Foram encontradas 365.294 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de
trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até
noventa horas semanais
Há anos, executivos de empresas que investem
centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de
inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a
carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um
diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a
semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a
OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente
que organizações testem a jornada reduzida sem
alteração salarial, argumentando que a automação
acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a
empresa jamais testou a jornada reduzida internamente
enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva,
marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de
semana e avaliações rigorosas que resultavam em
demissões repentinas. O profissional descreveu que
frequentava o escritório aos sábados ou domingos
apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os
sistemas não falhassem.
Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que
sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por
sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada
diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez
por cento de seus quadros, o diretor executivo da
Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho
progressivo de produtividade dos softwares pode
acarretar cortes de vagas ainda maiores.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas
corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar
os sistemas destinados a assumir parte das tarefas —
afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana
típica de quarenta horas.
A atuação no setor nos Estados Unidos é bem
remunerada e, embora segmentos como o mercado
financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas
prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não
eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI
afirmou que trabalhava ao menos setenta horas
semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma
startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir
menos horas fora dos períodos de sprints.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes
dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos
de produtos. Em empresas de IA, essas etapas
assumem proporções severas, podendo estender-se por
semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a
OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de
esclarecimento.
Na Meta, funcionários relataram remanejamentos
abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A
dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção
de recusa, restando apenas a alternativa da demissão.
As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até
altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a
sensação de que permanecem de plantão mesmo nos
períodos de descanso.
Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de
uma ferramenta direcionada à engenharia de software e
a estruturação de modelos para medir a capacidade dos
programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários
afirmam que a demanda nessas frentes parece
interminável. A assessoria da Meta optou por não
comentar.
Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da
empresa em maio devido aos impactos da IA em sua
rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a
madrugada por falhas em funções internas. Essa
situação tornou-se recorrente à medida que recursos da
infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA.
O Google não respondeu aos questionamentos. Shali
relatou que, após a saída, apresentou melhorias na
saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA
consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os
engenheiros.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem
elevado o volume de trabalho. Um estudo da
Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou
centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a
trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais
atribuições e estendendo a jornada.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo
nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique
a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo
acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela
execução de novos fluxos e pela verificação constante
dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de
Berkeley.
Além disso, quando um processo é otimizado, a
tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo
com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para
demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que,
embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e
sono, o efeito prático observado é o oposto.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Analise se as afirmativas a seguir, quanto às informações que podem ser inferidas do texto, são falsas (F) ou verdadeiras (V).
( ) A ocorrência de jornadas prolongadas em diferentes circunstâncias permite inferir que a sobrecarga descrita no setor ultrapassa os períodos de "sprints" associados aos lançamentos de produtos.
( ) A ausência de testes internos da jornada reduzida na OpenAI permite concluir que a empresa abandonou a defesa desse modelo de organização do trabalho para outras instituições.
( ) As jornadas prolongadas relatadas nas empresas indicam que a pressão profissional decorre da remuneração elevada oferecida aos trabalhadores do setor de inteligência artificial.
( ) Os relatos de diferentes profissionais permitem inferir que a pressão associada aos projetos de IA ultrapassa uma situação isolada, alcançando empresas distintas e diferentes circunstâncias de trabalho.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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Segundo Antunes (2010), os textos constituem
atividades de linguagem inseridas em práticas sociais e
apresentam características relacionadas às diferentes
situações em que são produzidos.
Considerando aspectos relacionados à finalidade dos textos, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I.A finalidade de um texto relaciona-se ao propósito comunicativo que orienta sua produção em determinada situação de interação.
PORQUE
II.A compreensão textual envolve a articulação entre informações apresentadas em diferentes partes do texto e os conhecimentos mobilizados pelo leitor durante a leitura.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Considerando aspectos relacionados à finalidade dos textos, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I.A finalidade de um texto relaciona-se ao propósito comunicativo que orienta sua produção em determinada situação de interação.
