Foram encontradas 358.940 questões.
Leia o texto a seguir.
Quem fala
Está de malas prontas?
Aproveite bastante
Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum
Tudo de bom
Não volte nunca
ALVIM, Francisco. Quem fala. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque. 26 poetas hoje. 6. ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007. p.18.
O verso “Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum” apresenta dois enunciados justapostos. Considerando o encadeamento sintático dessa construção, a relação estabelecida entre “Leia jornais” e “não ouça rádio de jeito nenhum”
Quem fala
Está de malas prontas?
Aproveite bastante
Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum
Tudo de bom
Não volte nunca
ALVIM, Francisco. Quem fala. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque. 26 poetas hoje. 6. ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007. p.18.
O verso “Leia jornais; não ouça rádio de jeito nenhum” apresenta dois enunciados justapostos. Considerando o encadeamento sintático dessa construção, a relação estabelecida entre “Leia jornais” e “não ouça rádio de jeito nenhum”
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Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Em um cenário polarizado, no qual discussões fundamentais
são reduzidas a disputas passionais comparáveis a torcidas de
futebol, a ideia de independência segue um valor ético
indispensável.
Não falo apenas da independência política ou econômica – as
quais, cada qual a seu modo, possuem imenso valor –, mas
daquela que se desdobra no campo do pensamento: a
autonomia para refletir sem subordinação a consensos fáceis,
para agir sem a necessidade de aprovação alheia.
A independência intelectual, essa condição tão rara quanto
preciosa, me remete aos versos de Sérgio Sampaio em
"Sinceramente", quando canta: "Não há nada mais bonito do
que ser independente. E poder se conquistar, sair, chegar,
assim, tão simplesmente. Não há nada mais tranquilo do que
ser o que se sente. E poder amar, perder, chorar, depois ganhar,
assim, tão livremente. Não há nada mais sozinho do que ser
inteligente e poder cantarolar, errar, desafinar, assim,
sinceramente".
É bonito bancar o que se é, ganhar, perder, mas ser fiel a si. Em
"Minhas palavras estarão lá", a poeta feminista negra Audre
Lorde também trouxe uma importante reflexão sobre
independência, quando escreveu linhas memoráveis, que me
fortalecem sempre que as leio: "Meus críticos sempre quiseram
me ver sob uma determinada ótica. As pessoas fazem isso. É
mais fácil lidar com um poeta, certamente com uma poeta
negra, quando você a categoriza, limitando-a tanto que ela
consegue preencher suas expectativas". E Lorde continua:
"mas eu sempre senti que não posso ser categorizada, e esse
sentimento tem sido tanto minha fraqueza quanto minha força.
Tem sido minha fraqueza porque minha independência me
custou o suporte de algumas pessoas. Mas, veja você, também
tem sido minha força porque me dá o poder para seguir em
frente".
Para mulheres negras em uma sociedade capitalista, racista e
patriarcal, ser independente é um jogo de capoeira, um
encontro entre a dança e a luta. Partindo de lugares vulneráveis
economicamente, é preciso ginga para seguir, saber a hora de
desviar do golpe, a hora de golpear, entender que o silêncio,
muitas vezes, não é consenso, mas estratégia de
sobrevivência. É uma dança que exige solitude, mas que
projeta solidariedade, porque ao se libertar das amarras do
pensamento hegemônico abre-se também espaço para que
outros respirem."
RIBEIRO, Djamila. Independência ou morte: pensar de forma independente é
recusar o mito da ordem e progresso. Folha de S. Paulo, 28 ago. 2025.
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Texto 3
Em um cenário polarizado, no qual discussões fundamentais
são reduzidas a disputas passionais comparáveis a torcidas de
futebol, a ideia de independência segue um valor ético
indispensável.
Não falo apenas da independência política ou econômica – as
quais, cada qual a seu modo, possuem imenso valor –, mas
daquela que se desdobra no campo do pensamento: a
autonomia para refletir sem subordinação a consensos fáceis,
para agir sem a necessidade de aprovação alheia.
A independência intelectual, essa condição tão rara quanto
preciosa, me remete aos versos de Sérgio Sampaio em
"Sinceramente", quando canta: "Não há nada mais bonito do
que ser independente. E poder se conquistar, sair, chegar,
assim, tão simplesmente. Não há nada mais tranquilo do que
ser o que se sente. E poder amar, perder, chorar, depois ganhar,
assim, tão livremente. Não há nada mais sozinho do que ser
inteligente e poder cantarolar, errar, desafinar, assim,
sinceramente".
