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Qual é a melhor maneira de aprender uma nova língua?

Por Krupa Padhy

  1. Nasci em uma família que falava gujarati (língua indo-ariana nativa do estado de Gujarat,
  2. na Índia). Meus pais, de origem indiana, emigraram da Tanzânia para o Reino Unido na década
  3. de 1970. Com aulas no templo local todos os sábados, consegui aprimorar minhas técnicas de
  4. leitura e escrita quando era criança. Em 1995, o canal indiano de TV por assinatura Zee TV
  5. chegou ao Reino Unido. Fiquei viciada em assistir ___ séries bregas em idioma hindi todas as
  6. noites, com legendas. ___ décadas, pesquisas mostram que a exposição regular a um idioma
  7. acelera o aprendizado.
  8. Estudei francês por oito semestres e passei um ano em Paris. E, por fim, aprendi um pouco
  9. de espanhol após algum tempo em aulas noturnas. Todos esses idiomas (com exceção do
  10. espanhol, que eu falava nas férias) exigiram tempo e compromisso. Talvez isso explique por que
  11. relutei ao ler incontáveis anúncios no meu feed do Instagram, prometendo me ensinar um idioma
  12. em 30 dias (ou menos), com menos de 30 minutos de estudo por dia. Os benefícios do
  13. aprendizado de idiomas para a nossa felicidade, bem-estar e saúde do cérebro ___ longo prazo
  14. já foram bem estabelecidos, de forma que não me arrependo do investimento.
  15. Para descobrir a melhor forma de aprender um idioma, segundo a ciência, eu me reuni com
  16. dois pesquisadores do Laboratório de Aprendizado de Idiomas da Universidade de Lancaster, no
  17. Reino Unido. Patrick Rebuschat é professor de linguística e ciências cognitivas e Padraic
  18. Monaghan leciona cognição no Departamento de Psicologia da Universidade. Eles me orientaram
  19. a realizar um experimento projetado para reproduzir o aprendizado de idiomas no mundo real e
  20. revelar como o nosso cérebro capta e compreende novas palavras e sons.
  21. As tarefas basicamente simulam o que faríamos se fôssemos deixados em um país
  22. estrangeiro, onde se fala um idioma desconhecido, e só pudéssemos usar nossas habilidades
  23. inatas para decifrar os novos e misteriosos sons à nossa volta e começar a entender o seu
  24. significado. Depois de passar duas décadas sem aprender um novo idioma, comecei a estudar
  25. um pouco de português e mandarim. Para isso, eu passei apenas 30 minutos diários, por seis
  26. dias, fazendo tarefas e exames. Eu deveria completá-los sem fazer nenhuma pergunta e
  27. aguardar o final do experimento para receber meu feedback.
  28. Para levar meu aprendizado para o próximo nível, os especialistas também defendem a
  29. instrução tradicional por seres humanos, algo que está ameaçado em muitas escolas e
  30. universidades. Em vez de considerar as novas tecnologias como uma ameaça para os professores
  31. humanos, Patrick Rebuschat as considera complementares. Elas oferecem aos estudantes prática
  32. adicional, feedback e amplitude de acesso.

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyv4vznzk2o – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho abaixo, retirado do texto, “completá-los” está retomando:

“Para isso, eu passei apenas 30 minutos diários, por seis dias, fazendo tarefas e exames. Eu deveria completá-los sem fazer nenhuma pergunta”.

 

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Qual é a melhor maneira de aprender uma nova língua?