PORQUE
II.A compreensão textual envolve a articulação entre informações apresentadas em diferentes partes do texto e os conhecimentos mobilizados pelo leitor durante a leitura.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
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Segundo Cegalla (2008), as palavras são classificadas
quanto ao número de sílabas, e sua divisão silábica
segue normas próprias da língua portuguesa.
Considerando a divisão silábica e a classificação das palavras quanto ao número de sílabas, assinale a alternativa correta.
Considerando a divisão silábica e a classificação das palavras quanto ao número de sílabas, assinale a alternativa correta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como derretimento de gelo na Groenlândia faz
baleias migrarem para áreas antes inacessíveis
O desaparecimento progressivo do gelo marinho no leste
da Groenlândia tem permitido que grandes cetáceos se
desloquem para áreas que antes lhes eram inacessíveis.
Essa conclusão deriva de um estudo de longa duração
que registrou imagens de centenas das maiores
espécies de baleias do mundo, como a jubarte, a minke
e a comum, alimentando-se em águas costeiras livres de
gelo durante o verão. Anteriormente, esses mamíferos
marinhos não navegavam por essa região devido à
barreira congelada, mas o aquecimento das águas
provocado pelas mudanças climáticas e o consequente
derretimento do gelo levaram os animais a se
adaptarem. A comunidade científica classifica o
fenômeno como um período sazonal de intensa atividade
alimentar no Ártico, resultante de uma alteração
profunda nas condições oceânicas da costa leste
groenlandesa.
A transformação ocorrida no local é drástica, visto que
levantamentos náuticos realizados no passado não
registraram nenhum avistamento de baleias-jubarte na
região até o ano de 2006. Em 2007, foram contabilizados
sete espécimes e, em 2024, o número de avistamentos a
partir de embarcações saltou para cento e cinquenta. Os
primeiros monitoramentos aéreos sistemáticos das
chamadas baleias-de-barbatana na costa leste da
Groenlândia foram conduzidos nos verões de 2015 e
2024. Ao combinar esses dados com os rastros de
quinze indivíduos monitorados por transmissores via
satélite e relatos de caçadores inuítes, os pesquisadores
construíram o panorama do que o líder do estudo, Mads
Peter Heide-J⌀rgensen, definiu como uma grande
mudança no regime ecológico local. Estimativas indicam
que milhares de baleias-jubarte, baleias-comuns e
baleias-minke frequentaram o Mar da Groenlândia no
verão de 2024.
Segundo Heide-J⌀rgensen, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, essas transformações figuram
entre as mais radicais observadas no Subártico. O
deslocamento desses mamíferos é impulsionado pela
elevação na temperatura do oceano e pela consequente
oferta de alimento, uma vez que os cetáceos buscam
peixes que migraram para as águas mais quentes do
leste groenlandês. Projeções dos cientistas indicam que
as três espécies juntas consomem centenas de milhares
de toneladas de peixes e krill durante a temporada de
verão. O estudo não esclarece se o fenômeno decorre
do crescimento populacional global desses animais ou
de uma mera redistribuição geográfica, hipótese que
suscita atenção por sugerir um fluxo vindo da Groenlândia Ocidental, região onde a caça de baleias é
praticada.
Apesar das incertezas sobre a origem do contingente, as
descobertas indicam que essas baleias de perfil
oportunista demonstram capacidade de adaptação e se
beneficiam das novas condições ambientais. Em
contrapartida, outras espécies árticas enfrentam sérias
dificuldades. Animais como narvais e belugas passam a
compartilhar seu espaço com esses novos ocupantes ou
acusam o risco de serem deslocados por eles. Assim,
enquanto o aquecimento global abre oportunidades para
determinados organismos, outras espécies sofrem a
perda gradual de seu habitat natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo .Adaptado.
Considerando a concordância entre substantivos e adjetivos no trecho apresentado, assinale a alternativa correta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como derretimento de gelo na Groenlândia faz
baleias migrarem para áreas antes inacessíveis
O desaparecimento progressivo do gelo marinho no leste
da Groenlândia tem permitido que grandes cetáceos se
desloquem para áreas que antes lhes eram inacessíveis.
