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"A literatura, para mim, é uma instituição. Ela
tem uma história. Não basta você ter a
inspiração. Você pode ter o talento, mas precisa
ter o fundamento.” (Alberto Mussa)
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima apresenta pontuação totalmente correta.
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima apresenta pontuação totalmente correta.
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Assinale a alternativa cujos elementos
preenchem corretamente as lacunas a seguir,
conforme a norma-padrão.
- Comprei muitos artigos_ prazo na loja
- Ele nunca me fez referência vocês.
- Letra letra, ela foi aprendendo a escrever.
- Sua decisão foi essencial vitória do time.
- Comprei muitos artigos_ prazo na loja
- Ele nunca me fez referência vocês.
- Letra letra, ela foi aprendendo a escrever.
- Sua decisão foi essencial vitória do time.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
- MorfologiaPronomesPronomes Relativos
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Minha tia era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro
Quando eu era criança, boa parte dos meus livros vinha da minha Tia Lenir. Ela vendia Tupperware e bijuteria, e passava nas casas dos parentes com a sacola cheia. No meio das vasilhas e dos brincos, vinham coleções e enciclopédias, aqueles volumes de curiosidades de antigamente. Foi numa coleção dela que aprendi, ainda criança, quase tudo o que eu sabia sobre o espaço. E foi de um livro dela que li A volta ao mundo em 80 dias.
Não creio que a Tia Lenir tivesse faro para livros. Ela vendia potes e brincos, e o livro entrava junto, quase de carona. Ainda assim, funcionou como curadoria. Alguém colocou na minha mão as coleções que me formaram, antes de eu saber que existia um mundo de livros para escolher. (...)
Ela não tinha catálogo de 200 mil títulos nem agente de IA. Não tinha nem faro para livros, para ser honesto. O que me formou foi meio o acaso. A coleção certa, na sacola certa, na mão de alguém que passava para vender vasilha.
É aqui que eu me obrigo a ser justo com o algoritmo. A gente torce o nariz para a curadoria da máquina, como se a recomendação humana fosse sempre nobre e a da máquina sempre suspeita. A tensão existe, já falei dela. Mas a curadoria humana também é, muitas vezes, pura coincidência. Um parente que aparece com a sacola, um professor que gostava de certo autor, um vendedor que bateu na porta na hora certa. O algoritmo é coincidência em escala. E às vezes ele acerta o livro que vira a chave de uma criança.
A virada de plataforma não encerra a figura da Tia Lenir. Ela pede que a gente a reinvente, com uma diferença. Agora dá para escolher, de propósito, ser a boa coincidência na vida do leitor. A tecnologia é a ponte, não o destino.
Minha pergunta para você, do outro lado da cadeia, é simples. Diante de um leitor que hoje tem acesso a tudo e tempo para quase nada, você quer ser mais um item no catálogo do algoritmo, ou quer ser a curadoria em que ele confia?
TAVARES, José Fernando. Minha tira era meu algoritmo
de recomendação: a virada de plataforma do livro.
Publishnews. Disponível em
<https://www.publishnews.com.br/materias/2026/07/10/
minha-tia-era-meu-algoritmo-de-recomendacao.-avirada-de-plataforma-do-livro>.
Em relação à palavra destacada no trecho acima, é correto afirmar que tem natureza:
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Minha tia era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro
Quando eu era criança, boa parte dos meus livros vinha da minha Tia Lenir. Ela vendia Tupperware e bijuteria, e passava nas casas dos parentes com a sacola cheia. No meio das vasilhas e dos brincos, vinham coleções e enciclopédias, aqueles volumes de curiosidades de antigamente. Foi numa coleção dela que aprendi, ainda criança, quase tudo o que eu sabia sobre o espaço. E foi de um livro dela que li A volta ao mundo em 80 dias.
Não creio que a Tia Lenir tivesse faro para livros. Ela vendia potes e brincos, e o livro entrava junto, quase de carona. Ainda assim, funcionou como curadoria. Alguém colocou na minha mão as coleções que me formaram, antes de eu saber que existia um mundo de livros para escolher. (...)