Por Krupa Padhy

  1. Nasci em uma família que falava gujarati (língua indo-ariana nativa do estado de Gujarat,
  2. na Índia). Meus pais, de origem indiana, emigraram da Tanzânia para o Reino Unido na década
  3. de 1970. Com aulas no templo local todos os sábados, consegui aprimorar minhas técnicas de
  4. leitura e escrita quando era criança. Em 1995, o canal indiano de TV por assinatura Zee TV
  5. chegou ao Reino Unido. Fiquei viciada em assistir ___ séries bregas em idioma hindi todas as
  6. noites, com legendas. ___ décadas, pesquisas mostram que a exposição regular a um idioma
  7. acelera o aprendizado.
  8. Estudei francês por oito semestres e passei um ano em Paris. E, por fim, aprendi um pouco
  9. de espanhol após algum tempo em aulas noturnas. Todos esses idiomas (com exceção do
  10. espanhol, que eu falava nas férias) exigiram tempo e compromisso. Talvez isso explique por que
  11. relutei ao ler incontáveis anúncios no meu feed do Instagram, prometendo me ensinar um idioma
  12. em 30 dias (ou menos), com menos de 30 minutos de estudo por dia. Os benefícios do
  13. aprendizado de idiomas para a nossa felicidade, bem-estar e saúde do cérebro ___ longo prazo
  14. já foram bem estabelecidos, de forma que não me arrependo do investimento.
  15. Para descobrir a melhor forma de aprender um idioma, segundo a ciência, eu me reuni com
  16. dois pesquisadores do Laboratório de Aprendizado de Idiomas da Universidade de Lancaster, no
  17. Reino Unido. Patrick Rebuschat é professor de linguística e ciências cognitivas e Padraic
  18. Monaghan leciona cognição no Departamento de Psicologia da Universidade. Eles me orientaram
  19. a realizar um experimento projetado para reproduzir o aprendizado de idiomas no mundo real e
  20. revelar como o nosso cérebro capta e compreende novas palavras e sons.
  21. As tarefas basicamente simulam o que faríamos se fôssemos deixados em um país
  22. estrangeiro, onde se fala um idioma desconhecido, e só pudéssemos usar nossas habilidades
  23. inatas para decifrar os novos e misteriosos sons à nossa volta e começar a entender o seu
  24. significado. Depois de passar duas décadas sem aprender um novo idioma, comecei a estudar
  25. um pouco de português e mandarim. Para isso, eu passei apenas 30 minutos diários, por seis
  26. dias, fazendo tarefas e exames. Eu deveria completá-los sem fazer nenhuma pergunta e
  27. aguardar o final do experimento para receber meu feedback.
  28. Para levar meu aprendizado para o próximo nível, os especialistas também defendem a
  29. instrução tradicional por seres humanos, algo que está ameaçado em muitas escolas e
  30. universidades. Em vez de considerar as novas tecnologias como uma ameaça para os professores
  31. humanos, Patrick Rebuschat as considera complementares. Elas oferecem aos estudantes prática
  32. adicional, feedback e amplitude de acesso.

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyv4vznzk2o – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho abaixo, retirado do texto, “os especialistas” exerce a função sintática de:

“Para levar meu aprendizado para o próximo nível, os especialistas também defendem a instrução tradicional por seres humanos”.

 

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Por Krupa Padhy

  1. Nasci em uma família que falava gujarati (língua indo-ariana nativa do estado de Gujarat,
  2. na Índia). Meus pais, de origem indiana, emigraram da Tanzânia para o Reino Unido na década
  3. de 1970. Com aulas no templo local todos os sábados, consegui aprimorar minhas técnicas de
  4. leitura e escrita quando era criança. Em 1995, o canal indiano de TV por assinatura Zee TV
  5. chegou ao Reino Unido. Fiquei viciada em assistir ___ séries bregas em idioma hindi todas as
  6. noites, com legendas. ___ décadas, pesquisas mostram que a exposição regular a um idioma
  7. acelera o aprendizado.
  8. Estudei francês por oito semestres e passei um ano em Paris. E, por fim, aprendi um pouco
  9. de espanhol após algum tempo em aulas noturnas. Todos esses idiomas (com exceção do
  10. espanhol, que eu falava nas férias) exigiram tempo e compromisso. Talvez isso explique por que
  11. relutei ao ler incontáveis anúncios no meu feed do Instagram, prometendo me ensinar um idioma
  12. em 30 dias (ou menos), com menos de 30 minutos de estudo por dia. Os benefícios do
  13. aprendizado de idiomas para a nossa felicidade, bem-estar e saúde do cérebro ___ longo prazo
  14. já foram bem estabelecidos, de forma que não me arrependo do investimento.
  15. Para descobrir a melhor forma de aprender um idioma, segundo a ciência, eu me reuni com
  16. dois pesquisadores do Laboratório de Aprendizado de Idiomas da Universidade de Lancaster, no
  17. Reino Unido. Patrick Rebuschat é professor de linguística e ciências cognitivas e Padraic
  18. Monaghan leciona cognição no Departamento de Psicologia da Universidade. Eles me orientaram
  19. a realizar um experimento projetado para reproduzir o aprendizado de idiomas no mundo real e
  20. revelar como o nosso cérebro capta e compreende novas palavras e sons.
  21. As tarefas basicamente simulam o que faríamos se fôssemos deixados em um país
  22. estrangeiro, onde se fala um idioma desconhecido, e só pudéssemos usar nossas habilidades
  23. inatas para decifrar os novos e misteriosos sons à nossa volta e começar a entender o seu
  24. significado. Depois de passar duas décadas sem aprender um novo idioma, comecei a estudar
  25. um pouco de português e mandarim. Para isso, eu passei apenas 30 minutos diários, por seis
  26. dias, fazendo tarefas e exames. Eu deveria completá-los sem fazer nenhuma pergunta e
  27. aguardar o final do experimento para receber meu feedback.
  28. Para levar meu aprendizado para o próximo nível, os especialistas também defendem a
  29. instrução tradicional por seres humanos, algo que está ameaçado em muitas escolas e
  30. universidades. Em vez de considerar as novas tecnologias como uma ameaça para os professores
  31. humanos, Patrick Rebuschat as considera complementares. Elas oferecem aos estudantes prática
  32. adicional, feedback e amplitude de acesso.