Essa conclusão deriva de um estudo de longa duração
que registrou imagens de centenas das maiores
espécies de baleias do mundo, como a jubarte, a minke
e a comum, alimentando-se em águas costeiras livres de
gelo durante o verão. Anteriormente, esses mamíferos
marinhos não navegavam por essa região devido à
barreira congelada, mas o aquecimento das águas
provocado pelas mudanças climáticas e o consequente
derretimento do gelo levaram os animais a se
adaptarem. A comunidade científica classifica o
fenômeno como um período sazonal de intensa atividade
alimentar no Ártico, resultante de uma alteração
profunda nas condições oceânicas da costa leste
groenlandesa.
A transformação ocorrida no local é drástica, visto que
levantamentos náuticos realizados no passado não
registraram nenhum avistamento de baleias-jubarte na
região até o ano de 2006. Em 2007, foram contabilizados
sete espécimes e, em 2024, o número de avistamentos a
partir de embarcações saltou para cento e cinquenta. Os
primeiros monitoramentos aéreos sistemáticos das
chamadas baleias-de-barbatana na costa leste da
Groenlândia foram conduzidos nos verões de 2015 e
2024. Ao combinar esses dados com os rastros de
quinze indivíduos monitorados por transmissores via
satélite e relatos de caçadores inuítes, os pesquisadores
construíram o panorama do que o líder do estudo, Mads
Peter Heide-J⌀rgensen, definiu como uma grande
mudança no regime ecológico local. Estimativas indicam
que milhares de baleias-jubarte, baleias-comuns e
baleias-minke frequentaram o Mar da Groenlândia no
verão de 2024.
Segundo Heide-J⌀rgensen, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, essas transformações figuram
entre as mais radicais observadas no Subártico. O
deslocamento desses mamíferos é impulsionado pela
elevação na temperatura do oceano e pela consequente
oferta de alimento, uma vez que os cetáceos buscam
peixes que migraram para as águas mais quentes do
leste groenlandês. Projeções dos cientistas indicam que
as três espécies juntas consomem centenas de milhares
de toneladas de peixes e krill durante a temporada de
verão. O estudo não esclarece se o fenômeno decorre
do crescimento populacional global desses animais ou
de uma mera redistribuição geográfica, hipótese que
suscita atenção por sugerir um fluxo vindo da Groenlândia Ocidental, região onde a caça de baleias é
praticada.
Apesar das incertezas sobre a origem do contingente, as
descobertas indicam que essas baleias de perfil
oportunista demonstram capacidade de adaptação e se
beneficiam das novas condições ambientais. Em
contrapartida, outras espécies árticas enfrentam sérias
dificuldades. Animais como narvais e belugas passam a
compartilhar seu espaço com esses novos ocupantes ou
acusam o risco de serem deslocados por eles. Assim,
enquanto o aquecimento global abre oportunidades para
determinados organismos, outras espécies sofrem a
perda gradual de seu habitat natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo .Adaptado.
Considerando o emprego das vírgulas no trecho apresentado, assinale a alternativa correta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como derretimento de gelo na Groenlândia faz
baleias migrarem para áreas antes inacessíveis
O desaparecimento progressivo do gelo marinho no leste
da Groenlândia tem permitido que grandes cetáceos se
desloquem para áreas que antes lhes eram inacessíveis.
Essa conclusão deriva de um estudo de longa duração
que registrou imagens de centenas das maiores
espécies de baleias do mundo, como a jubarte, a minke
e a comum, alimentando-se em águas costeiras livres de
gelo durante o verão. Anteriormente, esses mamíferos
marinhos não navegavam por essa região devido à
barreira congelada, mas o aquecimento das águas
provocado pelas mudanças climáticas e o consequente
derretimento do gelo levaram os animais a se
adaptarem. A comunidade científica classifica o
fenômeno como um período sazonal de intensa atividade
alimentar no Ártico, resultante de uma alteração
profunda nas condições oceânicas da costa leste
groenlandesa.
