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PODCAST
Bem viver nas cidades/ #3 águas urbanas
Neste episódio, uma conversa sobre águas urbanas com
Raquel Ludermir, da Habitat para a Humanidade Brasil; Joice
Paixão, da Associação Gris; e Halan Jackson de Assis, do
Fórum de Juventudes do Bom Jardim.
Ouça agora o 3º e último episódio da série “Bem viver nas
cidades: lutas por direitos e movimentos populares urbanos”,
nova parceria do Guilhotina, o podcast do Le Monde
Diplomatique, com a com a Coordenadoria Ecumênica de
Serviço (Cese).
Neste episódio, conversamos sobre águas urbanas com Raquel
Ludermir (@raquel_ludermir), doutora em desenvolvimento
urbano e que está como gerente de incidência política da
Habitat para a Humanidade Brasil; Joice Paixão, cofundadora e
presidente da Associação Gris, no bairro da Várzea em Recife;
e Halan Jackson de Assis (@halan.aksom), do Fórum de
Juventudes do Bom Jardim, Fortaleza.
Disponível agora no Guilhotina!
Disponível em: https://diplomatique.org.br/bem-viver-nas-cidades-3-aguasurbanas/. Acesso em: 15 jan. 2026.
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Texto 5
Vozes-mulheres
A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho
revolta no fundo
das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
EVARISTO, Conceição. Disponível em:
http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/24-textos-das-autoras/923-
conceicao-evaristo-vozes-mulheres. Acesso em: 15 jan. 2025.
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Texto 5
Vozes-mulheres
A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho
revolta no fundo
das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
EVARISTO, Conceição. Disponível em:
http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/24-textos-das-autoras/923-
conceicao-evaristo-vozes-mulheres. Acesso em: 15 jan. 2025.
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Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/03/08/enfrentar-aextrema-direita-e-enfrentar-a-violencia-que-as-mulheres-ja-conhecem-diz-cidagoncalves/. Acesso em: 15 jan. 2026.
Uma campanha publicitária é construída com base em informações de natureza verbal e não verbal. Na campanha contra o feminicídio, a apresentação das informações verbais é construída a partir de
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Leia o texto a seguir.
A criminalização do abuso sexual a partir do Código Penal e do ECA
O Código Penal, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, criminaliza diversas condutas cometidas contra a criança e adolescente. O delito de abuso está tipificado no artigo 217-A do Código Penal e diz que: – Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena — reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos, este crime qualifica Estupro de Vulnerável. Já o artigo 213 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. E o artigo 218 – Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (BRASIL. Código Penal Brasileiro/1940).
Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-criminalizacao-do-abusosexual-a-partir-do-codigo-penal-e-do-eca/1872493559. Acesso em: 10 jan. 2026.
Do ponto de vista do discurso legal, o texto jurídico deve seguir padrões organizacionais, tais como
A criminalização do abuso sexual a partir do Código Penal e do ECA
O Código Penal, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, criminaliza diversas condutas cometidas contra a criança e adolescente. O delito de abuso está tipificado no artigo 217-A do Código Penal e diz que: – Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena — reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos, este crime qualifica Estupro de Vulnerável. Já o artigo 213 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. E o artigo 218 – Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (BRASIL. Código Penal Brasileiro/1940).
Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-criminalizacao-do-abusosexual-a-partir-do-codigo-penal-e-do-eca/1872493559. Acesso em: 10 jan. 2026.
Do ponto de vista do discurso legal, o texto jurídico deve seguir padrões organizacionais, tais como
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Tirinha 1

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Texto 4
‘O Agente Secreto’ é um ‘thriller político estiloso e
vibrante’ candidato a Oscar, diz crítico da BBC
Um dos maiores destaques da temporada de premiações de
2025 foi Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de Melhor Filme
Internacional e que retrata a crueldade da ditadura militar no
Brasil nos anos 70. Agora, um outro filme, com a mesma
temática, está ganhando atenção e também se destaca na
próxima temporada de premiações. O diretor Kleber Mendonça
Filho foi premiado em Cannes e o protagonista Wagner Moura
levou o prêmio de melhor ator, o primeiro nessa categoria
conquistada por uma obra brasileira no festival francês.
O filme se passa na cidade de Recife, durante o efervescente
Carnaval e transborda sexo, tiroteios, matadores de aluguel e
carros antigos — e mostra uma perna humana decepada
encontrada na barriga de um tubarão. Mesmo com todo o visual
exagerado, com cores vibrantes e uma estética grindhouse, O
Agente Secreto está enraizado nas angústias de tragédias reais
de cidadãos comuns. Na verdade, seu herói não é um agente
secreto, apesar de Wagner Moura ser alto, moreno e tão
charmoso quanto qualquer outro superespião do cinema. Ele
interpreta Marcelo, um sujeito pacato que aparece na primeira
cena dirigindo o seu fusca amarelo com destino a Recife.
