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Texto para o item.
Taxar ultraprocessados pode reduzir
doenças crônicas e mortes
Mantido no ritmo atual, o ganho de peso da
população adulta brasileira deve levar ao surgimento
de 10 milhões de novos casos de doenças crônicas
evitáveis – como diabetes, hipertensão e doenças
cardiovasculares – entre 2024 e 2044. Nessas duas décadas,
estima-se que a proporção de adultos com sobrepeso no
país passe de 57% para 75%, resultando em cerca de 1
milhão de mortes.
Diante desse cenário, o epidemiologista Leandro
Rezende e sua equipe na Universidade Federal de São
Paulo simularam o impacto que a imposição de taxas sobre
os alimentos ultraprocessados poderia gerar na saúde
da população. Os ultraprocessados são uma categoria
de alimentos industrializados aos quais são adicionados
altos teores de açúcar, gordura e sal com a finalidade de
aumentar sua durabilidade ou palatabilidade.
Os resultados, publicados no American Journal of
Preventive Medicine, mostram que cobrar mais por esses
alimentos gera um efeito protetivo proporcional ao tributo.
Impor uma taxa de 10% pode restringir a 67% o total de
adultos com sobrepeso em 2044, evitando 526 mil casos de
doenças e 71 mil mortes. Se a taxação chegasse a 50%, a
frequência de sobrepeso baixaria para 50%, prevenindo 1,8
milhão de adoecimentos.
Segundo Rezende, o estudo avança ao estimar o
impacto sobre o conjunto dos alimentos ultraprocessados,
e não sobre itens isolados, como as bebidas açucaradas.
Como o efeito da alimentação depende do padrão geral,
ações voltadas a toda a categoria tendem a apresentar
maior eficácia na redução do excesso de peso.
Especialistas ressaltam, contudo, que a tributação
não resolve o problema isoladamente. A resposta ao
aumento de preços depende do ambiente alimentar
e de condições sociais. Para maximizar os resultados,
a taxação deve vir acompanhada de políticas públicas
complementares, como subsídios a alimentos in natura,
regulação da publicidade e ações de educação alimentar
que tornem as escolhas saudáveis mais acessíveis a toda
a população.
Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Depreende-se do texto que a imposição de uma taxa de 10% sobre os alimentos ultraprocessados seria capaz de reduzir em 67% o número absoluto de adultos com sobrepeso no Brasil, no ano de 2044.
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
Texto para o item.
Taxar ultraprocessados pode reduzir
doenças crônicas e mortes
Mantido no ritmo atual, o ganho de peso da
população adulta brasileira deve levar ao surgimento
de 10 milhões de novos casos de doenças crônicas
evitáveis – como diabetes, hipertensão e doenças
cardiovasculares – entre 2024 e 2044. Nessas duas décadas,
estima-se que a proporção de adultos com sobrepeso no
país passe de 57% para 75%, resultando em cerca de 1
milhão de mortes.
Diante desse cenário, o epidemiologista Leandro
Rezende e sua equipe na Universidade Federal de São
Paulo simularam o impacto que a imposição de taxas sobre
os alimentos ultraprocessados poderia gerar na saúde
da população. Os ultraprocessados são uma categoria
de alimentos industrializados aos quais são adicionados
altos teores de açúcar, gordura e sal com a finalidade de
aumentar sua durabilidade ou palatabilidade.
Os resultados, publicados no American Journal of
Preventive Medicine, mostram que cobrar mais por esses
alimentos gera um efeito protetivo proporcional ao tributo.
Impor uma taxa de 10% pode restringir a 67% o total de
adultos com sobrepeso em 2044, evitando 526 mil casos de
doenças e 71 mil mortes. Se a taxação chegasse a 50%, a
frequência de sobrepeso baixaria para 50%, prevenindo 1,8
milhão de adoecimentos.
Segundo Rezende, o estudo avança ao estimar o
impacto sobre o conjunto dos alimentos ultraprocessados,
e não sobre itens isolados, como as bebidas açucaradas.
