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“Como fenômeno complexo e multifatorial, os acidentes devem ser compreendidos como consequência das condutas, ações e omissões humanas, somadas aos aspectos sociais, econômicos, culturais e políticos que envolvem sua ocorrência. [...] Os fatores de risco e o estudo dos dados epidemiológicos ajudam na compreensão do cenário de acidentes de trânsito, possibilitando a criação de ações preventivas, educativas e de promoção de saúde, com vistas a reduzir os expressivos números de mortalidade por acidentes, assim como minimizar os impactos físicos, hospitalares, previdenciários e psicológicos causados pelos acidentes.”
(Brasil, 2005, apud Cunha et al., 2021).
Neste cenário de adversidades, a Psicologia da Saúde pode contribuir com estudos e intervenções sobre o comportamento humano no trânsito, por meio de ações preventivas e de promoção da saúde nos diferentes níveis de atenção — primária, secundária e terciária — no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). No contexto hospitalar, o psicólogo pode atuar nos hospitais de referência que atendem vítimas de acidentes de trânsito, prestando assistência psicológica humanizada ao paciente, à família e à equipe de saúde. (Cunha, 2021).
Com base nos textos apresentados e nas referências teóricas sobre a Psicologia Hospitalar no trauma, analise os itens a seguir:
I. A atuação do psicólogo hospitalar junto às vítimas de acidentes de trânsito limita-se à escuta empática, não sendo recomendada sua participação em discussões de caso ou em ações interdisciplinares, para evitar interferência no tratamento clínico.
II. O psicólogo que atua em hospitais de referência para trauma deve considerar os aspectos emocionais e sociais envolvidos no adoecimento, contribuindo para a humanização e integralidade da assistência.
III. A compreensão dos acidentes de trânsito como fenômeno multifatorial implica reconhecer a influência de variáveis comportamentais, sociais, culturais e econômicas na produção e prevenção desses eventos.
IV. As ações da Psicologia da Saúde voltadas à prevenção e promoção de saúde devem restringir-se à atenção primária, já que o contexto hospitalar não é considerado campo de atuação preventiva.
Assinale a alternativa CORRETA.
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A Psicologia Hospitalar é compreendida como um campo de intersecção entre diferentes contribuições científicas, educativas e profissionais da Psicologia, voltadas à qualificação da assistência e ao cuidado integral do paciente no contexto hospitalar. Para alcançar esse propósito, deve-se considerar não apenas a doença em si, mas também os recursos subjetivos e as forças adaptativas do indivíduo. A inserção do psicólogo no ambiente hospitalar justifica-se pela presença de sofrimento psíquico decorrente da vivência de adoecimento ou trauma físico, exigindo uma abordagem que integre aspectos orgânicos, emocionais e sociais.
(Fonte adaptada: Conselho Federal de Psicologia (CFP). Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS. Brasília: CFP, 2019.)
Avalie as seguintes informações:
I. A Psicologia Hospitalar é um campo de atuação restrito à aplicação breves voltadas à estabilização emocional do paciente hospitalizado. de técnicas psicoterápicas
II. A justificativa da presença da Psicologia no hospital está centrada na necessidade de compreender a dimensão orgânica da doença como fenômeno isolado do sofrimento psíquico.
III. A Psicologia Hospitalar constitui-se como um campo interdisciplinar, que integra aspectos científicos, educativos e práticos da Psicologia, visando à assistência integral e humanizada ao paciente.
IV. A inserção do psicólogo no contexto hospitalar fundamenta-se na compreensão do adoecimento como experiência biopsicossocial, que envolve dimensões orgânicas, subjetivas e relacionais.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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No contexto hospitalar, o paciente em crise, entendido por Simon (1989) como “ser em sua unidade”, frequentemente encontra-se vulnerável diante das rupturas impostas pela experiência de adoecimento. Sartre, ao discutir o ser-em-situação, destaca que cada pessoa é chamada a atribuir sentido próprio ao vivido, o que confere à crise um caráter singular e existencial. Assim, o adoecimento não se separa do ser que adoece, pois envolve afetos, significados e relações que atravessam paciente, família e equipe de saúde.
(Fonte adaptada: Simon, R. Psicologia Hospitalar: o espaço psicológico do hospital geral. São Paulo: EPU, 1989. VERGEZ, A.; Huisman, D. História da Filosofia Contemporânea. São Paulo: Nacional, 1970.)
À luz da concepção de Simon (1989) e da perspectiva existencial-fenomenológica, o adoecimento pode ser compreendido como
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A Política Nacional de Humanização (PNH) propõe transformar as práticas de atenção e gestão no Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecendo o usuário, o trabalhador e o gestor como sujeitos implicados na produção da saúde. Fundamenta-se em princípios como a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a co-responsabilidade, a transversalidade e a valorização das dimensões subjetivas e coletivas do cuidado. Entre suas ações estratégicas, destacam-se aquelas que visam reconfigurar as relações entre os diferentes participativo. Considerando os princípios e atores do SUS, tornando o sistema mais acolhedor, resolutivo e
(Fonte adaptada: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS. Brasília: CFP, 2019.)
Considerando os princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), qual das alternativas expressa, de forma mais consistente, uma ação coerente com a consolidação de práticas humanizadas no SUS?
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Os psicólogos que atuam na área da saúde buscam compreender os fenômenos relacionados com a saúde e a doença, o processo de adoecimento e as maneiras pelas quais os indivíduos se mantêm saudáveis ao longo da vida. A atuação envolve ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de pessoas portadoras de doenças (recuperação e reabilitação), bem como a elaboração de projetos que visem a melhorias no sistema e nas políticas públicas.
(Fonte: Adaptado do Conselho Federal de Psicologia. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Saúde. CFP, 2019.)
Nesse sentido, a avaliação psicológica é de extrema importância, pois
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( ) O diagnóstico depende de testes padronizados de leitura.
( ) Existe uma carência de instrumentos de rastreio no Brasil.
( ) O diagnóstico precoce é fundamental.
( ) Deficiência em políticas públicas que respaldam o processo.
( ) Investiga-se apenas quando há comorbidades associadas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Os chamados transtornos do neurodesenvolvimento são exemplos de alterações geneticamente determinadas por circuitos específicos, prejudicando a aquisição de habilidades cognitivas como a escrita, leitura e raciocínio lógico-matemático. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os transtornos a suas respectivas características:
Primeira coluna: transtornos
1.Autismo
2.TDAH
3.Dislexia
Segunda coluna: características
( ) Cadernos desorganizados, caligrafia que oscila de tamanho.
( ) Dificuldade em reter instruções verbais sequenciais enquanto executa uma ação.
( ) O aluno não consegue filtrar o que é importante do que é irrelevante.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
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( ) Disfunções nos sistemas mnemônicos, atencionais e visuoespaciais.
( ) Apresenta-se como uma imaturidade das funções neurológicas ou uma disfunção sem lesão.
( ) Lentidão no processamento das informações.
( ) Ensino inadequado, acompanhado de experiências ruins em sala de aula.
( ) Falha no processamento quantitativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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