Ela não tinha catálogo de 200 mil títulos nem agente de IA. Não tinha nem faro para livros, para ser honesto. O que me formou foi meio o acaso. A coleção certa, na sacola certa, na mão de alguém que passava para vender vasilha.
É aqui que eu me obrigo a ser justo com o algoritmo. A gente torce o nariz para a curadoria da máquina, como se a recomendação humana fosse sempre nobre e a da máquina sempre suspeita. A tensão existe, já falei dela. Mas a curadoria humana também é, muitas vezes, pura coincidência. Um parente que aparece com a sacola, um professor que gostava de certo autor, um vendedor que bateu na porta na hora certa. O algoritmo é coincidência em escala. E às vezes ele acerta o livro que vira a chave de uma criança.
A virada de plataforma não encerra a figura da Tia Lenir. Ela pede que a gente a reinvente, com uma diferença. Agora dá para escolher, de propósito, ser a boa coincidência na vida do leitor. A tecnologia é a ponte, não o destino.
Minha pergunta para você, do outro lado da cadeia, é simples. Diante de um leitor que hoje tem acesso a tudo e tempo para quase nada, você quer ser mais um item no catálogo do algoritmo, ou quer ser a curadoria em que ele confia?
TAVARES, José Fernando. Minha tira era meu algoritmo
de recomendação: a virada de plataforma do livro.
Publishnews. Disponível em
<https://www.publishnews.com.br/materias/2026/07/10/
minha-tia-era-meu-algoritmo-de-recomendacao.-avirada-de-plataforma-do-livro>.
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Minha tia era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro
Quando eu era criança, boa parte dos meus livros vinha da minha Tia Lenir. Ela vendia Tupperware e bijuteria, e passava nas casas dos parentes com a sacola cheia. No meio das vasilhas e dos brincos, vinham coleções e enciclopédias, aqueles volumes de curiosidades de antigamente. Foi numa coleção dela que aprendi, ainda criança, quase tudo o que eu sabia sobre o espaço. E foi de um livro dela que li A volta ao mundo em 80 dias.
Não creio que a Tia Lenir tivesse faro para livros. Ela vendia potes e brincos, e o livro entrava junto, quase de carona. Ainda assim, funcionou como curadoria. Alguém colocou na minha mão as coleções que me formaram, antes de eu saber que existia um mundo de livros para escolher. (...)
Ela não tinha catálogo de 200 mil títulos nem agente de IA. Não tinha nem faro para livros, para ser honesto. O que me formou foi meio o acaso. A coleção certa, na sacola certa, na mão de alguém que passava para vender vasilha.
É aqui que eu me obrigo a ser justo com o algoritmo. A gente torce o nariz para a curadoria da máquina, como se a recomendação humana fosse sempre nobre e a da máquina sempre suspeita. A tensão existe, já falei dela. Mas a curadoria humana também é, muitas vezes, pura coincidência. Um parente que aparece com a sacola, um professor que gostava de certo autor, um vendedor que bateu na porta na hora certa. O algoritmo é coincidência em escala. E às vezes ele acerta o livro que vira a chave de uma criança.
A virada de plataforma não encerra a figura da Tia Lenir. Ela pede que a gente a reinvente, com uma diferença. Agora dá para escolher, de propósito, ser a boa coincidência na vida do leitor. A tecnologia é a ponte, não o destino.
Minha pergunta para você, do outro lado da cadeia, é simples. Diante de um leitor que hoje tem acesso a tudo e tempo para quase nada, você quer ser mais um item no catálogo do algoritmo, ou quer ser a curadoria em que ele confia?
TAVARES, José Fernando. Minha tira era meu algoritmo
de recomendação: a virada de plataforma do livro.
Publishnews. Disponível em
<https://www.publishnews.com.br/materias/2026/07/10/
minha-tia-era-meu-algoritmo-de-recomendacao.-avirada-de-plataforma-do-livro>.