A transformação ocorrida no local é drástica, visto que
levantamentos náuticos realizados no passado não
registraram nenhum avistamento de baleias-jubarte na
região até o ano de 2006. Em 2007, foram contabilizados
sete espécimes e, em 2024, o número de avistamentos a
partir de embarcações saltou para cento e cinquenta. Os
primeiros monitoramentos aéreos sistemáticos das
chamadas baleias-de-barbatana na costa leste da
Groenlândia foram conduzidos nos verões de 2015 e
2024. Ao combinar esses dados com os rastros de
quinze indivíduos monitorados por transmissores via
satélite e relatos de caçadores inuítes, os pesquisadores
construíram o panorama do que o líder do estudo, Mads
Peter Heide-J⌀rgensen, definiu como uma grande
mudança no regime ecológico local. Estimativas indicam
que milhares de baleias-jubarte, baleias-comuns e
baleias-minke frequentaram o Mar da Groenlândia no
verão de 2024.
Segundo Heide-J⌀rgensen, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, essas transformações figuram
entre as mais radicais observadas no Subártico. O
deslocamento desses mamíferos é impulsionado pela
elevação na temperatura do oceano e pela consequente
oferta de alimento, uma vez que os cetáceos buscam
peixes que migraram para as águas mais quentes do
leste groenlandês. Projeções dos cientistas indicam que
as três espécies juntas consomem centenas de milhares
de toneladas de peixes e krill durante a temporada de
verão. O estudo não esclarece se o fenômeno decorre
do crescimento populacional global desses animais ou
de uma mera redistribuição geográfica, hipótese que
suscita atenção por sugerir um fluxo vindo da Groenlândia Ocidental, região onde a caça de baleias é
praticada.
Apesar das incertezas sobre a origem do contingente, as
descobertas indicam que essas baleias de perfil
oportunista demonstram capacidade de adaptação e se
beneficiam das novas condições ambientais. Em
contrapartida, outras espécies árticas enfrentam sérias
dificuldades. Animais como narvais e belugas passam a
compartilhar seu espaço com esses novos ocupantes ou
acusam o risco de serem deslocados por eles. Assim,
enquanto o aquecimento global abre oportunidades para
determinados organismos, outras espécies sofrem a
perda gradual de seu habitat natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo .Adaptado.
Analise se as afirmativas a seguir, quanto ao sentido de palavras e expressões no trecho apresentado, são falsas (F) ou verdadeiras (V).
( ) A expressão "não esclarece" indica ausência de uma conclusão definida entre as explicações apresentadas para o fenômeno.
( ) No contexto, a palavra "mera" reforça a ideia de que a mais ampla que o crescimento populacional.
( ) A expressão "suscita atenção" indica que a hipótese desperta interesse em razão das implicações associadas ao fluxo mencionado.
( ) No trecho, a palavra "fluxo" assume sentido de crescimento numérico da população de baleias em escala global.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como derretimento de gelo na Groenlândia faz
baleias migrarem para áreas antes inacessíveis
O desaparecimento progressivo do gelo marinho no leste
da Groenlândia tem permitido que grandes cetáceos se
desloquem para áreas que antes lhes eram inacessíveis.
Essa conclusão deriva de um estudo de longa duração
que registrou imagens de centenas das maiores
espécies de baleias do mundo, como a jubarte, a minke
e a comum, alimentando-se em águas costeiras livres de
gelo durante o verão. Anteriormente, esses mamíferos
marinhos não navegavam por essa região devido à
barreira congelada, mas o aquecimento das águas
provocado pelas mudanças climáticas e o consequente
derretimento do gelo levaram os animais a se
adaptarem. A comunidade científica classifica o
fenômeno como um período sazonal de intensa atividade
alimentar no Ártico, resultante de uma alteração
profunda nas condições oceânicas da costa leste
groenlandesa.
A transformação ocorrida no local é drástica, visto que
levantamentos náuticos realizados no passado não
registraram nenhum avistamento de baleias-jubarte na
região até o ano de 2006. Em 2007, foram contabilizados
sete espécimes e, em 2024, o número de avistamentos a
partir de embarcações saltou para cento e cinquenta. Os
primeiros monitoramentos aéreos sistemáticos das
chamadas baleias-de-barbatana na costa leste da
Groenlândia foram conduzidos nos verões de 2015 e
2024. Ao combinar esses dados com os rastros de
quinze indivíduos monitorados por transmissores via
satélite e relatos de caçadores inuítes, os pesquisadores
construíram o panorama do que o líder do estudo, Mads
Peter Heide-J⌀rgensen, definiu como uma grande
mudança no regime ecológico local. Estimativas indicam
que milhares de baleias-jubarte, baleias-comuns e
baleias-minke frequentaram o Mar da Groenlândia no
verão de 2024.
