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"Acredito que, toda vez que saímos de um livro,
saímos diferentes, mesmo que não o notemos."
(Caio Riter)
O elemento destacado no pensamento acima retoma o conteúdo de(a):
O elemento destacado no pensamento acima retoma o conteúdo de(a):
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- OrtografiaGrafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas
Assinale a alternativa em que todas as palavras
estão grafadas de acordo com as normas
vigentes em Língua Portuguesa.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
De próprio punho
Estranhei muito na primeira vez que
escutei a expressão "de próprio punho". Parecia
que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso.
Foi numa situação bancária, dessas bem
burocráticas, e eu devia escrever algo bem
breve, mas com minhas mãos. Na verdade, o
que importava era a autenticidade da minha
caligrafia, que à época ainda era mais fluente e
firme. Depois dos teclados de computador, ela
rateia bastante. Minha letra, hoje, tem uma
espécie de bipolaridade: dia sim, dia não,
trêmula e firme, forte e fraca, mais rotunda e
mais cheia de arestas. Na época do episódio
com o banco, que, se não me engano, dizia
respeito a fechar uma conta (que eu jamais
quisera abrir, aliás), o negócio era escrever com
minha mãozinha, expressando minha letra e
minha assinatura, que são só minhas, segundo
confiam as perícias e polícias científicas.
É claro que já escrevi muito mais de
próprio punho ou, numa palavra mais bonita,
manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora
ele também seja usado na tarefa). Mas isso não
é um feito individual. Em larga medida, é
social. Muita gente sente o mesmo que eu, isto
é, escreve bem menos usando as mãos, ou
melhor, empregando algum tipo de tecnologia
(lápis, caneta, etc.) para escrever por meio de
grafite ou tinta ou giz ou carvão ou sangue e o
que mais. É importante lembrar que ainda há
gente que não sabe escrever neste país, neste
planeta, mas muita gente sabe e tem um combo
de tecnologias mais ou menos à disposição para
isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm
várias possibilidades, e uma delas nunca deixou
de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, são
elas que batucam meu teclado de computador
ou que tocam suavemente duas ou três telas
sensíveis. Mas não expressam mais a minha
letra. No lugar, aparecem Times New Roman,
Arial, Calibri e mais uma centena de "letras" à
minha escolha. (...)
A escrita e suas tecnologias incríveis
vão se reposicionando, mudando de status,
numa ciranda interessante e importante que
pode ser vista à luz de certa diversidade que
encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui
e ali. Não adianta muito pensar sempre como se
tudo fosse excludente. Estão aí minha farta
comunicação por bilhetes, minha gaveta alegre
de postits de toda cor, esperando para serem
usados, e o cheque do cartório, em que quase
tudo já é digital. "Do punho ao pixel” não é uma
frase filosoficamente correta. O negócio é mais
"o punho e o pixel".
RIBEIRO, Ana Elisa. De próprio punho. Rascunho.
Disponível em <https://rascunho.com.br/cronistas/anaelisa-ribeiro/de-proprio-punho/>.
A forma verbal destacada no trecho acima indica uma ação:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
De próprio punho
Estranhei muito na primeira vez que
escutei a expressão "de próprio punho". Parecia
que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso.
Foi numa situação bancária, dessas bem
burocráticas, e eu devia escrever algo bem
breve, mas com minhas mãos. Na verdade, o
que importava era a autenticidade da minha
caligrafia, que à época ainda era mais fluente e
firme. Depois dos teclados de computador, ela
rateia bastante. Minha letra, hoje, tem uma
espécie de bipolaridade: dia sim, dia não,
trêmula e firme, forte e fraca, mais rotunda e
mais cheia de arestas. Na época do episódio
com o banco, que, se não me engano, dizia
respeito a fechar uma conta (que eu jamais
quisera abrir, aliás), o negócio era escrever com
minha mãozinha, expressando minha letra e
minha assinatura, que são só minhas, segundo
confiam as perícias e polícias científicas.