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Os estudos da linguagem oferecem diferentes
perspectivas para a compreensão dos usos linguísticos e
das relações estabelecidas nas práticas sociais. No
ensino de Língua Portuguesa, esses conhecimentos
contribuem para a análise de situações variadas de uso
da língua (FIORIN, 2016; JAKOBSON, 2010).
Considerando a enunciação e os elementos constitutivos da comunicação, associe a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1.Enunciador 2.Enunciatário. 3.Mensagem. 4.Código. 5.Canal.
Coluna 2
( ) Sistema de signos e convenções compartilhado pelos participantes e empregado na construção do que é comunicado.
( ) Sujeito discursivo responsável pela produção do dizer, identificado pelas marcas que sua posição deixa no enunciado, sem correspondência obrigatória com a pessoa que realiza o ato concreto de fala.
( ) Meio físico ou técnico utilizado para estabelecer o contato necessário à circulação do que é produzido entre os participantes.
( ) Conteúdo organizado por signos e transmitido no processo comunicativo, constituindo aquilo que circula entre os participantes por determinado meio.
( ) Sujeito discursivo ao qual o dizer se dirige, considerado na organização do enunciado e nas escolhas realizadas por quem assume a posição de produção.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
Considerando a enunciação e os elementos constitutivos da comunicação, associe a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1.Enunciador 2.Enunciatário. 3.Mensagem. 4.Código. 5.Canal.
Coluna 2
( ) Sistema de signos e convenções compartilhado pelos participantes e empregado na construção do que é comunicado.
( ) Sujeito discursivo responsável pela produção do dizer, identificado pelas marcas que sua posição deixa no enunciado, sem correspondência obrigatória com a pessoa que realiza o ato concreto de fala.
( ) Meio físico ou técnico utilizado para estabelecer o contato necessário à circulação do que é produzido entre os participantes.
( ) Conteúdo organizado por signos e transmitido no processo comunicativo, constituindo aquilo que circula entre os participantes por determinado meio.
( ) Sujeito discursivo ao qual o dizer se dirige, considerado na organização do enunciado e nas escolhas realizadas por quem assume a posição de produção.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
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A diversidade linguística constitui característica das
comunidades de fala e se relaciona às diferentes
experiências sociais e culturais de seus integrantes. No
campo educacional, reconhecer a multiplicidade dos
usos da língua permite compreender suas implicações
para a formação do cidadão e para o enfrentamento de
formas de discriminação associadas à linguagem
(BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando as relações entre Língua Portuguesa, cidadania, diversidade cultural e inclusão, complete corretamente as lacunas.
O reconhecimento da __________ linguística permite compreender a coexistência de diferentes usos da língua como fenômeno constitutivo das comunidades de fala. No espaço escolar, a identificação do __________ linguístico evidencia a atribuição de juízos sociais negativos a determinados usos e a seus falantes. Nesse contexto, a promoção dos __________ linguísticos relaciona o respeito à diversidade de usos às condições de participação social dos sujeitos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Considerando as relações entre Língua Portuguesa, cidadania, diversidade cultural e inclusão, complete corretamente as lacunas.
O reconhecimento da __________ linguística permite compreender a coexistência de diferentes usos da língua como fenômeno constitutivo das comunidades de fala. No espaço escolar, a identificação do __________ linguístico evidencia a atribuição de juízos sociais negativos a determinados usos e a seus falantes. Nesse contexto, a promoção dos __________ linguísticos relaciona o respeito à diversidade de usos às condições de participação social dos sujeitos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
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A organização do ensino de Língua Portuguesa envolve
decisões teóricas e metodológicas que repercutem na
seleção e na abordagem dos conteúdos escolares.
Diferentes perspectivas acerca desse ensino
estabelecem critérios próprios para a condução do
trabalho pedagógico (CAGLIARI, 2009).