Segundo Heide-J⌀rgensen, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, essas transformações figuram
entre as mais radicais observadas no Subártico. O
deslocamento desses mamíferos é impulsionado pela
elevação na temperatura do oceano e pela consequente
oferta de alimento, uma vez que os cetáceos buscam
peixes que migraram para as águas mais quentes do
leste groenlandês. Projeções dos cientistas indicam que
as três espécies juntas consomem centenas de milhares
de toneladas de peixes e krill durante a temporada de
verão. O estudo não esclarece se o fenômeno decorre
do crescimento populacional global desses animais ou
de uma mera redistribuição geográfica, hipótese que
suscita atenção por sugerir um fluxo vindo da Groenlândia Ocidental, região onde a caça de baleias é
praticada.
Apesar das incertezas sobre a origem do contingente, as
descobertas indicam que essas baleias de perfil
oportunista demonstram capacidade de adaptação e se
beneficiam das novas condições ambientais. Em
contrapartida, outras espécies árticas enfrentam sérias
dificuldades. Animais como narvais e belugas passam a
compartilhar seu espaço com esses novos ocupantes ou
acusam o risco de serem deslocados por eles. Assim,
enquanto o aquecimento global abre oportunidades para
determinados organismos, outras espécies sofrem a
perda gradual de seu habitat natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo .Adaptado.
Com base nas informações apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
- Interpretação de Textos
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como derretimento de gelo na Groenlândia faz
baleias migrarem para áreas antes inacessíveis
O desaparecimento progressivo do gelo marinho no leste
da Groenlândia tem permitido que grandes cetáceos se
desloquem para áreas que antes lhes eram inacessíveis.
Essa conclusão deriva de um estudo de longa duração
que registrou imagens de centenas das maiores
espécies de baleias do mundo, como a jubarte, a minke
e a comum, alimentando-se em águas costeiras livres de
gelo durante o verão. Anteriormente, esses mamíferos
marinhos não navegavam por essa região devido à
barreira congelada, mas o aquecimento das águas
provocado pelas mudanças climáticas e o consequente
derretimento do gelo levaram os animais a se
adaptarem. A comunidade científica classifica o
fenômeno como um período sazonal de intensa atividade
alimentar no Ártico, resultante de uma alteração
profunda nas condições oceânicas da costa leste
groenlandesa.
A transformação ocorrida no local é drástica, visto que
levantamentos náuticos realizados no passado não
registraram nenhum avistamento de baleias-jubarte na
região até o ano de 2006. Em 2007, foram contabilizados
sete espécimes e, em 2024, o número de avistamentos a
partir de embarcações saltou para cento e cinquenta. Os
primeiros monitoramentos aéreos sistemáticos das
chamadas baleias-de-barbatana na costa leste da
Groenlândia foram conduzidos nos verões de 2015 e
2024. Ao combinar esses dados com os rastros de
quinze indivíduos monitorados por transmissores via
satélite e relatos de caçadores inuítes, os pesquisadores
construíram o panorama do que o líder do estudo, Mads
Peter Heide-J⌀rgensen, definiu como uma grande
mudança no regime ecológico local. Estimativas indicam
que milhares de baleias-jubarte, baleias-comuns e
baleias-minke frequentaram o Mar da Groenlândia no
verão de 2024.
Segundo Heide-J⌀rgensen, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, essas transformações figuram
entre as mais radicais observadas no Subártico. O
deslocamento desses mamíferos é impulsionado pela
elevação na temperatura do oceano e pela consequente
oferta de alimento, uma vez que os cetáceos buscam
peixes que migraram para as águas mais quentes do
leste groenlandês. Projeções dos cientistas indicam que
as três espécies juntas consomem centenas de milhares
de toneladas de peixes e krill durante a temporada de
verão. O estudo não esclarece se o fenômeno decorre
do crescimento populacional global desses animais ou
de uma mera redistribuição geográfica, hipótese que
suscita atenção por sugerir um fluxo vindo da Groenlândia Ocidental, região onde a caça de baleias é
praticada.