É claro que já escrevi muito mais de
próprio punho ou, numa palavra mais bonita,
manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora
ele também seja usado na tarefa). Mas isso não
é um feito individual. Em larga medida, é
social. Muita gente sente o mesmo que eu, isto
é, escreve bem menos usando as mãos, ou
melhor, empregando algum tipo de tecnologia
(lápis, caneta, etc.) para escrever por meio de
grafite ou tinta ou giz ou carvão ou sangue e o
que mais. É importante lembrar que ainda há
gente que não sabe escrever neste país, neste
planeta, mas muita gente sabe e tem um combo
de tecnologias mais ou menos à disposição para
isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm
várias possibilidades, e uma delas nunca deixou
de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, são
elas que batucam meu teclado de computador
ou que tocam suavemente duas ou três telas
sensíveis. Mas não expressam mais a minha
letra. No lugar, aparecem Times New Roman,
Arial, Calibri e mais uma centena de "letras" à
minha escolha. (...)
A escrita e suas tecnologias incríveis
vão se reposicionando, mudando de status,
numa ciranda interessante e importante que
pode ser vista à luz de certa diversidade que
encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui
e ali. Não adianta muito pensar sempre como se
tudo fosse excludente. Estão aí minha farta
comunicação por bilhetes, minha gaveta alegre
de postits de toda cor, esperando para serem
usados, e o cheque do cartório, em que quase
tudo já é digital. "Do punho ao pixel” não é uma
frase filosoficamente correta. O negócio é mais
"o punho e o pixel".
RIBEIRO, Ana Elisa. De próprio punho. Rascunho.
Disponível em <https://rascunho.com.br/cronistas/anaelisa-ribeiro/de-proprio-punho/>.
A palavra destacada no trecho acima indica uma situação que caracteriza algo como:
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
De próprio punho
Estranhei muito na primeira vez que
escutei a expressão "de próprio punho". Parecia
que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso.
Foi numa situação bancária, dessas bem
burocráticas, e eu devia escrever algo bem
breve, mas com minhas mãos. Na verdade, o
que importava era a autenticidade da minha
caligrafia, que à época ainda era mais fluente e
firme. Depois dos teclados de computador, ela
rateia bastante. Minha letra, hoje, tem uma
espécie de bipolaridade: dia sim, dia não,
trêmula e firme, forte e fraca, mais rotunda e
mais cheia de arestas. Na época do episódio
com o banco, que, se não me engano, dizia
respeito a fechar uma conta (que eu jamais
quisera abrir, aliás), o negócio era escrever com
minha mãozinha, expressando minha letra e
minha assinatura, que são só minhas, segundo
confiam as perícias e polícias científicas.
É claro que já escrevi muito mais de
próprio punho ou, numa palavra mais bonita,
manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora
ele também seja usado na tarefa). Mas isso não
é um feito individual. Em larga medida, é
social. Muita gente sente o mesmo que eu, isto
é, escreve bem menos usando as mãos, ou
melhor, empregando algum tipo de tecnologia
(lápis, caneta, etc.) para escrever por meio de
grafite ou tinta ou giz ou carvão ou sangue e o
que mais. É importante lembrar que ainda há
gente que não sabe escrever neste país, neste
planeta, mas muita gente sabe e tem um combo
de tecnologias mais ou menos à disposição para
isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm
várias possibilidades, e uma delas nunca deixou
de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, são
elas que batucam meu teclado de computador
ou que tocam suavemente duas ou três telas
sensíveis. Mas não expressam mais a minha
letra. No lugar, aparecem Times New Roman,
Arial, Calibri e mais uma centena de "letras" à
minha escolha. (...)
A escrita e suas tecnologias incríveis
vão se reposicionando, mudando de status,
numa ciranda interessante e importante que
pode ser vista à luz de certa diversidade que
encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui
e ali. Não adianta muito pensar sempre como se
tudo fosse excludente. Estão aí minha farta
comunicação por bilhetes, minha gaveta alegre
de postits de toda cor, esperando para serem
usados, e o cheque do cartório, em que quase
tudo já é digital. "Do punho ao pixel” não é uma
frase filosoficamente correta. O negócio é mais
"o punho e o pixel".
RIBEIRO, Ana Elisa. De próprio punho. Rascunho.
Disponível em <https://rascunho.com.br/cronistas/anaelisa-ribeiro/de-proprio-punho/>.