O
filme não tem pressa, mas, aos poucos, descobrimos que
Marcelo é um professor viúvo que se opôs às tentativas de um
funcionário do governo de roubar sua pesquisa patenteada.
Agora, Marcelo planeja se reencontrar com o filho pequeno, que
mora com os avós, e conseguir os documentos para deixar o
país. Enquanto isso, trabalha disfarçado em um cartório, onde
espera encontrar ao menos uma prova oficial da existência de
sua falecida mãe. Antes mesmo de chegar a Recife, Marcelo
encontra um cadáver no pátio de um posto de gasolina — um
corpo que ninguém se deu ao trabalho de remover —, o que
mostra que ele não é ingênuo sobre o quanto a vida está difícil
naquele momento. Mas Marcelo fica chocado ao descobrir que
um dos seus inimigos antigos contratou dois assassinos para
segui-lo e fica horrorizado com a falta de moral do chefe da
polícia local.
Marcelo observa os acontecimentos de Recife com um olhar de
turista maravilhado. Ele ri incrédulo de um gato de duas caras,
da obsessão de seu filho em assistir Tubarão no cinema, das
pessoas fazendo sexo em lugares públicos, e de uma lenda
urbana surreal sobre uma perna decepada que volta à vida e
chuta homens em um local de paquera.
Com mais de duas horas e meia de duração, o filme divaga aqui
e ali, acompanhando vários personagens que sonham em fugir
do Brasil. Um dos temas centrais do filme é o que é lembrado e
o que é esquecido no Brasil, e Kléber Mendonça Filho, que
cresceu em Recife, parece determinado em registrar, na
película, todos esses detalhes antes que eles sejam apagados
para sempre. Além de riqueza e comédia para a trama de
espionagem, esses detalhes da época reforçam a melancolia
silenciosa que Wagner Moura transmite tão bem em cena: de
um jeito ou de outro, Marcelo não vai ficar no Brasil por muito
tempo para aproveitar tudo isso. Uma perseguição pelas ruas
da cidade, coreografada com maestria, leva a um clímax
sangrento e espetacular, mas, assim como em Ainda Estou
Aqui, ainda há perguntas perturbadoras a serem respondidas e
mistérios a serem resolvidos. Afinal de contas, de quem era
aquela perna na barriga do tubarão?
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4geld2gk1go.
Acesso em: 15 jan. 2026.
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Texto 4
‘O Agente Secreto’ é um ‘thriller político estiloso e
vibrante’ candidato a Oscar, diz crítico da BBC
Um dos maiores destaques da temporada de premiações de
2025 foi Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de Melhor Filme
Internacional e que retrata a crueldade da ditadura militar no
Brasil nos anos 70. Agora, um outro filme, com a mesma
temática, está ganhando atenção e também se destaca na
próxima temporada de premiações. O diretor Kleber Mendonça
Filho foi premiado em Cannes e o protagonista Wagner Moura
levou o prêmio de melhor ator, o primeiro nessa categoria
conquistada por uma obra brasileira no festival francês.
O filme se passa na cidade de Recife, durante o efervescente
Carnaval e transborda sexo, tiroteios, matadores de aluguel e
carros antigos — e mostra uma perna humana decepada
encontrada na barriga de um tubarão. Mesmo com todo o visual
exagerado, com cores vibrantes e uma estética grindhouse, O
Agente Secreto está enraizado nas angústias de tragédias reais
de cidadãos comuns. Na verdade, seu herói não é um agente
secreto, apesar de Wagner Moura ser alto, moreno e tão
charmoso quanto qualquer outro superespião do cinema. Ele
interpreta Marcelo, um sujeito pacato que aparece na primeira
cena dirigindo o seu fusca amarelo com destino a Recife.
O
filme não tem pressa, mas, aos poucos, descobrimos que
Marcelo é um professor viúvo que se opôs às tentativas de um
funcionário do governo de roubar sua pesquisa patenteada.
Agora, Marcelo planeja se reencontrar com o filho pequeno, que
mora com os avós, e conseguir os documentos para deixar o
país. Enquanto isso, trabalha disfarçado em um cartório, onde
espera encontrar ao menos uma prova oficial da existência de
sua falecida mãe. Antes mesmo de chegar a Recife, Marcelo
encontra um cadáver no pátio de um posto de gasolina — um
corpo que ninguém se deu ao trabalho de remover —, o que
mostra que ele não é ingênuo sobre o quanto a vida está difícil
naquele momento. Mas Marcelo fica chocado ao descobrir que
um dos seus inimigos antigos contratou dois assassinos para
segui-lo e fica horrorizado com a falta de moral do chefe da
polícia local.
Marcelo observa os acontecimentos de Recife com um olhar de
turista maravilhado. Ele ri incrédulo de um gato de duas caras,
da obsessão de seu filho em assistir Tubarão no cinema, das
pessoas fazendo sexo em lugares públicos, e de uma lenda
urbana surreal sobre uma perna decepada que volta à vida e
chuta homens em um local de paquera.