Apesar das incertezas sobre a origem do contingente, as
descobertas indicam que essas baleias de perfil
oportunista demonstram capacidade de adaptação e se
beneficiam das novas condições ambientais. Em
contrapartida, outras espécies árticas enfrentam sérias
dificuldades. Animais como narvais e belugas passam a
compartilhar seu espaço com esses novos ocupantes ou
acusam o risco de serem deslocados por eles. Assim,
enquanto o aquecimento global abre oportunidades para
determinados organismos, outras espécies sofrem a
perda gradual de seu habitat natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo .Adaptado.
Considerando os tempos verbais destacados no trecho, analise as assertivas a seguir.
I.A locução verbal "tem permitido" apresenta o verbo auxiliar no presente do indicativo e expressa um processo iniciado no passado que se prolonga até o presente.
II.A forma "desloquem" está no presente do indicativo e apresenta como certo o deslocamento dos grandes cetáceos para as novas áreas.
III.A forma "eram" está no pretérito perfeito do indicativo e situa a condição de inacessibilidade como concluída em um momento determinado do passado.
IV.A forma "eram" está no pretérito imperfeito do indicativo e indica uma condição existente no passado em relação às áreas mencionadas.
Está correto o que se afirma em:
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Como derretimento de gelo na Groenlândia faz
baleias migrarem para áreas antes inacessíveis
O desaparecimento progressivo do gelo marinho no leste
da Groenlândia tem permitido que grandes cetáceos se
desloquem para áreas que antes lhes eram inacessíveis.
Essa conclusão deriva de um estudo de longa duração
que registrou imagens de centenas das maiores
espécies de baleias do mundo, como a jubarte, a minke
e a comum, alimentando-se em águas costeiras livres de
gelo durante o verão. Anteriormente, esses mamíferos
marinhos não navegavam por essa região devido à
barreira congelada, mas o aquecimento das águas
provocado pelas mudanças climáticas e o consequente
derretimento do gelo levaram os animais a se
adaptarem. A comunidade científica classifica o
fenômeno como um período sazonal de intensa atividade
alimentar no Ártico, resultante de uma alteração
profunda nas condições oceânicas da costa leste
groenlandesa.
A transformação ocorrida no local é drástica, visto que
levantamentos náuticos realizados no passado não
registraram nenhum avistamento de baleias-jubarte na
região até o ano de 2006. Em 2007, foram contabilizados
sete espécimes e, em 2024, o número de avistamentos a
partir de embarcações saltou para cento e cinquenta. Os
primeiros monitoramentos aéreos sistemáticos das
chamadas baleias-de-barbatana na costa leste da
Groenlândia foram conduzidos nos verões de 2015 e
2024. Ao combinar esses dados com os rastros de
quinze indivíduos monitorados por transmissores via
satélite e relatos de caçadores inuítes, os pesquisadores
construíram o panorama do que o líder do estudo, Mads
Peter Heide-J⌀rgensen, definiu como uma grande
mudança no regime ecológico local. Estimativas indicam
que milhares de baleias-jubarte, baleias-comuns e
baleias-minke frequentaram o Mar da Groenlândia no
verão de 2024.
Segundo Heide-J⌀rgensen, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, essas transformações figuram
entre as mais radicais observadas no Subártico. O
deslocamento desses mamíferos é impulsionado pela
elevação na temperatura do oceano e pela consequente
oferta de alimento, uma vez que os cetáceos buscam
peixes que migraram para as águas mais quentes do
leste groenlandês. Projeções dos cientistas indicam que
as três espécies juntas consomem centenas de milhares
de toneladas de peixes e krill durante a temporada de
verão. O estudo não esclarece se o fenômeno decorre
do crescimento populacional global desses animais ou
de uma mera redistribuição geográfica, hipótese que
suscita atenção por sugerir um fluxo vindo da Groenlândia Ocidental, região onde a caça de baleias é
praticada.