Considerando as contribuições de Luiz Carlos Cagliari para o ensino da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Considerando as contribuições de Luiz Carlos Cagliari para o ensino da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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A Sociolinguística contribui para o ensino de Língua
Portuguesa ao examinar as relações entre usos
linguísticos e fatores sociais presentes nas comunidades
de fala. Essa perspectiva oferece subsídios para
compreender fenômenos que se manifestam nas práticas
de linguagem e no espaço escolar
(BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando os aspectos sociolinguísticos aplicados ao ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Considerando os aspectos sociolinguísticos aplicados ao ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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O desenvolvimento profissional na perspectiva da
Didática Profissional
A formação inicial de professores é alvo de frequentes
críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino
veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas
pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por
isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse
período não fosse um ambiente favorável ao
desenvolvimento profissional da docência, construto
historicamente atrelado à formação continuada.
Entretanto, esse conceito vem se configurando como um
processo contínuo de transformação e construção do
sujeito ao longo do tempo, possibilitando o
estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e
as formações posteriores.
Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos
e dispositivos metodológicos centrados na observação,
compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de
discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam
propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam
a competência como consequência natural do domínio
de conhecimentos teóricos, transformando a própria
prática em objeto de aprendizagem. A Didática
Profissional insere-se nesse movimento.
Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu
na França, na década de 1990, com o objetivo de
analisar o trabalho com vistas à formação de
competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as
relações entre situações de trabalho e o
desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da
convergência de um campo prático — a formação de
adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do
desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os
estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três
orientações principais: a análise das aprendizagens não
pode estar separada da análise da atividade dos atores;
para analisar a formação de competências, é preciso
observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para
compreender como se articulam atividade e
aprendizagem num contexto laboral, vale a pena
mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que
permite compreender o desenvolvimento de uma
inteligência da ação.
Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar
formações voltadas para e pela prática. Seus
precursores sustentam que ela almeja ser uma didática
em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de
transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo
que têm de específico em relação aos conteúdos a
serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais
investiam na análise de situações de trabalho como meio
de elaborar conteúdos de formação correspondentes à
situação profissional de referência e construir
dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de
análise voltada à concepção de programas era pouco
efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de
pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho
executado pelo próprio profissional em formação. Nesse
novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de
aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da
observação e da reflexão sobre a própria ação.
Assim, estudos baseados na formação pela análise do
trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A
avaliação da prática passa a fazer parte integrante da
formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os
participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real
a experiência vivida. São exemplos dessa nova
perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais
os professores em formação têm suas aulas gravadas e
examinadas a posteriori em conjunto com supervisores
ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou
cruzadas.
No cerne desse modelo está a distinção entre atividade
produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana
existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à
transformação do real, e a atividade construtiva, voltada
à transformação de si graças à própria prática. Em
situações de trabalho convencionais, a dimensão
produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é
executada.
Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a
ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva
como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação
da sequência didática por um discente em estágio
supervisionado, a execução das etapas — do
planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de
aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade
produtiva torna-se construtiva quando as ações
implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de
estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em
objeto de análise, permitindo a objetivação dos
procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de
sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a
realização da tarefa não é suficiente para que haja
desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa
produtiva como suporte para a aprendizagem
construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua
execução, enquanto a atividade construtiva requer
critérios epistêmicos, assegurando que a
conceitualização foi realmente realizada. A
aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois
registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e
o registro de compreensão e conceitualização
(epistêmico).
Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do
registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto,
oferece-se um quadro teórico e prático para levar o
professor em formação a explicitar sua experiência para,
em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da
atividade compreende em sentido amplo tanto as
experiências vividas durante os estágios — cujas
observações e regências tornam-se objeto de reflexão
em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como
oficinas voltadas à elaboração e implementação de
dispositivos didáticos.
O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro
teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos
campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos
sobre o conceito de esquema na psicologia genética.
Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da
atividade "de dentro", pela sua organização interna e
execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura
tanto para a atuação em situação de trabalho quanto
para a aprendizagem em contexto de formação.
Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo:
Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da
Didática Profissional. Adaptado.
Considerando as classes gramaticais e as funções desempenhadas pelos vocábulos no trecho, assinale a alternativa correta.
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