Na passagem acima, correspondente ao início do texto "De próprio punho", ocorre:
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CAZO. Segurança alimentar. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-segurancaalimentar/>.
Em relação à charge acima, é correto afirmar que:
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Estabeleça a relação entre os elementos abaixo,
associando a forma verbal à lacuna de cada
enunciado, de acordo com a norma-padrão. A
seguir, assinale a sequência obtida.
(1) havia (2) haviam
- Naquela reunião, (____) muitas informações confidenciais.
- Já (_____) muitos anos que nós não nos encontrávamos.
- Os dirigentes, naquele encontro, já (_____) marcado uma outra reunião secreta.
- Se existiam rancores ou só (____) pequenas desavenças, ninguém sabe ao certo.
(1) havia (2) haviam
- Naquela reunião, (____) muitas informações confidenciais.
- Já (_____) muitos anos que nós não nos encontrávamos.
- Os dirigentes, naquele encontro, já (_____) marcado uma outra reunião secreta.
- Se existiam rancores ou só (____) pequenas desavenças, ninguém sabe ao certo.
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"Eu não acredito em circunstâncias ideais.
Quem quer ou quem precisa escrever, senta e
escreve, seja onde for." (Micheliny Verunschk)
Assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, uma análise correta da palavra destacada no pensamento acima.
Assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, uma análise correta da palavra destacada no pensamento acima.
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Assinale a alternativa cujo pronome destacado
apresenta colocação correta, pela norma-padrão.
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Uma insatisfação crônica
O dinheiro é um bom servo, mas um
péssimo patrão. Sendo usado para o nosso bem e
para o bem do próximo é uma bênção, mas, usado
de forma egoísta, só para o nosso deleite e de
forma avarenta, só para explorar o próximo, é
uma maldição. Certamente, o problema não é ter
dinheiro, mas o dinheiro nos ter; não é guardar
dinheiro no banco, mas entronizá-lo no coração.
O dinheiro é necessário, pois sem ele não
suprimos nossas necessidades nem podemos
socorrer os necessitados. Porém, o dinheiro, por
mais volumoso, não pode nos oferecer felicidade
nem segurança. É ledo engano pensar que o
dinheiro é fonte de alegria ou imaginar que o
dinheiro nos blinda dos perigos da vida. О
dinheiro é volátil. É insensatez, portanto, confiar
na instabilidade da riqueza. O dinheiro,
outrossim, não pode comprar as coisas mais
importantes. O dinheiro pode nos dar momentos
felizes, mas não pode adquirir para nós
felicidade. Pode nos dar uma casa, mas não um
lar; pode nos dar conforto, mas não saúde; pode
nos dar alimento, mas não apetite; pode nos dar
bajuladores, mas não amigos; pode nos dar um
rico funeral, mas não a vida eterna.
O dinheiro pode ser conquistado por nós
com o suor do nosso rosto ou pode ser deixado
para nós como herança dos nossos pais. Pode vir
do trabalho das nossas mãos ou das mãos
daqueles que laboraram antes de nós. O dinheiro,
porém, não pode ser levado por nós. O homem
mais rico não pode levar sequer um mísero
centavo de toda a sua fortuna. Não há gaveta em
caixão nem caminhão de mudança em enterro.
Mesmo possuindo um império econômico, ao
morrer, o homem deixa tudo. O dinheiro só pode
ir conosco até à sepultura. Tudo o que
granjeamos e recebemos é deixado aqui mesmo.
As riquezas da terra não realizam nenhuma
marcha conosco além da sepultura.
O amor do dinheiro é raiz de todos os
males. Muitos caem nos laços da cobiça e
atormentam a sua alma com muitos flagelos. Há
aqueles que até mesmo se desviam da fé e
mergulham sua alma em doída angústia e pesada
tribulação. Por amor ao dinheiro, muitos vivem e
morrem, casam-se e descasam, matam e mandam
matar, corrompem e são corrompidos. Por amor
ao dinheiro, o homem se bestializa e declara
guerra ao seu próximo. (...)
LOPES, Hernandes Dias. Uma insatisfação crônica.
Disponível em <https://www.hernandesdiaslopes.com.br/umainsatisfacao-cronica>.
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