Apesar das incertezas sobre a origem do contingente, as
descobertas indicam que essas baleias de perfil
oportunista demonstram capacidade de adaptação e se
beneficiam das novas condições ambientais. Em
contrapartida, outras espécies árticas enfrentam sérias
dificuldades. Animais como narvais e belugas passam a
compartilhar seu espaço com esses novos ocupantes ou
acusam o risco de serem deslocados por eles. Assim,
enquanto o aquecimento global abre oportunidades para
determinados organismos, outras espécies sofrem a
perda gradual de seu habitat natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo .Adaptado.
Considerando as classes gramaticais que compõem o substantivo "baleias-jubarte" e a flexão apresentada no trecho, assinale a alternativa correta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como derretimento de gelo na Groenlândia faz
baleias migrarem para áreas antes inacessíveis
O desaparecimento progressivo do gelo marinho no leste
da Groenlândia tem permitido que grandes cetáceos se
desloquem para áreas que antes lhes eram inacessíveis.
Essa conclusão deriva de um estudo de longa duração
que registrou imagens de centenas das maiores
espécies de baleias do mundo, como a jubarte, a minke
e a comum, alimentando-se em águas costeiras livres de
gelo durante o verão. Anteriormente, esses mamíferos
marinhos não navegavam por essa região devido à
barreira congelada, mas o aquecimento das águas
provocado pelas mudanças climáticas e o consequente
derretimento do gelo levaram os animais a se
adaptarem. A comunidade científica classifica o
fenômeno como um período sazonal de intensa atividade
alimentar no Ártico, resultante de uma alteração
profunda nas condições oceânicas da costa leste
groenlandesa.
A transformação ocorrida no local é drástica, visto que
levantamentos náuticos realizados no passado não
registraram nenhum avistamento de baleias-jubarte na
região até o ano de 2006. Em 2007, foram contabilizados
sete espécimes e, em 2024, o número de avistamentos a
partir de embarcações saltou para cento e cinquenta. Os
primeiros monitoramentos aéreos sistemáticos das
chamadas baleias-de-barbatana na costa leste da
Groenlândia foram conduzidos nos verões de 2015 e
2024. Ao combinar esses dados com os rastros de
quinze indivíduos monitorados por transmissores via
satélite e relatos de caçadores inuítes, os pesquisadores
construíram o panorama do que o líder do estudo, Mads
Peter Heide-J⌀rgensen, definiu como uma grande
mudança no regime ecológico local. Estimativas indicam
que milhares de baleias-jubarte, baleias-comuns e
baleias-minke frequentaram o Mar da Groenlândia no
verão de 2024.
Segundo Heide-J⌀rgensen, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, essas transformações figuram
entre as mais radicais observadas no Subártico. O
deslocamento desses mamíferos é impulsionado pela
elevação na temperatura do oceano e pela consequente
oferta de alimento, uma vez que os cetáceos buscam
peixes que migraram para as águas mais quentes do
leste groenlandês. Projeções dos cientistas indicam que
as três espécies juntas consomem centenas de milhares
de toneladas de peixes e krill durante a temporada de
verão. O estudo não esclarece se o fenômeno decorre
do crescimento populacional global desses animais ou
de uma mera redistribuição geográfica, hipótese que
suscita atenção por sugerir um fluxo vindo da Groenlândia Ocidental, região onde a caça de baleias é
praticada.
Apesar das incertezas sobre a origem do contingente, as
descobertas indicam que essas baleias de perfil
oportunista demonstram capacidade de adaptação e se
beneficiam das novas condições ambientais. Em
contrapartida, outras espécies árticas enfrentam sérias
dificuldades. Animais como narvais e belugas passam a
compartilhar seu espaço com esses novos ocupantes ou
acusam o risco de serem deslocados por eles. Assim,
enquanto o aquecimento global abre oportunidades para
determinados organismos, outras espécies sofrem a
perda gradual de seu habitat natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo .Adaptado.
Considerando a ideia principal e as informações explícitas e implícitas do texto, assinale a alternativa correta.
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