Com mais de duas horas e meia de duração, o filme divaga aqui
e ali, acompanhando vários personagens que sonham em fugir
do Brasil. Um dos temas centrais do filme é o que é lembrado e
o que é esquecido no Brasil, e Kléber Mendonça Filho, que
cresceu em Recife, parece determinado em registrar, na
película, todos esses detalhes antes que eles sejam apagados
para sempre. Além de riqueza e comédia para a trama de
espionagem, esses detalhes da época reforçam a melancolia
silenciosa que Wagner Moura transmite tão bem em cena: de
um jeito ou de outro, Marcelo não vai ficar no Brasil por muito
tempo para aproveitar tudo isso. Uma perseguição pelas ruas
da cidade, coreografada com maestria, leva a um clímax
sangrento e espetacular, mas, assim como em Ainda Estou
Aqui, ainda há perguntas perturbadoras a serem respondidas e
mistérios a serem resolvidos. Afinal de contas, de quem era
aquela perna na barriga do tubarão?
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4geld2gk1go.
Acesso em: 15 jan. 2026.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 4
‘O Agente Secreto’ é um ‘thriller político estiloso e
vibrante’ candidato a Oscar, diz crítico da BBC
Um dos maiores destaques da temporada de premiações de
2025 foi Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de Melhor Filme
Internacional e que retrata a crueldade da ditadura militar no
Brasil nos anos 70. Agora, um outro filme, com a mesma
temática, está ganhando atenção e também se destaca na
próxima temporada de premiações. O diretor Kleber Mendonça
Filho foi premiado em Cannes e o protagonista Wagner Moura
levou o prêmio de melhor ator, o primeiro nessa categoria
conquistada por uma obra brasileira no festival francês.
O filme se passa na cidade de Recife, durante o efervescente
Carnaval e transborda sexo, tiroteios, matadores de aluguel e
carros antigos — e mostra uma perna humana decepada
encontrada na barriga de um tubarão. Mesmo com todo o visual
exagerado, com cores vibrantes e uma estética grindhouse, O
Agente Secreto está enraizado nas angústias de tragédias reais
de cidadãos comuns. Na verdade, seu herói não é um agente
secreto, apesar de Wagner Moura ser alto, moreno e tão
charmoso quanto qualquer outro superespião do cinema. Ele
interpreta Marcelo, um sujeito pacato que aparece na primeira
cena dirigindo o seu fusca amarelo com destino a Recife.
O
filme não tem pressa, mas, aos poucos, descobrimos que
Marcelo é um professor viúvo que se opôs às tentativas de um
funcionário do governo de roubar sua pesquisa patenteada.
Agora, Marcelo planeja se reencontrar com o filho pequeno, que
mora com os avós, e conseguir os documentos para deixar o
país. Enquanto isso, trabalha disfarçado em um cartório, onde
espera encontrar ao menos uma prova oficial da existência de
sua falecida mãe. Antes mesmo de chegar a Recife, Marcelo
encontra um cadáver no pátio de um posto de gasolina — um
corpo que ninguém se deu ao trabalho de remover —, o que
mostra que ele não é ingênuo sobre o quanto a vida está difícil
naquele momento. Mas Marcelo fica chocado ao descobrir que
um dos seus inimigos antigos contratou dois assassinos para
segui-lo e fica horrorizado com a falta de moral do chefe da
polícia local.
Marcelo observa os acontecimentos de Recife com um olhar de
turista maravilhado. Ele ri incrédulo de um gato de duas caras,
da obsessão de seu filho em assistir Tubarão no cinema, das
pessoas fazendo sexo em lugares públicos, e de uma lenda
urbana surreal sobre uma perna decepada que volta à vida e
chuta homens em um local de paquera.
Com mais de duas horas e meia de duração, o filme divaga aqui
e ali, acompanhando vários personagens que sonham em fugir
do Brasil. Um dos temas centrais do filme é o que é lembrado e
o que é esquecido no Brasil, e Kléber Mendonça Filho, que
cresceu em Recife, parece determinado em registrar, na
película, todos esses detalhes antes que eles sejam apagados
para sempre. Além de riqueza e comédia para a trama de
espionagem, esses detalhes da época reforçam a melancolia
silenciosa que Wagner Moura transmite tão bem em cena: de
um jeito ou de outro, Marcelo não vai ficar no Brasil por muito
tempo para aproveitar tudo isso. Uma perseguição pelas ruas
da cidade, coreografada com maestria, leva a um clímax
sangrento e espetacular, mas, assim como em Ainda Estou
Aqui, ainda há perguntas perturbadoras a serem respondidas e
mistérios a serem resolvidos. Afinal de contas, de quem era
aquela perna na barriga do tubarão?
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4geld2gk1go.
Acesso em: 15 jan. 2026.
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