É bonito bancar o que se é, ganhar, perder, mas ser fiel a si. Em
"Minhas palavras estarão lá", a poeta feminista negra Audre
Lorde também trouxe uma importante reflexão sobre
independência, quando escreveu linhas memoráveis, que me
fortalecem sempre que as leio: "Meus críticos sempre quiseram
me ver sob uma determinada ótica. As pessoas fazem isso. É
mais fácil lidar com um poeta, certamente com uma poeta
negra, quando você a categoriza, limitando-a tanto que ela
consegue preencher suas expectativas". E Lorde continua:
"mas eu sempre senti que não posso ser categorizada, e esse
sentimento tem sido tanto minha fraqueza quanto minha força.
Tem sido minha fraqueza porque minha independência me
custou o suporte de algumas pessoas. Mas, veja você, também
tem sido minha força porque me dá o poder para seguir em
frente".
Para mulheres negras em uma sociedade capitalista, racista e
patriarcal, ser independente é um jogo de capoeira, um
encontro entre a dança e a luta. Partindo de lugares vulneráveis
economicamente, é preciso ginga para seguir, saber a hora de
desviar do golpe, a hora de golpear, entender que o silêncio,
muitas vezes, não é consenso, mas estratégia de
sobrevivência. É uma dança que exige solitude, mas que
projeta solidariedade, porque ao se libertar das amarras do
pensamento hegemônico abre-se também espaço para que
outros respirem."
RIBEIRO, Djamila. Independência ou morte: pensar de forma independente é
recusar o mito da ordem e progresso. Folha de S. Paulo, 28 ago. 2025.
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Em um cenário polarizado, no qual discussões fundamentais
são reduzidas a disputas passionais comparáveis a torcidas de
futebol, a ideia de independência segue um valor ético
indispensável.
Não falo apenas da independência política ou econômica – as
quais, cada qual a seu modo, possuem imenso valor –, mas
daquela que se desdobra no campo do pensamento: a
autonomia para refletir sem subordinação a consensos fáceis,
para agir sem a necessidade de aprovação alheia.
A independência intelectual, essa condição tão rara quanto
preciosa, me remete aos versos de Sérgio Sampaio em
"Sinceramente", quando canta: "Não há nada mais bonito do
que ser independente. E poder se conquistar, sair, chegar,
assim, tão simplesmente. Não há nada mais tranquilo do que
ser o que se sente. E poder amar, perder, chorar, depois ganhar,
assim, tão livremente. Não há nada mais sozinho do que ser
inteligente e poder cantarolar, errar, desafinar, assim,
sinceramente".
É bonito bancar o que se é, ganhar, perder, mas ser fiel a si. Em
"Minhas palavras estarão lá", a poeta feminista negra Audre
Lorde também trouxe uma importante reflexão sobre
independência, quando escreveu linhas memoráveis, que me
fortalecem sempre que as leio: "Meus críticos sempre quiseram
me ver sob uma determinada ótica. As pessoas fazem isso. É
mais fácil lidar com um poeta, certamente com uma poeta
negra, quando você a categoriza, limitando-a tanto que ela
consegue preencher suas expectativas". E Lorde continua:
"mas eu sempre senti que não posso ser categorizada, e esse
sentimento tem sido tanto minha fraqueza quanto minha força.
Tem sido minha fraqueza porque minha independência me
custou o suporte de algumas pessoas. Mas, veja você, também
tem sido minha força porque me dá o poder para seguir em
frente".
Para mulheres negras em uma sociedade capitalista, racista e
patriarcal, ser independente é um jogo de capoeira, um
encontro entre a dança e a luta. Partindo de lugares vulneráveis
economicamente, é preciso ginga para seguir, saber a hora de
desviar do golpe, a hora de golpear, entender que o silêncio,
muitas vezes, não é consenso, mas estratégia de
sobrevivência. É uma dança que exige solitude, mas que
projeta solidariedade, porque ao se libertar das amarras do
pensamento hegemônico abre-se também espaço para que
outros respirem."
RIBEIRO, Djamila. Independência ou morte: pensar de forma independente é
recusar o mito da ordem e progresso. Folha de S. Paulo, 28 ago. 2025.
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/09/chargistas-fazemreleituras-de-pedro-americo.shtml. Acesso em: 28 nov. 2025.
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/09/chargistas-fazemreleituras-de-pedro-americo.shtml. Acesso em: 28 nov. 2025.
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Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
A carne
A carne mais barata do mercado
É a carne negra
(Tá ligado que não é fácil, né, mano?)
Se liga aí
[...]
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
[...]
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço, meu irmão
O cabra que não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador eleito
Mas muito bem intencionado
JORGE, Seu; YUKA, Marcelo; CAPPELLETTI, Ulisses. A carne. Letra da
canção. Disponível em: https://www.letras.mus.br/elza-soares/a-carne/. Acesso
em: 28 maio 2025. [Adaptado].
