz
o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que
atacam até os dedos que não desgrudam da tela.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).
1. “O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas para pescar a atenção do usuário”.
2. “Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões psicológicas”.
3. “há um consenso de que o uso de telas deve ser restringido na infância”.
Em relação às estruturas sublinhadas, assinale a alternativa INCORRETA.
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Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais
Por Diogo Sponchiato e Victória Ribeiro
Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital... O dicionário de males
plantados pela vida entre telas — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da
comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas,
dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus
impactos cada vez mais expressivos no __________. O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho
que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas
bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e
tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço. Um preço cobrado na forma de distúrbios
físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar
__________ de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como
sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos.
Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos
da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões
psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de
2.000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia
navegando nas redes sociais estavam mais expostas a ansiedade e depressão. Mas há consequências
inusitadas também. Pesquisadores sul-coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados
pelo smartphone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos
de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40.
Os brasileiros estão entre os povos mais conectados do planeta: são, em média, nove horas na
internet diariamente. A grande questão é que, entre o estudo, o emprego e a diversão, a maquininha
drena tempo, atenção e energia sem que a maioria das pessoas se dê conta. Mas basta algo sair do
trilho (ou da tela) para começarem os problemas. “Hoje vemos uma necessidade crescente entre os
indivíduos de permanecerem conectados, e há queixas frequentes de irritabilidade ou sofrimento
quando há perda ou restrição do acesso”, diz a psicóloga Carla Cavalheiro, do Instituto de Psiquiatria
da USP. O desafio é que plataformas como as redes sociais, a um toque dos dedos, são programadas
para pescar a atenção do usuário. E, se o cérebro curtir a isca, ficará horas fisgado. Cada vez mais
cientes desse cenário propício ao descontrole, as autoridades começam a tomar medidas, amparadas
na lei, para mitigar os danos, que, além da saúde mental, também podem afligir os olhos, a coluna...
Trata-se de um comportamento que realmente tem as características de um vício. Embora a
dependência digital ainda não seja uma classificação diagnóstica formal, especialistas afirmam que
vem decolando o número de pacientes que procuram ajuda para ter uma relação mais equilibrada
com a peça. “São pessoas com prejuízo funcional, sofrimento psíquico e perda de controle”, descreve
Cavalheiro. “Elas vão negligenciando outras áreas da vida e continuam usando o aparelho mesmo
percebendo os impactos negativos”.
Para não deixar a situação se desgovernar lá adiante, já há um consenso de que o uso de telas
deve ser restringido na infância. Factível ou não, a missão dos pais começa a ser amparada por
políticas públicas, como a proibição de celulares nas escolas brasileiras. “Um menino que passa oito
horas por dia numa tela está sendo destruído. Isso deteriora sua capacidade de prestar atenção e sua
saúde mental”, afirma o pediatra Daniel Becker. E não é só o __________ psíquico que será cobrado
no futuro. A vida em ambientes fechados e cercada de telas já foi associada ao crescimento
astronômico dos casos de miopia — metade do planeta deverá usar óculos até 2050 —, ao
sedentarismo, que alimenta a pandemia de obesidade, e a uma porção de problemas posturais e
ortopédicos que resultam em dores. A coluna que o diga. A cena é conhecida: cabeça inclinada,
ombros projetados para a frente, olhar fixo na tela... “Repetida à exaustão, essa postura vai prejudicar
a região cervical, podendo comprometer ombros, cintura e punhos e gerando dores persistentes”, diz
o ortopedista Luiz Felipe Ambra. É assim que o celular se torna um propulsor de dores crônicas, que
atacam até os dedos que não desgrudam da tela.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/uso-desmedido-do-celular-esta-cada-vez-mais-ligado-aproblemas-fisicos-e-mentais – texto adaptado especialmente para esta prova).
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