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyv4vznzk2o – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação à regência verbal e ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto.

● “Fiquei viciada em assistir ___ séries bregas em idioma hindi todas as noites”.

● “___ décadas, pesquisas mostram que a exposição regular a um idioma acelera o aprendizado”.

● “Os benefícios do aprendizado de idiomas para a nossa felicidade, bem-estar e saúde do cérebro ___ longo prazo já foram bem estabelecidos”.

 

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  1. Nasci em uma família que falava gujarati (língua indo-ariana nativa do estado de Gujarat,
  2. na Índia). Meus pais, de origem indiana, emigraram da Tanzânia para o Reino Unido na década
  3. de 1970. Com aulas no templo local todos os sábados, consegui aprimorar minhas técnicas de
  4. leitura e escrita quando era criança. Em 1995, o canal indiano de TV por assinatura Zee TV
  5. chegou ao Reino Unido. Fiquei viciada em assistir ___ séries bregas em idioma hindi todas as
  6. noites, com legendas. ___ décadas, pesquisas mostram que a exposição regular a um idioma
  7. acelera o aprendizado.
  8. Estudei francês por oito semestres e passei um ano em Paris. E, por fim, aprendi um pouco
  9. de espanhol após algum tempo em aulas noturnas. Todos esses idiomas (com exceção do
  10. espanhol, que eu falava nas férias) exigiram tempo e compromisso. Talvez isso explique por que
  11. relutei ao ler incontáveis anúncios no meu feed do Instagram, prometendo me ensinar um idioma
  12. em 30 dias (ou menos), com menos de 30 minutos de estudo por dia. Os benefícios do
  13. aprendizado de idiomas para a nossa felicidade, bem-estar e saúde do cérebro ___ longo prazo
  14. já foram bem estabelecidos, de forma que não me arrependo do investimento.
  15. Para descobrir a melhor forma de aprender um idioma, segundo a ciência, eu me reuni com
  16. dois pesquisadores do Laboratório de Aprendizado de Idiomas da Universidade de Lancaster, no
  17. Reino Unido. Patrick Rebuschat é professor de linguística e ciências cognitivas e Padraic
  18. Monaghan leciona cognição no Departamento de Psicologia da Universidade. Eles me orientaram
  19. a realizar um experimento projetado para reproduzir o aprendizado de idiomas no mundo real e
  20. revelar como o nosso cérebro capta e compreende novas palavras e sons.
  21. As tarefas basicamente simulam o que faríamos se fôssemos deixados em um país
  22. estrangeiro, onde se fala um idioma desconhecido, e só pudéssemos usar nossas habilidades
  23. inatas para decifrar os novos e misteriosos sons à nossa volta e começar a entender o seu
  24. significado. Depois de passar duas décadas sem aprender um novo idioma, comecei a estudar
  25. um pouco de português e mandarim. Para isso, eu passei apenas 30 minutos diários, por seis
  26. dias, fazendo tarefas e exames. Eu deveria completá-los sem fazer nenhuma pergunta e
  27. aguardar o final do experimento para receber meu feedback.
  28. Para levar meu aprendizado para o próximo nível, os especialistas também defendem a
  29. instrução tradicional por seres humanos, algo que está ameaçado em muitas escolas e
  30. universidades. Em vez de considerar as novas tecnologias como uma ameaça para os professores
  31. humanos, Patrick Rebuschat as considera complementares. Elas oferecem aos estudantes prática
  32. adicional, feedback e amplitude de acesso.