Como o efeito da alimentação depende do padrão geral,
ações voltadas a toda a categoria tendem a apresentar
maior eficácia na redução do excesso de peso.
Especialistas ressaltam, contudo, que a tributação
não resolve o problema isoladamente. A resposta ao
aumento de preços depende do ambiente alimentar
e de condições sociais. Para maximizar os resultados,
a taxação deve vir acompanhada de políticas públicas
complementares, como subsídios a alimentos in natura,
regulação da publicidade e ações de educação alimentar
que tornem as escolhas saudáveis mais acessíveis a toda
a população.
Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No período “estima-se que a proporção de adultos com sobrepeso no país passe de 57% para 75%,”, o segmento “que a proporção de adultos com sobrepeso passe de 57% para 75%” exerce a função sintática de sujeito da forma verbal “estima".
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Texto para o item.
Brasileiros desconhecem países que falam português
Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Os segmentos “Apesar das três décadas de existência” e “embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes” exercem a mesma função sintática no texto, classificando-se como orações subordinadas adverbiais concessivas.
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Brasileiros desconhecem países que falam português
Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
No período “O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade.”, os trechos “de diplomas” e “pesquisas conjuntas” desempenham, respectivamente, as funções sintáticas de complemento nominal e de objeto direto, motivo pelo qual ambos são classificados como termos integrantes da oração.
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Brasileiros desconhecem países que falam português
Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
No fragmento “Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento,”, a substituição da forma verbal “há” por existe manteria a correção gramatical e o sentido original do período.
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Brasileiros desconhecem países que falam português
Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Na construção “Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história,”, a eliminação da vírgula empregada logo após a conjunção “que” preservaria a correção gramatical e o sentido original do período.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
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Brasileiros desconhecem países que falam português
Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
No período “se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história,”, a combinação entre o pretérito imperfeito do subjuntivo (“conhecesse”) e o futuro do pretérito do indicativo (“passaria”) estabelece uma correlação verbal adequada para exprimir uma hipótese e o seu resultado provável no plano condicional.
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Brasileiros desconhecem países que falam português
Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
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No trecho “já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira.”, o conectivo “já que” introduz uma oração de valor concessivo, a qual poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido original do texto, por ainda que.
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Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Com base nos dados apresentados no texto, infere-se que uma parcela superior a um terço dos entrevistados brasileiros declara não ter curiosidade por manifestações culturais provenientes de outros países que têm o português como língua oficial.
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- OrtografiaEmprego do Hífen
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Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional,
agora com nove países integrantes, tem como missão
usar o idioma comum para aproximar os países-membros,
incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e
beneficiar suas populações.
Apesar das três décadas de existência, só agora
se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião
abrangendo os países da CPLP. Trata-se do Barômetro
da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos
países-membros.
O levantamento revelou que, embora os países
de língua portuguesa estejam espalhados por quatro
continentes, não façam fronteira entre si e estejam
em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os
problemas que suas populações enxergam, em seus
territórios, são muito parecidos.
O Barômetro identificou que, de forma
geral, os países que falam português conhecem
consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é
o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas
de desconhecimento – também há desinteresse e
distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam
não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais
de outras nações de língua portuguesa.
Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse
melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a
compreender, com mais profundidade, sua própria história,
já que a maior parte da população é negra e a escravidão
de origem africana foi, por muito tempo, a base da
economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um
“contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como
tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para
ele, trata-se de uma falha estrutural do país.
O Brasil precisa avançar no reconhecimento de
diplomas, ampliar a cooperação entre universidades,
incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para
empresas dentro da comunidade. Também é essencial
conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais
países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa,
formação de profissionais, inovação e experiências em
áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais
os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado
coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita
essa integração: a língua portuguesa.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Considerando o que dispõe o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, os vocábulos “contrassenso”, “Lusofonia” e “países-membros” foram empregados no texto em estrita conformidade com as regras ortográficas.
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