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Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
A carne
A carne mais barata do mercado
É a carne negra
(Tá ligado que não é fácil, né, mano?)
Se liga aí
[...]
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
E vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
[...]
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço, meu irmão
O cabra que não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador eleito
Mas muito bem intencionado
JORGE, Seu; YUKA, Marcelo; CAPPELLETTI, Ulisses. A carne. Letra da
canção. Disponível em: https://www.letras.mus.br/elza-soares/a-carne/. Acesso
em: 28 maio 2025. [Adaptado].
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Leia o excerto a seguir:
Autora de obras diversas em gênero, em forma − que vão da crônica ao ensaio, passando pela dramaturgia e por livros __________ −, Cidinha da Silva confirma a cada publicação sua relevância na literatura brasileira contemporânea.
Entre as publicações recentes, destacam-se Vamos falar de relações raciais?: Crônicas para debater o __________ (Autêntica, 2024) e Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 lições do método Sueli Carneiro (Rosa dos Tempos, 2025) − e a autora de Belo Horizonte acaba de lançar, pela Relicário, a __________ Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros.
Cidinha da Silva conversa com a Cult sobre o novo livro − que tem como proposta "explicitar e exemplificar situações frequentes de exploração e __________ das escritoras negras".
(Disponível em: https://acesse.one/2v41sri. Acesso em 15 mai. 2026. Adaptado.)
A respeito da ortografia e do uso ou não do hífen, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas no excerto:
Autora de obras diversas em gênero, em forma − que vão da crônica ao ensaio, passando pela dramaturgia e por livros __________ −, Cidinha da Silva confirma a cada publicação sua relevância na literatura brasileira contemporânea.
Entre as publicações recentes, destacam-se Vamos falar de relações raciais?: Crônicas para debater o __________ (Autêntica, 2024) e Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 lições do método Sueli Carneiro (Rosa dos Tempos, 2025) − e a autora de Belo Horizonte acaba de lançar, pela Relicário, a __________ Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros.
Cidinha da Silva conversa com a Cult sobre o novo livro − que tem como proposta "explicitar e exemplificar situações frequentes de exploração e __________ das escritoras negras".
(Disponível em: https://acesse.one/2v41sri. Acesso em 15 mai. 2026. Adaptado.)
A respeito da ortografia e do uso ou não do hífen, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas no excerto:
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Cada um dos excertos a seguir apresenta um uso das
variações dos porquês. Analise cada excerto quanto a
esse uso:
I.Acho que amadurecer tem um pouco a ver com isso: deixar de medir os dias apenas pelo que produziram e começar a notar melhor o que eles ofereceram. Por que sim, a vida passa rápido.
II.Em quantas vezes a vida ainda tentou se oferecer a mim de um jeito simples, sem espetáculo, e eu quase não percebi porquê estava ocupado demais tentando acompanhar a velocidade do mundo.
III.Hoje vejo que uma parte importante do que me fez entender a vida melhor aconteceu justamente nesses intervalos menos vistosos, quando nada extraordinário estava acontecendo por fora e, por isso mesmo, alguma coisa podia finalmente acontecer por dentro. É curioso pensar nisso, porque a pressa nos acostuma a acreditar que só os grandes momentos têm valor.
IV.Hoje, olhando para trás, essa cena me parece quase um luxo. Talvez por que uma das descobertas mais desconcertantes da vida adulta seja esta: o tempo ganha velocidade sem pedir licença. Você mal se acostuma com o começo do ano e já está ouvindo alguém falar de Natal.
Está correto o uso em:
I.Acho que amadurecer tem um pouco a ver com isso: deixar de medir os dias apenas pelo que produziram e começar a notar melhor o que eles ofereceram. Por que sim, a vida passa rápido.
II.Em quantas vezes a vida ainda tentou se oferecer a mim de um jeito simples, sem espetáculo, e eu quase não percebi porquê estava ocupado demais tentando acompanhar a velocidade do mundo.
III.Hoje vejo que uma parte importante do que me fez entender a vida melhor aconteceu justamente nesses intervalos menos vistosos, quando nada extraordinário estava acontecendo por fora e, por isso mesmo, alguma coisa podia finalmente acontecer por dentro. É curioso pensar nisso, porque a pressa nos acostuma a acreditar que só os grandes momentos têm valor.
IV.Hoje, olhando para trás, essa cena me parece quase um luxo. Talvez por que uma das descobertas mais desconcertantes da vida adulta seja esta: o tempo ganha velocidade sem pedir licença. Você mal se acostuma com o começo do ano e já está ouvindo alguém falar de Natal.
Está correto o uso em:
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