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyv4vznzk2o – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. Krupa Padhy conseguiu aprimorar as técnicas de leitura e escrita quando era criança.

PORQUE

II. Em 1995, o canal indiano Zee TV chegou ao Reino Unido.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

 

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Leia as sentenças a seguir e analise a colocação dos pronomes átonos destacados:

I.Quem lhe explicará a razão desses números da pesquisa será a própria pesquisadora.

II.Não desista para não me desanimar também. Falta pouco para concluirmos tudo.

III.Ele certamente se alegrará com o resultado dos estudos e com a publicação do artigo.

IV.Querendo publicar logo a pesquisa, nos precipitamos na análise dos dados.

Está correta a colocação pronominal nas sentenças:

 

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Leia as sentenças a seguir e analise as expressões destacadas, atentando para o termo ao qual cada uma se refere. Em seguida, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as classes gramaticais às expressões destacadas:

Primeira coluna: classes gramaticais

1.Adjetivo (locução)

2.Advérbio

3.Pronome indefinido

Segunda coluna: expressões

(   ) Fale com os demais antes de tomar qualquer decisão.

(   ) Que pessoa legal, ela acolhe demais!

(   ) Como há candidatos de mais e poucas vagas, o processo de seleção será mais longo.

(   ) Vírgulas de mais atrapalham a coesão textual.

(   ) Fuja de pessoas que falam demais e ouvem de menos.

(   ) Trouxe as demais para devolver. Não precisarei dessas fotografias.

Assinale a alternativa que indica a correta associação entre as colunas:

 

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Enunciado 4694644-1

Crédito: Foto: @vinimlo / Estudantes NINJA (Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-ensino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diante-dos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026.)

No cartaz em destaque na imagem, há o uso correto de "por que", uma vez que ele introduz uma pergunta. Analise as sentenças a seguir e o uso dos porquês destacados:

I.Sempre me pergunto por que há tanta resistência em investir em Educação.

II.Não investia em Educação porque não queria que o povo tivesse conhecimento.

III.Peguei aquele livro na estante da livraria sem pensar, meio no automático, e comecei a ler. Nem os céus sabem por quê . Li todo e estou sem palavras para definir o que sinto.

IV.Quero saber um porque para eu não avançar nesta leitura.

Está correto o uso em:

 

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A respeito do uso dos artigos, há contextos em que eles denotam o sentido de posse à palavra a que acompanham. Analise as sentenças a seguir e os artigos destacados:

I.Trazia os cabelos esbranquiçados há muitos anos, marca de tantas preocupações.

II.Quando chegou à reunião, estava acompanhada da filha.

III.Aqueles estudantes eram ativistas desde a faculdade.

IV.Ana repeliu qualquer contato com ele. Firmou-se nos cotovelos enquanto pensava em tudo que ouvira.

O artigo denota sentido de posse em:

 

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As sentenças a seguir apresentam empregos do acento grave (crase). Analise cada uma:

I.O artigo não se refere à isso, que são dados já confirmados. Ele se refere aos dados ainda em processo de coleta.

II.O plano de estudo era uma forma de resistir àquele cansaço que nos toma depois de um longo dia de trabalho.

III.Disse que tinha muito respeito pela pesquisa histórica, à que se iniciara muito antes de ele entrar na universidade.

IV.Cumpria seu papel com respeito àquilo que seus antepassados haviam construído dentro da Ciência.

Está correto o uso do acento grave em:

 

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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.

O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte do processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.

Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!

(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-ensino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diante-dos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Em "Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior", a concordância do verbo "conseguir" está corretamente feita. Tendo isso como referência e mobilizando seus conhecimentos, analise a concordância dos verbos destacados:

I.Naquela cidade, 75% da população ganha menos de dois salários mínimos.

II.Somente 1% dos candidatos conseguem se inscrever para as práticas esportivas.

III.Oitenta e cinco por cento dos inscritos compareceu no primeiro encontro.

IV.Um por cento venceu o medo de altura e desceu na tirolesa.

Está correta a concordância dos verbos destacados em:

 

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