Foram encontradas 365.294 questões.
Ao mapear os sinais utilizados por estudantes surdos de
diferentes cidades atendidas por uma rede pública, o
professor registra que um mesmo conceito recebe
formas distintas conforme a procedência geográfica dos
usuários, fenômeno descrito como variação _______.
Quando as diferenças se associam à faixa etária, à
escolaridade ou ao grupo social de pertencimento dos
usuários, trata-se de variação _______. Já a alternância
de formas motivada pelo grau de formalidade da
situação de uso, como a passagem do registro
monitorado ao coloquial, corresponde à variação
_______. Considerando esses eixos de variação,
assinale a alternativa que preenche corretamente as
lacunas, na ordem em que aparecem:
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- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- OrtografiaEmprego do Hífen
- OrtografiaFormação e Estrutura das Palavras
- Morfologia
Segundo Bechara (2024), as normas ortográficas
vigentes estabelecem critérios para a representação
gráfica das palavras, abrangendo aspectos como
acentuação e emprego do hífen em diferentes estruturas
vocabulares.
Considerando as regras ortográficas vigentes, analise as assertivas a seguir.
I.As formas "autoescola" e "infraestrutura" são grafadas sem hífen porque, nesses casos, a vogal final do primeiro elemento difere da vogal inicial do segundo.
II.A palavra "micro-ondas" mantém o hífen porque o primeiro elemento termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
III.As formas "antissocial" e "contrarregra" são grafadas com duplicação das consoantes "s" e "r", respectivamente, quando essas consoantes iniciam o segundo elemento após prefixos terminados em vogal.
IV.As palavras "idéia" e "assembléia" conservam o acento agudo por apresentarem ditongo aberto tônico "éi" em palavras paroxítonas.
Está correto o que se afirma em:
Considerando as regras ortográficas vigentes, analise as assertivas a seguir.
I.As formas "autoescola" e "infraestrutura" são grafadas sem hífen porque, nesses casos, a vogal final do primeiro elemento difere da vogal inicial do segundo.
II.A palavra "micro-ondas" mantém o hífen porque o primeiro elemento termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
III.As formas "antissocial" e "contrarregra" são grafadas com duplicação das consoantes "s" e "r", respectivamente, quando essas consoantes iniciam o segundo elemento após prefixos terminados em vogal.
IV.As palavras "idéia" e "assembléia" conservam o acento agudo por apresentarem ditongo aberto tônico "éi" em palavras paroxítonas.
Está correto o que se afirma em:
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De acordo com Bechara (2024), certos usos da língua
são tradicionalmente avaliados segundo a natureza do
desvio produzido, que pode envolver aspectos sintáticos,
vocabulares, sonoros ou relacionados à construção do
sentido.
Relacione os vícios de linguagem apresentados na Coluna 1 às respectivas caracterizações apresentadas na Coluna 2.
Coluna 1
1.Ambiguidade.
2.Cacofonia.
3.Solecismo.
4.Pleonasmo.
5.Barbarismo.
Coluna 2
( ) Resulta de construção cuja organização admite interpretações distintas para um mesmo enunciado, sem que o contexto forneça elementos suficientes para determinar uma única leitura.
( ) Caracteriza-se pela repetição desnecessária de uma ideia já contida em outro elemento do enunciado, sem que a retomada desempenhe função expressiva ou enfática.
( ) Manifesta-se pela inadequação na estrutura sintática do enunciado, envolvendo relações de concordância, regência ou colocação em desacordo com o padrão normativo.
( ) Decorre do encontro ou da sucessão de elementos sonoros que produz combinação fônica inadequada, capaz de gerar efeito estranho ou associação de sentido não pretendida.
( ) Caracteriza-se por desvio relacionado à forma vocabular, podendo atingir aspectos como grafia, pronúncia ou configuração morfológica da palavra em relação ao padrão normativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Relacione os vícios de linguagem apresentados na Coluna 1 às respectivas caracterizações apresentadas na Coluna 2.
Coluna 1
1.Ambiguidade.
2.Cacofonia.
3.Solecismo.
4.Pleonasmo.
5.Barbarismo.
Coluna 2
( ) Resulta de construção cuja organização admite interpretações distintas para um mesmo enunciado, sem que o contexto forneça elementos suficientes para determinar uma única leitura.
( ) Caracteriza-se pela repetição desnecessária de uma ideia já contida em outro elemento do enunciado, sem que a retomada desempenhe função expressiva ou enfática.
( ) Manifesta-se pela inadequação na estrutura sintática do enunciado, envolvendo relações de concordância, regência ou colocação em desacordo com o padrão normativo.
( ) Decorre do encontro ou da sucessão de elementos sonoros que produz combinação fônica inadequada, capaz de gerar efeito estranho ou associação de sentido não pretendida.
( ) Caracteriza-se por desvio relacionado à forma vocabular, podendo atingir aspectos como grafia, pronúncia ou configuração morfológica da palavra em relação ao padrão normativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Considerando os sinais de pontuação empregados no período, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I.A vírgula empregada após "Segundo ele" separa uma expressão de valor conformativo deslocada para o início do período.
PORQUE
II.As vírgulas presentes na sequência "pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas" são empregadas para separar termos que exercem funções sintáticas distintas na oração.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas "às" vésperas de lançamentos de produtos.
Considerando as regras de uso do acento indicativo de crase nos termos destacados, analise as assertivas a seguir.
I.Em "superiores à semana típica", o acento grave decorre da regência do substantivo "jornadas", que exige a preposição "a", combinada com o artigo feminino que antecede "semana".
II.Em "superiores à semana típica", ocorre crase porque o adjetivo "superiores" rege a preposição "a", que se combina com o artigo feminino "a" determinante de "semana".
III.Na expressão "às vésperas de lançamentos", o acento grave marca a fusão da preposição "a" com o artigo feminino plural "as", em uma locução adverbial formada por palavra feminina.
IV.Em "às vésperas de lançamentos", a presença do artigo feminino plural "as" diante de "vésperas" é suficiente para justificar o acento grave, independentemente da existência da preposição "a" na formação da expressão.
Está correto o que se afirma em:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Considerando os termos acessórios da oração presentes no período, assinale a alternativa correta.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Considerando a análise e a interpretação do texto, assinale a alternativa correta.
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Considerando os termos integrantes das orações presentes no período, assinale a alternativa correta.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Considerando os termos essenciais das orações presentes no período, assinale a alternativa correta.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Considerando a regência dos verbos empregados no trecho, assinale a alternativa correta.
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